FICCO/RS investiga grupo suspeito de vínculo com organização criminosa
Porto Alegre/RS. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Sul (FICCO/RS) deflagrou, nesta quinta-feira (23/7), a Operação Assídua, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre uma célula vinculada a uma organização criminosa com atuação na região do Vale dos Sinos/RS. Durante a ação, foram cumpridos cinco ordens judiciais que resultaram na apreensão de celulares e de substâncias entorpecentes nos municípios de Campo Bom/RS e de Montenegro/RS, expedidos pelo 1º Juízo da 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. A investigação apura a atuação da célula criminosa na prática de tráfico de drogas, crimes violentos e lavagem de dinheiro, bem como a possível participação em um grupo responsável por homicídios relacionados à disputa e ao controle de atividades ilícitas na região. As diligências têm como objetivo reunir novos elementos de prova, identificar outros integrantes da organização criminosa e subsidiar o prosseguimento das investigações. A FICCO/RS é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Brigada Militar, pela Polícia Civil e pela Polícia Penal do Rio Grande do Sul. Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do SulFone: (51) 3235-9006@policiafederal Fonte: Polícia Federal
PF deflagra operação para combater o tráfico transnacional de drogas e lavagem bilionária de capitais
Rio de Janeiro/RJ. Nesta quinta-feira (23/7), a Polícia Federal deflagrou a Operação Commodity, para desarticular organização criminosa de caráter transnacional e dedicada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais em escala bilionária. A operação foi desenvolvida no contexto da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) nos estados de SP e MG. Na ação desta data, policiais federais e estaduais cumprem 13 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão simultaneamente em quatro estados da Federação: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. A Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens até o limite de R$ 1 bilhão, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas investigadas. As apurações revelaram que o grupo criminoso estruturou uma rede logística com ramificações na América do Sul, na Europa e na Ásia, focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu. As investigações também apontaram que, desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa, bem como mantinha vínculos operacionais com duas organizações criminosas em atuação no Brasil. Para ocultar o entorpecente em contêineres e para burlar a fiscalização alfandegária, os investigados utilizavam como método a camuflagem da droga em sacos de café, cimento e argamassa, além da adulteração química de substâncias. O grupo criminoso é suspeito de movimentar valores bilionários mediante diferentes formas de ocultação patrimonial, que incluíam empresas de fachada, cripto-doleiros, bens de luxo e imóveis. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações. Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiroscs.srrj@pf.gov.br(21) 2203-4404 Fonte: Polícia Federal
Novo crédito de R$ 18,5 bilhões contra tarifaço inclui agro e cooperativas

Agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura, fertilizantes e parte da agroindústria estão entre os setores que poderão acessar as linhas do Brasil Soberano 3, pacote de R$ 18,5 bilhões anunciado pelo governo federal para reduzir os efeitos das novas barreiras comerciais dos Estados Unidos. Cooperativas e associações ligadas à produção e à exportação também foram incluídas. O programa poderá financiar capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, modernização das atividades, inovação, adaptação de produtos e abertura de novos mercados. O anúncio ocorreu na quarta-feira (22), quando entrou em vigor a tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida alcança aproximadamente 15% das exportações nacionais destinadas ao mercado norte-americano. Dos R$ 18,5 bilhões previstos, R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os valores serão oferecidos na forma de financiamentos, com obrigação de pagamento, e não como repasses a fundo perdido. A inclusão do agro não significa que todo produtor terá acesso automático ao crédito. O atendimento será direcionado principalmente a exportadores, agroindústrias, cooperativas, associações e empresas atingidas pelas tarifas ou consideradas estratégicas para o comércio exterior. Os critérios de enquadramento, os prazos e a distribuição dos recursos entre os setores ainda serão regulamentados. O BNDES ficará responsável por elaborar o plano de aplicação, que deverá ser submetido a um conselho interministerial antes da abertura das linhas para contratação. As taxas anunciadas variam conforme a finalidade e o porte da empresa. O custo poderá partir de 3% ao ano em projetos ligados à transformação de minerais críticos e chegar a 9,8% no capital de giro contratado por grandes companhias. Para micro, pequenas e médias empresas exportadoras, a taxa indicada para capital de giro é de 8,3% ao ano. No agro, os recursos também poderão ser utilizados em adaptações sanitárias, fitossanitárias, ambientais e de rastreabilidade exigidas por compradores internacionais. A possibilidade interessa principalmente a frigoríficos, indústrias de alimentos, cooperativas, empresas florestais e exportadores que precisam adequar processos para alcançar outros destinos. A diversificação de mercados é uma das prioridades. Empresas poderão buscar financiamento para adaptar produtos, obter certificações, participar de negociações comerciais e reduzir a dependência dos Estados Unidos. O agronegócio já teve participação relevante na primeira etapa do Brasil Soberano. Levantamento com base no relatório de execução do BNDES mostra que as cadeias de alimentos, madeira, agropecuária e couro receberam pelo menos R$ 7,7 bilhões em 2025, equivalentes a 39,5% dos R$ 19,6 bilhões aprovados. A fabricação de produtos alimentícios concentrou R$ 4,159 bilhões, distribuídos em 260 operações. O setor de madeira recebeu R$ 1,854 bilhão, enquanto agricultura, pecuária e serviços relacionados ficaram com R$ 917 milhões. A cadeia de couros e artefatos somou outros R$ 804 milhões. O volume destinado ao agro pode ter sido maior. O balanço não permite identificar com precisão empresas ligadas ao setor que aparecem em categorias mais amplas, como comércio atacadista, indústria química e fabricação de máquinas e equipamentos. O comércio atacadista, no qual estão enquadradas diversas tradings, recebeu R$ 1,987 bilhão. Isan Rezende A maior parte do dinheiro contratado na primeira fase serviu para dar liquidez às empresas. A linha emergencial de capital de giro respondeu por R$ 10,028 bilhões, enquanto a modalidade destinada à diversificação das exportações movimentou R$ 9,023 bilhões. Somente R$ 348 milhões foram direcionados à compra de equipamentos e a investimentos na adaptação da produção. O resultado mostra que, diante da perda de mercado e da necessidade de manter contratos, as empresas priorizaram caixa e pagamento de despesas. As grandes companhias contrataram R$ 13,309 bilhões em 404 operações. Micro, pequenas e médias empresas reuniram 982 contratos, no valor de R$ 6,275 bilhões. Nas etapas anteriores, o financiamento também foi associado à manutenção ou ampliação dos empregos. Leia Também: Ministro diz que “o momento é de atenção, mas não de crise” A nova rodada ocorre em um cenário no qual agroindústrias exportadoras enfrentam tarifas, conflitos internacionais e exigências crescentes de acesso aos mercados. Para o setor, a efetividade do programa dependerá da rapidez da regulamentação, das condições oferecidas e da capacidade de o crédito chegar às empresas mais expostas às restrições comerciais. O BNDES estima que as barreiras impostas pelos Estados Unidos podem provocar impacto de R$ 93,4 bilhões sobre as exportações e as cadeias de fornecedores brasileiras, além de colocar aproximadamente 340 mil empregos em risco. O Brasil Soberano 3 amplia a oferta de crédito, mas seus efeitos para o agro só poderão ser medidos depois da definição das regras e do início das contratações. O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), engenheiro agrônomo Isan Rezende, avaliou como positiva a inclusão do agronegócio, cooperativas e agroindústrias nessa nova etapa do programa. “As tarifas atingem diretamente os exportadores, mas os efeitos percorrem toda a cadeia, chegam ao produtor rural e podem reduzir preços, investimentos e geração de empregos. O crédito ajuda a atravessar esse período, desde que seja liberado com rapidez e alcance quem realmente sofreu perdas”. “Também é importante que os recursos possam financiar adequações sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. O Brasil precisa aproveitar esse momento para abrir mercados e diminuir a dependência de poucos compradores. Não podemos tratar a diversificação apenas como uma resposta emergencial ao tarifaço, mas como uma política permanente de fortalecimento das exportações do agro”, afirma o presidente do IA. Para ele, o anúncio de R$ 18,5 bilhões é relevante, mas o resultado dependerá das regras de acesso, dos prazos e das garantias exigidas. “Se a regulamentação for burocrática ou demorar, parte das empresas poderá não conseguir preservar contratos e mercados. O setor precisa de critérios objetivos, taxas compatíveis e atendimento também às cooperativas e às empresas de menor porte”. Fonte: Pensar Agro
Ação educativa do Dia do Motorista terá atividades com foco na saúde e segurança dos condutores profissionais
Na sexta-feira, dia 24 de julho, em alusão ao Dia do Motorista, o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), em parceria com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), SEST/SENAT e o Posto Kátia Locatelli, promove uma ação educativa voltada especialmente para os condutores profissionais e caminhoneiros que circulam pela região. O evento será realizado das 10h às 15h no Posto Kátia Locatelli, idealizador da iniciativa e um dos pontos de abastecimento de maior movimento e fluxo de veículos de carga em Campo Grande. Durante o período, quem passar pelo local terá acesso a uma programação gratuita e diversificada oferecida pelas entidades parceiras: • Educação e conscientização no trânsito: O Detran-MS e a Agetran estarão presentes com a demonstração dos óculos simuladores de embriaguez, sono e uso de drogas, permitindo que os condutores vivenciem de forma prática os riscos e a perda de reflexos ao volante sob o efeito de substâncias ou cansaço extremo. • Cuidados com a saúde: A equipe do SEST/SENAT oferecerá serviços essenciais de atenção ao trabalhador, incluindo aferição de pressão arterial, exames de glicemia, sessões de ginástica laboral e cadastro em cursos de qualificação profissional. • Acolhimento e bem-estar: Para garantir uma pausa agradável na rotina de viagens, o Posto Kátia Locatelli fará a distribuição de frutas frescas, pipoca e brindes aos participantes. Serviço: Dia do Mostorista Dia: 24/07/2026 Local: Posto Kátia Locatelli Hora: 10h às 15h Comunicação Detran-MS Fonte: Governo MS
‘Funtrab Perto de Você!’ prossegue no Santuário Perpétuo Socorro nesta quarta-feira
A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) prossegue, nesta quarta-feira (22/07), o projeto “Funtrab Perto de Você !”, com atendimento itinerante no Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado na Avenida Afonso Pena, nº 377, bairro Amambaí, em Campo Grande. O atendimento será realizado das 9h às 16h. Os interessados deverão se dirigir ao CAD (Centro de Apoio ao Devoto), com CPF, RG e Carteira de Trabalho. A ação oferece serviços como orientação ao trabalhador e ao empregador, cadastro para vagas de emprego, intermediação de mão de obra e encaminhamento para processos seletivos, ampliando o acesso da população às oportunidades do mercado de trabalho. O projeto é realizado uma quarta-feira por mês, até dezembro, aproveitando o grande fluxo de fiéis que participam das novenas no Santuário, um dos principais espaços de devoção do Estado. Comunicação Funtrab Fonte: Governo MS
Onde o Cerrado encontra os versos: a jornada de 300 km pelo Caminho de Cora Coralina
Imagine uma jornada onde cada passo ecoa um verso. No coração do Brasil, o Caminho de Cora Coralina é muito mais que uma trilha: é a única rota de longo curso do mundo com temática poética. Ao longo de 300 quilômetros pelo Cerrado, o itinerário reúne natureza preservada, memórias do período colonial, gastronomia típica e a alma da escritora mais amada de Goiás. É o encontro perfeito entre o esforço físico e a sutileza das palavras. Estruturada em 13 trechos, a aventura pode ser feita a pé ou de bicicleta, começando no município de Corumbá de Goiás e seguindo até a histórica Cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco. Ao longo desse trajeto, o viajante tem a oportunidade de conhecer outras seis cidades cheias de charme e história: Cocalzinho de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí. A experiência se torna ainda mais especial durante a passagem por povoados ricos em identidade cultural, como Caxambú, Radiolândia, Vila Aparecida, Alvelândia, Palestina, São Benedito, Calcilândia e Ferreiro, onde a hospitalidade goiana e a culinária típica do interior dão o tom de cada parada. Além do resgate histórico, o Caminho de Cora Coralina proporciona uma verdadeira imersão na natureza intocada do Cerrado brasileiro. Os caminhantes e ciclistas atravessam áreas de preservação fundamentais para o ecossistema nacional, como o Parque Estadual dos Pireneus, o Geoparque dos Pireneus, o Parque Estadual da Serra de Jaraguá, a APA da Serra Dourada e o Parque Municipal da Estrada Imperial. A trilha A criação da trilha – idealizada em 2013 e estruturada a partir de 2017 – resgata caminhos de antigos desbravadores, apoiando-se em relatos históricos clássicos, como a jornada de Luís da Cunha Menezes, em 1778; os registros dos naturalistas Auguste de Saint-Hilaire e Johan Emanuel Pohl, no século XIX; as memórias de Oscar Leal e o próprio Relatório Cruls, que demarcou o Planalto Central. O nome da rota homenageia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a poetisa Cora Coralina, que imortalizou em seus versos os becos, as pedras e a alma do interior goiano. Para registrar e eternizar essa caminhada, os viajantes contam com o Passaporte do Peregrino. À medida que o turista avança pelo percurso, ele coleta carimbos nos pontos de apoio e povoados parceiros, comprovando a conclusão do trajeto. Muito mais do que uma validação formal, o passaporte se transforma em um diário de bordo, onde cada carimbo representa uma lembrança que o viajante guardará para o resto da vida. Como chegar Planejar a viagem para o Caminho de Cora Coralina é simples. Para quem chega de outros estados, os principais pontos de desembarque são os aeroportos e rodoviárias de Brasília ou Goiânia, que ficam respectivamente a apenas 115 quilômetros e 113 quilômetros de distância de Corumbá de Goiás, o ponto de partida oficial. Hoje, a trilha é gerida por uma associação formalizada com mais de 30 empreendedores locais e dezenas de voluntários, que oferecem suporte completo de alimentação, pouso e orientação, garantindo que o visitante desfrute de uma viagem confortável. Trilhas de Longo Curso Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente. As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras. Por Victor MayrinkAssessoria de Comunicação do Ministério do Turismo Fonte: Ministério do Turismo
Prazo da licença especial para a pesca do camarão-rosa e do camarão-branco com aviãozinho encerra dia 31 de julho
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que o prazo final para apresentação de requerimentos da Licença Especial de Pesca Artesanal do Camarão com Aviãozinho no Complexo Lagunar Sul de Santa Catarina encerra no dia 31 de julho. No total, são 2.316 vagas nas quais cada pescador cadastrado poderá usar 36 redes em até seis pontos de pesca diferentes. Esta licença é pessoal e intransferível, tendo validade de dois anos. O público-alvo são pescadores e pescadoras profissionais artesanais dos municípios de Laguna, Pescaria Brava, Jaguaruna, Imaruí e Imbituba, que já possuem o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Pescadores aposentados e com RGP ativo poderão atuar na pesca de aviãozinho, a depender da disponibilidade de vagas e mediante emissão da Licença Especial. Os CritériosOs critérios exigidos para a solicitação da licença especial são: ter o RGP ativo e ser dependente exclusivamente da pesca artesanal. O profissional que não vive exclusivamente da pesca também pode solicitar a Licença Especial para a pesca do camarão com o uso de tarrafa. Documentação necessáriaOs documentos necessários para o cadastramento poderão ser apresentados pelo próprio pescador ou pescadora profissional ou por entidade representativa devidamente autorizada, como Colônia de Pescadores, sindicatos ou associações, nos termos da legislação, na Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura. Os documentos são: – Requerimento devidamente preenchido e assinado;– Licença de Pescador(a) Profissional deferida no RGP e– Comprovante de residência atualizado, emitido há no máximo três meses em nome do interessado ou Declaração de Residência, conforme previsto na Portaria. AtendimentoOs requerimentos deverão ser protocolados dentro do prazo estabelecido para possibilitar a análise e a emissão da Licença Especial de Pesca. Em caso de dúvidas, os interessados poderão procurar a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, sua entidade representativa ou o Fórum de Pesca do Complexo Lagunar. O atendimento será para os municípios de Imaruí, Imbituba, Laguna, Jaguaruna e Pescaria Brava pelas equipes das prefeituras, Superintendência Federal em SC, Epagri e Fórum de Pesca, sempre das 8h às 19h. Recurso Após o recebimento do e-mail de resposta, caso a solicitação seja indeferida, o pescador terá o prazo de 10 dias para entrar com recurso. Seguro Defeso O pescador que recebe o seguro defeso não será afetado caso não faça a Licença Especial para a pesca do camarão com aviãozinho. Familiares que apenas compõem a cadeia produtiva do pescado e recebem o seguro defeso não necessitam fazer a Licença Especial, seguirão recebendo o seguro defeso normalmente. Acesse a PORTARIA MPA Nº 734, DE 22 DE JULHO DE 2026 Élen GorskiMinistério da Pesca e Aquicultura imprensa@mpa.gov.br Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura
Leite ao produtor interrompe altas, mas exportações caem 22,75%
O preço do leite pago ao produtor interrompeu a sequência de altas e ficou praticamente estável em maio, enquanto as exportações brasileiras de lácteos caíram 22,75% em junho. Os dados fazem parte da edição de julho do Boletim do Leite, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), e mostram um mercado pressionado pelo consumo enfraquecido e pelo avanço das importações na comparação anual. Na chamada Média Brasil, o leite foi negociado a R$ 2,6617 por litro, ligeiro recuo de 0,45% em relação a abril. Na comparação com maio de 2025, houve queda real de 3,8%, após o desconto da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A estabilidade nacional, porém, esconde movimentos diferentes entre as regiões produtoras. No Sudeste e no Centro-Oeste, a menor disponibilidade de leite manteve a disputa das indústrias pela matéria-prima e sustentou os preços. Parte dos pecuaristas dessas regiões reduziu investimentos após as margens apertadas de 2025, o que limitou o potencial de produção. No Sul, o cenário foi diferente. As condições climáticas favoráveis, a melhora das pastagens de inverno e a recuperação mais rápida da produção aumentaram a oferta e pressionaram as cotações. O Índice de Captação de Leite (Icap-L) do Cepea avançou apenas 0,07% entre abril e maio na média nacional, mas ainda acumula retração de 13,7% no ano. A dificuldade de sustentação dos preços também apareceu no mercado de derivados. No atacado paulista, o leite longa vida, conhecido como UHT, caiu 3,07% em junho. A muçarela registrou pequena alta de 0,08%, enquanto o leite em pó avançou 0,38%. A diferença de comportamento entre os produtos indica que a indústria ainda encontra resistência para repassar preços, principalmente nas categorias mais dependentes do consumo cotidiano. A perda de valor do leite UHT, produto de grande circulação no varejo, reforça o quadro de demanda enfraquecida. No comércio exterior, as importações recuaram 4,17% de maio para junho, para 216,76 milhões de litros em equivalente-leite. A redução mensal, entretanto, não eliminou a pressão dos produtos estrangeiros sobre o mercado brasileiro. Em relação a junho de 2025, as compras externas cresceram 35,11%. O aumento da entrada de lácteos ocorre em um momento no qual produtores e indústrias nacionais enfrentam dificuldade para recuperar margens. As exportações brasileiras seguiram na direção contrária. Os embarques somaram 4,49 milhões de litros em equivalente-leite em junho, queda de 22,75% frente a maio e de 12,92% na comparação anual. Os números foram calculados pelo Cepea a partir de informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Leia Também: Cacau bate preços recordes na Bolsa de Nova York A distância entre as compras e as vendas externas permaneceu elevada. Em junho, o volume importado foi quase 48 vezes superior ao exportado, ampliando a concorrência enfrentada pela produção nacional. Os custos da atividade tiveram pouca variação no encerramento do semestre. O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira subiu 0,24% em junho e acumulou elevação de 2,04% entre janeiro e junho. O resultado foi influenciado principalmente pelas despesas com alimentação do rebanho. A Bahia registrou a maior alta no primeiro semestre, de 3%. Na sequência aparecem Goiás, com 2,6%; São Paulo, com 2,56%; Minas Gerais, com 2,5%; e Paraná, com 1,31%. Santa Catarina encerrou o período praticamente estável, enquanto o Rio Grande do Sul teve redução de 0,35%. A combinação de preços sem força, importações elevadas e custos ainda pressionados pela alimentação exige cautela do produtor no segundo semestre. A evolução da oferta no Sul, o comportamento do consumo interno e a capacidade da indústria de escoar os derivados deverão definir a trajetória das cotações nos próximos meses. Fonte: Pensar Agro
Vazio sanitário vai até 1º de abril, mas é hora de antecipar decisões para a próxima safra
Com o vazio sanitário em vigor nos principais Estados produtores, agricultores aproveitam o período sem cultivo para definir as estratégias da safra 2026/2027. A escolha das cultivares, a compra de sementes, o tratamento do material, a revisão das máquinas e o planejamento fitossanitário estão entre as decisões que precisam ser tomadas antes da abertura das janelas de semeadura. Em Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, o vazio sanitário começou em 8 de junho e seguirá até 6 de setembro. Em São Paulo, a Região 1 cumpre a medida entre 1º de junho e 31 de agosto. Goiás permanece no período de restrição até 24 de setembro, enquanto Minas Gerais vai até 30 de setembro. O último estado a terminar o ciclo nacional do vazio é Alagoas: 1º de abril de 2027. Durante o vazio sanitário, o produtor não pode cultivar nem manter plantas vivas de soja nas áreas abrangidas pela norma. Também é necessário eliminar plantas voluntárias, conhecidas como tigueras ou guaxas, que podem surgir depois da colheita em lavouras, margens de estradas, carreadores e áreas próximas a armazéns. A interrupção temporária da cultura reduz a sobrevivência do fungo causador da ferrugem-asiática e diminui a quantidade de esporos presentes no ambiente. O objetivo é retardar a chegada da doença às lavouras da próxima temporada e reduzir a pressão sobre o controle químico. Enquanto acompanha o surgimento de plantas voluntárias, o agricultor precisa organizar a implantação da nova safra. O período é utilizado para analisar o desempenho das cultivares plantadas no ciclo anterior, revisar o histórico de pragas e doenças da propriedade e calcular os investimentos necessários para cada talhão. Além do índice de germinação, o produtor deve avaliar o vigor das sementes. Lotes com maior vigor tendem a apresentar emergência mais rápida e uniforme e oferecem melhores condições para o estabelecimento da lavoura, principalmente quando o plantio enfrenta falta de umidade, variações de temperatura ou compactação do solo. A definição do tratamento das sementes também faz parte desse planejamento. Fungicidas, inseticidas, nematicidas, inoculantes e produtos biológicos podem ser utilizados para proteger as plantas durante a fase inicial, mas a combinação precisa considerar o histórico da área, a cultivar escolhida e a compatibilidade entre os produtos. No tratamento realizado na propriedade, a conta deve incluir mão de obra, equipamentos, tempo de preparação, segurança dos trabalhadores e destinação correta das embalagens. Falhas de regulagem ou distribuição irregular podem provocar sementes com doses insuficientes ou excessivas, comprometendo a proteção e, em alguns casos, o vigor. O tratamento industrial oferece maior padronização na aplicação e entrega as sementes prontas para abastecer a plantadeira. A decisão, no entanto, deve ser baseada no custo total da operação e nas necessidades de cada propriedade, sem substituir a avaliação técnica do lote e dos produtos utilizados. Leia Também: Brasil projeta exportar quase 12 milhões de toneladas em julho, alta de 24% Os insumos biológicos exigem atenção adicional. Microrganismos empregados na inoculação ou na proteção do sistema radicular podem perder eficiência quando são misturados de maneira inadequada com determinados defensivos. O produtor precisa verificar a compatibilidade, as condições de armazenamento e o intervalo entre o tratamento e a semeadura. A revisão de plantadeiras, tratores, pulverizadores e equipamentos de distribuição também deve ser feita antes do fim do vazio sanitário. Deixar a manutenção para os últimos dias aumenta o risco de atrasos justamente quando as condições de umidade permitem o início do plantio. Com custos elevados e margens mais estreitas, erros cometidos antes da semeadura podem comprometer o resultado de toda a temporada. O produtor não controla o clima nem as oscilações do mercado, mas pode reduzir riscos com sementes adequadas, máquinas reguladas, insumos disponíveis e um plano de manejo definido para cada área. O vazio sanitário, portanto, não representa um período de paralisação da propriedade. Enquanto a ausência de plantas vivas ajuda a interromper o ciclo da ferrugem-asiática, o trabalho de planejamento prepara a lavoura que começará a ser implantada a partir de setembro. Fonte: Pensar Agro
Sicredi Centro-Sul MS/BA inicia formação do Crescendo Juntas em MS e na Bahia
Mais uma vez, os negócios liderados por mulheres é o foco de atuação da Sicredi Centro-Sul MS/BA nos próximos meses. O programa Crescendo Juntas chegou em cinco cidades da área de atuação da Cooperativa em Mato Grosso do Sul e, pela primeira vez, na Bahia, e tem o objetivo de inspirar e apoiar associadas e convidadas no aprimoramento de habilidades, fortalecimento da confiança e posicionamento dos negócios de forma estratégica. O lançamento do Crescendo Juntas aconteceu neste mês de julho nas cidades de Laguna Carapã, Ivinhema, Itaporã e Maracaju, em Mato Grosso do Sul, e em Lauro de Freitas, na Bahia. Durante os encontros, as participantes conheceram a proposta da formação, que será desenvolvida ao longo dos próximos meses por meio de workshops voltados ao fortalecimento do empreendedorismo feminino, além de um encontro de encerramento com entrega de certificados. O programa Crescendo Juntas, da Sicredi Centro-Sul MS/BA, conta com a parceria do Sebrae/MS e do Sebrae Bahia, além do apoio da Icatu Coopera e da CUFA Bahia. A ideia é apoiar mulheres nos seus negócios permitindo o desenvolvimento pessoal e profissional. A gerente da Agência Sicredi de Ivinhema, Valquiria Aparecida Gonçalves, lembrou que o Crescendo Juntas chegou pela primeira vez no município e criou oportunidades reais para que as mulheres desenvolvam seus negócios. “Nossa Cooperativa promove, na prática, o protagonismo feminino, ampliando os sonhos dessas empreendedoras”, disse. A analista-técnica do Sebrae/MS, Paula Yuri Shimonishi, destacou o apoio às mulheres empreendedoras. “A parceria entre o Sebrae e o Sicredi fortalece o empreendedorismo feminino e leva conhecimento prático para que esses negócios liderados pelas mulheres cresçam de forma sustentável. Isso é muito valoroso”, destacou. Para a gerente de desenvolvimento do cooperativismo da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Deborah Serrato, o Programa Crescendo Juntas reafirma, nesta edição, o seu propósito de fortalecer o empreendedorismo feminino e ampliar oportunidades para mulheres empreendedoras em Mato Grosso do Sul e na Bahia. “Um dos grandes diferenciais deste ciclo foi a expansão para novas cidades, permitindo que mais mulheres tenham acesso à formação, às conexões e ao desenvolvimento de competências fundamentais para seus negócios”. Empreendedorismo feminino em expansão Em 2025, o Crescendo Juntas capacitou cerca de 150 mulheres empreendedoras nos municípios de Angélica, Caracol e Aral Moreira, em Mato Grosso do Sul. A Cooperativa também promoveu palestras sobre finanças pessoais para mulheres de Camaçari, na Bahia, fortalecendo ações voltadas ao empreendedorismo feminino na região. Atualmente, a Sicredi Centro-Sul MS/BA possui mais de 202 mil associados, sendo mais de 63 mil mulheres. Dentre elas, mais de 8 mil lideram empresas e negócios próprios. Além disso, mais de 63 mil associadas investem seus recursos na Cooperativa, ultrapassando R$ 1 bilhão em investimentos. Outro dado relevante aponta o fortalecimento do crédito voltado às mulheres empreendedoras. Somente na Sicredi Centro-Sul MS/BA, mais de 13 mil operações de crédito foram liberadas em 2025 para esse público, reforçando o compromisso da Cooperativa com a autonomia financeira e o desenvolvimento econômico das associadas. Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 200 mil associados, que exercem o papel de donos do negócio. A cooperativa possui uma área de atuação de 44 municípios em Mato Grosso do Sul, onde conta com 52 agências, e 54 municípios da Bahia, com oito agências, oferecendo um portfólio completo de soluções financeiras e não financeiras. O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelo telefone 0800 724 4770. Site da Cooperativa: Clique aqui