FICCO/PR apreende centenas de ampolas de medicamentos em São José do Rio Preto/SP

Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), em ação conjunta com a FICCO/SP e o Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da Polícia Militar do Estado de São Paulo, apreendeu 252 ampolas de medicamentos na noite desta quinta-feira (4/6), em São José do Rio Preto/SP. A ação teve início após o compartilhamento de informações de inteligência indicando que um veículo, proveniente de Foz do Iguaçu/PR e com destino ao estado de Minas Gerais, transportaria material ilícito. Durante a abordagem e vistoria do automóvel, os policiais localizaram 252 ampolas de medicamentos acondicionadas em 63 caixas e ocultadas no interior do estepe. Um homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em São José do Rio Preto/SP para os procedimentos de praxe. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar do Paraná, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR – CS/PF/Fozcs.foz@pf.gov.br@pffozCanal para denúnciasdenuncias.fig.pr@pf.gov.br Fonte: Polícia Federal

Campo-grandense é selecionado para integrar a Esquadrilha da Fumaça

O tenente irá compor o grupo a partir de 2027 para fazer voos com manobras de tirar o fôlego. O campo-grandense Tenente Marcizio, de 29 anos, foi selecionado para integrar o grupo da Esquadrilha da Fumaça da FAB (Força Aérea Brasileira). O anúncio foi feito na última quinta-feira (4), enquanto o militar fazia um voo de instrução da Academia da Força Aérea. O tenente irá compor o grupo a partir de 2027 para fazer voos com manobras de tirar o fôlego. Segundo o EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea), a seleção aconteceu por meio do Conselho de Admissão da pasta. Os militares já podem usar o distintivo do esquadrão, visto que o anúncio já foi oficializado. Além do Tenente Marcizio, mais dois militares foram selecionados. O Capitão Maceno e o Tenente Murilo também integram o grupo do Esquadrão da Fumaça. Trajetória Marcizio Coelho, ou Tenente Marcizio, é natural de Campo Grande e a carreira na aviação começou em 2013. Isso porque o militar ingressou na Força Aérea através de uma escola de cadetes no ar. A partir daí, o campo-grandense só deslanchou na carreira. Em entrevista exclusiva ao Midiamax, Maricizio afirmou que se formou em 2019 na AFA (Academia da Força Aérea) e, em seguida, foi selecionado para integrar o grupo de aviação de caça. Cinco anos depois, em 2024, Tenente Marcizio foi transferido para a AFA e exerceu a função de instrutor. Dessa vez, o campo-grandense passou a ministrar instruções de voo para cadetes, um lugar que ele um dia também precisou passar. Em meio a tantas conquistas, o militar agora integra o grupo da Esquadrilha da Fumaça da FAB. Agora, o oficial deve passar por um período de adaptação operacional antes de assumir as escalas de demonstrações públicas. O treinamento prévio serve para alinhar o piloto às manobras específicas realizadas com as aeronaves A-29 Super Tucano, utilizadas pelo grupo. Após a conclusão das etapas de formação, o tenente estará apto a ocupar uma das posições de voo que compõem o circuito de apresentações. A previsão é de que a estreia oficial nas demonstrações aéreas ocorra no início da temporada de eventos de 2027. Esquadrão em Campo Grande De acordo com o Mapa Viagens da EDA, Campo Grande já recebeu apresentações do Esquadrão por 19 vezes. A mais recente foi em 2019. Veja as datas: 05/10/1985 26/08/1989 21/08/1991 21/08/1991 06/09/1994 26/08/1996 07/06/1996 26/08/2003 04/09/2005 03/09/2006 19/08/2007 17/08/2008 26/08/2009 03/10/2010 21/08/2011 16/06/2012 30/07/2017 09/09/2018 25/08/2019 Fonte: Midiamax

UFMS abre 140 vagas para licenciatura em computação em 4 cidades

O curso será ofertado presencialmente, no período noturno, em Campo Grande, Coxim, Corumbá e Ponta Porã A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) abriu processo seletivo com 140 vagas para o curso de Licenciatura em Computação. As inscrições devem ser feitas até o dia 26 deste mês. A previsão é que os acadêmicos ingressem já no segundo semestre de 2026, com início das aulas em 27 de julho. O curso será ofertado presencialmente, no período noturno, em Campo Grande, Coxim, Corumbá e Ponta Porã. De acordo com a instituição, a graduação terá duração de oito semestres e é voltada prioritariamente a professores das redes públicas municipal e estadual que atuem em escolas dos municípios onde o curso será oferecido. Nesses casos, os candidatos deverão comprovar vínculo e lotação na cidade escolhida. Caso as vagas não sejam preenchidas pelos docentes, poderão participar candidatos que tenham realizado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) entre 2022 e 2025. Também poderão concorrer aqueles que fizeram o vestibular da UFMS entre 2022 e 2026 ou participaram do PASSE (Programa de Avaliação Seriada Seletiva) da instituição entre 2022 e 2025. Ainda segundo a universidade, todos os candidatos deverão ter concluído o ensino médio e assinar um termo de compromisso garantindo que realizarão a residência docente na rede pública de ensino após a conclusão do curso. As inscrições devem ser feitas pela página da instituição. O resultado preliminar está previsto para ser divulgado em 6 de julho. Fonte: Campograndenews

PF realiza operação contra promoção de migração ilegal em Roraima

Boa Vista/RR. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3/6), a Operação Guarda Fronteira, com o objetivo de reprimir o crime de promoção de migração ilegal na região de Bonfim/RR. Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Boa Vista/RR. Também foram resgatadas duas vítimas localizadas em alojamentos com condições precárias. Nas diligências, foram apreendidos aparelhos celulares pertencentes aos investigados, que serão analisados no âmbito das investigações. Os elementos apurados indicam a existência de estrutura voltada ao transporte irregular de estrangeiros, com obtenção de vantagem econômica em decorrência da atividade. As investigações seguem em andamento. Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima(95) 3621-4747cs.srrr@pf.gov.br Fonte: Polícia Federal

PF atua em cooperação internacional que resulta na prisão de foragido da Justiça venezuelana no Peru

Manaus/AM. A cooperação internacional entre autoridades policiais do Brasil, Peru e Venezuela resultou, na madrugada desta sexta-feira (5/6), na prisão de um foragido da Justiça venezuelana e alvo de Difusão Vermelha da INTERPOL. A detenção ocorreu na cidade de Caballococha, no Peru, e foi resultado da atuação integrada da Polícia Federal, da Adidância da Polícia Federal em Caracas, da Adidância da Polícia Federal no Peru, do Escritório Central Nacional da INTERPOL na Venezuela (OCN Venezuela), do Escritório Central Nacional da INTERPOL no Brasil (OCN Brasil) e da Polícia Nacional do Peru. De acordo com informações compartilhadas pelas autoridades venezuelanas, o foragido encontrava-se no Brasil e pretendia deslocar-se para o Peru. A partir da cooperação internacional e da troca de informações entre os órgãos envolvidos, foi possível localizá-lo e efetuar sua prisão em território peruano. O detido será conduzido à cidade de Iquitos, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis. Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federalimprensa@pf.gov.br Fonte: Polícia Federal

Motorista embriagado invade pista contrária e provoca acidente na MS-480

Devido ao impacto da colisão, a caminhonete ficou completamente destruída O condutor de uma caminhonete foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (5), após invadir a pista contrária e provocar uma colisão no km 4 da MS-480, em Anaurilândia. O condutor foi detido por embriaguez ao volante. A colisão envolveu uma caminhonete e um caminhão-trator com dois semirreboques. Conforme o BPMRv (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária), o condutor da caminhonete teria invadido a pista contrária, assim, sem tempo hábil, o caminhoneiro não teria conseguido desviar e evitar a batida. Devido ao impacto da colisão, a caminhonete ficou completamente destruída e foi parar às margens da rodovia. Já o caminhão teve a frente danificada também. Inicialmente, o motorista da caminhonete teria se recusado a realizar o teste de bafômetro. Apesar disso, apresentava fala alterada, dificuldade de equilíbrio, olhos avermelhados e desorientação, além do odor etílico. Mas, posteriormente, realizou e testou positivo com 0,36 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expirado. Já o motorista do caminhão teve o resultado negativo para ingestão de álcool. Em decorrência do acidente, a rodovia precisou ficar parcialmente interditada durante os trabalhos de atendimento e remoção dos veículos. Por fim, o condutor embriagado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Anaurilândia para as providências cabíveis. O veículo foi atingido de frente. (Foto: Fala Povo, Midiamax) Fonte: Midiamax

Representantes do MDS debatem proteção social, emergências climáticas e os desafios enfrentados pela população LGBTQIA+

Os desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ em situações de desastres, eventos climáticos extremos e emergências sociais estiveram no centro do debate promovido durante a roda de conversa “Políticas de Proteção Social, Questões Climáticas e Emergenciais e a População LGBTQIA+”, realizada nesta quinta-feira (5.06), na Casa do Professor, no centro da capital paulista. Laís Mendes, assessora de gabinete do MDS e presidente do Comitê Permanente de Calamidades Públicas e Emergências (CCPE), apresentou os impactos das mudanças climáticas e explicou como esses fenômenos afetam a população LGBTQIA+  “Este debate foi fundamental, pois os desastres climáticos afetam de forma mais intensa os grupos em situação de vulnerabilidade, entre eles a população LGBTQIA+. O encontro foi uma oportunidade importante para refletirmos sobre estratégias de fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia de direitos e à proteção dessas pessoas”, afirmou. A atividade reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), de organizações da sociedade civil e de conselhos de participação social para discutir estratégias de proteção, inclusão e garantia de direitos diante do aumento dos eventos climáticos e de seus impactos sobre populações em situação de vulnerabilidade. Suely Oliveira, diretora de programa do gabinete do ministro do MDS, e conselheira do Conselho Nacional LGBTQIA+, avaliou a experiência como muito positiva para aperfeiçoar ainda mais as políticas assistenciais. “Nossa plenária foi muito interessante porque tivemos pessoas de várias regiões do Brasil. Tivemos a oportunidade de praticar a escuta, explicar mais sobre as ações do MDS. Foi um momento muito feliz e de grande valia para o trabalho que desenvolvemos”, celebrou.  Durante o encontro, os participantes destacaram a importância de incorporar marcadores de diversidade às políticas de gestão de riscos, resposta a emergências e proteção social, considerando as vulnerabilidades específicas enfrentadas por pessoas LGBTQIA+ em contextos de deslocamento, insegurança alimentar, perda de renda e acesso a serviços públicos. Alex Sandro Lopes Cordeiro, coordenador-geral da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS, destacou o papel do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) na construção de um país mais inclusivo, onde as políticas públicas alcancem quem mais precisa. “A assistência social é uma política de proteção que também acolhe e garante direitos à população LGBTQIA+. Estamos aqui para fortalecer esse atendimento e ampliar o acesso a essa rede de proteção”, afirmou. O debate também abordou a atuação da rede socioassistencial em situações de calamidade pública e a necessidade de fortalecer ações intersetoriais capazes de assegurar acolhimento, proteção e acesso a direitos para toda a população, sem discriminação. Para Keila Simpson Sousa, conselheira titular da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), a atividade foi uma oportunidade para estreitar os laços das políticas públicas na defesa do público LGBTQIA+. “Realizamos uma importante agenda com o MDS que nos dará mais base para defendermos as políticas públicas para o público LGBTQIA+. Foi uma oportunidade de muito proveito no debate das políticas assistenciais”, argumenta.  Promovida no contexto do Mês do Orgulho, a roda de conversa reforçou a importância da construção de políticas públicas inclusivas e preparadas para responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, especialmente para grupos historicamente expostos a diferentes formas de desigualdade social. Richarlls Martins, presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento da Presidência da República, participou da atividade e apoio a iniciativa do MDS de promover esta discussão. “A roda de conversa promovida pelo MDS com foco no público LGBTQIA+ reforça a visibilidade do público na promoção das políticas de assistência social. É muito importante pensarmos como as questões climáticas afetam o público LGBTQIA+ e pensarmos em alternativas para amenizar este cenário”, detalha.  Proteção social e diversidade A atividade integrou a programação do Mês do Orgulho e reuniu representantes da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS/MDS), do Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade do MDS, da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD) e do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. Erika Santos, assessora de gabinete na Assessoria de Participação Social e Diversidade (APSD) do MDS, reforçou que as políticas públicas são feitas a partir do contato com os territórios. “Hoje, trocamos conhecimentos com o público LGBTQIA+, debatemos as questões climáticas e como elas afetam os territórios. Foi muito proveitoso para todos nós”, destacou.  O encontro teve como objetivo ampliar o debate sobre os efeitos das mudanças climáticas na vida da população LGBTQIA+ e fortalecer a articulação entre governo e sociedade civil na formulação de políticas públicas voltadas à proteção social e à garantia de direitos. Assessoria de Comunicação – MDS     Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

Uma Kombi, três amigas e um sonho: Natasha chega à mostra competitiva do Bonito Cinesur 

Longa sul-mato-grossense transforma série gravada em Dourados em um road movie sobre amizade, luto, diversidade e pertencimento O sonho de Natasha vai seguir viagem pelas telas do Bonito Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano. O longa-metragem sul-mato-grossense foi selecionado para a Mostra Competitiva do Filme Sul-Mato-Grossense da 4ª edição do evento, que será realizado entre os dias 24 de julho e 1º de agosto de 2026, em Bonito (MS), reunindo 32 produções de dez países da América do Sul. A produção acompanha Nicole, Inês e Leona, amigas de Natasha que, após o assassinato dela, transformam o luto em movimento. Com poucos recursos e uma Kombi emprestada, elas atravessam Mato Grosso do Sul até Mato Grosso para realizar o sonho que a amiga não pôde viver: participar do concurso de drag queens Raio de Sol do Pantanal. O que começa como homenagem se transforma em uma travessia marcada por afeto, memória e resistência. Pelo caminho, as personagens enfrentam preconceito, invisibilidade e desafios constantes, enquanto são levadas a confrontar suas próprias histórias, medos e identidades. Do formato seriado à tela grande A seleção marca um novo capítulo para uma história que começou em Dourados, em 2017, como série, e agora ganha formato de longa-metragem. Com aproximadamente duas horas de duração, o filme revisita a trajetória de suas personagens em uma narrativa sobre amizade, luto, diversidade e busca por pertencimento. Baseado no roteiro de Antoni Magalhães, Natasha nasce da adaptação para o cinema da série homônima de 13 episódios, dirigida originalmente por Thiago Rotta e Rafael Rotta. A transformação em longa foi conduzida por Ana Ostapenko, diretora da adaptação cinematográfica, em parceria com Kojiro, responsável pela direção de edição e montagem. O trabalho resultou em uma narrativa renovada para a tela grande, preservando a força afetiva, estética e temática da produção original. A delicadeza com que aborda vivências LGBTQIAPN+, somada à força de seus personagens, consolida Natasha como uma obra marcante do audiovisual sul-mato-grossense. Para Ana Ostapenko, a seleção representa o reconhecimento de um processo conduzido com dedicação e sensibilidade. “Receber a notícia de que Natasha foi selecionado para o Bonito Cinesur é uma alegria imensa. Este é meu primeiro longa-metragem como diretora de adaptação para o cinema e vê-lo integrar a programação de um festival sul-americano tão relevante é emocionante. Estar ao lado de produções de diversos países reafirma a potência das histórias produzidas em Mato Grosso do Sul”, destaca. Responsável pela direção de edição e montagem, Kojiro ressalta o desafio de transformar uma obra seriada em uma experiência cinematográfica. “Desde janeiro estivemos dedicados a compreender como transformar uma série em uma experiência cinematográfica única, preservando toda a identidade visual construída na produção original. Ver esse esforço reconhecido por um festival da importância do Bonito Cinesur nos dá a certeza de que o caminho escolhido foi o correto”, afirma. Um dos criadores e diretores da série original, Thiago Rotta avalia que a participação no festival representa um passo importante para a circulação da obra. “O Bonito Cinesur se consolidou como uma vitrine fundamental para o cinema sul-americano e para a produção regional. Estamos muito felizes com a seleção e ansiosos para compartilhar essa história que nasceu aqui em Mato Grosso do Sul”, pontua. O trailer oficial de Natasha já está disponível no YouTube e antecipa a atmosfera da produção, marcada por afeto, memória e resistência. Para assistir, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=Omhhnbun13E.

MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema. Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado. A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações. O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados. Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou. O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG). Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC). Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país. A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública