Brasil é o país mais procurado pelo turista chinês na América do Sul

O Brasil aparece como principal destino sul-americano na preferência de turistas chineses, desempenho que coloca o país como um dos mercados mais relevantes para a expansão internacional do setor. Entre os destinos brasileiros mais procurados pelos chineses estão São Paulo, Rio de Janeiro, Guarulhos, Belo Horizonte, Foz do Iguaçu, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Salvador. O levantamento é da plataforma internacional Trip.com Group, controladora do Skyscanner, responsável por mais de 70% do mercado chinês entre operadores de turismo, e aponta o Brasil em primeiro lugar no ranking entre os dez destinos mais buscados da América do Sul pelos chineses, à frente de Argentina, Peru, Colômbia, Chile, Equador, Bolívia, Venezuela, Uruguai e Suriname. Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, essa liderança reflete o comprometimento em consolidar o Brasil como destino prioritário para o público chinês. “Isso demonstra o potencial competitivo do Brasil, impulsionado pela diversidade e pela capacidade de oferecer experiências culturais, naturais e urbanas cada vez mais valorizadas pelo viajante internacional”. Durante a agenda do ministro em Xangai, foi formalizada a entrada do Brasil na plataforma Trip.com Group, o que representa um passo importante para aumentar a visibilidade do país junto aos turistas e operadores chineses, hoje um dos maiores mercados emissores de turismo no mundo. O interesse de viajantes chineses pelo Brasil reforça as ações do Ministério do Turismo de intensificar sua atuação no mercado asiático. O Brasil recebeu 103.122 turistas chineses em 2025, alta de 35% em relação a 2024. Apenas no primeiro quadrimestre de 2026, foram 39.880 visitantes, crescimento de 33,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Agendas De 24 a 28 de maio, o ministro cumpriu agenda em Xangai para uma série de compromissos voltados à promoção dos destinos turísticos brasileiros. Entre eles, participou da ITB China 2026, uma das principais feiras do setor que reuniu companhias aéreas, operadoras, redes hoteleiras, empresas de tecnologia e especialistas para discutir tendências, inovação e oportunidades de negócios. A presença brasileira na ITB China contou com representação institucional e empresarial, incluindo estandes de estados brasileiros. “O Brasil apresentou um portfólio robusto e diversificado, capaz de dialogar com diferentes perfis de demanda do mercado chinês, do turismo cultural ao ecoturismo, passando por experiências de bem-estar e segmentos premium”, disse o ministro. Por Isadora Lionço Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo Fonte: Ministério do Turismo

Lore Improta fala sobre adaptação de Liz à chegada de Levi e revela preocupação

Lore Improta, de 32 anos, compartilhou nas redes sociais um momento especial com a filha Liz, de quatro anos, ao falar sobre a chegada do irmão caçula, Levi. A influenciadora revelou que o tema do ciúme era uma de suas maiores preocupações durante a gravidez. “Cresci sendo filha única, não tive experiência com irmãos, e esse era um ponto que me dava certa ansiedade durante a gravidez de Levi”, contou. Segundo ela, o receio era não saber como seria a reação da filha mais velha. Beatriz Reis aposta em look estiloso e ousado nas ruas de Miami: ‘Vivendo’ Apesar da insegurança inicial, Lore comemorou a adaptação da menina. “As coisas têm fluído super bem por aqui”, afirmou, destacando a boa convivência entre Liz e o novo integrante da família. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Lorena Improta (@loreimprota) Fonte: TOP FAMOSOS

PF, MTE e MPT atuam contra trabalho análoga à escravidão na Paraíba

João Pessoa/PB. A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e com o Ministério Público do Trabalho (MPT), entre 20 a 29/5, identificou 63 pessoas submetidas a trabalho análoga à escravidão em área de extração mineral na Paraíba. Durante a ação, verificou-se que nenhum dos trabalhadores possuía registro formal de emprego, encontrando-se à margem da proteção assegurada pela legislação trabalhista e previdenciária. As equipes constataram a inexistência de condições mínimas de higiene, de saúde e de segurança no local. Foi identificado, ainda, o alojamento de trabalhadores em estruturas precárias, incluindo barraco de lona utilizado por dois trabalhadores. Não havia fornecimento adequado de água potável, instalações sanitárias, local apropriado para alimentação ou áreas de descanso. Além das irregularidades nas condições de alojamento e de higiene ocupacional, foram identificadas situações de risco à integridade física e à vida dos trabalhadores. Diante das violações constatadas, foi determinada a paralisação imediata das atividades e dos setores que apresentavam risco de ocorrência de acidentes fatais. O trabalho em condições análogas às de escravidão pode ser caracterizado, entre outros elementos, pela submissão de trabalhadores a condições degradantes, jornadas exaustivas, servidão por dívida ou restrição de locomoção, conforme previsto na legislação brasileira. Comunicação Social da Polícia Federal na ParaíbaWhatsApp: (83) 3565 8690E-mail: cs.srpb@pf.gov.br   Fonte: Polícia Federal

AGU destaca agenda ambiental em reunião com Procuradoria-Geral da República de Portugal

A proteção do meio ambiente foi um dos principais temas da agenda institucional da Advocacia-Geral da União (AGU) em reunião realizada nesta segunda-feira (1º/6), em Lisboa, entre o Advogado-Geral da União Substituto, Flavio José Roman, e o Procurador-Geral da República de Portugal, Amadeu Guerra. O encontro reforçou a cooperação jurídica entre os dois países e permitiu avançar em pautas de interesse comum, com destaque para iniciativas voltadas à defesa ambiental e ao fortalecimento da atuação institucional no cenário internacional. Ao longo da reunião, as autoridades realizaram intercâmbio de experiências sobre o papel da advocacia pública na defesa do Estado e do interesse público, além de discutirem desafios comuns enfrentados pelas instituições jurídicas no cenário atual. A conversa também permitiu apresentar iniciativas multilaterais em que o Brasil desempenha papel de liderança, como a Rede Operacional Global de Autoridades de Execução da Lei Anticorrupção (GlobE), vinculada ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), da qual a AGU é membro e ocupa, desde 2024, a vice-presidência. Durante o encontro, Roman também destacou os desafios enfrentados pela AGU diante do elevado volume de demandas judiciais envolvendo a União e a necessidade de aprimorar instrumentos de atuação institucional. “Vivemos uma realidade de intensa judicialização, com um volume muito grande de novas demandas chegando todos os dias. Por isso, fortalecer o diálogo e a cooperação entre instituições jurídicas é fundamental para trocar experiências e aprimorar a atuação do Estado na defesa do interesse público” , afirmou. A pauta ambiental teve destaque na agenda bilateral. Roman apresentou a iniciativa brasileira de negociação de um protocolo à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC), voltado ao enfrentamento dos crimes ambientais. No âmbito institucional da AGU, a atuação na área ganhou reforço com a criação da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente (Pronaclima), em janeiro de 2023.  Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU Fonte: Advocacia-Geral da União

Área plantada e intensidade de tratamentos impulsionam alta de 6% nos defensivos da soja, para US$ 10 bilhões

Dados do recém-divulgado estudo FarmTrak Soja, da consultoria Kynetec, também registram aumento da relevância dos nematicidas na cultura O mercado de defensivos agrícolas utilizados na soja cresceu 6%, para US$ 10 bilhões, na safra 2025-26, ante US$ 9,45 bilhões do ciclo anterior. Os dados são do recém-divulgado estudo anual FarmTrak Soja, da Kynetec Brasil. Segundo a consultoria, esse desempenho foi impulsionado pelo aumento de 1,5% da área plantada, que nas regiões analisadas ficou acima de 47 milhões de hectares, e pela elevação de quase 9% na intensidade dos tratamentos, cuja média subiu de 30,5 (2024-25) para 33,2. “A desvalorização do real frente ao dólar, levando em conta o período de compra dos insumos da soja, impactou negativamente no desempenho geral dos defensivos, na ordem de 4,5%. O mercado, portanto, poderia ter crescido mais”, ressalta Vitor Hugo Leite, especialista em pesquisas da Kynetec. Em relação aos preços, a Kynetec, hoje a principal empresa de pesquisas de mercado para o agronegócio, apurou investimento médio unitário do produtor, por aplicação, de R$ 35,89 em 2025-26, valor similar ao do ciclo anterior, de R$ 35,61. Por categoria de produtos, o FarmTrak Soja mostrou que os fungicidas permaneceram na liderança, responsáveis por 39% do mercado total ou US$ 3,9 bilhões. Na segunda posição, os herbicidas totalizaram US$ 2,5 bilhões, 24%, seguidos dos inseticidas, R$ 2,3 bilhões ou 23%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros produtos somaram US$ 1,4 bilhão, 14%. Já a área potencial tratada (PAT) na safra 2025-26 – indicador que compreende a somatória de todas as aplicações de produtos feitas no período – chegou a 1,563 bilhão de hectares, 11% acima do número anterior (1,414 bilhão de hectares). Avanço dos nematicidas De acordo com Vitor Hugo Leite, a categoria dos nematicidas têm ganhado relevância nas compras de insumos. Conforme o executivo, o segmento cresceu 28% frente à safra 2024-25, para US$ 320 milhões, correspondentes a 3,2% do mercado total. Segundo antecipou a Kynetec, a área potencial tratada (PAT) por nematicidas no Brasil teve alta de 40% em 2025-26, para 31,46 milhões de hectares, frente a 22,51 milhões de hectares observados na temporada anterior. “Até a safra 2017-18, o manejo de nematicidas era ‘marginal’. Sua aplicação ocorria em menos de 5% da área cultivada”, explica Leite. “Nos últimos anos, a pesquisa registra evolução contínua do segmento. No ciclo 2025-26, os produtos cobriram 49% dos cultivos”, ele compara. “Há mais conscientização, nos dias de hoje, quanto aos riscos dessa praga”, resume. O FarmTrak detectou ainda outro movimento importante do produtor, este relacionado ao uso de variedades de soja contendo alguma característica de tolerância ou resistência aos nematoides. Segundo Leite, na safra 2025-26, 31% da área plantada receberam essas cultivares, contra 27% do período 2021-22, por exemplo. “Nematoides afetam o sistema produtivo no todo. As práticas para o controle vão além do uso de defensivos e de variedades com características de tolerância e resistência. O produtor tem de manter a população da praga em níveis baixos, para prevenir perdas.” Entretanto, conclui Leite, a pesquisa indica que a adoção de nematicidas ainda está longe de ser homogênea. Em regiões como Goiás, Mato Grosso, Rondônia e no Mapitobapa (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), a adesão aos produtos ultrapassa 60%. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, se situa na faixa 10% da área plantada, exemplifica o executivo. O FarmTrak Soja resultou de mais de 3,725 mil entrevistas feitas pessoalmente com produtores de soja, em toda a fronteira agrícola brasileira. A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. https://www.linkedin.com/showcase/kynetec-brasil/ Fonte: Fernanda Campos

Festival Internacional de Violão começa com músicos da França e Paraguai

Apresentação gratuita acontece nesta quarta-feira, no Teatro Glauce Rocha. Campo Grande recebe nesta quarta-feira (3) o concerto de abertura do IX Festival Internacional de Violão. A apresentação acontece às 20h, no Teatro Glauce Rocha, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), com entrada gratuita. O espetáculo reúne o violonista francês Laurent Boutros e a musicista paraguaia Daiana Ferreira da Costa, acompanhados pela Camerata Madeiras Dedilhadas da UFMS, sob regência do maestro Marcelo Fernandes. No repertório estão obras conhecidas da música clássica, como o Concerto em Ré Maior, de Antonio Vivaldi, e uma adaptação da Pequena Serenata Noturna, de Wolfgang Amadeus Mozart, preparada especialmente para a formação do grupo. O concerto marca o início da programação do Festival Internacional de Violão, considerado um dos principais eventos do gênero no Brasil. Ao longo de mais de uma semana, o público poderá acompanhar recitais, palestras, workshops, masterclasses e atividades voltadas para músicos, estudantes e amantes da música. Segundo o diretor artístico do festival, Marcelo Fernandes, o evento busca aproximar a comunidade da música de concerto e também valorizar a formação acadêmica dos músicos. “Existe um enorme esforço intelectual por trás de cada apresentação artística. A música exige pesquisa, estudo e dedicação para alcançar um alto nível de excelência”, afirma. Além de artistas brasileiros, a edição deste ano recebe convidados de países como França, Estados Unidos, Bélgica, Argentina e Paraguai, reforçando o caráter internacional do festival. Outro destaque é o trabalho social realizado em parceria com o Projeto de Ensino Musical Madeiras Dedilhadas. As ações atendem estudantes de projetos sociais, jovens da periferia, comunidades indígenas e quilombolas, ampliando o acesso à formação musical. A programação também inclui a segunda edição do Concurso Internacional Levino Albano da Conceição, voltado para violonistas de diferentes níveis de formação. Concerto de abertura do IX Festival Internacional de Violão Data: 3 de junho Horário: 20h Local: Teatro Glauce Rocha (UFMS) Entrada: Gratuita Atrações: Laurent Boutros (França), Daiana Ferreira da Costa (Paraguai) e Camerata Madeiras Dedilhadas da UFMS A orientação da organização é chegar com pelo menos 10 minutos de antecedência. Programação completa e inscrições: festivaldeviolao.ufms.br. Fonte: Campograndenews

Bolsa Família fortalece acompanhamento em saúde com novas diretrizes para famílias em situação de vulnerabilidades sociais

O Governo do Brasil publicou, na última quarta-feira (28.05), a Portaria Interministerial MDS/MS nº 38, de 27 de maio de 2026, que estabelece novas diretrizes, critérios e procedimentos para o acompanhamento das condicionalidades de saúde do Programa Bolsa Família. A normativa, assinada pelos ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e da Saúde, Alexandre Padilha, reforça a integração entre as políticas públicas de assistência social e saúde, com foco na garantia de direitos, na proteção das famílias em situação de vulnerabilidade e na ampliação do acesso aos serviços de saúde. Entre as principais inovações da portaria está a criação de um fluxo mensal de compartilhamento de dados entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com o objetivo de agilizar a identificação de gestantes beneficiárias do Bolsa Família e garantir o pagamento do Benefício Variável Gestante (BVG). A medida busca tornar mais eficiente o acompanhamento pré-natal e assegurar que as famílias tenham acesso aos benefícios previstos pelo programa de forma mais rápida e integrada. A proposta é fortalecer a atuação dos serviços públicos na identificação das dificuldades de acesso enfrentadas pelas famílias, promovendo acompanhamento e apoio em vez de punição. A normativa também amplia a atenção aos Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE), como povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, povos de terreiro, entre outros grupos em situação de maior vulnerabilidade social. O texto estabelece prioridade para ações de capacitação de profissionais de saúde, além da realização de atividades complementares de promoção, prevenção e segurança alimentar voltadas a essas populações. Também é detalhado as competências dos entes federativos na gestão das condicionalidades de saúde do Bolsa Família, buscando aprimorar a articulação entre União, estados e municípios e otimizar os processos de acompanhamento e registro das informações. Assessoria de Comunicação – MDS Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

PRF apreende 10 quilos de haxixe em Ponta Porã

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 10 quilos de haxixe e 36 medicamentos de emagrecimento, na base da corporação no municipio de Ponta Porã (MS).  Durante abordagem a um Hyundai/HB20, os policiais notaram adulterações no tanque de combustível do veículo. Questionado, o motorista disse ter entregado o veículo para outra pessoa no Paraguai, levantando suspeitas dos policiais.  Após abertura do tanque, os policiais encontraram 10 quilos de haxixe conhecido como “dry ice”. Também foram encontrados 36 medicamentos emagrecedores no veículo.  O condutor confessou que faria o transporte dos ilícitos mas não sabia o destino da viagem. Ele foi preso e encaminhado à Polícia Federal em Ponta Porã. Fonte: PRF MS

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,09% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,04% para 5,09% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima segunda semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação. Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,01% para 4,02%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,66% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,89% para 1,9%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,16 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25. Fonte: Agência Brasil

MS chega ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio com 13 vítimas

O dia 1º de junho em Mato Grosso do Sul representa o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. Instituída pela Lei Estadual nº 5.202/2018, a data abre oficialmente a Semana Estadual de Combate ao Feminicídio. Porém, não há nada para ser comemorado, pois os números no Estado seguem alarmantes: são 13 vítimas até o final de maio, mesmo número registrado no período em 2025. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), muitas mulheres assassinadas nos últimos anos nunca haviam registrado um boletim de ocorrência ou pedido ajuda. Em média, uma vítima leva cerca de 10 anos convivendo com o abuso antes de conseguir romper o ciclo da violência. Os dados apresentados pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que, apenas neste ano, o Estado registrou 50 tentativas de feminicídio. Nestes casos, o agressor agiu com a clara intenção de matar, mas foi impedido por fatores alheios à sua vontade. O objetivo desta data é conscientizar a população sobre a gravidade da violência de gênero e fortalecer as ações governamentais de prevenção, proteção e responsabilização. O dia 1º de junho não é por acaso, pois marca a morte da jovem Isis Caroline, ocorrida em 2015 e tida como o primeiro caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul, após a vigência da Lei Federal 13.104/2015. De acordo com o estudo “Retrato dos feminicídios no Brasil”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso do Sul (2,7) esteve entre os três estados, em 2025, com as taxas mais elevadas de feminicídio. O número é contabilizado a cada 100 mil  mulheres. O Estado ficou atrás apenas do Acre (3,2) e Rondônia (2,9). Outro ponto do estudo é que os únicos estados que se mantiveram entre os cinco com as maiores taxas em todos os anos da série histórica (2021-2025) foram Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Fonte: Correio do Estado