Acordo entre MJSP e CNJ fortalece compartilhamento de dados na segurança pública

Brasília, 3/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram um acordo de cooperação técnica para ampliar a integração do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0) aos sistemas nacionais de segurança pública. A parceria busca melhorar o fluxo de informações entre o Poder Judiciário e os órgãos de segurança, tornando o acesso a dados mais ágil, confiável e integrado. O BNMP 3.0 reúne e organiza, em um único sistema e em tempo real, informações sobre mandados de prisão, alvarás de soltura, medidas cautelares, medidas protetivas e outras restrições de liberdade. Com isso, garante maior precisão no registro e na atualização dos dados utilizados pelas instituições envolvidas. A medida tem impacto direto na vida dos cidadãos brasileiros ao aumentar a transparência das decisões judiciais e garantir maior segurança jurídica. Por meio do Portal BNMP, por exemplo, qualquer pessoa pode consultar a existência de mandados de prisão, ampliando o acesso à informação e fortalecendo a confiança da sociedade nas instituições públicas. “Inicialmente, são cerca de 30 peças que integraremos às nossas soluções, enriquecendo nossos bancos de dados, possibilitando uma troca de informações mais célere e eficiente. Isso representa, para o cidadão, maior efetividade: vamos ter agora, em tempo real, os mandados de prisão, as medidas protetivas de urgência. Ou seja, maior efetividade no cumprimento dos mandados de prisão em aberto e nos cumprimentos das medidas protetivas de urgência, além de maior efetividade para o policial da ponta na abordagem”, afirmou o diretor de Gestão e Integração de Informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (MJSP/SENASP/DGI), Joaquim Carvalho Filho. Além da transparência, o sistema integrado contribui para a proteção dos direitos fundamentais. Como os registros são atualizados em tempo real, reduz-se o risco de prisões indevidas decorrentes de mandados já cumpridos, revogados ou expirados. Da mesma forma, a rápida comunicação de alvarás de soltura evita que pessoas permaneçam privadas de liberdade além do período determinado pela Justiça. Proteção às vítimas e enfrentamento à violência contra a mulherUm dos avanços mais relevantes está relacionado ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio. O sistema centraliza informações sobre medidas protetivas de urgência, ampliando a integração entre o Poder Judiciário e os órgãos de segurança pública. Essa articulação fortalece a resposta do Estado na proteção de vítimas e se alinha às ações previstas no Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Também é possível cadastrar vítimas para que sejam notificadas sobre o cumprimento de ordens de prisão ou soltura de acusados e condenados. A medida fortalece a rede de proteção às mulheres e amplia a capacidade de monitoramento dos casos de violência doméstica em todo o país. Especialistas apontam que a agilidade no compartilhamento dessas informações pode ser decisiva para prevenir novas agressões e garantir respostas mais rápidas das autoridades responsáveis. Ferramenta estratégica para a segurança públicaA integração do BNMP 3.0 também se tornou um instrumento fundamental para a atuação da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP. Responsável pela coordenação de operações integradas em âmbito nacional, a Diopi utiliza informações do sistema para subsidiar ações de inteligência, planejamento operacional e combate ao crime organizado. O acesso a dados atualizados sobre pessoas procuradas, medidas cautelares e decisões judiciais permite maior precisão na identificação de alvos e na execução de operações conjuntas entre diferentes forças policiais. A ferramenta também reduz erros operacionais, já que agentes de segurança podem verificar em tempo real a autenticidade e a validade de mandados judiciais durante abordagens e diligências. Integração com o Sinesp amplia capacidade de resposta Outro fator que reforça a importância do BNMP 3.0 é sua integração com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), previsto na Lei nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A integração permite que informações judiciais sejam compartilhadas com diferentes órgãos de segurança pública, ampliando a capacidade de análise e resposta das instituições. Os dados podem ser cruzados com outras bases nacionais, como registros de veículos roubados, boletins de ocorrência e sistemas de inteligência. O processo é potencializado pelo uso da plataforma Córtex, que possibilita o compartilhamento e a análise de grandes volumes de informações em tempo real. A tecnologia contribui para uma visão mais ampla dos cenários de segurança pública e fortalece a tomada de decisões estratégicas por gestores e operadores. Segurança reforçada em grandes eventos A utilização do sistema também vem sendo considerada um diferencial para a segurança de grandes eventos esportivos e culturais realizados no País. O sistema permite o registro e a consulta de medidas cautelares que impedem determinados indivíduos de frequentar estádios e outros locais de concentração de público. Com a realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027 no Brasil, a integração entre Justiça e segurança pública ganha ainda mais relevância. O acesso rápido às informações poderá auxiliar na identificação de pessoas sujeitas a restrições judiciais, contribuindo para a prevenção de incidentes e para a proteção dos participantes. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Ministério da Saúde abre edital de financiamento dos Conselhos Locais de Saúde

Gestores, profissionais e outros representantes da saúde pública do Brasil terão mais incentivos para contribuir com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde lançou edital de seleção para o financiamento dos Conselhos Locais de Saúde em todo o país, com período de inscrições definido de 03 de junho a 2 de julho. Essa iniciativa está prevista na Portaria GM/MS nº 11.485/2026, que reforça o compromisso do Governo do Brasil com a participação da sociedade na gestão democrática no (SUS). Os Conselhos Locais de Saúde são instituídos pelos Estados, Municípios e Distrito Federal como espaços oficiais de diálogo entre usuários, trabalhadores da saúde e gestores públicos, garantindo a participação ativa da população na formulação, no acompanhamento e na fiscalização das políticas públicas de saúde. O principal objetivo do financiamento é o fortalecimento institucional e operacional dessas instâncias, ampliando sua capacidade de atuação. O secretário-executivo do Ministério da Saúde afirmou que a iniciativa representa os princípios que fundamentam o SUS. “Essa medida integra as estratégias do Ministério da Saúde para consolidar a participação popular como princípio estruturante do SUS, fortalecendo os mecanismos de diálogo entre sociedade e poder público. O SUS é um dos principais exemplos de gestão democrática do nosso país, por ter como princípio o envolvimento direto dos estados e municípios na formulação, execução e controle das políticas públicas”, destacou. Serão investidos R$ 15 milhões, oriundos do Programa de Trabalho “Aprimoramento da Articulação e Cooperação Interfederativa em Saúde”, vinculado ao orçamento do Ministério da Saúde. Os recursos serão transferidos diretamente do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os Fundos Estaduais, Municipais e Distrital de Saúde, na modalidade fundo a fundo. O valor máximo de apoio será de R$ 100 mil por proposta habilitada, podendo contemplar até 150 Conselhos Locais de Saúde. Critérios de acesso ao recurso Os entes federativos interessados deverão se inscrever por meio de formulário oficial, descrevendo um Plano de Trabalho detalhado, contendo metas, cronograma, estimativa de custos, justificativa técnica e descrição das ações previstas em cada um dos eixos temáticos obrigatórios: articulação institucional; transparência e comunicação social; processos eleitorais democráticos para composição dos Conselhos Locais de Saúde; e formação e educação permanente de conselheiros e gestores. Para habilitação, os entes federativos deverão comprovar a existência e o funcionamento regular dos Conselhos, conforme previsto na Lei nº 8.142/1990, além de submeter o Plano de Trabalho à aprovação dos membros. A Portaria também determina que sejam asseguradas estruturas mínimas para o funcionamento adequado dos Conselhos, bem como processos democráticos de composição paritária entre usuários, trabalhadores da saúde e gestores. O processo de seleção será conduzido pela Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde (SE/MS) em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS). As propostas serão avaliadas por uma Comissão Técnica Avaliadora, com base em critérios documentais e de mérito técnico. Caso o número de propostas aptas ultrapasse o limite de 150 projetos, serão priorizadas aquelas com maior pontuação técnica. Resultados e monitoramento Os Planos de Trabalho terão prazo de execução de até 36 meses, contados a partir da publicação da portaria de habilitação. Durante esse período, os Conselhos deverão apresentar Relatórios de Execução semestrais ao Ministério da Saúde, contendo as ações realizadas, metas alcançadas, comprovação das despesas e resultados obtidos. Além disso, os materiais educativos, informativos e de divulgação deverão conter as marcas do Ministério da Saúde. Jaciara FrançaMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

Homem é preso ao receber encomenda com notas falsas em Igaraçu do Tietê/SP

Bauru/SP. A Polícia Federal prendeu um homem em flagrante nesta quarta-feira (3/6), no município de Igaraçu do Tietê/SP, região de Bauru/SP, no momento em que recebia encomenda contendo cédulas falsas. A ação ocorreu conjuntamente com os Correios. O destinatário das notas foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Bauru/SP, local em que foi indiciado pelo crime de moeda falsa, e será encaminhado ao sistema prisional para permanecer à disposição da Justiça.   Comunicação Social da Polícia Federal em Bauru/SP Fone: (14) 99198-0321 / 99198-0516 www.gov.br/pf Fonte: Polícia Federal

11ª Olimpíada Nacional Ciências terá como tema mulheres e meninas na ciência

Seguindo o mote da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), maior evento de divulgação científica do País, a 11ª edição da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) terá como tema Mulheres e Meninas nas Ciências. As inscrições para o desafio vão até 10 de agosto. Anualmente, as meninas representam de 45 a 50% das participações na competição. “Com as meninas e mulheres no centro da SNCT e da ONC, nós fomentamos não apenas a participação das meninas na ciência, mas também o conhecimento geral sobre a produção científica produzida por cientistas”, afirma a secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Germana Coriolano. Desde 2022, a ONU reconhece a ONC como uma das olimpíadas que mais premia meninas e, anualmente, entrega troféus e financia viagens das participantes para Brasília (DF). Em 2025, foram quase 2 milhões de meninas participantes e 13,9 mil premiadas no desafio. De acordo com o coordenador nacional da ONC, Jean Carlo Catapreta, nesta edição, a expectativa é que a competição alcance 7 milhões de alunos inscritos. “O principal objetivo da ONC é a popularização da ciência. É fazer com que as pessoas entendam a ciência, vejam que ela é uma coisa simples e que todo mundo consegue entender”, disse o coordenador. Podem participar da competição alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio de escolas públicas e particulares e da 4º série do ensino técnico. Em 2025, a ONC teve mais de 5 milhões de estudantes inscritos espalhados por mais de 5 mil municípios brasileiros. A olimpíada se destaca por sua interdisciplinaridade, com questões que abrangem astronomia, biologia, física, história e química e está dividida em duas etapas: a primeira ocorrerá de 13 e 15 de agosto, e a segunda de 10 e 11 de setembro. Além da ONU, a Petrobrás premia os alunos de escolas públicas mais bem colocados na competição. Promovida desde 2016, a ONC é uma realização do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Semana do Meio Ambiente 2026 transforma Biblioteca Nacional de Brasília em espaço de diálogo, cultura e mobilização pela proteção ambiental

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realiza, entre os dias 8 e 11 de junho, a Semana Nacional do Meio Ambiente 2026, na Biblioteca Nacional em Brasília (DF). Com o tema “Cuidar do Meio Ambiente é Cuidar da Vida”, a iniciativa terá ampla programação dedicada às diversas dimensões da agenda ambiental brasileira e sua relação direta com a vida das pessoas, por meio da manutenção da biodiversidade e dos ciclos de chuva, regulação do clima, promoção da segurança energética e alimentar e desenvolvimento social e econômico do país. As atividades serão gratuitas e abertas ao público.  A semana é promovida em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. O mês também é reconhecido nacionalmente como Junho Verde, dedicado à conscientização ambiental. O objetivo do evento é mostrar como a proteção do meio ambiente em seus inúmeros aspectos está ligada à qualidade de vida da população, à geração de renda e prosperidade para os brasileiros e brasileiras, e ao futuro das próximas gerações.  Confira no link a programação completa.  Ao longo de quatro dias, o público poderá participar do evento, cuja programação reunirá conhecimento, cultura e cidadania com a participação de integrantes do Governo do Brasil, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas, representantes de povos e comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil. Ocorrerão painéis temáticos, oficinas, rodas de conversa, exposições, experiências imersivas, atividades para crianças, mostra de filmes ambientais, apresentações culturais e espaços dedicados à inovação e à tecnologia. A programação está sujeita a alterações e os eventos realizados no auditório possuem lotação máxima. As exibições de filmes obedecem a classificação indicativa. Entre os destaques da Semana estão debates sobre clima e adaptação, proteção dos oceanos, combate à poluição por plástico, sociobioeconomia, conservação ambiental, financiamento climático e participação social. O público também poderá visitar exposições fotográficas sobre biodiversidade, oceanos e biomas brasileiros, conhecer equipamentos e veículos utilizados por brigadistas e agentes ambientais no combate aos incêndios florestais, além de vivenciar experiências digitais e de realidade virtual no Espaço Geek Ambiental.   O evento se estende aos cães e gatos, com a presença da Carreta de Castração. Serão ofertados gratuitamente os serviços de registro e microchipagem dos animais, vacinação e vagas limitadas para castrações. Acesse aqui instruções de como participar.  A escolha da Biblioteca Nacional de Brasília para realizar a Semana do Meio Ambiente 2026 reforça o compromisso do MMA em aproximar a agenda ambiental da sociedade. Localizada na área central da capital federal e próxima à Rodoviária do Plano Piloto, o local é um equipamento público de ampla circulação e fácil acesso, favorecendo a participação de estudantes, famílias, trabalhadores, organizações sociais e cidadãos interessados nos temas ambientais.   No local, o público também terá acesso a uma área gastronômica, com food trucks, que funcionarão todos os dias do evento, entre 10h e 19h.  Serviço  Semana Nacional do Meio Ambiente 2026 Tema: Cuidar do Meio Ambiente é Cuidar da Vida  08 a 11 de junho de 2026  Biblioteca Nacional de Brasília  Entrada gratuita  Programação completa aqui. Assessoria Especial de Comunicação Social do MMAimprensa@mma.gov.br(61) 2028-1227/1051Acesse o Flickr do MMA Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Brasil debate combate ao crime organizado em principal fórum de justiça criminal da ONU

Viena, 3/6/2026 – O Brasil apresentou, em Viena, na Áustria, o Plano Brasil Contra o Crime Organizado durante a sessão plenária da 35ª Comissão das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Criminal (CCPCJ), principal fórum das Nações Unidas para o debate de políticas de prevenção à criminalidade e fortalecimento da justiça criminal. A presença brasileira foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), representada pela secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, de 1º a 5 de junho. Na sessão plenária, a secretária apresentou o Plano Brasil Contra o Crime Organizado, principal política pública do Governo Federal para o enfrentamento das organizações criminosas, e destacou o caráter transnacional de dois de seus eixos: o combate aos fluxos financeiros ilícitos e o enfrentamento ao tráfico internacional de armas. Durante os debates, Maria Rosa Loula ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado exige respostas articuladas entre os países e o fortalecimento de mecanismos multilaterais de cooperação. Segundo a secretária, soluções unilaterais são insuficientes e desconsideram a soberania dos Estados. “À medida que as redes criminosas operam cada vez mais além das fronteiras, exploram avanços tecnológicos e se apoiam em estruturas logísticas e financeiras transnacionais, respostas efetivas dependem de uma cooperação mais estreita entre os Estados e de mecanismos mais robustos de coordenação entre as autoridades competentes”, afirmou. Entre os temas apresentados pelo Brasil estiveram avanços recentes da legislação nacional, como a criação da Ação Civil de Perdimento de Bens, instrumento voltado à recuperação de ativos vinculados a atividades ilícitas, inclusive em casos com elementos transnacionais, e a modernização do Sistema Nacional de Armas (Renarme), que ampliou os mecanismos de rastreabilidade e controle de armas de fogo. Fórum reúne autoridades de todo o mundo Promovida pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a CCPCJ reúne representantes de governos, organismos internacionais e especialistas para discutir estratégias globais de prevenção ao crime, fortalecimento da justiça criminal e cooperação internacional contra organizações criminosas transnacionais. Além da atuação na sessão plenária, Maria Rosa Loula representou o Brasil em outros debates da programação. Entre os temas abordados, destacou-se o enfrentamento ao tráfico de pessoas, uma das atribuições da Senajus. Enfrentamento ao tráfico de pessoas No painel “A Resposta do Sistema de Justiça Criminal ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Forçado: A Perspectiva dos Tribunais”, a secretária compartilhou experiências brasileiras no combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo contemporâneo. Ela ressaltou a necessidade de modernizar as abordagens judiciais para reconhecer formas atuais de exploração humana e defendeu o fortalecimento de provas documentais, digitais, financeiras e contextuais nesses casos. Foram apresentadas ainda ações desenvolvidas pelo Brasil, como a implementação do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2024–2028), além de protocolos de proteção e assistência às vítimas e ações de cooperação internacional com países da América do Sul e parceiros estratégicos. “Fortalecer a resposta judicial ao tráfico de pessoas significa garantir que vulnerabilidade não seja confundida com consentimento e que a exploração não permaneça invisível aos olhos da Justiça”, enfatizou a secretária. Ao longo da agenda em Viena, o Brasil reafirmou seu compromisso com o multilateralismo, o respeito à soberania, a cooperação e a coordenação internacional e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento do crime organizado transnacional, contribuindo para a construção de respostas conjuntas no âmbito das Nações Unidas. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Projeto Captura apoia prisão de foragido da Justiça no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 3/6/2026 – Com apoio do Projeto Captura, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagraram, nesta quarta-feira (3), uma operação para cumprir mandados judiciais contra suspeitos ligados a um grupo criminoso com atuação no estado. Durante a ação, foi preso no Rio de Janeiro Ramom Vasconcelos Oliveira, conhecido como “Talismã”. Foragido da Justiça, ele é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Alagoas. O alvo vinha sendo monitorado pelas equipes da Polícia Civil alagoana havia aproximadamente oito meses. O investigado é indiciado por crimes relacionados à associação criminosa, tráfico de drogas e outras infrações penais. A prisão reforça os resultados da atuação integrada entre forças de segurança estaduais e federais no combate às organizações criminosas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e desarticular a estrutura do grupo. Projeto Captura O programa foi concebido como uma ação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco em operações integradas entre as polícias civis, militares e as unidades de inteligência estaduais e federais. Em página institucional do MJSP, está disponível a lista de foragidos considerados de alta periculosidade. A iniciativa permite que os órgãos de segurança de todo o País identifiquem os alvos prioritários de outras unidades da Federação. Isso facilita operações conjuntas, agiliza diligências e fortalece a captura interestadual de foragidos. O cadastro pode ser atualizado semestralmente ou, em casos excepcionais devidamente justificados, a qualquer tempo. Essa flexibilidade assegura que o banco de alvos estratégicos permaneça alinhado à dinâmica criminal em constante evolução. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Ministério da Saúde forma facilitadores de grupos com homens para prevenção das violências contra meninas e mulheres

O Ministério da Saúde realizou a primeira oficina de formação de facilitadores para a condução de grupos reflexivos com homens em seus territórios, com foco na promoção da saúde e na prevenção das violências contra meninas e mulheres. Os profissionais participantes contarão com acompanhamento de professores especialistas durante 24 meses após a formação para atuarem como multiplicadores da metodologia. Esses grupos possibilitarão a construção de espaços coletivos de escuta, reflexão e responsabilização, nos quais os homens participantes problematizam suas práticas e buscam reconhecer as violências cometidas para desenvolverem novas formas de se relacionar. Trata-se de uma tecnologia social que articula transformação de padrões socioculturais. A iniciativa inédita está alinhada ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, e, nesse sentido, uma articulação nacional tem sido feita, conforme destacou o coordenador de Atenção à Saúde dos Homens do Ministério da Saúde, Celmário Castro Brandão. “O curso faz parte de um amplo movimento do Governo do Brasil junto a estados e municípios para termos uma agenda objetiva de enfrentamento do feminicídio nos territórios”, explica. Como funciona A proposta é qualificar profissionais para atuarem de forma ética e crítica não apenas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mas em empresas, espaços de convivência e em outros locais com grande presença masculina para ampliar a capacidade do Estado de intervir sobre as causas estruturais da violência. Dessa maneira, espera-se promover mudanças e contribuir para a construção de uma sociedade menos violenta, mais justa e igualitária. O curso “Formação de Facilitadores de Grupos Reflexivos com Homens para a Prevenção das Violências Contra Meninas e Mulheres” está programado em quatro ofertas. A primeira turma presencial ocorreu em Brasília nos dias 1, 2 e 3 de junho, e contou com dois representantes de cada capital brasileira. As próximas turmas vão contemplar profissionais de outros municípios, o que contribuirá para o fortalecimento da articulação interfederativa na prevenção das violências. A formação é direcionada a trabalhadores da saúde, da rede de proteção e assistência social, entre outras áreas comprometidas com o enfrentamento das violências de gênero, desde que indicados pela rede de saúde, já que são selecionados dois representantes por localidade. Elizete Gonçalves dos Santos, participante do curso, atua na Atenção Primária à Saúde, em Cuiabá (MT). Para ela, o curso tem sido um espaço importante de aprendizado. “No nosso território, já trabalhamos em conjunto com diversas áreas e agora temos a oportunidade, com ferramentas e metodologia, de aperfeiçoar o diálogo com as nossas equipes para organizarmos grupos reflexivos com homens. A formação tem nos proporcionado espaços de reflexão e tem nos feito repensar a prática profissional, além de podermos trocar de experiências que têm sido estimulantes”, conclui. Mais sobre o curso A formação adota uma metodologia teórica e prática, com acompanhamento próximo dos participantes organizados em subgrupos. O conteúdo aborda particularidades da saúde dos homens, aspectos legislativos e políticas públicas, direitos das mulheres, relações de gênero, masculinidades, violência de gênero, paternidades e relações afetivas, entre outras temáticas. O corpo docente é formado por professores com ampla experiência em grupos reflexivos sobre saúde do homem e violências. Agnez PietschMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

Vinculadas ao MCTI terão R$ 100 milhões para a manutenção de equipamentos de pesquisa

Equipamentos científicos são fundamentais para o avanço de pesquisas, o desenvolvimento de novas tecnologias e a solução de demandas vindas da população. Com esse objetivo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram uma chamada pública de até R$ 100 milhões para a manutenção preventiva e corretiva de equipamentos de pesquisa das unidades vinculadas ao ministério. A verba é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).  A iniciativa integra o Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa Científica e Tecnológica (Proinfra 2026) e busca garantir a continuidade das atividades em laboratórios, centros de pesquisa e instituições estratégicas para o desenvolvimento nacional. Os recursos poderão ser utilizados para recuperar equipamentos, adquirir peças de reposição, contratar serviços especializados, atualizar softwares e outras despesas diretamente relacionadas à manutenção da infraestrutura científica existente.  “Quando garantimos que nossos laboratórios continuem operando plenamente, estamos protegendo investimentos públicos já feitos e assegurando que o conhecimento continue sendo produzido no Brasil”, destaca a ministra do MCTI, Luciana Santos.  Como participar  Podem participar da seleção as unidades de pesquisa vinculadas ao MCTI e organizações sociais qualificadas como instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) com contrato de gestão firmado com o ministério. As inscrições são exclusivamente pela Plataforma de Apoio e Financiamento da Finep. As entidades interessadas precisam ter cadastro aprovado na plataforma.  Os projetos poderão contemplar até 20 equipamentos de pesquisa por proposta. São elegíveis materiais com valor original de aquisição igual ou superior a R$ 100 mil. Os recursos não poderão ser utilizados para compra de novos equipamentos, apenas para manutenção dos já existentes.  A avaliação levará em conta critérios como a relevância para as atividades de pesquisa, o impacto causado pela interrupção do funcionamento, a inexistência de alternativas semelhantes na instituição e a consistência técnica da proposta apresentada.  Proinfra 2026 Proinfra  O Proinfra, financiado pelo FNDCT e operado pela Finep, apoia a recuperação, modernização, ampliação e fortalecimento da infraestrutura de pesquisa do País. A iniciativa financia laboratórios, equipamentos multiusuários, centros de pesquisa e ambientes destinados a atividades científicas e tecnológicas. O programa é uma das principais ferramentas do Governo do Brasil para ampliar a capacidade nacional de pesquisa e inovação em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social.  Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

​Copa Feminina de 2027 é oportunidade para deixar legado além dos gramados, defendem especialistas durante painel no Fórum de Mulheres no Turismo

A realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil convida a uma reflexão que vai muito além do esporte: durante quase 40 anos, o futebol feminino foi proibido no país, sendo permitido apenas em 1983. Nesse período, o Brasil já havia conquistado três títulos mundiais masculinos e sediado uma Copa. Esse contraste evidencia a importância do evento no ano que vem, que pela primeira vez acontece na América do Sul. ​A secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina 2027, Juliana Agatte, afirmou, nesta quarta-feira (3), que o evento deve ser utilizado como instrumento de transformação social e de ampliação dos direitos das mulheres. ​Ela destacou que a preparação para o Mundial já incorpora discussões sobre mobilidade, sustentabilidade, segurança e turismo sob uma perspectiva feminina, com o objetivo de deixar protocolos permanentes para os destinos brasileiros. ​“Não estamos falando apenas dos 50 dias da competição. Queremos que as medidas construídas para a Copa permaneçam como legado para as mulheres dentro e fora dos estádios, ampliando o acesso, a segurança e a participação feminina nesses espaços”, ressaltou. ​As declarações foram feitas durante o painel “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, realizado durante o Fórum Internacional de Turismo para Mulheres, que acontece até esta quinta-feira (4), em João Pessoa (PB). ​O evento, promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo, debate o protagonismo feminino no setor. ​Agatte falou sobre a importância dos espaços de debate, fundamentais para destacar a relevância da centralidade das mulheres nessa agenda, garantindo que elas estejam no centro das discussões e das políticas públicas. ​“Da mesma forma, a segurança deve ocupar lugar central. Temos dialogado com todas as forças envolvidas para assegurar um olhar diferenciado para as mulheres, com protocolos específicos dentro dos estádios e medidas que garantam ambientes seguros dentro e fora deles”, afirmou. ​Durante sua participação, Agatte disse que o Mundial representa uma oportunidade para ampliar a visibilidade da história das mulheres no esporte e incorporar essa narrativa às experiências turísticas do país. Para ela, museus, espaços culturais, estádios, escolas e roteiros turísticos podem contribuir para valorizar a trajetória do futebol feminino brasileiro e fortalecer o protagonismo das mulheres em uma das principais expressões culturais nacionais. ​A FIFA prevê um investimento recorde de cerca de R$ 4,2 bilhões para a edição de 2027 da Copa do Mundo Feminina Brasil, valor que corresponde ao dobro do montante destinado à Copa anterior, na Austrália e na Nova Zelândia. Acompanhando o crescimento, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também projeta aplicar R$ 685 milhões nas competições femininas locais. ​Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, a Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade para acelerar políticas voltadas à autonomia econômica, à segurança e à ampliação de oportunidades para as mulheres. Segundo ela, o legado do torneio pode beneficiar desde empreendedoras e trabalhadoras do turismo até meninas que passarão a enxergar novas possibilidades de futuro a partir da maior visibilidade feminina no esporte e nos espaços de liderança. ​Palayret ainda afirmou que a Copa pode gerar impactos concretos para as mulheres em diferentes níveis. “Estamos falando de ampliar o acesso a crédito, capacitação e mercados, fortalecer negócios liderados por mulheres, valorizar o artesanato, a gastronomia, o turismo comunitário e criar ambientes mais seguros para turistas e trabalhadoras. Mas também estamos falando de inspiração. Quando meninas veem mulheres ocupando espaços de liderança, elas passam a acreditar que também podem chegar lá”. ​Já a jornalista Alicia Klein chamou a atenção para o papel da comunicação na construção do legado do torneio. Para ela, a Copa não deve ser encarada apenas como um evento voltado ao público feminino, mas como uma oportunidade de ampliar a visibilidade das mulheres no esporte e transformar a forma como a sociedade se relaciona com o futebol. ​“A Copa tem o poder de mobilizar pessoas muito além de quem acompanha futebol. É um evento esportivo, cultural e turístico. Quanto mais tratarmos o futebol feminino com a relevância que ele merece, maior será sua capacidade de inspirar meninas, criar referências para os meninos e ampliar o espaço das mulheres dentro e fora dos estádios”, afirmou. ​O debate reuniu três perspectivas sobre o Mundial: a preparação do país para receber a competição, a promoção da igualdade de gênero e dos direitos humanos e o papel da comunicação na valorização das mulheres no esporte e no turismo. ​Construção de legado ​Ao final do painel, as participantes foram convidadas a refletir sobre qual legado gostariam de ver a Copa do Mundo Feminina de 2027 deixar para o Brasil. Em comum, defenderam que o torneio seja capaz de ampliar oportunidades para as mulheres dentro e fora do esporte, fortalecendo sua presença como atletas, profissionais, empreendedoras, turistas e lideranças. ​Juliana Agatte destacou a expectativa de que a competição impulsione oportunidades concretas para as mulheres, com impactos em áreas como turismo, geração de renda, segurança e ocupação de espaços de liderança. ​Palayret ressaltou a importância de ampliar as possibilidades para meninas e mulheres e consolidar o futebol feminino como uma verdadeira paixão nacional. ​Para Alicia Klein, o principal legado será romper definitivamente a ideia de que o futebol é um espaço masculino. “O futebol precisa ser entendido como algo de todos. Essa transformação beneficia não apenas o esporte, mas a sociedade como um todo”, afirmou. Por João PedriniAssessoria de Comunicação do Ministério do Turismo Fonte: Ministério do Turismo