Cartilha orienta produtor sobre acesso à renegociação de dívidas

Produtores rurais que tiveram perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025 e redução mínima de 30% na renda bruta esperada poderão acessar as linhas de crédito previstas na Medida Provisória 1.376/2026. Os financiamentos terão juros de 5% a 12% ao ano, prazos de até dez anos e limites que podem chegar a R$ 8 milhões, conforme o enquadramento e a gravidade dos prejuízos. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou um comunicado técnico para orientar os produtores sobre as regras da medida, publicada em 15 de julho. Embora a MP já esteja em vigor, as contratações ainda dependem da regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN), da definição dos procedimentos pelos bancos e da disponibilidade de recursos. A recomendação é que os interessados comecem imediatamente a organizar contratos, extratos, comprovantes de produção, registros de comercialização e documentos que demonstrem os prejuízos. As perdas e a redução da renda deverão ser confirmadas por laudo emitido por profissional legalmente habilitado. Poderão solicitar os financiamentos produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária, quando atuarem na condição de produtor. No enquadramento geral, será necessário comprovar perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025 e redução de pelo menos 30% da renda bruta esperada na atividade financiada. A medida considera prejuízos provocados por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços de comercialização dos produtos agropecuários. Entre as ocorrências climáticas estão secas, estiagens, geadas, ondas de frio, granizo, chuvas intensas, inundações, alagamentos, enxurradas, tornados e vendavais. As novas linhas poderão ser utilizadas para liquidar ou amortizar operações de custeio, comercialização, industrialização e investimento. Também poderão alcançar determinadas Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira. No caso das operações de custeio, comercialização e industrialização já renegociadas ou prorrogadas, a negociação anterior deverá ter sido realizada até 31 de maio de 2026. A dívida também precisará estar em dia no momento da contratação da nova linha. As demais operações dessas modalidades deverão ter sido contratadas até 31 de dezembro de 2025. A inadimplência precisa ter começado a partir de 1º de janeiro de 2024 e permanecer registrada em 31 de maio de 2026. Para os financiamentos de investimento, poderão ser incluídas parcelas vencidas ou com vencimento previsto entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026. A operação original deverá ter sido contratada até o fim de 2025, observados os critérios de inadimplência definidos na MP. As CPRs elegíveis deverão ter liquidação financeira, ser emitidas em favor de uma instituição financeira até 31 de dezembro de 2025 e estar registradas em entidade autorizada pelo Banco Central. A inadimplência deverá ter começado a partir de janeiro de 2024 e continuar existente em 31 de maio deste ano. Também poderão ser analisadas CPRs contratadas para liquidar títulos anteriores, desde que o produtor cumpra as exigências relacionadas às perdas de safra e à redução da renda. Dívidas assumidas diretamente com fornecedores de insumos, revendas e empresas comercializadoras não são automaticamente abrangidas, uma vez que a MP exige que a CPR enquadrada tenha sido emitida em favor de instituição financeira. Nas condições gerais, agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) poderão contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano e prazo de até oito anos. Para os produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite será de R$ 2 milhões, com taxa de 9% ao ano e prazo de até oito anos. Os demais produtores poderão acessar até R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano e o mesmo prazo. A MP estabelece condições mais favoráveis para os casos considerados graves. O produtor ou a cooperativa deverá comprovar perdas provocadas por eventos climáticos extremos em três ou mais safras entre 2019 e 2025, além de redução mínima de 40% da renda bruta esperada. Nessa modalidade excepcional, o limite do Pronaf sobe para R$ 500 mil, com juros de 5% ao ano e prazo de dez anos. No Pronamp, será possível contratar até R$ 2,5 milhões, com taxa de 8% ao ano. Para os demais produtores, o valor poderá chegar a R$ 8 milhões, com juros de 11% ao ano. A primeira amortização do principal vencerá dois anos depois da contratação. Esse intervalo, entretanto, não representa uma carência completa: os juros deverão ser pagos durante o período. Quando as dívidas superarem os limites das linhas com taxas definidas, o saldo poderá ser financiado por uma linha complementar. Os recursos poderão vir de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), da poupança rural ou de fontes livres dos bancos. Nessa modalidade, a taxa será negociada com a instituição financeira e o prazo poderá chegar a oito anos. Leia Também: Cepea vê boas perspectivas para o mercado da carne bovina em 2024 A contratação não será automática. Os bancos continuarão responsáveis pela análise de crédito, risco e garantias. As garantias existentes poderão ser reduzidas quando consideradas excessivas ou ampliadas quando forem insuficientes para a nova operação. As instituições financeiras também estão autorizadas a prorrogar por até 30 dias determinadas parcelas de principal e juros. A possibilidade alcança operações que estavam em dia em 14 de julho e tinham vencimento nos 30 dias posteriores à publicação da MP, desde que o produtor cumpra os critérios e solicite uma das linhas especiais. Não poderão ser incluídas operações já encaminhadas para inscrição na Dívida Ativa da União. A medida também estabelece restrições para financiamentos contratados com recursos do Fundo Social ou ao amparo da MP 1.314/2025. Valores pagos antes da publicação da nova medida, inclusive com recursos de seguro rural ou do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), não serão devolvidos. A apresentação de laudos ou informações falsas poderá resultar na perda do benefício, na restituição dos recursos e no impedimento de contratar crédito subvencionado por até cinco anos. O prazo previsto para contratação termina, em princípio, em 12 de novembro de 2026, 120 dias após a publicação. Isso não significa, porém, que os recursos já estejam disponíveis. Ainda precisam ser

Soja e pecuária sustentam VBP de R$ 1,4 trilhão em 2026

O faturamento bruto da agropecuária brasileira deverá alcançar R$ 1,4 trilhão em 2026, impulsionado principalmente pela soja, pela bovinocultura e pelo milho. Juntas, as lavouras e a pecuária mantêm a receita gerada dentro das propriedades rurais em patamar elevado, apesar da pressão dos custos e das margens mais apertadas enfrentadas por parte dos produtores. A estimativa consta no levantamento de junho do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador é calculado com base no volume esperado de produção e nos preços recebidos pelos agricultores e pecuaristas. As lavouras deverão gerar R$ 893,1 bilhões, equivalentes a 64% do VBP nacional. A pecuária aparece com R$ 511,1 bilhões e participação de 36%. O VBP não representa o lucro do produtor. O cálculo mede a receita bruta obtida “dentro da porteira”, antes do desconto de despesas com sementes, fertilizantes, defensivos, ração, mão de obra, energia, máquinas, arrendamentos, juros e transporte. Por essa razão, um valor elevado não significa necessariamente melhora da rentabilidade. O indicador pode crescer por causa do aumento da produção, da valorização dos preços ou da combinação dos dois fatores, mesmo quando os custos também sobem. A soja permanece como a atividade de maior peso no campo brasileiro. O faturamento da oleaginosa foi estimado em R$ 335,8 bilhões, correspondente a 23,9% de todo o VBP. O desempenho reflete a dimensão da área cultivada, a colheita recorde e a participação brasileira no mercado internacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção de soja da safra 2025/26 em 180,6 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% sobre o ciclo anterior. A bovinocultura ocupa a segunda posição, com R$ 249,5 bilhões, aproximadamente 17,5% do total. A atividade é favorecida pela dimensão do rebanho, pelo volume de abates e pela demanda por carne bovina nos mercados interno e externo. O milho aparece em terceiro lugar, com VBP de R$ 155,3 bilhões. Além da comercialização do grão, a cultura tem papel estratégico no abastecimento das cadeias de aves, suínos, bovinos confinados e na produção de etanol. A cana-de-açúcar deverá movimentar R$ 108,7 bilhões, enquanto a avicultura de corte aparece logo atrás, com R$ 107,3 bilhões. Soja, bovinos, milho, cana e frangos concentram 68,3% de toda a receita bruta calculada para a agropecuária. O café ocupa a sexta posição, com R$ 104,4 bilhões. O leite deverá gerar R$ 74,4 bilhões; os suínos, R$ 51,7 bilhões; o algodão, R$ 34 bilhões; e os ovos, R$ 28,1 bilhões. As dez principais atividades respondem por quase 89% do VBP nacional. O resultado mostra a concentração da receita em algumas cadeias de grande escala. Também evidencia a importância das proteínas animais, que somam R$ 511,1 bilhões quando consideradas as diferentes atividades pecuárias acompanhadas pelo levantamento. No recorte estadual, Mato Grosso mantém a liderança nacional, com VBP estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15,2% do total. O resultado está ligado principalmente à produção de soja, milho, algodão e bovinos. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com R$ 167,8 bilhões e participação de 12%. A produção mineira é mais diversificada, com peso relevante do café, do leite, da pecuária de corte, da soja, do milho e da cana-de-açúcar. São Paulo ocupa a terceira posição, com R$ 158,4 bilhões, ou 11,3% do indicador. A economia agropecuária paulista é sustentada principalmente pela cana, pela laranja, pelo café, pela pecuária e pela produção de ovos e carnes. Leia Também: Agronegócio investe em novos portos para ampliar mercados O Paraná vem em seguida, com R$ 153 bilhões. Goiás aparece com R$ 117,1 bilhões; o Rio Grande do Sul, com R$ 102,7 bilhões; e Mato Grosso do Sul, com R$ 83,5 bilhões. A Bahia deverá alcançar R$ 56,9 bilhões, seguida por Santa Catarina, com R$ 54,9 bilhões, e Pará, com R$ 43,7 bilhões. Os dez estados com os maiores valores concentram aproximadamente 82% do faturamento bruto da produção agropecuária brasileira. A distribuição acompanha a localização das grandes cadeias produtivas. Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul têm forte presença de grãos, algodão e pecuária. Minas Gerais combina café, leite e produção animal, enquanto São Paulo reúne cana, citros e atividades pecuárias. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se destacam nos grãos, aves, suínos e leite. Os números divulgados no levantamento de junho do Ministério da Agricultura são preliminares. A estimativa de 2026 considera as informações de produção e de preços disponíveis até maio e poderá ser revisada nos próximos meses. Mudanças nas previsões de safra, nas cotações recebidas pelos produtores e no desempenho das atividades pecuárias alteram o resultado. Quebras climáticas tendem a reduzir o volume produzido, embora possam elevar preços. Safras maiores aumentam a disponibilidade, mas também podem pressionar as cotações. O VBP de R$ 1,4 trilhão confirma o peso econômico da produção rural, mas deve ser analisado em conjunto com os custos. Para o produtor, o resultado decisivo não é apenas quanto a atividade fatura, mas quanto permanece na propriedade depois do pagamento das despesas e das dívidas contraídas para financiar a safra. Fonte: Pensar Agro

Reino Unido mantém portas abertas à carne brasileira em meio a tempestade comercial

O Reino Unido decidiu nesta sexta-feira (17.07) não seguir o bloqueio da União Europeia às exportações brasileiras de produtos de origem animal e manterá as compras de carne, frango, ovos e mel do Brasil enquanto conduz uma avaliação técnica própria sobre os sistemas de controle sanitário e de rastreabilidade do país. Em 2025, o Brasil exportou 29,98 mil toneladas de carne bovina para o Reino Unido, 7,3% a mais do que em 2024. A receita teve aumento de 33%, somando R$ 963,66 milhões. No primeiro semestre deste ano, os embarques para lá somaram 12,47 mil toneladas, queda de 2,9% em comparação ao volume de igual período de 2025. Ainda assim, o preço médio pago pela proteína brasileira pelos britânicos teve incremento de 24,2% nesses seis primeiros meses, de acordo com dados da Comex/Stat. O anúncio, feito após reuniões entre o governo britânico e representantes do setor de carnes, representa um alívio momentâneo para o agronegócio brasileiro em um cenário de crescente pressão comercial externa, mas deixa claro que a porta permanece aberta apenas enquanto durar a paciência de Londres com a burocracia e a fiscalização brasileiras. A decisão britânica contraria o movimento da União Europeia, que anunciou na semana passada a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro. O bloco justificou a medida pela falta de comprovação de que o país atende às exigências de controle do uso de antimicrobianos na produção pecuária, uma regra que proíbe substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina como promotores de crescimento animal. O veto europeu, que atinge carne bovina, carne de frango, peixe, ovos e mel, pode representar uma perda de até R$ 10,4 bilhões por ano às exportações brasileiras, segundo estimativas do setor. O ponto central da divergência com a União Europeia não é a existência de contaminação, mas a capacidade do Brasil de comprovar fiscalização, rastreabilidade e conformidade sanitária. Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura (Mapa) publicou portarias proibindo parte dos medicamentos questionados, mas abriu uma janela de 180 dias para que empresas esgotem estoques, extrapolando a data-limite de setembro imposta pela UE. Um parecer técnico do próprio Mapa, datado de março, afirmou que os controles brasileiros eram “insuficientes” para atender à legislação europeia, uma vez que o sistema depende de autodeclaração dos produtores. Para voltar à lista de países autorizados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados, o que exige rastreabilidade detalhada da cadeia produtiva e custos adicionais para produtores e frigoríficos. Isan Rezende, presidente do IA O alívio britânico, porém, não pode mascarar a dimensão da crise que se abate sobre as exportações de carne bovina brasileira, lembrou o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende. Ele considerou a decisão britânica positiva, mas advertiu que ela não pode ser lida como uma solução estrutural. “O Reino Unido deixou claro que vai fazer o dever de casa dele, avaliar nossos controles e só então decidir. Isso é bom, porque mostra que o diálogo técnico ainda funciona, mas não podemos confundir uma trégua com uma vitória. O Brasil está há meses sabendo que a UE questionava o uso de antimicrobianos, e o que a gente viu foi um governo publicando portarias em cima da hora, com prazos de transição que não respeitam o calendário comercial do bloco. O produtor rural não pode ficar refém de decisões externas e pontuais, de um governo britânico que hoje decide uma coisa e amanhã pode mudar de ideia, ou de uma União Europeia que já bateu o martelo. Precisamos de regras claras, estáveis e que sejam cumpridas de verdade, não apenas no papel”, comentou Isan. Rezende ressaltou que o agronegócio brasileiro tem condições de atender às exigências dos mercados mais exigentes, mas falta coordenação entre os órgãos públicos e o setor produtivo. “Ninguém aqui está pedindo para abrir a porteira e deixar o produtor fazer o que quiser. O que a gente cobra é pragmatismo. O Mapa tem bons técnicos, o setor privado investe em rastreabilidade, mas falta uma política sanitária que olhe para o mercado e não apenas para o curto prazo. A gente não pode depender de uma avaliação favorável do Reino Unido para manter as exportações. O Brasil precisa ter um sistema tão robusto que, seja lá quem for que sentar para negociar, a resposta seja a mesma: o produto está dentro da norma, comprovação em mãos, sem autodeclaração, sem gambiarra”, disse. O dirigente do IA concluiu cobrando do governo federal uma postura mais proativa e menos reativa. “O que a gente viu nos últimos meses foi o governo correndo atrás do prejuízo. Tarifa dos americanos, bloqueio da europeia, agora uma avaliação britânica. A cada crise, uma portaria de emergência, uma reunião, um acordo de última hora. Isso não é gestão. O produtor rural precisa de previsibilidade para investir, para fazer o manejo correto, para escolher os insumos que o mercado aceita. O governo precisa sentar com o setor, definir um cronograma realista de adequação sanitária e colocar recursos onde a conta chega: na fiscalização, na rastreabilidade, na capacitação do produtor. Não adianta exportar para 170 países se a gente está sempre a um passo de perder os que pagam melhor”, completou. Fonte: Pensar Agro

La Penitenciaría Regional de Pedro Juan Caballero cuenta con un nuevo director

Se trata de Nelson Lezmo, quien asumió oficialmente el cargo el pasado miércoles con el compromiso de fortalecer la gestión del centro penitenciario y mejorar su imagen ante la ciudadanía. En declaraciones a Imperio FM, Lezmo señaló que nació y creció en Pedro Juan Caballero, por lo que conoce de cerca la realidad de la ciudad y de sus habitantes. Además, recordó que anteriormente se desempeñó como director de la Penitenciaría de San Juan Bautista, Misiones, donde estuvo al frente de la institución durante un año y un mes. El nuevo director pidió el respaldo de la ciudadanía para esta nueva etapa, destacando que representa una oportunidad para que un pedrojuanino esté al frente de la penitenciaría. “Siempre viene gente de afuera a ocupar este cargo y muchas veces se llevan una imagen o un concepto poco favorable de la penitenciaría. Queremos trabajar para cambiar esa percepción y mejorar la imagen de la institución”, expresó Lezmo. Finalmente, reafirmó su compromiso de realizar una gestión responsable y cercana a la comunidad, con el objetivo de fortalecer la confianza de la población en la Penitenciaría Regional de Pedro Juan Caballero. Radio Imperio

Presidente do PL deve convidar Tereza Cristina para ser vice de Flávio

Valdemar Costa Neto defende que Flávio Bolsonaro tenha uma vice mulher e que a senadora agrega todos os requisitos. Disse que fará o convite nos próximos dias. Às vésperas da convenção do PL que deve formalizar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, prevista para o dia 25 de julho, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, voltou a declarar nesta sexta-feira (17) que o nome dos sonhos para ser candidata a vice é o da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina, do PP, com quem pretende conversar nos próximos dias. As declarações foram dadas à revista Veja e ao jornal O Globo e, de acordo com Valdemar, a decisão sobre o nome que vai compor a chapa do senador passará pelo pré-candidato e também necessariamente pelo crivo do pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe e em prisão domiciliar. Além disso, ponderou que a escolha precisa ser estratégica porque, na avaliação dele, as eleições de 2022 foram perdidas pela direita por falta de apoio das mulheres.  “Está provado que as mulheres derrotaram a gente. Se faz pesquisa hoje ainda as mulheres são maiores apoiando o Lula”. O presidente do PL foi o entrevistado do programa Três Poderes, de VEJA+. “Percebi que é um problema pra nós [a falta de apoio do eleitorado feminino]. Perdemos uma eleição ganha, infelizmente, e estamos pagando caro por causa disso. Eu espero que a gente não cometa o mesmo erro agora e tire essa diferença. As mulheres são muito importantes na nossa campanha”, completou. Afirmou, ainda, que ele próprio já havia sugerido o nome da senadora sul-mato-grossense, de forte interlocução junto ao agronegócio, para compor a chapa de Bolsonaro pai em 2022, mas o capitão preferiu o general Walter Braga Netto, também condenado por golpe. “Essa eleição vai ser muito mais difícil do que a outra.  O [Jair] Bolsonaro é um camarada que tem muita personalidade. E não é que o Flávio não tenha, [mas Bolsonaro] não mudava as posições dele. Eu briguei com o Bolsonaro. Eu sempre repetia isso pra ele: para ele tirar o Braga Netto da vice, que nós estávamos com uma diferença muito grande entre as mulheres”, relatou. Ex-deputada federal e ex-ministra da agricultura do Governo de Bolsonaro, Tereza Cristina foi eleita ao senado com 829 mil votos em 2022, o que equivale a quase 61% dos votos de Mato Grosso do Sul. Procurada pelo Correio do Estado neste sábado (18), a senadora não se manifestou sobre o provável convite que deve receber nos próximos dias. Em março, porém, disse “estar preparada” para a possibilidade de ser chamada ao posto de vice, mas relatou que nunca houve um convite por parte da campanha. “Esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. Se eu for, lá na frente, vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, disse ela no dia 31 de março. “A Tereza Cristina reúne todas as condições, foi uma excelente ministra, tem carisma. Isso é importantíssimo. Tem habilidade, é uma vencedora. Ela passou na vida  (…) sem deixar ninguém pra trás, sem atropelar ninguém. Todos. (…)Ela é um fenômeno e ela tem uma imagem”, disse o cacique do PL. Costa Neto, no entanto, não soube descrever eventuais dificuldades para que o nome da senadora seja formalizado. Ao jornal O Globo, Valdemar também descartou o nome da economista Daniella Marques, dizendo que “não tem voto” para ser vice. “Ela tem muito prestígio junto aos empresários e ela é muito competente. Agora, na minha opinião tem que ser alguém que tenha voto. O Bolsonaro [ex-presidente] vai decidir. Ele e o Flávio”, disse Valdemar, destacando a definição do nome para vice pode ficar em aberto na convenção do partido em 25 de julho. Segundo Valdemar, a Executiva Nacional do PL terá até 5 de agosto para fechar o nome da vice. Apesar do aceno de Valdemar, a federação União Brasil-PP, à qual Tereza Cristina é filiada, tem sinalizado que não deve apoiar a pré-candidatura de Flávio. O mesmo cenário ocorre no Republicanos, partido de Daniella Marques. Na quinta-feira, 16, Daniella Marques esteve ao lado de Flávio durante lançamento do pacote “Brasil Por Elas”, que prevê medidas voltadas ao público feminino. Na ocasião, o senador defendeu a possibilidade de ter uma mulher como vice e citou não só Daniella Marques como também as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). (Com informações da Veja e O Globo)

Ante intensas ráfagas de vientos bomberos instan a no quemar basuras ni pastizales

Este viernes, desde el Cuerpo de Bomberos Voluntarios del Paraguay (CBVP), pidieron encarecidamente a la ciudadanía a no realizar quema de pastizales ni basuras, atendiendo a las fuertes ráfagas de vientos que se reportan a nivel país. Las llamas se propagan rápidamente con la sequía, calor y los vientos. Según el reporte dado por el capitán Marcos Almada, en los últimos días se reportaron varios incendios, situación que se descontroló por los fuertes vientos que se reportan desde el miércoles. Resaltó que no solo se debe evitar la quema de pastizal sino que también cualquier tipo de residuos. “Tenemos desde el miércoles pasado un aumento considerable de incendios de pastizales o bosques, en un lapso de 48 horas se dieron más de 78 incendios a nivel país”, confirmó Almada, en entrevista con el programa “Cuenta Final” de canal GEN y Universo 970/Nación Media. Agregó que se tienen reportes de que las ráfagas de vientos llegaron a los 90 kilómetros por hora en varios puntos del territorio nacional y estas condiciones climáticas favorecen a la rápida propagación del fuego, aumentando los riegos de grandes incendios forestales. “En Asunción y Central tuvimos varios incendios como en Trinidad, Ñemby y zona de Areguá (Cerro Koi). Estamos abocados ahora con una circular interna para instar a los cuarteles a reforzar las guardias por un periodo de 72 horas, conforme al comportamiento del clima. Estamos priorizando siempre las zonas pobladas e iremos atendiendo también lo que sea zona de campos”, refirió. La Dirección de Meteorología e Hidrología (DMH) anunció que los vientos continuarán soplando desde del sector norte y noreste, con intensidad moderada a fuerte. Para la jornada de hoy se prevén valores cercanos a los 60 km/h, mientras que en el centro y oeste de la Región Occidental las ráfagas podrían alcanzar los 90 km/h. Fonte: La Nacion

Casal é preso com 1 tonelada de maconha em casa e dentro de pneus em Campo Grande

Droga estava escondida em uma residência e também dentro de pneus de caminhão. Uma operação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e do Batalhão de Polícia de Choque apreendeu 1.028 quilos de maconha e prendeu um casal em flagrante, em Campo Grande, na sexta-feira (17). A ação iniciou após informações de inteligência apontarem que um imóvel na capital era utilizado para armazenar drogas. Conforme a Polícia Federal, as equipes passaram a monitorar o endereço e identificaram a saída de um veículo com aparente excesso de carga. Durante a abordagem, os policiais encontraram diversas caixas carregadas com tabletes de maconha. Após o flagrante, os agentes realizaram buscas na residência investigada e localizaram um excesso da droga armazenada em um dos cômodos. As diligências continuaram em um terreno vizinho, onde outros tabletes da droga estavam escondidos dentro de quatro pneus de caminhão. Para retirar o material, foi necessário levar os pneus até uma borracharia, onde eles foram destruídos. O homem e a mulher foram presos em flagrante e encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Eles permanecem à disposição da Justiça. Fonte: G1 MS

Trasladan a Ciudad del Este casi siete toneladas de marihuana halladas a puerto clandestino

Un total de 6.972 kilogramos de marihuana prensada fue trasladado este sábado hasta Ciudad del Este luego de haber sido hallado en un operativo realizado en la colonia Guaraní, distrito de Mbaracayú, Departamento de Alto Paraná. El cargamento fue localizado por agentes del Departamento de Inteligencia de la Policía Nacional, en coordinación con el Ministerio Público, durante un procedimiento efectuado en las inmediaciones de Puerto Indio, a orillas del lago de Itaipú. De acuerdo con el informe oficial, la droga estaba cuidadosamente oculta bajo árboles, a unos 150 metros de la ribera del lago, en un sitio de difícil acceso. Los investigadores presumen que los paquetes aguardaban ser embarcados hacia territorio brasileño mediante un atracadero clandestino instalado en la zona. El pesaje oficial confirmó un total de 6.972 kilogramos de marihuana prensada, uno de los mayores cargamentos incautados en el departamento en las últimas semanas. La intervención estuvo encabezada por el fiscal Luis Fernando Escobar, quien dispuso el traslado de la evidencia hasta Ciudad del Este para su resguardo y la continuidad de la investigación penal. La carga queda bajo resguardo de las autoridades para proseguir con las diligencias judiciales.Foto: Gentileza Pese a la magnitud del hallazgo, el procedimiento no dejó personas detenidas. Según los intervinientes, los responsables del cargamento abandonaron el lugar antes de la llegada de los agentes, evitando así su captura. Los investigadores señalaron que el sector donde fue encontrada la droga forma parte de una ruta frecuentemente utilizada por organizaciones criminales dedicadas al narcotráfico. La modalidad consiste en acopiar grandes cantidades de marihuana en puntos cercanos al lago de Itaipú para luego transportarlas en embarcaciones rápidas hacia Brasil, aprovechando la extensa frontera lacustre y la existencia de atracaderos clandestinos. Las autoridades indicaron que la investigación continuará con el objetivo de identificar a los integrantes de la estructura criminal responsable del cargamento y determinar la procedencia de la droga, además de establecer la red logística utilizada para su almacenamiento y posterior envío al vecino país. Fonte: Ultima Hora

Crédito rural financiou R$ 92,4 bi em áreas com alertas ambientais

Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinada a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Segundo a nova edição do Monitor do Crédito Rural, lançada pelo MapBiomas, foram identificadas 831 mil operações de financiamento nessas condições, que somam R$ 92,4 bilhões. Segundo o levantamento, mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, mas cinco delas concentram cerca de 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul. No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões. O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações, o equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025. Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões. Entre as operações que apresentam sobreposição com camadas socioambientais (alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, quilombos e florestas públicas), o Banco do Nordeste respondeu por 63% do total de contratos. Em volume financeiro, o Banco do Brasil concentrou 33% dos recursos. Um alerta de desmatamento não significa automaticamente que o crédito foi concedido de forma irregular. Perfil do crédito De acordo com o levantamento, mais de 68% das operações de crédito rural público concedidas desde 2019 tiveram como finalidade investimentos. Cerca de 58% estavam ligadas à pecuária, enquanto aproximadamente 23% foram destinadas à aquisição de animais. Os bovinos aparecem como o principal produto financiado, presentes em cerca de 27% das operações. O Piauí foi o estado que registrou o maior número de operações de crédito rural com algum tipo de sobreposição a áreas socioambientais, com 336 mil contratos entre 2019 e 2025. Já em volume de recursos, os maiores valores foram registrados no Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões. Legalidade Segundo o MapBiomas Alerta, a plataforma identifica perda da vegetação nativa, mas não julga a legalidade ou irregularidade da supressão. O Código Florestal Brasileiro permite o desmatamento sob certas condições, desde que o produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). A concessão de crédito rural é proibida sobre áreas formalmente embargadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Um imóvel pode possuir um alerta de satélite, mas sem o auto de infração ou embargo oficial não há impedimento para conseguir o crédito. Em dezembro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras que obrigam os bancos a cruzarem alertas de satélite (como o sistema Prodes) para bloquear o crédito rural antes mesmo de um embargo formal. Porém, a validade da medida foi adiada para janeiro de 2027. Mudanças na plataforma O Monitor do Crédito Rural cruza informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) com bases geoespaciais produzidas pelo MapBiomas, incluindo alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas e florestas públicas. Segundo a organização, a plataforma é atualizada mensalmente com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central. A nova versão da plataforma ampliou o alcance do monitoramento ao incorporar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informado nas operações registradas no Sicor. O pesquisador do MapBiomas, Paulo Teixeira, explica que agora é possível acompanhar financiamentos que antes não podiam ser localizados apenas pelas áreas financiadas (glebas). “A quantidade de operações analisadas pelo monitor mais que duplicou na nova versão. Estão sendo monitoradas todas as operações do Sicor que têm sua localização disponível publicamente, seja pela gleba ou pelo CAR. Isso permite que tenhamos uma melhor visão de para onde está sendo fornecido esse crédito e o que essas propriedades sobrepõem, trazendo mais transparência ao crédito rural brasileiro”, disse o pesquisador. Banco do Brasil Em nota, o Banco do Brasil disse que a política de crédito da instituição “veda a concessão de financiamentos que englobem áreas protegidas, a exemplo das terras indígenas, quilombolas, florestas públicas e ainda em áreas com desmatamento ilegal”. Diz ainda que, na concessão do crédito, utiliza 33 bases públicas para verificar restrições legais e vedações normativas. E que usa a ferramenta de Diagnóstico Geo Socioambiental para identificar sobreposição com bases geográficas impeditivas. Segundo o banco, o processo evita os financiamentos em áreas protegidas. A instituição afirma que monitora e fiscaliza periodicamente as operações de crédito rural, para verificar indícios de irregularidades e prevenir possíveis desvios de finalidade. Também afirma que há cláusulas nas operações de crédito que permitem decretar “vencimento antecipado e a suspensão imediata dos desembolsos em caso de infringências socioambientais identificadas durante o curso da operação”. O banco disse que, em 2025, “evitou que R$ 31,6 bilhões fossem direcionados a áreas que não estão alinhadas com normas socioambientais e com os princípios de sustentabilidade do banco, como áreas embargadas, terras indígenas, unidades de conservação e áreas com desmatamento ilegal”. Banco do Nordeste Por meio de nota, o Banco do Nordeste (BNB) afirmou que todas as suas operações de crédito rural são concedidas em estrita conformidade com a legislação e os normativos vigentes, incluindo a verificação dos requisitos de regularidade socioambiental e dos demais critérios legais e regulamentares pertinentes. Além da análise realizada na contratação, O BNB afirma que acompanha as operações ocorre de forma contínua durante toda a vigência dos financiamentos. O BNB ressalta que faz uso de ferramentas especializadas de avaliação socioambiental, complementadas por tecnologias de sensoriamento remoto e consultas a bases oficiais de controle, o que confere maior precisão e robustez às análises realizadas.  O Banco destaca, ainda, que operações eventualmente identificadas em áreas legalmente protegidas não implicam, por si só, irregularidades. Em determinados casos, tais operações podem estar vinculadas a beneficiários legalmente autorizados, como povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e demais povos e comunidades tradicionais. Fonte: Agência Brasil

Dengue mantiene baja circulación y no registra hospitalizados ni fallecidos

La circulación del dengue continúa en niveles bajos y con una tendencia estable en Paraguay, según el reporte más reciente de la Dirección General de Vigilancia de la Salud. En promedio, se notifican 102 casos sospechosos por semana a nivel nacional. En las últimas tres semanas epidemiológicas (SE 25 a la SE 27) se confirmaron solo tres casos de dengue: dos en el departamento Central y uno en Presidente Hayes. Entre ellos fue identificado el serotipo DENV-1. Con estas cifras, el acumulado de casos confirmados en lo que va del 2026 asciende a 288. Uno de los datos más alentadores del informe es que no se registraron pacientes hospitalizados ni fallecidos por la enfermedad durante el periodo analizado. El brote detectado en el municipio de Limpio también muestra una evolución favorable, con una disminución de las notificaciones y un solo caso confirmado en las últimas semanas. No obstante, Vigilancia de la Salud advirtió un aumento de notificaciones de casos sospechosos en Asunción y los departamentos de Central, Presidente Hayes, Alto Paraná, Guairá, Caazapá, Concepción, Itapúa, Cordillera, Misiones y San Pedro. En cuanto al chikungunya, el reporte señala que en lo que va del año se confirmaron 18 casos en el país, de los cuales tres fueron importados desde Bolivia. Las autoridades sanitarias insisten en eliminar los criaderos de mosquitos y consultar de forma oportuna ante síntomas como fiebre, dolor de cabeza o dolores corporales, además de evitar la automedicación. Fonte: Hoy