China reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação
A República Popular da China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão, confirmada nesta segunda-feira (2), representa um importante avanço para o fortalecimento das relações sanitárias e comerciais entre os dois países. O reconhecimento é resultado das tratativas conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante a missão oficial do ministro André de Paula à China, realizada em maio deste ano. Em reuniões com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, foram apresentados os avanços do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reforçado o pleito pelo reconhecimento do status sanitário nacional. A decisão ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando décadas de trabalho dos serviços veterinários oficiais, dos produtores rurais e dos governos estaduais em prol do fortalecimento da sanidade animal. Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o reconhecimento reflete os resultados do diálogo técnico e institucional mantido entre os dois países. “Hoje o dia começou com uma grande notícia. Logo no início da manhã, o ministro Mauro Vieira confirmou que a China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. Esse foi um dos principais temas que levamos como prioridade durante nossa recente missão à China. Tivemos reuniões longas e produtivas com os ministros da Agricultura e do Comércio, e essa era uma das reivindicações mais importantes que apresentamos. Por isso, temos razões de sobra para celebrar esse resultado”, afirmou. O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou a importância estratégica da decisão para a ampliação do acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês. “Iniciamos 2026 com o reconhecimento, pela China, do status de país livre de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) para a carne bovina brasileira e, agora, recebemos com grande satisfação a notícia do reconhecimento do status de livre de febre aftosa sem vacinação. Esse reconhecimento sanitário é fundamental para avançarmos nas discussões técnicas relacionadas a diversos produtos das cadeias bovina e suína, permitindo a diversificação do portfólio exportado e contribuindo para melhorar o desempenho econômico dessas cadeias produtivas”, destacou. Durante a missão presidencial à China, realizada em maio de 2025, Brasil e China também assinaram o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. O instrumento fortalece a cooperação bilateral e amplia o diálogo entre os dois países em temas relacionados à sanidade animal e vegetal. Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em 2025. O reconhecimento do status sanitário brasileiro reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e contribui para o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países. A conquista é resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Informações à imprensaimprensa@agro.gov.br Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária
PF desarticula venda ilegal de cigarros no Rio Grande do Norte
Natal/RN. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2/6), a terceira fase da Operação Retomada I, com o objetivo de combater a distribuição e a comercialização ilegal de cigarros contrabandeados e falsificados na região metropolitana de Natal. A ação contou com a atuação integrada da Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria Estadual da Fazenda do Rio Grande do Norte (SEFAZ/RN) e Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU). Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na Grande Natal. Também foram realizadas fiscalizações em estabelecimentos suspeitos de comercializar cigarros de forma clandestina na capital potiguar. Durante a operação, foram apreendidas 104 caixas de cigarros contrabandeados, totalizando cerca de 52 mil maços. A ação também resultou na apreensão de cinco veículos, além de telefones celulares, computadores, documentos contábeis e agendas. A SEFAZ/RN realizou ainda autuações tributárias que somam cerca de R$ 250 mil. Os materiais apreendidos passarão por análise da perícia para subsidiar o avanço das investigações. Os investigados poderão responder por crimes de contrabando, descaminho, associação criminosa e comercialização ilegal de mercadorias. Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do NorteFone:(84) 98131-8907E-mail: cs.srrn@pf.gov.br Fonte: Polícia Federal
PF reprime tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro no RN
Natal/RN. A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou, nesta terça-feira (2/6), a Operação Pele de Sapo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional envolvida com tráfico internacional de drogas e com lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo utilizava a estrutura portuária do Rio Grande do Norte para enviar cargas de entorpecentes à Europa. Além da repressão ao tráfico internacional de drogas por via marítima, a ação também busca a descapitalização da organização criminosa. O esquema investigado envolvia fraudes documentais em operações de comércio exterior, uso de empresas de fachada e interposição de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva nos estados do Rio Grande do Norte, de Pernambuco, do Pará, de São Paulo e do Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de, aproximadamente, R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de cerca de R$ 35 milhões em bens vinculados aos investigados. Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do NorteE-mail: cs.srrn@pf.gov.br Fone: (84) 98131-8907 Fonte: Polícia Federal
CGU e PF apuram irregularidades em contratações realizadas pela prefeitura do Recife (PE)
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) realizam, nesta terça-feira (02/06), a Operação Check-in, que apura a suposta atuação de uma organização criminosa especializada na corrupção de servidores públicos, no desvio de recursos públicos e em fraudes licitatórias em contratos celebrados com a prefeitura do Recife. Os desvios teriam ocorrido em contratações para terceirização de mão de obra, no ano de 2020. As investigações indicam suspeitas de fraude a licitação e contrato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Indícios encontrados na Operação Firenze apontam que um agente público da prefeitura do Recife (PE) teria recebido pagamento de vantagem indevida de uma empresa contratada pelo município. Os valores repassados pela capital pernambucana à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$25,8 milhões. Desse total, aproximadamente R$17 milhões foram custeados com recursos federais. A Operação Check-in cumpre oito mandados de busca e apreensão nos municípios pernambucanos de Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Recife. Como denunciar A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do sistema. A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”. O cadastro deve seguir as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, marque a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, inclua o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi realizada. Fonte: Controladoria-Geral da União
Com apoio do Governo do Estado, Mato Grosso do Sul entra na corrida das agtechs com ecossistema voltado ao agro do futuro

O agronegócio brasileiro já lidera a produção mundial de alimentos em diversas cadeias, mas agora busca avançar para uma nova fronteira: a da inovação tecnológica. É nesse cenário que foi lançado nesta segunda-feira (1º) o AgroValley MS, um novo ecossistema de aceleração de startups voltado ao desenvolvimento de soluções para o agro tropical brasileiro. A iniciativa é liderada pela VivaTerra Ventures, gestora recém-criada que pretende investir até R$ 150 milhões em startups do setor e que atualmente está em fase de captação de seu primeiro fundo de investimentos. O projeto nasce em parceria com a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), a Fundação MS e o Governo de Mato Grosso do Sul, além de contar com o apoio tecnológico do Google Cloud. A proposta é conectar startups, produtores rurais, pesquisadores e investidores para acelerar o desenvolvimento de tecnologias ligadas à inteligência artificial, robótica, análise de dados, biotecnologia e agricultura de baixo carbono. Segundo Riedel, a transformação digital já começa a produzir resultados tanto na educação quanto no campo Durante o lançamento, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), destacou que a criação do AgroValley MS representa o resultado de uma estratégia construída a partir de políticas públicas voltadas à inovação, à educação e ao fortalecimento de um ambiente favorável aos investimentos. “A gente trabalha no dia a dia com a política pública para buscar esse tipo de resultado. O mínimo que a gente pode fazer é gerar esse ambiente institucional positivo, transparente, aberto e que apoia diversas iniciativas da política pública e ações de formação”, afirmou. Segundo Riedel, a transformação digital já começa a produzir resultados concretos em Mato Grosso do Sul, tanto na educação quanto no campo, aproximando tecnologia, gestão pública e produção agropecuária. “No evento “Raízes do Futuro”, uma parceria com o Google, a gente pôde trazer para cá produtos concretos, objetivos, sérios e plurais. Um produto importante que muda também a chave do nosso sistema produtivo. Algo que pode parecer simples, e é, enquanto não se tem. No dia a dia da operação dos produtores rurais, muitas vezes o endereço é algo difícil de explicar. A tecnologia resolve de uma maneira simples aquilo que antes era um problema e coloca isso de maneira unificada para todas as políticas públicas”, destacou. O governador ressaltou ainda o impacto da tecnologia na formação de estudantes e profissionais preparados para as novas exigências do mercado de trabalho. “Ter esse ecossistema disponível para os nossos alunos e professores nas escolas vai formar profissionais com outro perfil de preparo para a vida pessoal e para o mercado. É um tipo de apoio que será cada vez mais demandado”, observou. Ao comentar a criação do AgroValley MS, Riedel avaliou que a iniciativa nasce conectada aos principais atores do agronegócio e da inovação. “A AgroValley nasce com o pé direito ao convocar pessoas que conhecem profundamente o agro brasileiro, desde a tecnologia de produção até o ambiente institucional e de mercado. É muito importante ter pessoas que acompanharam as transformações do setor participando desse projeto”, disse. O governador também contextualizou o momento de crescimento vivido por Mato Grosso do Sul nas últimas décadas, destacando a diversificação da produção e o avanço da industrialização. Já de acordo com o secretário da Semadesc, Artur Falcette, iniciativas como o AgroValley MS reforçam a estratégia adotada por Mato Grosso do Sul de construir um ambiente institucional capaz de conectar poder público, iniciativa privada, universidades e investidores em torno da inovação e do desenvolvimento. Falcette também ressaltou a importância de apoiar projetos de base tecnológica ligados às universidades e centros de pesquisa “São momentos como esse que nos fazem ter certeza de que criar esse ambiente institucional que a gente tem no Mato Grosso do Sul é uma estratégia do governador muito acertada”, afirmou. Segundo Falcette, um dos diferenciais percebidos por investidores e empresários que chegam ao Estado está justamente na capacidade de transformar projetos em iniciativas concretas por meio da articulação entre diferentes setores. O que eles enxergam quando olham para Mato Grosso do Sul é justamente esse ambiente institucional, a capacidade que a gente tem de transformar projetos em realidade. Falcette também ressaltou a importância de apoiar projetos de base tecnológica ligados às universidades e centros de pesquisa, especialmente aqueles voltados à inovação aplicada ao agronegócio. “A importância desse nosso olhar para projetos e ideias, especialmente quando a gente vai para a tecnologia, é fundamental. Quando vemos um projeto como esse surgir dentro das nossas universidades, com uma participação muito grande das universidades públicas nessas iniciativas, temos a certeza de que estamos caminhando no sentido correto”, avaliou. Em Campo Grande, o AgroValley MS contará com uma estrutura de aproximadamente 1.000 m², destinada à incubação e aceleração de empresas inovadoras, realização de bootcamps, programas de inovação, demonstrações tecnológicas e eventos voltados ao setor agropecuário. O espaço foi concebido para funcionar como um ambiente de conexão entre ciência aplicada, capital de risco e validação de tecnologias em condições reais de produção agropecuária. A operação será organizada em três frentes principais: incubação de startups em estágio inicial com base científica, programas de tração para empresas que precisam validar soluções no campo e aceleração comercial para negócios que já possuem receita e buscam ampliar sua escala de atuação. Para o fundador da VivaTerra Ventures, Rafael Vila Marques, o lançamento do AgroValley MS representa mais do que uma agenda institucional. Segundo ele, trata-se do início de uma trajetória voltada à construção de um novo ambiente de inovação para o agronegócio brasileiro. Rafael destacou que fatores como inteligência artificial, automação e consolidação de mercados devem acelerar mudanças profundas no campo “Hoje não marca uma agenda. Isso marca o início de uma trajetória, uma trajetória que vai ser construída com a ajuda de todos que compartilham com a gente uma visão de futuro. Uma visão que entende que o agronegócio é algo representativo dentro do PIB brasileiro e que a gente constata que o capital de risco colocado para esse tipo de setor é baixo”, afirmou. De acordo
Mais prevenção: Salvador terá novas obras de contenção de encostas

Mais um importante passo para garantir segurança às famílias que vivem em áreas de risco. Em Salvador (BA), o Ministério das Cidades autorizou o início imediato das obras de contenção de encostas na Rua Gengibirra, no bairro da Liberdade, durante as ações do Governo do Brasil na Rua. O secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Vitor Araripe, assinou a autorização de início da 2ª etapa da obra, no valor de R$ 3 milhões. A obra, selecionada pelo Novo PAC, é significativa para as famílias que sofrem diante das fortes chuvas que castigam Salvador. Além da assinatura, o secretário e equipe conheceram a obra de contenção de encosta executada entre as ruas da Jaqueira e Rua Mamorana, em Capelinha de São Caetano, com recursos do NOVO PAC. Concluída em março, a obra recebeu investimento total de aproximadamente R$ 3,7 milhões e beneficia diretamente mais de 900 moradores. Crédito: Divulgação/AESCOM. A intervenção teve 2,7 mil m² de solo grampeado com face em concreto projetado, 1,3 mil m² de hidrossemeadura, implantação de sistemas de drenagem e obras complementares de urbanização, incluindo caminhos em concreto e guarda-corpo metálico. Retomados pelo governo Lula, os investimentos em prevenção de riscos de desastres no estado da Bahia somam mais de R$ 513 milhões em contratos do Novo PAC – Contenção de encostas, além de R$ 156 milhões em um contrato de 2012. Os investimentos somam mais de R$ 669 milhões, que irão beneficiar mais de 43 mil famílias em todo o estado da Bahia. Ação integrada O Ministério das Cidades marcou presença na última edição do Governo do Brasil na Rua, realizado (nos dias 30 e 31/5) pela Secretaria Geral da Presidência, também com o Minha Casa, Minha Vida. Muitas famílias estiveram no local em busca de informações sobre o programa habitacional e a iniciativa teve impacto direto na vida dos moradores da comunidade. Crédito: Divulgação/Aescom Foi o caso de Amanda de Jesus Cardoso, de 25 anos, mãe solo que procurava informações sobre o programa Minha Casa, Minha Vida. Ela conseguiu, durante a ação, realizar seu cadastro e solucionar suas dúvidas. “Foi ótimo. A comunidade precisava disso. Eu consegui fazer meu cadastro e resolver uma demanda importante. A população precisa de apoio e de ações como essa, que chegam perto da gente e ajudam quem mais precisa”, afirmou Amanda. Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das CidadesAtendimento à ImprensaTelefone: (61) 2034-4282E-mail: imprensa@cidades.gov.br Fonte: Ministério das Cidades
Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio
O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo. Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor. A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor. Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras. O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas. Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual. Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo. Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos. Leia Também: Mapa projeta crescimento de 13,6% no Valor Bruto da Produção agropecuária A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos. Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção. Fonte: Pensar Agro
Sertão Vivo destina R$ 150 milhões para ampliar a agricultura no semiárido
A Paraíba será contemplada com R$ 150 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e à adaptação da produção rural aos efeitos das mudanças climáticas. Os recursos fazem parte do programa Sertão Vivo, lançado nesta segunda-feira, em João Pessoa, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com organismos internacionais. A iniciativa atenderá 37,6 mil famílias rurais distribuídas em 157 municípios paraibanos, alcançando aproximadamente 150 mil pessoas. O objetivo é ampliar o acesso à água, fortalecer a produção agropecuária em regiões vulneráveis à seca e incentivar sistemas produtivos mais adaptados às condições climáticas do semiárido. Do total previsto para o Estado, cerca de R$ 126,4 milhões serão destinados a linhas de crédito para investimentos produtivos e infraestrutura hídrica. Outros R$ 23,6 milhões serão aplicados em ações não reembolsáveis, voltadas principalmente à assistência técnica, capacitação de agricultores e fortalecimento das comunidades rurais. Entre as ações previstas estão a implantação de tecnologias de captação e armazenamento de água, recuperação de áreas produtivas, instalação de sistemas agroflorestais e incentivo aos chamados quintais produtivos, modelo que integra produção de alimentos, geração de renda e segurança alimentar para as famílias. A ampliação da infraestrutura hídrica é apontada como uma das prioridades do programa. A proposta busca reduzir os impactos das estiagens prolongadas, fenômeno que afeta regularmente a produção agrícola e pecuária em grande parte do território paraibano. A proposta busca enfrentar um dos principais desafios históricos da produção agrícola no semiárido: a irregularidade das chuvas e os impactos das secas prolongadas. Além de apoiar a adoção de tecnologias de convivência com o clima da região, o programa pretende criar condições para que as famílias mantenham a produção mesmo em períodos de maior escassez hídrica. O modelo adotado combina financiamento e apoio técnico permanente, considerado um dos diferenciais da iniciativa. A avaliação é que o acesso ao crédito, quando acompanhado de orientação técnica e capacitação, aumenta as chances de sucesso dos projetos e favorece a adoção de práticas mais sustentáveis e eficientes. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla voltada ao fortalecimento da resiliência climática no Nordeste brasileiro. A combinação de recursos para infraestrutura, assistência técnica e inclusão produtiva busca preparar as propriedades rurais para enfrentar eventos climáticos extremos, reduzindo a vulnerabilidade das famílias e aumentando a capacidade de adaptação das atividades agropecuárias. Leia Também: Brasil importa 87% do adubo necessário para produzir. Adubação orgânica pode ser solução Após a conclusão da fase de preparação, o programa entra agora na etapa de implementação. Os próximos passos incluem a contratação das equipes técnicas, a organização das ações nos territórios prioritários e o início do atendimento direto às famílias beneficiadas. A expectativa é que os investimentos contribuam para transformar o acesso à água em um fator de estabilidade produtiva no semiárido, reduzindo perdas causadas pelas estiagens e criando condições para que a agricultura familiar amplie sua capacidade de produção e geração de renda nos próximos anos. Fonte: Pensar Agro
Projeto prevê R$ 10 bilhões para fortalecer produção de fertilizantes
Uma das principais pautas defendidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para reduzir a dependência brasileira de insumos importados avançou no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 699/23, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), prevendo até R$ 10 bilhões em incentivos fiscais para estimular a produção nacional e ampliar a segurança de abastecimento para o agronegócio. O texto retorna agora ao Senado para análise das alterações feitas pelos deputados. A proposta foi apresentada pelo senador Laércio Oliveira e ganhou apoio da bancada do agro ao longo da tramitação. Para a FPA, o fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes é considerado estratégico em um país que importa aproximadamente 85% dos nutrientes utilizados nas lavouras. A dependência externa ficou ainda mais evidente nos últimos anos, quando conflitos internacionais, problemas logísticos e oscilações cambiais pressionaram os custos de produção no campo. O programa prevê a concessão de até R$ 2 bilhões por ano em créditos fiscais entre 2027 e 2031 para empresas que investirem na implantação, expansão, modernização ou reativação de unidades industriais no Brasil. Poderão participar fabricantes de fertilizantes minerais e sintéticos, produtores de matérias-primas, biofertilizantes, bioinsumos e remineralizadores. Os projetos deverão ser habilitados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atender requisitos de sustentabilidade ambiental, eficiência energética e desenvolvimento regional. Além dos incentivos tributários, o projeto cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes (FPNF), destinado a apoiar investimentos, oferecer garantias para financiamentos, contribuir para a redução dos custos de crédito e fomentar pesquisas e inovação tecnológica. O texto também autoriza o uso de recursos federais para viabilizar linhas especiais de financiamento por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outra medida prevista é a isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para cargas destinadas aos empreendimentos contemplados pelo programa. O benefício poderá alcançar R$ 1 bilhão ao longo de cinco anos. Na avaliação dos defensores da proposta, a medida ajuda a reduzir custos logísticos e aumenta a atratividade de novos investimentos no setor. O projeto ainda estabelece uma ação emergencial para 2026, com a possibilidade de liberação de até R$ 1 bilhão em créditos financeiros para fabricantes e importadores de fertilizantes. O objetivo é minimizar os impactos das oscilações nos preços internacionais e evitar aumentos expressivos nos custos dos insumos utilizados pelos produtores rurais. Entre os pontos que geraram mais debate durante a tramitação está a criação de metas graduais para a participação de fertilizantes produzidos no Brasil na composição dos produtos comercializados no mercado nacional. O percentual deverá começar em 2% e poderá alcançar 10% até 2037. A regulamentação ficará sob responsabilidade do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), que poderá ajustar os percentuais de acordo com a capacidade produtiva do setor e as condições de mercado. A iniciativa está alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes 2022-2050, que busca reduzir a dependência brasileira de fornecedores estrangeiros dos atuais 85% para cerca de 45% nas próximas décadas. Para lideranças do setor, a ampliação da produção nacional é considerada fundamental para garantir maior previsibilidade de custos, ampliar a competitividade da agricultura brasileira e reduzir a exposição do país a crises internacionais. Leia Também: FPA pressiona por aumento de penas contra queimadas criminosas “O agro brasileiro se tornou uma potência global na produção de alimentos, mas continua excessivamente dependente de fertilizantes importados. Isso significa que qualquer conflito geopolítico, restrição comercial ou problema logístico em outros continentes pode impactar diretamente os custos de produção aqui dentro. O Profert representa uma tentativa concreta de enfrentar essa vulnerabilidade histórica”, afirma o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende. Segundo ele, a aprovação do projeto atende a uma demanda antiga do setor produtivo. “O produtor rural precisa de previsibilidade. Quando os preços dos fertilizantes disparam no mercado internacional, toda a cadeia sente os efeitos. Fortalecer a produção nacional não elimina a necessidade de importações, mas cria mecanismos para reduzir riscos e ampliar a segurança de abastecimento”, diz. Para Rezende, os resultados da política serão percebidos no médio e longo prazo. “Não estamos falando apenas de indústria, mas de competitividade agrícola. Quanto mais robusta for a cadeia nacional de fertilizantes, menor será a vulnerabilidade do agronegócio brasileiro diante das oscilações externas. É uma agenda que interessa ao produtor, à indústria e ao consumidor final”, conclui. Fonte: Pensar Agro
PF deflagra operação contra a extração ilegal de areia no Rio de Janeiro
Volta Redonda/RJ – Nesta terça-feira (2/6), a Polícia Federal deflagrou a Operação Extrato, com o objetivo de investigar a prática de crimes ambientais e contra a ordem econômica relacionados à extração ilegal de areia às margens do Rio Paraíba. Policiais federais cumprem um mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão, em endereços ligados aos investigados em Volta Redonda/RJ. Além das medidas cautelares pessoais, expedidas pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti/RJ, há determinação judicial para destruição do maquinário utilizado na atividade ilícita, bem como para a destinação adequada da areia apreendida, em razão de sua origem irregular. A ação conta com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (INEA/RJ). As investigações tiveram início a partir de uma ocorrência registrada no ano passado, ocasião em que dois indivíduos foram presos em flagrante no momento em que realizavam a extração de areia sem a devida autorização dos órgãos competentes. Os elementos já reunidos indicam a atuação de um grupo ligado à extração e comercialização irregular de areia, inclusive com indícios de organização para viabilizar a atividade ilícita, utilização de maquinário e possível vínculo com empresas do setor. A operação desta terça-feira visa arrecadar novos elementos de informação capazes de elucidar completamente o esquema criminoso, identificar sua dinâmica de funcionamento, bem como identificar outros eventuais envolvidos e possíveis crimes conexos. Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiroscs.srrj@pf.gov.br | www.gov.br/pf(21) 2203-4404 Fonte: Polícia Federal