Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao trabalho forçado

Governo e especialistas classificam ameaça de taxa como protecionismo. Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral do governo americano, que alega supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional.  Além disso, o governo brasileiro trabalha com a expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a justificativa de que o Brasil, na visão norte-americana, não impede a importação de produtos vindos de países que adotam o trabalho forçado. No entanto, especialistas ouvidos pela Agência Brasil discordam da avaliação americana e vão além: o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado e formas análogas à escravidão. Nova rodada de taxas A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada pelo governo de Washington que alega que o país falha em combater o desmatamento, a corrupção e utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas, entre outras práticas. O governo brasileiro rejeita as acusações e se dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como forma de resposta à taxação, classificada como “injusta”. Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24). “Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao jornal. Alegação norte-americana A provável nova taxação é fundamentada em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59 países e a União Europeia. O escritório norte-americano aponta que essas economias “falham em impor uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado”. Sobre o Brasil, o documento rejeita a argumentação de que acordos internacionais coíbem a importação desses produtos. “Embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio de compromissos assumidos em acordos de investimento e de livre comércio, essas disposições não proíbem juridicamente a importação para o mercado interno de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado em outro país”, diz o texto do USTR de 2 de junho. Brasil rebate Durante a investigação, o Brasil forneceu à Casa Branca informações técnicas sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado. Em 3 de junho, o governo brasileiro manifestou, por meio de nota, “profunda discordância” da conclusão preliminar americana e classificou a medida como “protecionista”, ou seja, uma defesa da economia dos Estados Unidos contra a concorrência internacional. “É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas  protecionistas unilaterais”, diz o governo brasileiro. O Brasil acrescentou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada das Nações Unidas, reconhece há décadas o país como “referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político”. O Decreto 12.857, de fevereiro de 2026, formaliza a adesão do Brasil à Convenção nº 29 da OIT sobre o trabalho forçado. De todos os 187 países que fazem parte da organização, apenas seis constam como não signatários da convenção, entre eles os Estados Unidos.  O Brasil sustenta ainda que as autoridades aduaneiras, que atuam na entrada e saída de mercadorias do país, detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública. “Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição”, reforça o comunicado. Reconhecimento internacional Inspeção do trabalho resgata 942 pessoas escravizadas e garante direitos e reparação. Foto: Subsecretaria de Inspeção do Trabalho/ Divulgação O professor de direito internacional Thiago Romero, do Ibmec-SP, faz questão de separar dois fatores “que a narrativa norte-americana funde”. “Existe uma diferença jurídica entre combater o trabalho forçado que ocorre dentro do próprio território e barrar, na alfândega, produtos importados que foram fabricados com trabalho forçado em outro país”, explica. Ele reforça que o Brasil é reconhecido internacionalmente pelo combate do trabalho forçado dentro do país. “É o entendimento da própria OIT, que há décadas trata o modelo brasileiro de combate ao trabalho análogo ao de escravo como uma das melhores práticas do mundo”, diz. Thiago Romero, professor de direito internacional do Ibmec-SP. O professor acrescenta que o país tem uma “arquitetura jurídica bastante sólida para mostrar”. Ele cita o artigo 149 do Código Penal, que criminaliza a redução à condição análoga à escravidão, com uma definição ampla que inclui jornada exaustiva e condições degradantes. “Mais avançada, inclusive, do que a de muitos países desenvolvidos”, qualifica. Ele acrescenta que existem, desde 1995, os Grupos Móveis de Fiscalização do Ministério do Trabalho. De acordo com o Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, quase 66 mil pessoas foram resgatadas de condição análoga à de escravo. O professor lembra também da chamada “lista suja”, cadastro de empregadores brasileiros flagrados em uso do trabalho forçado. “Um instrumento de transparência que o próprio setor privado usa para cortar relações comerciais e crédito com infratores, mecanismo que a OIT recomenda como modelo”, enfatiza. A versão atual da lista suja divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em abril apresenta 568 empresas listadas. Alguns empregadores aparecem mais de uma vez por terem sido responsabilizados em diferentes ações fiscais ou estabelecimentos. Como há atualizações recorrentes, nomes podem ser retirados da relação.  “O Brasil fiscaliza até mesmo o trabalho forçado embarcado em cadeias estrangeiras que operam em solo brasileiro”, aponta Romero.  Outra ferramenta lembrada pelo especialista do Ibmec é o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que reúne grandes empresas e a sociedade civil. USTR Porto do Rio de Janeiro – Tânia Rêgo/Agência Brasil  O professor explica que o USTR se apega a uma lacuna técnica para enquadrar o Brasil. “A crítica americana tem um fundo ‘técnico’ verdadeiro. Quando os Estados Unidos dizem que há muito trabalho escravo no Brasil, eles estão dizendo que o

Virginia Fonseca celebra inauguração de academia e realiza novo sonho em Goiânia

A influenciadora Virginia Fonseca celebrou nesta terça-feira (21), a inauguração de sua academia, a WeGym, em Goiânia. Nas redes sociais, ela compartilhou registros do evento e comemorou a conquista, que definiu como a realização de mais um sonho. Em uma publicação, Virginia agradeceu a presença de amigos, familiares e convidados que prestigiaram a inauguração. “Mais um sonho que se tornou realidade!! Nossa @wegym_br. Obrigada a todos que foram nos prestigiar nesse dia tão especial e espero todos vocês de Goiânia para treinar lá com a gente”, escreveu. A empresária também fez questão de agradecer a Deus pela nova fase. “Toda honra e glória a Deus. 2026 é nosso”, completou, demonstrando entusiasmo com o novo empreendimento. Confira cliques abaixo: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Virginia (@virginia) Fonte: TOP FAMOSOS

Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol. A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços. A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital. O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas. É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia. O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos. O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas. Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia. Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR. Leia Também: Distribuidores de insumos agropecuários divulgam nota pedindo isonomia na reforma tributária Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos. O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas. A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa. Fonte: Pensar Agro

Eleições 2026: Em largada de convenções, PSDB homologa chapas para Câmara e Assembleia

Agir definiu candidatos ao governo e Senado, enquanto Missão terá apenas disputa para deputado federal. O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) homologou as chapas de candidatos a deputado federal e deputado estadual na tarde desta terça-feira (21). A reunião ocorreu na sede da legenda, em Campo Grande, apenas para filiados. A convenção geral será no dia 1º de agosto, com os demais partidos da coligação que apoia a reeleição de Eduardo Riedel (PP) ao governo do Estado. Na disputa por vagas na Câmara Federal, o partido confirmou as candidaturas da então vice-prefeita de Corumbá, Bia Cavassa; Puka Valdez, vereador em Ponta Porã; Juari Lopes, vereador em Campo Grande; Natal Gonzaga, de Sidrolândia; Ricardinho Favaro, de Itaquiraí; Capitão Roledo; Cirlene, de Três Lagoas; Victor Rocha e Viviane Luiza. Já para deputado estadual, o PSDB homologou as candidaturas de Adônis Marques, Albi de Urrutia, Andrea Fim, Angelo Guerreiro, Biro Biro, Dheine Martins, Edson Nogueira, Flávio Dias, Flavio Cabo Almi, Izaias Rocha, Janet Córdoba, Eduardo Rocha, Zé da Farmácia, Zé Wilson, Julia News, Laura da Fiel Amigo Lia Nogueira, Nelson Lords, Paulo Duarte, Coletivo de Servidores (Poliana), Dr. Rotterdam, Silvio Pitu, Wagner Pereira. Entre os nomes está também o presidente estadual da sigla, Pedro Caravina, que buscará a reeleição para a Assembleia Legislativa. Também nesta terça-feira, o partido Missão realizou sua convenção estadual. A legenda, liderada nacionalmente pelo pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, decidiu lançar apenas candidatos a deputado federal em Mato Grosso do Sul. A chapa foi homologada com seis nomes: as estudantes Kellyanne Correa e Mavi Cunha, o engenheiro Germano Caires, o advogado Rodrigo Correa, o contabilista Mateus Quadros e o técnico em informática Lucas Vendite. O Agir também promoveu convenção nesta terça-feira, em Campo Grande, para homologar candidaturas ao Governo do Estado, Senado e Câmara dos Deputados. A legenda confirmou o jornalista e empresário douradense Jeferson Bezerra como candidato ao governo, tendo como vice o professor e pastor Valdenir Duarte. Para o Senado, foi oficializada a candidatura do jornalista Daniel Rodrigues Junior. Os suplentes serão Alessandro Garcia e Luciene da Silva. O partido também definiu sua chapa de candidatos a deputado federal, composta por Claudinei Farias Leandro, Carol Ajala, Professora Aguilera Guarani, Edna Paixão, Milena Fernandes e Jurandir Machado. Fonte: Campograndenews

FICCO/PE desarticula grupo criminoso com atuação em dois estados

Petrolina/PE. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Pernambuco (FICCO/PE), em ação integrada entre a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Penal, deflagrou, nesta quarta-feira (22/7), a Operação Hermes, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e de armas de fogo, com atuação no Estado de Pernambuco e no Estado da Bahia. As investigações foram conduzidas por sua Base Avançada em Petrolina, que contou na deflagração com apoio de aproximadamente 100 policiais das forças integrantes. Ao todo, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão, cumpridos nas cidades de Petrolina/PE, Juazeiro/BA e São Paulo/SP.  As investigações apontam que os recursos obtidos com a atividade ilícita circulavam por meio de transferências eletrônicas pulverizadas em contas de terceiros, com indícios de lavagem de capitais. O cumprimento dos mandados de busca e apreensão tem como objetivo a localização de materiais ilícitos, como drogas, armas de fogo e munições, além de dispositivos eletrônicos, documentos, registros financeiros e outros elementos probatórios que permitam aprofundar as investigações e identificar todos os envolvidos. Os investigados poderão responder, conforme o caso, pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de capitais. As investigações seguem em andamento e os fatos ainda estão sob apuração. Assessoria de Comunicação da Polícia Federal em PernambucoContato: (81) 2137-4076E-mail: cs.srpe@pf.gov.br   Fonte: Polícia Federal

PF obtém nova prisão preventiva de investigado por tráfico internacional de drogas

Belém/PA. Após representação da Polícia Federal, a Justiça Federal da 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Pará decretou nova prisão preventiva de um investigado por integrar organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. O homem foi alvo de investigação da Polícia Federal após a deflagração da Operação Euterpe, em 2022, que apura o envio de 320 kg de cocaína ocultos em uma carga destinada a Portugal. O investigado foi preso em março de 2026, na Bolívia, sendo transferido ao Brasil. No início de julho deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou sua prisão preventiva em um dos processos aos quais respondia, substituindo a medida por cautelares diversas. Contudo, uma nova ordem de prisão expedida pela Justiça de Minas Gerais manteve o investigado sob custódia em outro procedimento criminal. Diante desse novo cenário, a Polícia Federal no Pará representou pela decretação da prisão preventiva do investigado no processo decorrente da Operação Euterpe. O pedido foi acolhido pela Justiça Federal da 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Pará, que expediu, nessa terça-feira (21/7) novo mandado de prisão preventiva pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Com a nova decisão judicial, o homem permanece à disposição da Justiça, respondendo também às acusações relacionadas às investigações conduzidas pela Polícia Federal no Pará. Comunicação Social da Polícia Federal no Parács.srpa@pf.gov.br@pf.para Fonte: Polícia Federal

Abertura do plantio da soja vai debater alimentos, biocombustíveis e energia

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 será realizada em 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (430 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso. As inscrições estão abertas para produtores, técnicos, gestores e representantes da cadeia produtiva. A cerimônia simboliza o começo da nova temporada do Projeto Soja Brasil e terá como tema “A verticalização da soja na produção de alimentos e energia”. A proposta é discutir como o produtor pode avançar além da venda do grão e participar de outras etapas da cadeia. A verticalização pode envolver o processamento da soja para a produção de farelo, óleo, rações, alimentos, biodiesel e outras fontes energéticas. A estratégia amplia as possibilidades de comercialização e pode reduzir a dependência do produtor das oscilações do mercado de grãos, embora exija capital, escala, conhecimento técnico e acesso a consumidores. O debate ganha espaço em um momento no qual diferentes regiões produtoras recebem investimentos em usinas de biodiesel, fábricas de ração, esmagadoras e projetos de geração de energia. A integração dessas atividades também pode favorecer o aproveitamento de resíduos e a instalação de indústrias mais próximas das áreas de produção. A programação terá palestras, debates técnicos e demonstrações de máquinas no campo. O plantio simbólico marcará a abertura nacional da safra, mas a entrada efetiva das máquinas nas lavouras continuará condicionada ao calendário sanitário e às condições de umidade do solo em cada região. O evento poderá ser acompanhado presencialmente ou pela transmissão da emissora e de suas plataformas digitais. Serviço Evento: Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27Data: 17 de setembroLocal: Fazenda Horizontina, Ipiranga do Norte (MT)Participação: inscrição antecipada pelo site do Projeto Soja BrasilTransmissão: TV e plataformas digitais do Canal Rural. Fonte: Pensar Agro

FenaBio coloca transição energética e novos combustíveis no centro do debate

Sertãozinho (330 km da capital paulista) vai sediar, de 11 a 14 do próximo mês, a FenaBio 2026, conferência realizada dentro da Fenasucro & Agrocana. A expansão do etanol, do biometano e de outras fontes renováveis será o foco do encontro, cuja programação de debates ocorrerá nos dias 12 e 13 de agosto. Em sua segunda edição, a conferência terá como tema “Bioenergia 2050: a transição para um futuro energético descarbonizado”. Os debates serão voltados aos efeitos das mudanças na matriz energética sobre usinas, fornecedores, produtores rurais, investidores e empresas consumidoras de combustíveis. A programação será dividida em quatro eixos. O primeiro tratará da mobilidade sustentável e da substituição gradual dos combustíveis fósseis. Os demais abordarão os desafios da transição energética, as novas oportunidades de negócios e as tecnologias capazes de ampliar a produção de energia renovável. Entre os assuntos previstos estão o avanço dos biocombustíveis, a descarbonização dos transportes, o aproveitamento de resíduos agroindustriais e a viabilidade econômica de novas rotas energéticas. A proposta é aproximar a discussão regulatória e tecnológica das decisões de investimento do setor produtivo. A FenaBio integra a 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, que deverá reunir mais de 600 marcas e aproximadamente 3 mil produtos nacionais e estrangeiros. A organização também espera receber compradores e representantes de mais de 80 países, ligados aos setores de açúcar, etanol de cana e milho, biodiesel, alimentos, papel e celulose e logística. A visitação à feira é gratuita, mas exige credenciamento antecipado pela internet. Não haverá emissão de credenciais no local. Já a participação na conferência FenaBio é paga e depende da compra de ingresso específico. Serviço Fenasucro & Agrocana: 11 a 14 de agosto, das 13h30 às 20h, com entrada permitida até as 19h. FenaBio: 12 e 13 de agosto, das 14h às 19h. Local: Centro de Eventos Zanini, Estrada Hermínio Bizio, 14, Sertãozinho (SP). Acesso: credenciamento gratuito para a feira e ingressos pagos para a FenaBio no site oficial do evento. Fonte: Pensar Agro

Tecnologia avança no campo, mas qualificação profissional vira desafio

A incorporação de máquinas mais sofisticadas, sistemas digitais e ferramentas de análise de dados aumentou a necessidade de profissionais preparados para trabalhar no agronegócio. O investimento em tecnologia, porém, precisa ser acompanhado pela formação das pessoas responsáveis por operar os equipamentos, interpretar informações e tomar decisões nas propriedades e empresas rurais. O tema está no novo episódio do podcast Pensar Agro, apresentado por Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA). A conversa reúne o apresentador e Amir El-Kouba para discutir os desafios da capacitação profissional, da formação técnica e do desenvolvimento de lideranças no setor. Amir El-Kouba é psicólogo, mestre em Administração Estratégica e especialista em comportamento organizacional. Atua como consultor empresarial, pesquisador e professor de cursos de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP), além de ser colunista da Revista Pensar Agro. A entrevista parte da avaliação de que investir nas equipes se tornou tão importante quanto ampliar a mecanização, modernizar a infraestrutura ou adotar novas tecnologias. Sem profissionais qualificados, parte desses investimentos pode ser subutilizada ou produzir resultados inferiores ao potencial. O episódio também aborda a necessidade de aproximar a formação oferecida pelas instituições de ensino das demandas encontradas nas fazendas, cooperativas e empresas. A expansão da agricultura digital exige conhecimentos técnicos, mas também capacidade de analisar dados, solucionar problemas, trabalhar em equipe e adaptar-se a mudanças. Outro ponto tratado é a qualificação contínua. Como as tecnologias e os processos produtivos mudam rapidamente, a formação profissional não termina com a conclusão de um curso. Produtores, gestores e trabalhadores precisam atualizar conhecimentos ao longo da carreira para acompanhar as exigências de um mercado mais competitivo. A preparação de lideranças completa essa agenda. Além de conhecer a produção, quem ocupa funções de gestão precisa organizar equipes, distribuir responsabilidades e criar condições para que o conhecimento técnico seja aplicado no cotidiano da atividade rural. O episódio “Amir El-Kouba — Capacitação no Agronegócio” está disponível no canal do Pensar Agro no YouTube. Para assistir, clique aqui. Fonte: Pensar Agro

PT de MS oficializa chapa ao Governo e ao Senado em convenção marcada para domingo (26)

Evento vai homologar as candidaturas de Fábio Trad, Gilda Maria dos Santos e Vander Loubet, além de confirmar alianças da Federação Brasil da Esperança para as eleições de 2026. O Partido dos Trabalhadores (PT) de Mato Grosso do Sul realiza no próximo domingo (26) sua Convenção Estadual para homologar os candidatos que disputarão as eleições de 2026. O encontro marcará a oficialização da chapa majoritária formada por Fábio Trad, candidato ao Governo do Estado, Gilda Maria dos Santos, candidata a vice-governadora, e Vander Loubet, candidato ao Senado Federal, além dos nomes que disputarão vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. De acordo com o deputado federal Vander Loubet, a convenção representa o início oficial da campanha eleitoral e simboliza a consolidação da unidade das forças políticas que integram o chamado campo democrático. “Vamos homologar as candidaturas e selar a unidade política e programática, não apenas do PT, mas de todas as forças que compõem o campo democrático”, afirmou. Além da definição das candidaturas, o partido formalizará as alianças locais da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB. A expectativa da legenda é ampliar o arco de apoio ao projeto eleitoral tanto no cenário nacional quanto em Mato Grosso do Sul. Segundo Vander, as articulações políticas continuam avançando e poderão incluir outras legendas que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os partidos citados estão PSB, PDT, Psol e Rede, que já mantêm diálogo para ampliar a composição em diversos estados. O parlamentar avalia ainda que o cenário político poderá atrair lideranças de partidos de perfil mais ao centro, fortalecendo o projeto político defendido pela legenda. “Essas avaliações mostram tendências já consolidadas e apontam novas perspectivas, inclusive com o alinhamento de lideranças que hoje estão em partidos como MDB, PSD e Cidadania”, afirmou. Na avaliação de Vander Loubet, o eleitor deverá decidir seu voto com base nas propostas e no histórico das candidaturas. “O voto será exercido com base na confiança e na certeza do projeto que cada candidatura representa para o Estado e para o país. Os eleitores terão condições de avaliar quem defende políticas voltadas à redução das desigualdades, à valorização do trabalhador e ao desenvolvimento do Brasil”, declarou. A convenção também definirá a chapa de candidatos que disputará as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e as oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados. Fonte: Correio do Estado