Deputados federais de MS terão duas semanas de recesso em julho

O período é previsto no regimento interno da Casa de Leis. No total, são dois recessos parlamentares por ano. Os deputados federais de Mato Grosso do Sul entraram em recesso em 17 de julho. O intervalo das sessões ocorre de 18 a 31 de julho. O período é previsto no regimento interno da Casa de Leis. No total, são dois recessos parlamentares por ano. Com oito deputados de MS, a Casa tem recesso de 13 dias nesse primeiro período. Assim, retornam às atividades de sessões a partir de 1º de agosto de 2026. Os deputados federais de MS são: Vander Loubet (PT), Marcos Pollon (PL), Camila Jara (PT), Geraldo Resende (União), Dagoberto Nogueira (PP), Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Beto Pereira (Republicanos). Comissão representativa No período de recesso, a Casa forma comissão representativa para casos de urgência. O grupo é composto por deputados e senadores. Fonte: Midiamax

Pecuarista quita multa eleitoral de R$ 201 mil e tem processo de doação irregular encerrado no TRE-MS

A penalidade foi aplicada em decorrência de uma doação financeira para campanha política realizada acima do limite previsto na lei. O juiz Marcelo Guimarães Marques, da 2ª Zona Eleitoral de Naviraí, encerrou o processo contra o pecuarista José Manoel após quitação integral de multa no valor de R$ 201.628,30. A penalidade foi aplicada em decorrência de uma doação financeira para campanha política realizada acima do limite previsto na lei. O magistrado autorizou o parcelamento do débito em 48 vezes. Após a conclusão dos pagamentos, a defesa de José anexou os comprovantes de recolhimento das guias no processo. O MPE (Ministério Público Eleitoral) avaliou a documentação, reconheceu a liquidação da obrigação financeira e solicitou o arquivamento do caso. Ao constatar o adimplemento da dívida, o juiz encerrou o procedimento. O tribunal realizará o registro da decisão no sistema e as anotações necessárias no cadastro eleitoral de José Manoel, “tendo em vista a satisfação integral da obrigação pelo devedor”. Fonte: Midiamax

França e Inglaterra disputam terceiro lugar da Copa do Mundo 2026

A partida reúne duas seleções que chegaram ao torneio apontadas como favoritas ao título, mas acabaram eliminadas nas semifinais. França e Inglaterra entram em campo neste sábado (18) para decidir a terceira colocação da Copa do Mundo de 2026. A rivalidade entre os dois países atravessa séculos, sendo marcante para a história europeia – ainda que com poucos capítulos em termos de Copas do Mundo. A batalha de hoje será às 18h, em Miami, nos Estados Unidos. A partida reúne duas seleções que chegaram ao torneio apontadas como favoritas ao título, mas acabaram eliminadas nas semifinais. A França foi derrotada pela Espanha nas semifinais, enquanto a Inglaterra perdeu para a Argentina. Duas derrotas que colocaram frente a frente duas das maiores potências do futebol europeu que raramente se enfrentaram em Copas do Mundo. Histórico em Copas do Mundo 1966: Inglaterra 2 x 0 França 1982: Inglaterra 3 x 1 França 2022: França 2 x 1 Inglaterra Antes da disputa pelo terceiro lugar de 2026, os dois países haviam se encontrado apenas três vezes na história da competição, que tem o Brasil como o maior ganhador com cinco títulos. O retrospecto favorece a Inglaterra, com duas vitórias, contra uma da França. O primeiro duelo ocorreu na fase de grupos da Copa de 1966, disputada na Inglaterra. Em Wembley, os anfitriões venceram por 2 a 0 – resultado que ajudou na campanha que terminaria com a conquista do único título mundial inglês. Os países voltaram a se enfrentar em 1982, também na fase de grupos. Novamente a Inglaterra levou a melhor, vencendo Les Bleus (como os franceses são conhecidos) por 3 a 1. A primeira vitória francesa veio apenas quarenta anos depois, durante as quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em 2022. A França derrotou a Inglaterra por 2 a 1, garantindo vaga nas semifinais da competição. Guerra dos Cem Anos Assim, além da medalha de bronze, a partida em Miami representará, na verdade, o confronto esportivo mais importante da história entre estes dois países que são rivais seculares, protagonistas da história do Continente Europeu. Uma rivalidade que vai muito além de campos de futebol, envolvendo os dois adversários da chamada Guerra dos Cem Anos (1337-1453), disputa travada pelo controle do trono francês e de territórios estratégicos. Nos primeiros anos da guerra, os ingleses saíram na frente, com vitórias militares que possibilitaram a conquista de extensas áreas do território francês. Na sequência, os franceses conseguiram se reorganizar e, em contra ataques, recuperaram territórios que estavam sob domínio inglês. A partida começou a mudar quando entrou em campo Joana d’Arc. Sob sua liderança, tropas francesas obtiveram vitórias importantes em momentos decisivos como o levantamento do Cerco de Orléans (1429), considerado o ponto de virada da guerra, quando os franceses conseguiram romper o bloqueio inglês.  A França, então, conseguiu se fortalecer, ampliando a resistência aos ataques ingleses. A Guerra dos Cem Anos terminou com a vitória francesa, após a retomada de quase todos os territórios ocupados pelos ingleses, o que contribuiu para a atual configuração dos Estados europeus.  Fonte: Agenciabrasil

Casal é preso com mais de uma tonelada de maconha

Segundo a Polícia Federal, a descoberta ocorreu após informações de inteligência indicarem que um casal estaria utilizando uma casa como depósito de drogas.  Um casal, não identificado, foi preso na noite dessa sexta-feira (17) com mais de uma tonelada de maconha em Campo Grande. A prisão ocorreu através das equipes do Ficco/MS (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) e do Batalhão de Choque. Segundo a Polícia Federal, a descoberta ocorreu após informações de inteligência indicarem que um casal estaria utilizando uma casa como depósito de drogas. Assim, equipes do Ficco iniciaram diligências e o monitoramento do local. Os policiais então acompanharam a saída de um veículo que deixava a casa com aparente excesso de carga. Durante a abordagem, foram encontradas diversas caixas contendo tabletes de maconha. Já durante as buscas em uma casa, os policiais localizaram entorpecentes que estavam escondidos em um dos cômodos. Em um terreno vizinho, foram encontrados quatro pneus de caminhão utilizados para ocultar drogas. Para conseguirem retirar a droga, os pneus foram destruídos em uma borracharia. Ao todo, foram apreendidos 1.028 quilos de entorpecentes, além do veículo utilizado para o transporte dos entorpecentes. Fonte: Midiamax

Ministério da Saúde abre Consulta Pública para o novo Plano de Dados Abertos

O Ministério da Saúde abriu, nesta sexta-feira (17), consulta pública para a construção do Plano de Dados Abertos (PDA-MS) 2026–2028. A iniciativa permanece aberta até o dia 31 de julho de 2026 e permite que a sociedade contribua para a definição das prioridades de abertura de bases de dados públicas durante a vigência do próximo Plano. O Plano de Dados Abertos (PDA-MS) é o instrumento de planejamento que organiza a publicação de dados em formato aberto no Ministério da Saúde, em conformidade com a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação – LAI), e com o Decreto nº 8.777, de 11 de maio de 2016, que institui a Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal. As bases de dados previstas no Plano de Dados Abertos são disponibilizadas no Portal de Dados Abertos do SUS, que atualmente reúne 124 conjuntos de dados. Para a elaboração do novo Plano, foi organizado um inventário com 360 bases de dados, das quais 126 estão disponíveis para priorização de abertura durante a consulta pública. As informações podem ser consultadas e reutilizadas por gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, órgãos de controle, instituições de ensino, organizações da sociedade civil e demais interessados, fortalecendo a transparência ativa e o acesso à informação pública. A consulta está disponível na plataforma Brasil Participativo. As dúvidas podem ser enviadas para dadosabertos@saude.gov.br. Ministério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

Moraes nega visita de Milei a Jair Bolsonaro na prisão domiciliar

Moraes citou decisão desta sexta que ampliou restrições de visitas ao ex-presidente e considerou solicitação dos advogados ‘prejudicada’. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (18) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro de autorização para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente brasileiro na prisão domiciliar. O encontro pretendido por Bolsonaro aconteceria no próximo dia 25 de julho, data em que está prevista uma viagem do presidente argentino ao Brasil. Na semana passada, Milei mencionou a ida ao Brasil para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência pelo PL e encontrar Jair. Na decisão deste sábado, o ministro do STF enfatizou que o ex-presidente cumpre medidas cautelares restritivas. Ao justificar a negativa, Moraes fez menção à decisão desta sexta-feira (17) que proibiu visitas de caráter “político-eleitoral”. Diante disso, o magistrado considerou o pedido apresentado pelos advogados como “prejudicado”. Endurecimento das restrições Nesta sexta, Alexandre de Moraes proibiu o ex-presidente de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de 2026 e vetou a divulgação de manifestos políticos, inclusive por meio de terceiros. Moraes também determinou a suspensão do direito de visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias — abrindo exceção apenas para advogados, médicos e profissionais de fisioterapia. O ex-presidente cumpre, em regime domiciliar, pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Na casa em que está preso em Brasília, Bolsonaro convive com a esposa Michelle, uma filha e uma enteada, além de funcionários e seguranças. Divulgação de carta por Flávio A nova determinação judicial foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares anteriores. No último dia 11 de julho, o senador Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para divulgar uma “Carta aos Brasileiros”, escrita e assinada de próprio punho por Jair Bolsonaro. No texto, o ex-presidente declarava apoio explícito à pré-candidatura do filho ao Planalto e pedia que seus apoiadores se empenhassem na campanha. Por conta desse episódio, Moraes já havia suspendido as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias em 13 de julho. Na decisão desta sexta, o ministro apontou que houve “flagrante descumprimento” e “participação ativa” do ex-presidente na formulação de “material pré-fabricado” para burla das restrições de comunicação externa e uso de redes sociais vigentes na prisão domiciliar humanitária. A defesa de Bolsonaro alegou ao STF que ele “jamais soube que a carta seria publicizada”, mas a justificativa foi rebatida por Moraes e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que destacaram o teor público do documento direcionado “aos brasileiros”. Jair Bolsonaro cumpre pena privativa de liberdade desde 25 de novembro de 2025. Ele foi transferido para o regime de prisão domiciliar humanitária em 24 de março, logo após receber alta hospitalar depois de uma broncopneumonia. Na decisão desta sexta, Moraes rechaçou o argumento de que as novas sanções isolariam completamente o ex-presidente, classificando a alegação como “patética”. O ministro listou que, desde o início do regime domiciliar, Bolsonaro convive diariamente com a esposa, a filha e a enteada, além de funcionários, e já recebeu um total de 185 visitas, incluindo 64 de advogados, 31 de seus filhos (antes das suspensões) e 70 atendimentos médicos. O magistrado alertou ainda que novos descumprimentos das ordens judiciais poderão provocar a revogação do benefício humanitário e o retorno do ex-presidente ao sistema prisional em regime fechado. Fonte: G1

Munhoz & Mariano comandam última noite da Festa da Farinha neste sábado

A expectativa é de mais uma noite de praça cheia, repetindo o sucesso registrado na abertura do evento, realizada na sexta-feira (17). A 18ª Festa da Farinha entra em seu segundo e último dia neste sábado (18), em Anastácio, prometendo encerrar a programação em grande estilo. A principal atração da noite será a dupla sul-mato-grossense Munhoz & Mariano, um dos maiores nomes da música sertaneja do país, que sobe ao palco da Praça Arandu para fechar a maior celebração da agricultura familiar e da cultura nordestina em Mato Grosso do Sul. Com formação datada de 2006, os campo-grandenses se consolidaram entre as principais duplas do sertanejo universitário. Amigos desde a infância, ganharam projeção nacional em 2010 ao vencerem o quadro Garagem do Faustão, da TV Globo, com a música Sonho Bom. A partir daí, emplacaram sucessos que marcaram uma geração, como “Eu Vou Pegar Você Tá”, “Balada Louca”, gravada com João Neto & Frederico, “Camaro Amarelo”, além de diversos outros hits que conquistaram espaço nas rádios, festas e rodeios de todo o Brasil. O estilo irreverente e o repertório repleto de músicas conhecidas prometem agitar o público durante a apresentação. A expectativa é de mais uma noite de praça cheia, repetindo o sucesso registrado na abertura do evento, realizada na sexta-feira (17). Milhares de pessoas prestigiaram a festa, que teve como destaques os shows do cantor João Gomes, um dos principais representantes do forró e do piseiro na atualidade, e da banda Lendas 67, formada por ex-integrantes do Grupo Tradição, que animou o público com grandes sucessos. Além da programação musical, a abertura contou com a presença de diversas autoridades estaduais e regionais, entre elas os prefeitos Manoel Aparecido “Cido” (PSDB), de Anastácio, e Mauro do Atlântico (PSDB), de Aquidauana, o governador Eduardo Riedel (PP), entre outras lideranças políticas. Considerada a maior vitrine da agricultura familiar de Mato Grosso do Sul, a Festa da Farinha reúne produtores rurais, artesãos e expositores, oferecendo ao público uma ampla variedade de produtos típicos, como farinha de mandioca, beiju, tapioca, bolos, doces e outras iguarias que preservam a tradição nordestina no município. A estrutura montada na Praça Arandu conta com praça de alimentação, estandes para comercialização de produtos da agricultura familiar, espaço para o artesanato, área coberta, camarotes e todo o aparado preparado para receber moradores e visitantes com conforto e segurança. Neste sábado, a expectativa é de que um grande público volte a prestigiar o evento, encerrando a 18ª edição da Festa da Farinha com muita música, gastronomia e valorização das tradições que fazem parte da identidade cultural de Anastácio. Fonte: Opantaneiro

Sábado será de calor intenso, ventania e ar seco em MS

Ponta Porã terá temperaturas entre 23°C e 30°C, enquanto Iguatemi registra de 21°C a 33°C. O sábado (18) será de sol e calor em Mato Grosso do Sul, sem previsão de chuva. As temperaturas seguem acima da média para esta época do ano e podem chegar aos 36°C, principalmente na região pantaneira. O tempo seco também continua predominando, com umidade relativa do ar entre 10% e 30% em diversas cidades. Em Campo Grande, os termômetros variam entre 23°C e 30°C. Em Dourados, a mínima prevista é de 20°C e a máxima de 33°C. Ponta Porã terá temperaturas entre 23°C e 30°C, enquanto Iguatemi registra de 21°C a 33°C. Em Anaurilândia, a previsão é de mínima de 18°C e máxima de 32°C. No Bolsão, Paranaíba e Três Lagoas devem ter temperaturas entre 16°C e 31°C. Já em Coxim, no norte do Estado, os termômetros variam de 21°C a 34°C, e em Camapuã, de 20°C a 33°C. O calor será mais intenso no Pantanal. Corumbá pode registrar máxima de 36°C, Porto Murtinho chega aos 35°C e Aquidauana varia entre 24°C e 33°C. Além do calor, os ventos também merecem atenção. As rajadas podem variar entre 50 km/h e 70 km/h e, em alguns pontos, ultrapassar os 80 km/h, principalmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e centro-sul do Estado. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém alerta de perigo para vendaval até domingo (19). O aviso prevê ventos entre 60 km/h e 100 km/h, com possibilidade de queda de árvores, destelhamentos e danos em edificações. Campo Grande, Corumbá, Dourados, Ponta Porã, Aquidauana, Bonito, Porto Murtinho, Maracaju, Jardim e Sidrolândia estão entre os municípios abrangidos. Outro alerta do instituto vale para a baixa umidade do ar entre o meio-dia e as 18h deste sábado nas regiões leste e norte do Estado. A umidade pode ficar entre 20% e 30%, aumentando o risco de incêndios florestais e exigindo atenção com a hidratação e a exposição ao sol, principalmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Fonte: Campograndenews

Estudo traz novas conclusões sobre rochas de 544 milhões de anos encontradas em Corumbá

A nova tese corrige uma teoria difundida em 2017, que inicialmente indicava que os fósseis seriam uma das evidências mais antigas da presença de animais no oceano. Um novo estudo de fósseis encontrados em Corumbá, no interior de Mato Grosso do Sul, e no Grupo Bambuí, que abrange parte dos estados de Minas Gerais e da Bahia, concluiu que os materiais registrados nessas regiões não pertencem aos primeiros animais que povoaram o fundo do mar, mas sim a comunidades de bactérias e algas. A nova tese corrige uma teoria difundida em 2017, que inicialmente indicava que os fósseis seriam uma das evidências mais antigas da presença de animais no oceano. A revisão, publicada na revista Gondwana Research, muda o entendimento sobre um momento importante da evolução da vida na Terra, pois o povoamento dos mares é um dos marcos que definem a transição entre dois períodos geológicos, conhecidos como Pré-Cambriano e Cambriano, conforme explica o docente do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Lucas Warren, que fez parte da pesquisa. De acordo com o pesquisador, um dos principais marcos da evolução da vida terrestre foi a descoberta de evidências de que o fundo marinho começou a ser povoado por pequenos animais microscópicos, semelhantes a minhocas. Essas atividades deixaram registros preservados em rochas, que foram encontradas pelos cientistas em diferentes partes do mundo. No entanto, embora presentes em vários países, as rochas que guardam os indícios dos primeiros organismos complexos do planeta são raras e difíceis de serem estudadas. Atualmente, há conhecimento dessas rochas em Namíbia, na China, na Espanha, no Paraguai, na Bolívia e no Brasil. Em território brasileiro, os principais registros desse período estão concentrados no Grupo Bambuí, que abrange parte dos estados de Minas Gerais e da Bahia, e outra próxima a Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Nova descoberta Um grupo de pesquisadores liderado por Bruno Becker-Kerber, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que contou com a colaboração do pesquisador da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Lucas Warren, realizou novas análises no material encontrado no Brasil, após Becker-Kerber desconfiar de possíveis conflitos de dados em relação ao material analisado em 2017. O novo estudo foi realizado por meio de tecnologias avançadas para auxiliar na caracterização morfológica dos registros encontrados. Durante a pesquisa, o grupo combinou três técnicas essenciais para chegar à nova conclusão, sendo elas: Microtomografia: permite a reconstrução tridimensional do fóssil e a visualização de suas estruturas internas sem a necessidade de destruição da amostra; Lâminas petrográficas: obtidas a partir de cortes extremamente finos do material, possibilitando a análise microscópica de sua composição e de possíveis estruturas preservadas em nível celular ou de tecido; Microscopia eletrônica de varredura: que fornece imagens de altíssima resolução da superfície do fóssil, evidenciando detalhes morfológicos minuciosos, como texturas, poros e ornamentações não visíveis por microscopia óptica convencional. As técnicas de microtomografia foram realizadas por meio da linha de luz Mogno do Sirius, um acelerador de partículas instalado no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas (SP). O equipamento é capaz de produzir a chamada “luz síncrotron”, um feixe de radiação extremamente intenso que funciona como um raio-X de altíssima precisão. Por meio da técnica, os pesquisadores conseguem visualizar o interior dos fósseis em três dimensões e identificar estruturas microscópicas sem a necessidade de quebrar ou danificar as amostras. A partir disso, os pesquisadores foram capazes de identificar paredes celulares preservadas e a organização interna dos filamentos, evidenciando que aquelas estruturas correspondiam aos corpos de microrganismos fossilizados, e não a túneis escavados por pequenos animais. Dessa forma, foi concluído que o que os cientistas acreditavam ser evidências de organismos complexos são, na verdade, aglomerados de bactérias e macroalgas, seres simples que já povoavam esses terrenos há milhões de anos. Imagem obtida por meio da técnica de zoom tomography, que permite visualizar fósseis em detalhes com resolução de até 20 micrômetros (0,002 cm). (Foto: Reprodução / Bruno Becker-Kerber) Registros eram de algas e bactérias A dúvida em relação ao estudo publicado em 2017 veio após os pesquisadores notarem que algumas das características presentes nos fósseis encontrados no interior de Mato Grosso do Sul e na região do Grupo Bambuí não correspondiam às dos animais que eles acreditavam terem deixado aqueles vestígios. Algumas das diferenças que mais chamaram a atenção foram a preservação de estruturas celulares, grandes variações no diâmetro dos filamentos e a ausência de marcas típicas de escavação ou de preenchimento por sedimentos. Essas evidências indicavam que os fósseis não eram túneis produzidos por pequenos animais, mas sim os próprios corpos de organismos. Assim, os pesquisadores concluíram que aqueles organismos correspondiam a uma comunidade de microrganismos filamentosos, formada principalmente por cianobactérias e algas. A conclusão foi tirada com base na espessura dos filamentos, no formato das células e na ausência de estruturas características de animais complexos. Os exemplares mais finos eram compatíveis com cianobactérias semelhantes às do gênero Oscillatoria, enquanto os maiores provavelmente pertenciam a algas ou a bactérias filamentosas. “E isso, em si, não é uma novidade para a história da Terra porque as cianobactérias habitavam o oceano há 3,5 bilhões de anos antes destas supostas evidências de trilhas fósseis”, aponta Warren.  Rochas foram datadas em 544 milhões de anos Outra descoberta da pesquisa foi que as rochas pertencem ao grupo das rochas sedimentares, formadas pela acumulação e posterior compactação de fragmentos de outras rochas, minerais e restos de organismos. Devido a essa característica, a datação desses materiais é bastante complexa, já que, em muitos casos, o material analisado não indica a idade da rocha sedimentar em si, mas a das rochas que deram origem a ela.  “No trabalho, nós conseguimos datar esse material em um nível de cinza vulcânica, ou seja, quando as rochas estavam se formando, há 550 milhões de anos, algum vulcão explodiu e depositou minerais possíveis de datar junto delas. Quando você encontra uma situação como essa, com um nível de cinza vulcânica, concomitantemente à época em que o fundo marinho estava se desenvolvendo, é uma sorte muito grande

Soja e carnes elevam vendas externas do Estado para R$ 45,4 bilhões

As exportações do Paraná renderam R$ 45,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado pelo complexo soja e pelas carnes, que, juntos, responderam por mais de 70% do faturamento obtido pelo Estado no mercado internacional. Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,10 e constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Entre janeiro e junho de 2025, as vendas externas haviam gerado aproximadamente R$ 43,2 bilhões. O complexo soja foi o principal responsável pelo crescimento. O faturamento do segmento aumentou 18%, passando de R$ 15,6 bilhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 18,4 bilhões em igual período deste ano. Sozinho, o grupo formado pela soja em grão, pelo farelo e pelo óleo respondeu por 40,4% de toda a receita das exportações paranaenses. O desempenho foi favorecido pela maior disponibilidade do grão e pela valorização dos produtos processados, especialmente o óleo bruto. A soja em grão continuou como o principal item do complexo, com vendas de R$ 12,4 bilhões no semestre. A receita cresceu 12,5% na comparação anual. O farelo de soja ficou na segunda posição, com faturamento de aproximadamente R$ 3,36 bilhões e crescimento também superior a 12%. O produto é utilizado principalmente na fabricação de rações e tem demanda relevante entre países com grandes cadeias de aves, suínos e bovinos. O maior avanço proporcional ocorreu no óleo bruto de soja. As vendas externas renderam R$ 2,35 bilhões entre janeiro e junho, alta superior a 73% em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado mostra o peso crescente dos derivados na pauta paranaense. Embora o grão ainda concentre a maior parte das receitas, o processamento permite que o Estado exporte produtos com maior valor agregado e amplie a utilização da capacidade instalada das indústrias locais. O desempenho externo também foi favorecido pela safra recorde de soja no Paraná. A produção da temporada 2025/26 foi estimada pelo Deral em 21,8 milhões de toneladas. A maior disponibilidade de matéria-prima abasteceu tanto os embarques do grão quanto as unidades de esmagamento. As carnes formaram o segundo maior grupo exportador do Estado, com crescimento de 16% no faturamento. O Paraná possui a principal cadeia de carne de frango do País e também uma participação expressiva na produção de suínos, atividades que sustentam frigoríficos, cooperativas e indústrias de alimentos em diferentes regiões. O avanço da receita ocorreu mesmo com uma redução de 3% no volume total embarcado pelo Paraná. A combinação entre faturamento maior e quantidade menor indica melhora no valor médio das mercadorias vendidas, além de uma participação mais elevada de produtos processados na pauta. A queda do volume foi provocada principalmente pela redução dos embarques de milho. Parte maior da produção permaneceu no mercado doméstico, ampliando a disponibilidade do cereal para as cadeias de aves e suínos. Essa permanência do milho no País ajuda a explicar o recuo recente das cotações no Estado. Segundo o Deral, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, a R$ 61,23 em junho, queda de 3,3% em relação a maio e de 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Leia Também: Agro passa a ter “CEP do campo” e rotas oficiais de acesso Para os criadores, a oferta interna maior pode contribuir para conter os gastos com alimentação, que representam uma das principais despesas das granjas. O efeito, entretanto, ainda é limitado porque as margens da avicultura permanecem estreitas e o farelo de soja continua mais caro do que há um ano. As exportações de açúcar e de produtos florestais também diminuíram no primeiro semestre e contribuíram para a retração do volume total movimentado. O impacto foi compensado financeiramente pela soja, pelo óleo bruto e pelas carnes. O desempenho reforça a dependência das vendas externas paranaenses em relação ao agronegócio. Mais de sete em cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações no primeiro semestre vieram apenas do complexo soja e das carnes. Essa concentração torna o resultado do segundo semestre sensível ao comportamento da demanda internacional, ao câmbio e às medidas comerciais adotadas pelos principais compradores. Alterações nas tarifas, barreiras sanitárias ou restrições de acesso a mercados podem atingir diretamente cooperativas, produtores e agroindústrias do Estado. Mesmo com esses riscos, o primeiro semestre terminou com melhora da receita. A expansão de 5%, apesar da redução no volume embarcado, mostra que o Paraná conseguiu compensar a menor saída de milho, açúcar e produtos florestais com uma pauta de maior valor, puxada pela industrialização da soja e pelo desempenho das proteínas animais. Fonte: Pensar Agro