Agora acusam o Brasil de usar trabalho escravo e tarifaço pode ir a 37,5%
A tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros poderá chegar a 37,5% a partir da próxima semana. Além da sobretaxa de 25% anunciada pelo governo de Donald Trump, o Brasil corre o risco de enfrentar uma cobrança de mais 12,5% vinculada a uma investigação sobre supostas mercadorias produzidas com trabalho forçado. A definição é esperada para sexta-feira (24.07). Até lá, permanece a dúvida sobre a forma de aplicação da nova alíquota. O governo brasileiro ainda não sabe se os 12,5% serão somados aos 25% já confirmados, se substituirão outra tarifa ou se os produtos incluídos na lista de exceções permanecerão isentos. O caso é conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). O órgão analisou as políticas adotadas por 60 economias, responsáveis por mais de 99% das importações norte-americanas, para impedir a entrada de mercadorias fabricadas total ou parcialmente com trabalho forçado. A proposta preliminar recomenda tarifa de 12,5% para o Brasil e outras 53 economias. Outros seis mercados, entre eles Canadá, México e União Europeia, poderão receber uma cobrança de 10% porque, segundo o USTR, já possuem mecanismos parciais para barrar essas mercadorias. A investigação não se limita à existência de trabalho análogo à escravidão dentro do território brasileiro. O principal questionamento dos Estados Unidos é que o Brasil não teria uma proibição legal específica e suficientemente abrangente contra a importação de produtos fabricados com trabalho forçado em outros países. O relatório norte-americano afirma que essa ausência cria condições desiguais para empresas e trabalhadores dos Estados Unidos. O Brasil contesta o argumento e sustenta que possui instrumentos de fiscalização, responsabilização criminal e transparência para combater o trabalho em condições análogas à escravidão. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, reconheceu que a cobrança de 12,5% é considerada provável. Segundo ele, a incógnita está na possibilidade de acumulação com os 25% aplicados especificamente ao Brasil. A tarifa de 12,5% deverá substituir a cobrança temporária de 10% que incide sobre grande parte dos parceiros comerciais dos Estados Unidos. Essa alíquota foi instituída com base na Seção 122 da legislação comercial norte-americana e perde validade no fim de julho. A interpretação do governo brasileiro é que Washington procurou uma nova base jurídica para manter barreiras comerciais depois que decisões judiciais limitaram o uso de poderes emergenciais pelo presidente norte-americano. A investigação sobre trabalho forçado utiliza a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, dispositivo que permite a adoção de medidas contra práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Se a tarifa de 12,5% apenas substituir os atuais 10%, o acréscimo efetivo será de 2,5 pontos porcentuais. O maior risco para o Brasil está na possibilidade de a nova cobrança ser acumulada com os 25%, levando a sobretaxa total a 37,5% para parte dos produtos. Também não está definido se a lista de exceções da tarifa de 25% será mantida no processo sobre trabalho forçado. Essa incerteza preocupa o agronegócio porque produtos importantes, como café, carne bovina e suco de laranja, escaparam da primeira cobrança, mas poderão voltar a ser alcançados pela nova medida. A tarifa de 25% entra em vigor na quarta-feira (22) e atingirá aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Com base nos embarques de 2024, o volume afetado corresponde a cerca de R$ 37,7 bilhões, considerando a cotação de R$ 5,10. Mais de 2,1 mil produtos ficaram fora dessa sobretaxa. A decisão reduziu o impacto imediato sobre o agro, mas não encerrou o risco para os exportadores. A investigação sobre trabalho forçado é mais ampla, envolve dezenas de países e ainda não apresenta uma relação definitiva das mercadorias que poderão receber a nova cobrança. A pecuária brasileira aparece com destaque no relatório do USTR. O documento cita registros de empregadores rurais incluídos no cadastro brasileiro de responsáveis por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”, e utiliza esses casos para questionar a competitividade da carne produzida no País. O órgão norte-americano também compara o desempenho de Brasil e Estados Unidos no mercado chinês. Entre 2015 e 2025, as vendas brasileiras de carne bovina congelada aos mercados analisados quase dobraram, enquanto os embarques norte-americanos cresceram 21%, segundo o relatório. Leia Também: Anec divulga projeções para dezembro e prevê retração Com base nessa diferença, o USTR argumenta que eventuais irregularidades trabalhistas poderiam ter contribuído para reduzir custos e ampliar a competitividade brasileira. O próprio documento reconhece, porém, que não se pode afirmar que toda a carne exportada pelo Brasil tenha ligação com trabalho forçado. O governo brasileiro rejeita a generalização. O País tipifica no Código Penal a redução de uma pessoa à condição análoga à escravidão e mantém equipes de fiscalização, operações de resgate e um cadastro público de empregadores responsabilizados administrativamente após o encerramento dos processos. O Ministério das Relações Exteriores afirma que as conclusões norte-americanas desconsideram esses instrumentos e podem enfraquecer políticas brasileiras de combate às violações trabalhistas. O Itamaraty também considera as sanções unilaterais incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). As negociações entre os dois governos continuam, mas Brasília considera pequena a possibilidade de evitar completamente a nova cobrança. A expectativa é de que a tarifa seja aplicada de maneira ampla aos países incluídos na investigação, restando definir sua relação com as demais sobretaxas e listas de exceções. Para o produtor rural, o risco imediato não está apenas na perda de mercado nos Estados Unidos. Uma tarifa maior pode obrigar exportadores a redirecionar produtos para outros destinos, aumentar a oferta interna e pressionar os preços recebidos no Brasil. O impacto será diferente para cada cadeia. Café, carne e suco de laranja dependem da manutenção das exceções obtidas na tarifa de 25%. Outros segmentos, já incluídos na cobrança que começa no dia 22, poderão sofrer uma perda adicional de competitividade se os 12,5% forem acumulados. A decisão do dia 24 será determinante para medir o alcance real do tarifaço. Até lá, os 37,5% devem ser tratados como um cenário possível,
Arroz supera R$ 63 e mercado prevê safra menor em 2026/27
O preço do arroz voltou a superar R$ 63 por saca no mercado brasileiro, sustentado pela menor presença de vendedores e pela perspectiva de nova redução da área cultivada na safra 2026/27. A recuperação ocorre após meses de cotações pressionadas pelo excesso de oferta e pelas dificuldades enfrentadas pelos produtores para cobrir os custos de produção. O movimento ganhou força depois do encerramento da colheita nas principais regiões produtoras. Com menor necessidade imediata de caixa, parte dos agricultores reduziu as vendas e passou a negociar apenas nos preços considerados mais atrativos. As indústrias, por sua vez, começaram a recompor estoques, favorecendo a valorização do cereal. O Indicador Safras ultrapassou R$ 63 por saca de 50 quilos na última semana. No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, a média do arroz em casca com rendimento entre 58% e 62% de grãos inteiros e pagamento à vista encerrou a quinta-feira (16.07) em R$ 62,83. O valor representa alta de 3,38% em uma semana e avanço de 8,27% em relação ao mesmo período de junho. Apesar da recuperação recente, a cotação ainda está 6,36% abaixo da registrada em igual período de 2025, segundo levantamento da Safras & Mercado. A reação dos preços ocorre em um momento no qual o setor começa a direcionar as atenções para o próximo plantio. As primeiras projeções indicam que a produção brasileira poderá ficar próxima ou até abaixo de 10 milhões de toneladas de arroz em casca na temporada 2026/27. Caso se confirme, o volume representará uma redução significativa em relação à safra atual. No levantamento divulgado em julho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a colheita de 2025/26 em 11,09 milhões de toneladas. A atual temporada já apresentou retração de 13,1% na produção em comparação com as 12,76 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A queda foi provocada principalmente pela redução de 13,8% na área cultivada, que passou de 1,76 milhão para 1,52 milhão de hectares. A produtividade média, ao contrário, avançou 0,9% e alcançou 7.295 quilos por hectare. O resultado mostra que a diminuição da produção foi determinada pela decisão dos agricultores de plantar menos, e não por uma quebra generalizada das lavouras. Os preços baixos recebidos ao longo da temporada anterior e a perda de rentabilidade levaram produtores a substituir parte das áreas de arroz por soja ou outras culturas. Mesmo com a reação recente das cotações, o mercado ainda não oferece segurança suficiente para interromper esse movimento. A definição da área de 2026/27 dependerá do comportamento dos preços nos próximos meses, do custo dos insumos e das condições de financiamento. A possibilidade de um El Niño mais intenso também deverá influenciar o planejamento, sobretudo no Rio Grande do Sul, onde o excesso de chuva pode dificultar o preparo do solo, atrasar a semeadura e comprometer operações nas áreas irrigadas. A incerteza climática já leva parte dos produtores a adiar a compra de fertilizantes, sementes e defensivos. Sem uma indicação mais clara sobre o regime de chuvas, cresce a tendência de escalonamento do plantio, com a distribuição da semeadura por diferentes períodos para reduzir os riscos operacionais. Essa estratégia pode evitar a concentração das lavouras em uma mesma fase de desenvolvimento, mas também exige planejamento mais cuidadoso do uso de máquinas, mão de obra e água. Eventuais atrasos na implantação ainda podem afetar a produtividade e elevar os custos. A expectativa de uma safra abaixo de 10 milhões de toneladas considera tanto a provável redução da área quanto a possibilidade de rendimento menor. A projeção, entretanto, ainda é preliminar e deverá ser revisada à medida que os produtores definirem o plantio e as condições climáticas se tornarem mais claras. Leia Também: Plantio de arroz no Rio Grande do Sul pode atrasar devido ao excesso de chuvas A menor produção poderá acelerar o ajuste dos estoques brasileiros. A Conab estima que a safra 2025/26 começou com 2,19 milhões de toneladas armazenadas, resultado do excedente formado no ciclo anterior. Para fevereiro de 2027, a previsão é de que esse estoque recue para 1,68 milhão de toneladas. O consumo interno foi calculado em 10,8 milhões de toneladas, enquanto as importações deverão alcançar 1,3 milhão de toneladas. As exportações foram projetadas em 2,1 milhões de toneladas, acima das 1,88 milhão de toneladas embarcadas na temporada anterior. O avanço das vendas externas é necessário para retirar parte do excedente do mercado doméstico e sustentar a recuperação dos preços pagos ao produtor. O Brasil exporta principalmente para países da América Latina, África e Oriente Médio, mas enfrenta a concorrência de grandes fornecedores asiáticos e dos demais produtores do Mercosul. O cenário internacional oferece algum suporte às cotações, principalmente diante da perspectiva de menor disponibilidade exportável dos Estados Unidos. Os estoques mundiais elevados, entretanto, continuam limitando movimentos mais fortes de alta. Esse volume global funciona como uma proteção para os compradores e reduz o risco de escassez no curto prazo. Por isso, a tendência é de recuperação gradual dos preços brasileiros, e não de uma disparada semelhante à observada em períodos de oferta mais restrita. Para o produtor, a valorização das últimas semanas representa um alívio, mas ainda não resolve a perda de rentabilidade acumulada. O tamanho da próxima safra dependerá de quanto dessa recuperação chegará ao campo antes das decisões definitivas de plantio. Se os preços não compensarem os custos e os riscos climáticos, a área poderá voltar a encolher, deixando o abastecimento nacional mais dependente dos estoques e das importações. Fonte: Pensar Agro
PF e BPFron apreendem motocicletas, além de cigarros contrabandeados
Guaíra/PR. Nesta quinta-feira (16/7), a Polícia Federal e a Polícia Militar (BPFron) realizavam patrulhamento na zona rural do município de Guaíra, quando as equipes visualizaram diversas motocicletas transportando volumes de origem suspeita. Com a aproximação policial, os condutores fugiram, abandonando parte da carga. As equipes apreendem duas motocicletas e de 1.200 pacotes de cigarros de origem estrangeira, introduzidos irregularmente no país. As motocicletas e a carga apreendida foram encaminhadas à Polícia Federal em Guaíra para os procedimentos cabíveis. Comunicação Social da Polícia FederalDisque denúncia: (45) 98824-6579E-mail: cs.srpr@pf.gov.br Fonte: Polícia Federal
FICCO/MS apreende mais de uma tonelada de droga em Campo Grande com apoio do BPChoque
Campo Grande/MS. Equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) apreenderam 1.028 quilos de entorpecentes durante uma operação realizada em Campo Grande/MS. A ação foi desencadeada após informações de inteligência apontarem que um casal utilizava um imóvel como depósito de drogas. Diante da denúncia, equipes da FICCO/MS iniciaram diligências e monitoramento do local, confirmando a movimentação suspeita. Durante a vigilância, os policiais acompanharam a saída de um veículo que deixava o imóvel com aparente excesso de carga. Na abordagem, foram encontradas diversas caixas contendo tabletes de maconha. Em razão da situação de flagrante, as equipes realizaram buscas na residência, onde localizaram grande quantidade de entorpecentes armazenados em um dos cômodos. As diligências prosseguiram em um terreno vizinho, onde foram encontrados quatro pneus de caminhão utilizados para ocultar mais porções da droga. Para a retirada do material ilícito, os pneus precisaram ser destruídos em uma borracharia. Ao todo, foram apreendidos 1.028 quilos de drogas, além do veículo utilizado para o transporte do entorpecente. Um homem e uma mulher foram presos em flagrante e encaminhados, juntamente com todo o material apreendido, à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. Composição da FICCO/MS: A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande. Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul Fonte: Polícia Federal
Oleaginosa atinge maior preço em 6 meses e área pode chegar a 49,1 milhões de hectares
O preço da soja alcançou o maior patamar dos últimos seis meses no mercado brasileiro, enquanto produtores se preparam para ampliar novamente a área cultivada. A saca de 60 quilos fechou a sexta-feira (17.07) cotada a R$ 141,02 no porto de Paranaguá, no Paraná, e o plantio da safra 2026/27 poderá ocupar 49,1 milhões de hectares no País. O Indicador da Soja Cepea/Esalq para Paranaguá avançou 0,31% na sexta-feira e acumula valorização de 5,57% em julho. No mercado paranaense, a saca encerrou a semana negociada a R$ 134,11, alta diária de 0,13% e ganho de 5,24% no mês, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). A sustentação dos preços ocorre em um período de menor disponibilidade do grão no mercado interno. Em parte do Centro-Norte, cerca de 80% da safra 2025/26 já teria sido comercializada, segundo analistas do setor. O volume ainda disponível inclui lotes com qualidade inferior, afetados principalmente pelo excesso de umidade durante a colheita em algumas regiões. Na prática, o estoque existente não significa necessariamente maior oferta de soja com o padrão exigido pelas indústrias e exportadores. Essa limitação mantém os prêmios firmes e ajuda a sustentar as cotações brasileiras, mesmo diante das oscilações do mercado internacional. O comportamento do câmbio, a demanda chinesa, os embarques pelos portos brasileiros e a Bolsa de Chicago continuarão determinando o ritmo dos negócios. A programação dos portos indica embarques de aproximadamente 13,75 milhões de toneladas de soja em julho, volume que reforça a disputa pelo grão disponível no mercado interno. Enquanto o mercado administra a oferta remanescente da atual temporada, os produtores começam a definir o planejamento do próximo plantio. A primeira projeção para 2026/27 indica que o Brasil deverá semear 49,107 milhões de hectares, crescimento de 1,2% sobre os 48,5 milhões de hectares considerados pela consultoria no ciclo anterior. O avanço deverá se concentrar principalmente no Centro-Oeste. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a área cultivada poderá crescer cerca de 1,5%. Goiás deve seguir trajetória semelhante, embora os produtores do Estado enfrentem uma situação financeira mais apertada, com margens menores e maior dificuldade para financiar a próxima temporada. A expansão também deverá alcançar áreas do Sudeste. A tendência, porém, não é de abertura acelerada de novas fronteiras. Parte relevante do crescimento deverá ocorrer em propriedades já consolidadas, por meio da incorporação de áreas anteriormente destinadas a outras atividades ou do aproveitamento de terras aptas ao cultivo. A continuidade do avanço da soja, mesmo em um cenário de rentabilidade menor, é explicada pelas elevadas produtividades obtidas nas últimas temporadas. O desempenho das lavouras melhorou a relação entre custos e receitas e manteve a atividade economicamente viável em diversas regiões, embora com retorno inferior ao observado nos ciclos de preços mais altos. Esse equilíbrio permanece frágil. Os fertilizantes encareceram durante o primeiro semestre e elevaram o custo estimado para a safra 2026/27. Diante das margens comprimidas, parte dos agricultores poderá reduzir investimentos em adubação, tecnologia e manejo, decisão que diminuiria o potencial produtivo das lavouras, principalmente se o clima também for desfavorável. Com a ampliação da área, a Safras & Mercado estima uma colheita de 180,089 milhões de toneladas em 2026/27, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas calculados pela própria consultoria para 2025/26. A produtividade média foi projetada em 3.686 quilos por hectare, ou 61,43 sacas, ante 3.692 quilos por hectare, equivalentes a 61,54 sacas, no ciclo anterior. Leia Também: China impulsiona exportações e Brasil bate recorde histórico de embarques em abril Os números diferem das estimativas oficiais porque cada instituição adota metodologia e base de levantamento próprias. No relatório divulgado em julho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calculou a produção de 2025/26 em 180,57 milhões de toneladas, obtidas em 48,64 milhões de hectares. A produtividade média foi estimada em 3.712 quilos por hectare, ou 61,87 sacas. Pelos números da Conab, a produção da atual temporada cresceu 5,3%, a área avançou 2,7% e a produtividade aumentou 2,5% em comparação com 2024/25. A colheita principal foi encerrada no início de junho, embora ainda existam áreas menores em desenvolvimento em Roraima, Tocantins e Alagoas. A companhia também elevou a previsão de exportações brasileiras de soja em 2026 para 116,3 milhões de toneladas. O processamento interno foi estimado em 62,57 milhões de toneladas, enquanto o estoque de passagem deverá ficar em 8,8 milhões de toneladas, abaixo dos 9,3 milhões projetados anteriormente. O principal risco para a próxima safra está no clima. A possibilidade de um El Niño mais intenso durante os meses decisivos para o desenvolvimento da soja aumenta a preocupação com a distribuição das chuvas, especialmente nas fases de florescimento e enchimento dos grãos. O plantio deverá começar em setembro nas áreas onde o calendário sanitário permitir e houver umidade suficiente no solo. Até lá, o produtor terá de conciliar três fatores: a melhora recente dos preços, os custos elevados dos insumos e o risco climático. O Brasil caminha para manter a liderança mundial na produção e na venda de soja, mas o novo recorde dependerá menos da expansão territorial e mais da capacidade de preservar a produtividade. Fonte: Pensar Agro
França e Inglaterra disputam terceiro lugar da Copa do Mundo após queda nas semifinais
França e Inglaterra se enfrentam neste sábado (18), em Miami, pela disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026. A partida está marcada para as 16h (horário de Brasília), no Miami Stadium, e coloca frente a frente duas seleções que chegaram ao Mundial com o objetivo de disputar a final, mas acabaram eliminadas na penúltima fase. O confronto pelo bronze costuma ser tratado como uma tarefa difícil para as comissões técnicas, principalmente pela necessidade de motivar jogadores que ainda lidam com a frustração de não estarem na decisão. A final será disputada no domingo, entre Argentina e Espanha. A Inglaterra esteve próxima da vaga na decisão. A equipe chegou a abrir 1 a 0 sobre a Argentina, mas sofreu a virada nos minutos finais, com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez. O resultado ampliou a longa espera dos ingleses por um grande título: a única conquista da seleção em Copas do Mundo ocorreu em 1966. O técnico Thomas Tuchel reconheceu a dificuldade de preparar o elenco para a disputa pelo terceiro lugar. Após a eliminação, o treinador afirmou que nenhum jogador inglês ou francês gostaria de estar em campo nessa partida. Espanha domina França e garante vaga na final da Copa do Mundo 2026 A França também chega ao duelo ainda tentando absorver o impacto da eliminação. A seleção era apontada por boa parte da imprensa e dos analistas como uma das principais candidatas ao título, especialmente após vencer o Marrocos por 2 a 0 nas quartas de final e apresentar boas atuações ao longo da competição. Na semifinal, porém, os franceses perderam por 2 a 0 para a Espanha, que conseguiu controlar a posse de bola e limitar o poder ofensivo do adversário. A equipe contava com um ataque formado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e Bradley Barcola. O técnico Didier Deschamps, que fará sua última partida no comando da seleção francesa, destacou a responsabilidade de representar o país mesmo em um momento de decepção. “Não é o jogo que queríamos, mas existe um dever quando se veste esta camisa”, afirmou o treinador, que também ressaltou o compromisso da equipe com os milhões de torcedores franceses. As condições climáticas de Miami, com calor e umidade, também podem influenciar a estratégia das equipes. Deschamps confirmou que fará mudanças na escalação, alegando que alguns jogadores não estão disponíveis e mencionando outros motivos que preferiu não detalhar. Os treinadores ainda podem aproveitar a partida para dar oportunidade a atletas que tiveram poucos minutos durante o torneio. Argentina vira contra Inglaterra nos acréscimos e garante vaga na final da Copa do Mundo Apesar do desgaste provocado por cinco semanas de competição, França e Inglaterra têm jogadores acostumados a decisões e grandes desafios. Mbappé e Dembélé foram campeões mundiais em 2018 e vice-campeões em 2022, enquanto Harry Kane e Jude Bellingham acumulam conquistas importantes por seus clubes, embora ainda não tenham levantado troféus com a seleção inglesa. A partida também terá impacto na disputa pela Chuteira de Ouro. Mbappé soma oito gols e ainda pode alcançar Lionel Messi, que lidera o ranking pelo critério de desempate: o argentino tem quatro assistências, contra três do francês. Kane e Bellingham aparecem com seis gols e uma assistência cada e também mantêm chances matemáticas de brigar pela artilharia. Para além da medalha de bronze, o duelo representa a última oportunidade para as duas seleções encerrarem a campanha com uma vitória e deixarem o torneio de cabeça erguida. Fonte: Esportes
Com mil vagas, Vestibular UFGD 2027 está com inscrições abertas até setembro
Os candidatos que desejarem solicitar a isenção do pagamento devem realizar o pedido até o dia 14 de agosto, conforme as regras previstas no edital. A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) está com inscrições abertas para o Vestibular 2027. Os estudantes podem se inscrever até 3 de setembro, apenas pelo site da instituição. As vagas estão distribuídas entre os seguintes cursos: Administração (30 vagas), Agronomia (25 vagas), Artes Cênicas (30 vagas), Biotecnologia (27 vagas), Ciências Biológicas (30 vagas), Ciências Contábeis (25 vagas), Ciências Econômicas (25 vagas), Ciências Sociais (30 vagas), Direito (30 vagas), Educação Física (30 vagas), Engenharia Agrícola (25 vagas), Engenharia Civil (30 vagas), Engenharia de Alimentos (26 vagas), Engenharia de Aquicultura (30 vagas), Engenharia de Computação (35 vagas), Engenharia de Energia (26 vagas), Engenharia de Produção (32 vagas), Engenharia Mecânica (30 vagas), Física (30 vagas), Geografia (25 vagas), Gestão Ambiental (25 vagas), História (30 vagas), Letras (35 vagas), Matemática (55 vagas), Medicina (80 vagas), Nutrição (30 vagas), Pedagogia (30 vagas), Psicologia (30 vagas), Química (60 vagas), Relações Internacionais (25 vagas), Sistemas de Informação (31 vagas), Tecnologia em Escrita Criativa (20 vagas) e Zootecnia (25 vagas). A taxa de inscrição é de R$ 120. Os candidatos que desejarem solicitar a isenção do pagamento devem realizar o pedido até o dia 14 de agosto, conforme as regras previstas no edital. As provas objetiva e de redação serão aplicadas no dia 18 de outubro, das 13h às 18h30, nas cidades de Amambai, Campo Grande, Dourados, Naviraí e Nova Andradina. Das vagas oferecidas, aproximadamente 50% são destinadas ao sistema de reserva de vagas (cotas) para estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. Quem estudou, mesmo que parcialmente ou como bolsista integral, em escola particular não poderá concorrer por essa modalidade e disputará as vagas da ampla concorrência. As vagas reservadas são destinadas a candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos), indígenas, quilombolas e PcD (pessoas com deficiência). O resultado final do processo seletivo será divulgado em 15 de janeiro de 2027, e a convocação dos aprovados na primeira chamada para matrícula está prevista para o dia 20 de janeiro de 2027. Fonte: Midiamax
Homem morre após bater veículo em árvore e capotar
O acidente aconteceu na noite da quarta-feira (15) em uma estrada terra entre Amambai e Jutí José Wilson Anteros Barbosa de 48 anos morreu depois que sua caminhonete uma Toyota Hilux cor prata, sofreu um desvio de direção, saiu da pista, colidiu contra uma árvore e capotou, em Amambai. O acidente aconteceu na noite da quarta-feira (15) em uma estrada terra entre Amambai e Jutí, mas o corpo de José Wilson só foi encontrado na manhã de quinta-feira, dia 16 de julho, por trabalhadores que estavam trabalhando na obra de uma ponte na região. De acordo com a ocorrência policial, José Wilson teria se deslocado da fazenda onde trabalha até uma fazenda vizinha e o acidente aconteceu quando ele retornava para casa. José Wilson tinha registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e no interior da caminhonete que conduzia na hora do acidente os policiais encontraram um revólver com seis munições no tambor. Uma equipe da Polícia Civil e peritos da Polícia Científica da Unidade Regional de Perícia e Identificação de Amambai estiveram no local do acidente realizando os levantamentos de praxe. Fonte: Agazetanews
Porto Murtinho recebe hoje festival gratuito com shows, circo e feira
O festival reúne música, dança, circo, cinema, literatura, gastronomia, feira de economia criativa e atividades para toda a família Quem estiver em Porto Murtinho neste sábado (18) terá uma programação cultural gratuita para aproveitar até a noite. A cidade recebe a primeira etapa do MS na Rota + CriAtiva, festival que reúne música, dança, circo, cinema, literatura, gastronomia, feira de economia criativa e atividades para toda a família. As atrações começam às 17h em dois pontos da cidade. Na Praça Thomaz Laranjeira, crianças e adolescentes de 9 a 14 anos participam da oficina de observação de aves “Passarinhar na Rota Bioceânica”, conduzida pelo especialista em aviturismo Fábio Monteiro. No mesmo horário, o Cine Teatro Ney Machado Mesquita exibe um filme infantil com distribuição gratuita de pipoca A partir das 18h, a movimentação segue para a Praça de Eventos José Barbosa de Souza Coelho, onde o público encontrará feira criativa, praça de alimentação, brinquedos infláveis e o Espaço Kids Cult, com oficinas de literatura, contação de histórias e varal de poesias. As apresentações no palco começam às 19h com a Orquestra Municipal de Harpas. Na sequência, às 19h30, sobe ao palco a Orquestra Municipal de Violões. Depois da abertura oficial, marcada para as 20h, o público poderá assistir ao espetáculo de dança “Aleando”, da Companhia Embrujos de España, às 20h30. Às 21h, a Companhia Sucata Cultural apresenta o espetáculo circense “O Grande Salto”. Na sequência, às 21h45, acontece a tradicional apresentação dos touros Bandido e Encantado, uma das atrações culturais de Porto Murtinho. O encerramento da noite fica por conta dos shows de Juca Leite e Banda, às 22h10, e do grupo Axé Mixx, às 23h30. O evento marca o início do circuito MS na Rota + CriAtiva, que nos próximos meses também passará por Campo Grande, Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna, Bela Vista, Caracol e Jardim, levando atrações culturais e ações voltadas à economia criativa. Fonte: Campograndenews
Homem mata esposa a tiros e esfaqueia outra vítima em bar de Nioaque
Este é o 15º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano Rosenilda de Oliveira Candelario, de 48 anos, foi assassinada a tiros e Reginaldo Messias Bispo, de 58 anos, foi encontrado morto com golpes de faca na noite desta sexta-feira (17), em Nioaque. O principal suspeito é o companheiro da vítima, conhecido como “Tonho”, que fugiu do local em um Fiat Uno. Este é o 15º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano. Conforme o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo na Colônia Conceição, localizada na zona rural da cidade. Pouco tempo depois, uma nova ligação informou que duas pessoas estavam mortas no local. Ao chegarem à propriedade, os policiais encontraram Rosenilda sentada em uma cadeira na varanda da residência, que também funcionava como bar. Ela apresentava duas perfurações na cabeça, provocadas por disparos de arma de fogo. Durante as buscas nas proximidades, os militares localizaram Reginaldo caído ao solo, nas imediações de outro estabelecimento da comunidade. Ele tinha diversas perfurações no tórax, compatíveis com golpes de faca, e também já estava morto. Segundo informações colhidas durante as diligências, o principal suspeito do crime é o marido de Rosenilda, que teria fugido do local em um Fiat Uno branco logo após os assassinatos. Até a publicação desta matéria, ele não havia sido localizado. O caso foi registrado como feminicídio e homicídio simples na Delegacia de Polícia Civil de Nioaque, que investiga a motivação e as circunstâncias dos crimes. Este é o 15º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026. O caso anterior ocorreu no sábado passado (11) em Fátima do Sul, onde Paula de Souza Conceição foi morta com uma facada desferida pelo companheiro, Vagner Ferreira dos Santos, de 25 anos. Fonte: Campograndenews