“Aportes em logística impulsionam o crescimento do Brasil no atual cenário mundial”, defende Renan Filho

O ministro dos Transportes, Renan Filho, apresentou o Brasil como um ambiente favorável para investimentos e destacou a maior carteira de concessões rodoviárias do planeta durante a CEO Conference 2026, realizada nesta terça-feira (10), em São Paulo (SP). O evento reuniu líderes empresariais, investidores e autoridades para debater estratégias que devem moldar o futuro do mercado econômico global. “O país vive uma máxima histórica de aportes em infraestrutura, o que deve impulsionar o crescimento econômico adiante, sobretudo diante do cenário internacional, em que nações maiores enfrentam déficits fiscais elevados, aumento de risco e um ambiente de guerra, o que leva à dispersão de capital para outras áreas”, afirmou o ministro. Desde o início da atual gestão da pasta, o Brasil passou a oferecer previsibilidade regulatória, contratos financeiramente sustentáveis e capacidade real de execução. Com instituições democráticas sólidas, o país reúne condições para atrair capital privado e fortalecer sua infraestrutura. “Infraestrutura precisa virar contrato, obra e entrega para impulsionar a economia, gerar emprego e reduzir o custo do Brasil”, completou Renan Filho. Rodovias impulsionam eficiência logística Nos últimos três anos, o Ministério dos Transportes realizou 22 leilões de rodovias, com R$ 247 bilhões em recursos contratados. As obras, que abrangem mais de 10 mil quilômetros, ampliam a eficiência logística, reduzem os custos de transporte e fortalecem a competitividade econômica, além de garantir mais segurança viária, viagens mais rápidas e melhor qualidade de vida para a população. Outro marco foi a entrada de oito empresas de capital estrangeiro como proponentes nessas concessões. “Só em rodovias, por exemplo, no governo anterior do presidente Lula foram seis leilões, com menos de R$ 100 bilhões selecionados para o setor. Nestes quatro anos, vamos realizar 35, com 22 já concluídos e R$ 400 bilhões contratados, quatro vezes mais investimento em infraestrutura terrestre”, detalhou o ministro. A agenda de 2026 estima 13 novos leilões de rodovias, que devem mobilizar R$ 149,1 bilhões em aportes e alcançar 6.407 quilômetros de corredores logísticos estratégicos, ampliando a capacidade de escoamento da produção, a integração regional e a atratividade do país para o capital privado. Ferrovias ganham política inédita No setor ferroviário, o Ministério dos Transportes lançou, em dezembro de 2025, a Política Nacional de Concessões Ferroviárias. Com isso, o mercado se prepara para conhecer a carteira de projetos do Governo do Brasil, que prevê, para 2026, oito certames e R$ 140 bilhões em novos investimentos. A expectativa é de um impacto estruturante, com potencial de movimentar até R$ 600 bilhões, a partir de rotas essenciais e da ampliação da malha ferroviária em diferentes regiões do país. A política, inédita no Brasil, define diretrizes claras de planejamento, governança, sustentabilidade e, principalmente, um novo modelo de funding, que combina recursos públicos e privados. Integração entre modais . As melhorias na logística são sentidas em todas as pontas do setor. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que 2024 e 2025 registraram os dois melhores anos em concessões da história do país. “Em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, petróleo e gás e saneamento, fechamos 2025 com mais de R$ 500 bilhões em contratos assinados em todas as áreas de infraestrutura”, pontuou Silvio Costa Filho. Debêntures ampliam financiamento privado As debêntures são títulos de crédito utilizados para financiar projetos de infraestrutura. Em 2024, foi sancionada a Lei nº 14.801, que passou a vincular diretamente o instrumento a empreendimentos do setor, antes enquadrados como debêntures incentivadas. O avanço dos recursos também se reflete no crescimento da captação de capital privado por meio de debêntures, que registrou alta de 1.174% nos últimos anos. O volume passou de R$ 4,6 bilhões, em 2022, para R$ 58,6 bilhões, em 2025, destinados ao financiamento de projetos rodoviários e ferroviários e ao fortalecimento da confiança do mercado na política de aportes no setor logístico. “Em um país de dimensão continental, forte na produção e na relação com o comércio exterior, a infraestrutura é decisiva. O Brasil tem todos os meios necessários para continuar sustentando esse ciclo virtuoso nesse ambiente”, concluiu o ministro dos Transportes, Renan Filho. Em dezembro de 2025, ocorreu a primeira emissão de debêntures de infraestrutura em dólar, com R$ 1,05 bilhão destinados à Eldorado para a construção de uma ferrovia de uso autorizado de 86,7 quilômetros, entre Três Lagoas (MS) e Aparecida do Taboado (MS), voltada ao escoamento de celulose. Foi a primeira operação do mercado local no âmbito da Lei nº 14.801. Também participaram do evento Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos; Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União; André Esteves, CEO do BTG Pactual, além de outras autoridades e lideranças empresariais.  Assessoria Especial de ComunicaçãoMinistério dos Transportes Fonte: Ministério dos Transportes

Cidadania abre processo seletivo para analista de ações sociais com salário de até R$ 5,5 mil

A SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), em parceria com a SAD (Secretaria de Estado de Administração), abriu processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 14 profissionais de nível superior para atuação em programas, projetos e unidades vinculadas à Pasta. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (10). As oportunidades são para os cargos de Analista de Ações Sociais – Psicólogo (10 vagas), Analista de Ações Sociais – Assistente Social (3 vagas) e Analista de Ações Sociais – Psicopedagogo (1 vaga). A remuneração bruta é de R$ 5.532,47, com carga horária de 30 ou 40 horas semanais, conforme a função. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no período de 10 a 18 de fevereiro de 2026, por meio do site www.econcursoms.ms.gov.br. O processo seletivo será composto por três etapas: inscrição, avaliação curricular e entrevista, com caráter eliminatório e classificatório. O edital prevê ainda reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD), pessoas negras e indígenas, conforme a legislação estadual vigente, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a equidade e a inclusão no serviço público. Os profissionais selecionados atuarão no fortalecimento das políticas públicas de proteção, promoção e garantia de direitos, especialmente voltadas a mulheres, crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social. O resultado final e a homologação do processo seletivo estão previstos para o dia 24 de março de 2026. Todas as informações, cronograma completo e regras do certame estão disponíveis no Diário Oficial Eletrônico e no portal do E-Concurso MS. Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania Foto: Matheus Carvalho/SEC/Arquivo Fonte: Governo MS

“Em 2026, serão 40 leilões em 4 anos”, afirmou ministro Silvio Costa Filho em evento para investidores

As perspectivas para os modais de transportes foi tema do CEO Conference 2026, evento promovido pelo BTG Pactual, que reúne lideranças nacionais e internacionais para debater estratégias sobre o futuro do mercado. Durante o encontro, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, fez um balanço das entregas de seu mandato e anunciou as metas deste ano para portos, aeroportos e hidrovias. “Vamos fechar 2026 com 40 leilões realizados em 4 anos. Isso é uma demonstração clara do governo na busca por quem produz. Quem defende o trabalhador é quem gera emprego e quem produz riqueza no Brasil”, afirmou o ministro. Durante sua apresentação, Costa Filho destacou as duas principais concessões no setor portuário que serão realizadas neste ano de 2026, o Tecon Santos 10, considerado o maior da história do Brasil, e o leilão do Porto São Sebastião (SP). Para se ter uma ideia do volume superior de investimentos, o ministro fez uma comparação com os dados do governo passado. “Em quatro anos da gestão anterior, nós tivemos de projetos aprovados de concessões o equivalente a R$ 5 bilhões em investimentos. Em três anos do governo do presidente Lula, nós já vamos em mais de R$ 30 bilhões em concessões no Brasil”, destacou. Balanço e resultados alcançados O ministro também ressaltou os resultados recordes alcançados pelo Ministério de Portos e Aeroportos nos últimos anos, destacando que 2024 e 2025 foram os melhores do país, em termos de concessões realizadas, em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, petróleo, gás e saneamento. “Hoje, nós temos mais de R$ 500 bilhões em contratos assinados em todas as áreas de concessões. É por isso que, cada vez mais a gente tem que desburocratizar, criar um melhor ambiente para o empreendedor porque o Brasil tem a democracia fortalecida, instituições funcionando e o mundo observando nosso país como uma grande janela de oportunidades e é por isso que temos procurado avançar bem no setor da aviação. A gente espera manter a empregabilidade em 5.4%”, ressaltou. Em dois dias de debate, autoridades do Brasil e do exterior presentes na CEO Conference 2026 discutem o cenário macroeconômico global e brasileiro, o papel do Congresso e do Tribunal de Contas da União (TCU) em ano eleitoral, o futuro da infraestrutura, os desafios e as oportunidades do setor energético, e estratégias de investimento para 2026. Além do ministro Silvio Costa Filho, o evento contou com a participação do ministro do Transportes, Renan Filho, no painel sobre o futuro da infraestrutura no Brasil. Assessoria Especial de Comunicação SocialMinistério de Portos e Aeroportos Fonte: Portos e Aeroportos

“Em 2026, serão 40 leilões em 4 anos”, afirmou ministro Silvio Costa Filho em evento para investidores

As perspectivas para os modais de transportes foi tema do CEO Conference 2026, evento promovido pelo BTG Pactual, que reúne lideranças nacionais e internacionais para debater estratégias sobre o futuro do mercado. Durante o encontro, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, fez um balanço das entregas de seu mandato e anunciou as metas deste ano para portos, aeroportos e hidrovias. “Vamos fechar 2026 com 40 leilões realizados em 4 anos. Isso é uma demonstração clara do governo na busca por quem produz. Quem defende o trabalhador é quem gera emprego e quem produz riqueza no Brasil”, afirmou o ministro. Durante sua apresentação, Costa Filho destacou as duas principais concessões no setor portuário que serão realizadas neste ano de 2026, o Tecon Santos 10, considerado o maior da história do Brasil, e o leilão do Porto São Sebastião (SP). Para se ter uma ideia do volume superior de investimentos, o ministro fez uma comparação com os dados do governo passado. “Em quatro anos da gestão anterior, nós tivemos de projetos aprovados de concessões o equivalente a R$ 5 bilhões em investimentos. Em três anos do governo do presidente Lula, nós já vamos em mais de R$ 30 bilhões em concessões no Brasil”, destacou. Balanço e resultados alcançados O ministro também ressaltou os resultados recordes alcançados pelo Ministério de Portos e Aeroportos nos últimos anos, destacando que 2024 e 2025 foram os melhores do país, em termos de concessões realizadas, em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, petróleo, gás e saneamento. “Hoje, nós temos mais de R$ 500 bilhões em contratos assinados em todas as áreas de concessões. É por isso que, cada vez mais a gente tem que desburocratizar, criar um melhor ambiente para o empreendedor porque o Brasil tem a democracia fortalecida, instituições funcionando e o mundo observando nosso país como uma grande janela de oportunidades e é por isso que temos procurado avançar bem no setor da aviação. A gente espera manter a empregabilidade em 5.4%”, ressaltou. Em dois dias de debate, autoridades do Brasil e do exterior presentes na CEO Conference 2026 discutem o cenário macroeconômico global e brasileiro, o papel do Congresso e do Tribunal de Contas da União (TCU) em ano eleitoral, o futuro da infraestrutura, os desafios e as oportunidades do setor energético, e estratégias de investimento para 2026. Além do ministro Silvio Costa Filho, o evento contou com a participação do ministro do Transportes, Renan Filho, no painel sobre o futuro da infraestrutura no Brasil. Assessoria Especial de Comunicação SocialMinistério de Portos e Aeroportos Fonte: Portos e Aeroportos

Ministério da Saúde promove curso de formação para recuperar cobertura vacinal em municípios estratégicos

Uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade de Brasília (UnB) resultou na promoção do curso Qualificação das Ações de Vacinação na Atenção Primária à Saúde e apoio para recuperação da cobertura e redução da hesitação vacinal. O seminário de acolhimento que deu início ao curso aconteceu nos dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília. A proposta da formação consiste na melhoria dos processos de trabalho, no enfrentamento da hesitação vacinal e na recuperação das coberturas vacinais, contribuindo diretamente para a proteção da população e o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A ação foca na qualificação de gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). Para a coordenadora-geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Danielle Moreira, “são os profissionais da APS os grandes protagonistas na imunização, devido ao intenso contato com a população”. Para ela, o curso é mais uma ação para retomar o aumento da cobertura vacinal, mas com foco no fluxo de trabalho do profissional. De acordo com a coordenadora do curso, Denise Furlanetto, a formação tem algumas características de inovação na metodologia aplicada, que é baseada na gamificação (estratégias de recompensa ofertada de acordo com o alcance dos resultados dos municípios), e em planos de ação com tutores que irão em campo dar apoio aos municípios. “A expectativa é que esses municípios combatam a hesitação vacinal e promovam o aumento das coberturas”, disse. O curso contou com a participação de cerca de 100 profissionais da APS que trabalham com imunização, além de gestores, provenientes de 20 municípios de 11 estados brasileiros, incluindo as cinco regiões do Brasil. Para chegar aos territórios, o processo seletivo de escolha dos municípios levou em conta critérios epidemiológicos e dados de cobertura vacinal. Para cada território, a formação ofertou cinco vagas nas quatro categorias profissionais específicas: enfermeiro e técnico de enfermagem com atuação na sala de vacina, gestor da atenção primária à saúde e gestor da vigilância com atuação na imunização, tanto da esfera municipal quanto estadual. Na abertura do evento, também estavam presentes Maria Silvia Fruet, representante da Opas, e os professores da UnB Wallace Boaventura e Denise Furlanetto, coordenadores do projeto. Municípios contemplados Região Norte Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul Soure/PA Vigia/PA Uiramutã/RR Oiapoque/AP Bom Jesus do Tocantins/PA Jutaí/AM Afonso Bezerra/RN Presidente Sarney/MA São João Batista/MA Luís Domingues /MA Araguanã/MA Benedito Leite/MA Barra do Corda /MA Baliza/GO Santa Tereza de Goiás/GO Mário Campos/MG Casimiro de Abreu/RJ Cidreira/RS Pedro Osório/RS Rio Branco do Sul/PR O curso A formação tem apenas dois encontros presenciais, no início e no fim do curso. Ao todo são 180 horas que se estendem ao longo de quatro meses, havendo um encontro virtual na metade do percurso para exposição de experiências exitosas dos municípios. O conteúdo semanal é acompanhado por um tutor, que orienta a equipe na elaboração conjunta de um plano de ação que será colocado em prática na rotina de trabalho do município. A programação aborda temas específicos para gestores e para profissionais da APS e, conjuntamente, de estratégias combinadas para o aumento da cobertura. Ao final da formação, será analisado o resultado da aplicação do plano de ação, a partir dos dados de cobertura vacinal e a melhoria dos processos de trabalho. O município que tiver o melhor desempenho levará como prêmio para os cinco participantes e o tutor do município, uma visita técnica para conhecer a APS de outro sistema de saúde no exterior, permitindo a observação dos diferentes modelos, seus desafios e oportunidades. Cristina Carneiro, tutora do curso, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde de Miranda do Norte (MA), conta que esse projeto é importante porque faz um levantamento dos problemas locais dos municípios para avaliar as causas e buscar soluções para melhorar a vacinação na população e evitar o ressurgimento de doenças preveníveis. Essa iniciativa faz parte da estratégia Viva Mais Brasil, cuja meta “mais vacinação em todo o Brasil” considera a formação dos profissionais da saúde, além do financiamento com base nas boas práticas de vacinação.  Renata OsórioMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

Ministério da Saúde promove curso de formação para recuperar cobertura vacinal em municípios estratégicos

Uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade de Brasília (UnB) resultou na promoção do curso Qualificação das Ações de Vacinação na Atenção Primária à Saúde e apoio para recuperação da cobertura e redução da hesitação vacinal. O seminário de acolhimento que deu início ao curso aconteceu nos dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília. A proposta da formação consiste na melhoria dos processos de trabalho, no enfrentamento da hesitação vacinal e na recuperação das coberturas vacinais, contribuindo diretamente para a proteção da população e o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A ação foca na qualificação de gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). Para a coordenadora-geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Danielle Moreira, “são os profissionais da APS os grandes protagonistas na imunização, devido ao intenso contato com a população”. Para ela, o curso é mais uma ação para retomar o aumento da cobertura vacinal, mas com foco no fluxo de trabalho do profissional. De acordo com a coordenadora do curso, Denise Furlanetto, a formação tem algumas características de inovação na metodologia aplicada, que é baseada na gamificação (estratégias de recompensa ofertada de acordo com o alcance dos resultados dos municípios), e em planos de ação com tutores que irão em campo dar apoio aos municípios. “A expectativa é que esses municípios combatam a hesitação vacinal e promovam o aumento das coberturas”, disse. O curso contou com a participação de cerca de 100 profissionais da APS que trabalham com imunização, além de gestores, provenientes de 20 municípios de 11 estados brasileiros, incluindo as cinco regiões do Brasil. Para chegar aos territórios, o processo seletivo de escolha dos municípios levou em conta critérios epidemiológicos e dados de cobertura vacinal. Para cada território, a formação ofertou cinco vagas nas quatro categorias profissionais específicas: enfermeiro e técnico de enfermagem com atuação na sala de vacina, gestor da atenção primária à saúde e gestor da vigilância com atuação na imunização, tanto da esfera municipal quanto estadual. Na abertura do evento, também estavam presentes Maria Silvia Fruet, representante da Opas, e os professores da UnB Wallace Boaventura e Denise Furlanetto, coordenadores do projeto. Municípios contemplados Região Norte Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul Soure/PA Vigia/PA Uiramutã/RR Oiapoque/AP Bom Jesus do Tocantins/PA Jutaí/AM Afonso Bezerra/RN Presidente Sarney/MA São João Batista/MA Luís Domingues /MA Araguanã/MA Benedito Leite/MA Barra do Corda /MA Baliza/GO Santa Tereza de Goiás/GO Mário Campos/MG Casimiro de Abreu/RJ Cidreira/RS Pedro Osório/RS Rio Branco do Sul/PR O curso A formação tem apenas dois encontros presenciais, no início e no fim do curso. Ao todo são 180 horas que se estendem ao longo de quatro meses, havendo um encontro virtual na metade do percurso para exposição de experiências exitosas dos municípios. O conteúdo semanal é acompanhado por um tutor, que orienta a equipe na elaboração conjunta de um plano de ação que será colocado em prática na rotina de trabalho do município. A programação aborda temas específicos para gestores e para profissionais da APS e, conjuntamente, de estratégias combinadas para o aumento da cobertura. Ao final da formação, será analisado o resultado da aplicação do plano de ação, a partir dos dados de cobertura vacinal e a melhoria dos processos de trabalho. O município que tiver o melhor desempenho levará como prêmio para os cinco participantes e o tutor do município, uma visita técnica para conhecer a APS de outro sistema de saúde no exterior, permitindo a observação dos diferentes modelos, seus desafios e oportunidades. Cristina Carneiro, tutora do curso, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde de Miranda do Norte (MA), conta que esse projeto é importante porque faz um levantamento dos problemas locais dos municípios para avaliar as causas e buscar soluções para melhorar a vacinação na população e evitar o ressurgimento de doenças preveníveis. Essa iniciativa faz parte da estratégia Viva Mais Brasil, cuja meta “mais vacinação em todo o Brasil” considera a formação dos profissionais da saúde, além do financiamento com base nas boas práticas de vacinação.  Renata OsórioMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

O Ministério da Saúde lançou, no dia 05/02, o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, durante qualificação nacional voltada à gestão e aos fluxos assistenciais nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro foi realizado entre os dias 3 e 6 de fevereiro e reuniu profissionais de hospitais públicos e filantrópicos de todas as regiões do país. A atividade integrou o Projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), como Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Beneficência Portuguesa de São Paulo. Na tradução livre, em português, Lean quer dizer enxuto. Trata-se de uma metodologia que visa melhorar a gestão de hospitais públicos e filantrópicos, racionalizando recursos e otimizando espaços e insumos.  Durante o evento, os participantes passaram por treinamento em Gestão de Alta Performance em Emergências (GAPE). A formação prepara profissionais indicados pelas gestões hospitalares para atuar como multiplicadores da metodologia Lean nos serviços de urgência e emergência. Para o coordenador-geral de Urgência do Ministério da Saúde, Felipe Reque, o lançamento do Guia marca um momento estratégico para a gestão pública da saúde. Segundo ele, o material consolida experiências aplicadas em hospitais de todo o país e oferece apoio prático aos gestores. De acordo com Reque, o projeto atua a partir da seleção de portas de urgência em hospitais do SUS, que recebem, ao longo de um ano, o apoio de equipes especializadas, com diagnóstico de demanda e capacidade do setor de emergência hospitalar baseado em indicadores assistenciais e tempos de espera. A partir desse diagnóstico, são desenvolvidas intervenções direcionadas para enfrentar os principais gargalos que impactam o atendimento nas emergências. Atuação conjunta fortalece resultados Gestores destacaram o caráter colaborativo da iniciativa. Para o gerente médico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Rodrigo Almeida, a experiência reforça o papel da gestão como elemento central para qualificar o cuidado. “A aplicação da metodologia Lean nas emergências mostra que a gestão eficiente salva vidas, ao melhorar fluxos, aumentar a segurança e tornar o atendimento mais ágil e centrado no paciente”, avaliou. Na mesma linha, a gerente de projetos do Hospital Sírio-Libanês, Carina Pires, responsável pelo Projeto Lean nas Emergências na instituição, ressaltou a evolução da iniciativa. “O projeto começou a partir de uma demanda do Ministério da Saúde e ganhou escala com a atuação conjunta dos hospitais. Neste ciclo, são 137 portas de urgência beneficiadas e mais de 600 gestores capacitados”, afirmou. A vivência prática também foi enfatizada por participantes da qualificação. Para Graciele Sampaio, enfermeira da Santa Casa de São Lourenço do Sul (RS), o projeto promoveu mudanças concretas na rotina do serviço. “Houve uma mudança de cultura, com otimização de processos e redução do tempo de espera, o que impacta diretamente a qualidade do atendimento ao usuário do SUS”, relatou. Já Bruniele Vieira, enfermeira do município de Tianguá (CE), destacou a integração entre gestão e assistência proporcionada pela formação. “A qualificação mostrou que gestão de leitos e fluxo da emergência caminham juntos. Passamos a trabalhar com indicadores que fortalecem o planejamento e dão sustentabilidade às melhorias”, afirmou. Para a coordenadora-geral de Projetos da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (CGPROJ/SAES/MS), Amanda Cavalcati, a qualificação e o lançamento do Guia evidenciam o esforço do Ministério da Saúde em alinhar os projetos desenvolvidos no âmbito do PROADI-SUS às necessidades reais da saúde pública no Brasil. Segundo ela, a iniciativa reflete uma diretriz estratégica do Governo Federal de aproximar os objetivos dos projetos institucionais às demandas concretas do SUS. “A iniciativa expressa um movimento de transformação de paradigma, com mudanças nas práticas e nas culturas institucionais dentro dos serviços do SUS. Como consequência, observamos a redução do tempo de espera, do tempo de permanência e do tempo de acesso nas emergências beneficiadas pelo projeto, com resultados concretos já evidenciados”, afirmou. O Guia de Boas Práticas do Lean nas Emergências tem como objetivo apoiar a implementação da metodologia Lean e fortalecer a melhoria contínua nos serviços de urgência e emergência. O Projeto Lean nas Emergências integra o Ciclo 10 (2025–2026) e contribui para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção às Urgências, ampliando a eficiência da gestão hospitalar, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado à população. PROADI-SUS Programa do Ministério da Saúde que viabiliza projetos estratégicos para o SUS por meio de parcerias com hospitais de excelência. É o mecanismo institucional e financeiro que sustenta iniciativas voltadas à gestão, à assistência e à inovação no sistema público de saúde. Projeto Lean nas Emergências Iniciativa nacional desenvolvida no âmbito do PROADI-SUS. O foco é reduzir a superlotação e o tempo de espera nas emergências de hospitais públicos e filantrópicos, por meio da aplicação da metodologia Lean na organização dos processos assistenciais. GAPE – Gestão de Alta Performance em Emergências Estratégia de qualificação do Projeto Lean nas Emergências. Forma multiplicadores, estimula a melhoria contínua e apoia os hospitais no uso de indicadores e práticas de gestão, garantindo a sustentabilidade dos resultados. Kathlen AmadoMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

O Ministério da Saúde lançou, no dia 05/02, o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, durante qualificação nacional voltada à gestão e aos fluxos assistenciais nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro foi realizado entre os dias 3 e 6 de fevereiro e reuniu profissionais de hospitais públicos e filantrópicos de todas as regiões do país. A atividade integrou o Projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), como Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Beneficência Portuguesa de São Paulo. Na tradução livre, em português, Lean quer dizer enxuto. Trata-se de uma metodologia que visa melhorar a gestão de hospitais públicos e filantrópicos, racionalizando recursos e otimizando espaços e insumos.  Durante o evento, os participantes passaram por treinamento em Gestão de Alta Performance em Emergências (GAPE). A formação prepara profissionais indicados pelas gestões hospitalares para atuar como multiplicadores da metodologia Lean nos serviços de urgência e emergência. Para o coordenador-geral de Urgência do Ministério da Saúde, Felipe Reque, o lançamento do Guia marca um momento estratégico para a gestão pública da saúde. Segundo ele, o material consolida experiências aplicadas em hospitais de todo o país e oferece apoio prático aos gestores. De acordo com Reque, o projeto atua a partir da seleção de portas de urgência em hospitais do SUS, que recebem, ao longo de um ano, o apoio de equipes especializadas, com diagnóstico de demanda e capacidade do setor de emergência hospitalar baseado em indicadores assistenciais e tempos de espera. A partir desse diagnóstico, são desenvolvidas intervenções direcionadas para enfrentar os principais gargalos que impactam o atendimento nas emergências. Atuação conjunta fortalece resultados Gestores destacaram o caráter colaborativo da iniciativa. Para o gerente médico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Rodrigo Almeida, a experiência reforça o papel da gestão como elemento central para qualificar o cuidado. “A aplicação da metodologia Lean nas emergências mostra que a gestão eficiente salva vidas, ao melhorar fluxos, aumentar a segurança e tornar o atendimento mais ágil e centrado no paciente”, avaliou. Na mesma linha, a gerente de projetos do Hospital Sírio-Libanês, Carina Pires, responsável pelo Projeto Lean nas Emergências na instituição, ressaltou a evolução da iniciativa. “O projeto começou a partir de uma demanda do Ministério da Saúde e ganhou escala com a atuação conjunta dos hospitais. Neste ciclo, são 137 portas de urgência beneficiadas e mais de 600 gestores capacitados”, afirmou. A vivência prática também foi enfatizada por participantes da qualificação. Para Graciele Sampaio, enfermeira da Santa Casa de São Lourenço do Sul (RS), o projeto promoveu mudanças concretas na rotina do serviço. “Houve uma mudança de cultura, com otimização de processos e redução do tempo de espera, o que impacta diretamente a qualidade do atendimento ao usuário do SUS”, relatou. Já Bruniele Vieira, enfermeira do município de Tianguá (CE), destacou a integração entre gestão e assistência proporcionada pela formação. “A qualificação mostrou que gestão de leitos e fluxo da emergência caminham juntos. Passamos a trabalhar com indicadores que fortalecem o planejamento e dão sustentabilidade às melhorias”, afirmou. Para a coordenadora-geral de Projetos da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (CGPROJ/SAES/MS), Amanda Cavalcati, a qualificação e o lançamento do Guia evidenciam o esforço do Ministério da Saúde em alinhar os projetos desenvolvidos no âmbito do PROADI-SUS às necessidades reais da saúde pública no Brasil. Segundo ela, a iniciativa reflete uma diretriz estratégica do Governo Federal de aproximar os objetivos dos projetos institucionais às demandas concretas do SUS. “A iniciativa expressa um movimento de transformação de paradigma, com mudanças nas práticas e nas culturas institucionais dentro dos serviços do SUS. Como consequência, observamos a redução do tempo de espera, do tempo de permanência e do tempo de acesso nas emergências beneficiadas pelo projeto, com resultados concretos já evidenciados”, afirmou. O Guia de Boas Práticas do Lean nas Emergências tem como objetivo apoiar a implementação da metodologia Lean e fortalecer a melhoria contínua nos serviços de urgência e emergência. O Projeto Lean nas Emergências integra o Ciclo 10 (2025–2026) e contribui para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção às Urgências, ampliando a eficiência da gestão hospitalar, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado à população. PROADI-SUS Programa do Ministério da Saúde que viabiliza projetos estratégicos para o SUS por meio de parcerias com hospitais de excelência. É o mecanismo institucional e financeiro que sustenta iniciativas voltadas à gestão, à assistência e à inovação no sistema público de saúde. Projeto Lean nas Emergências Iniciativa nacional desenvolvida no âmbito do PROADI-SUS. O foco é reduzir a superlotação e o tempo de espera nas emergências de hospitais públicos e filantrópicos, por meio da aplicação da metodologia Lean na organização dos processos assistenciais. GAPE – Gestão de Alta Performance em Emergências Estratégia de qualificação do Projeto Lean nas Emergências. Forma multiplicadores, estimula a melhoria contínua e apoia os hospitais no uso de indicadores e práticas de gestão, garantindo a sustentabilidade dos resultados. Kathlen AmadoMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

Evento internacional fortalece modelo de acesso a direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade pelo uso de substâncias

Brasília, 10/02/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sediou, nos dias 5 e 6 deste mês, em Brasília (DF), o Encontro para Validação da Proposta Estratégica do modelo Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). A iniciativa é voltada ao fortalecimento de políticas públicas de cuidado, inclusão social e garantia de direitos para pessoas que usam substâncias. Promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), em parceria com o Programa de Cooperação entre América Latina, Caribe e União Europeia em Políticas sobre Drogas (Copolad III) — iniciativa de cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe —, o evento reuniu representantes do Brasil, da Colômbia, da Espanha, do México, de Portugal e do Uruguai, além de especialistas, representantes de universidades e organizações da sociedade civil. O encontro teve como objetivo validar, aperfeiçoar e consolidar o referencial metodológico do modelo Cais. O modelo é concebido como um dispositivo territorial e intersetorial de acesso a direitos e inclusão social, fundamentado em práticas de tratamento comunitário e na articulação entre cuidado, garantia de direitos e inclusão social. A proposta integra o componente de territorialização das políticas de drogas no âmbito do Copolad III e busca adaptar, de forma contextualizada, políticas públicas voltadas às vulnerabilidades sociais e ao consumo problemático de substâncias. A iniciativa tem como base experiências bem-sucedidas da América Latina e da Europa. Rede de cuidado e acesso a direitos Na abertura das discussões, a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, destacou os avanços recentes na construção de uma política pública voltada à garantia de direitos e ao cuidado integral dos usuários. “O que conseguimos construir nesses três anos de governo foi uma pequena revolução no campo da atenção e cuidado às pessoas que usam substâncias. Pela primeira vez no Brasil, temos uma rede voltada ao acesso a direitos dessa população, que considera suas vulnerabilidades de forma integral”, afirmou. Segundo a secretária, o modelo Cais representa uma inovação institucional ao articular políticas territorializadas de cuidado e inclusão social. “Foi um grande desafio construir essa estrutura em um ministério que, historicamente, não atua com políticas dessa natureza. Ainda assim, conseguimos estruturar uma rede potente, em diálogo com universidades, organizações e os próprios territórios”, ressaltou. Marta Machado também enfatizou a importância do protagonismo dos territórios na construção de políticas públicas eficazes. “Essa é uma aposta em políticas de acesso a direitos construídas a partir das potências dos territórios. Os problemas e as exclusões se manifestam de forma territorializada, mas é também nesses espaços que surgem as soluções, os vínculos e as possibilidades de cidadania”, completou. Cooperação internacional e experiências territoriais O evento contou com a participação de representantes internacionais e de experiências práticas de diversos países, com apresentações sobre modelos de prevenção comunitária, inclusão social, acolhimento e monitoramento de políticas de drogas. O chefe adjunto da Delegação da União Europeia no Brasil, ministro Jean-Pierre Bou, destacou o papel da cooperação internacional no fortalecimento das políticas públicas. “Este seminário é uma grande conquista na colaboração entre a União Europeia e o Brasil e reconhece o esforço do governo brasileiro, em nível nacional e local, na adoção de uma abordagem comunitária para enfrentar o consumo de substâncias”, afirmou. Para a técnica do programa Copolad III, Mercedes Alonso, o Brasil vem se sobressaindo pela integração entre diferentes atores. “O Brasil tem apresentado experiências muito relevantes, especialmente pela articulação entre governo, universidades e sociedade civil. Essa integração é um caminho promissor para fortalecer políticas de drogas com base territorial e comunitária”, observou. Modelo Cais e próximos passos Entre as experiências apresentadas, destacou-se o primeiro Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social, o Cais Estação do Cuidado, implantado em Fortaleza (CE). A iniciativa foi concebida como referência para a expansão do modelo no País. Ao longo dos dois dias de programação, especialistas e representantes institucionais participaram de mesas temáticas e oficinas de cocriação, com foco na discussão de indicadores de qualidade, no acompanhamento das pessoas atendidas, na escalabilidade do modelo e no fortalecimento do protagonismo dos territórios. A consolidação do referencial metodológico do Cais representa um passo estratégico para a ampliação de políticas de drogas baseadas em direitos, inclusão social e abordagem comunitária. A iniciativa reforça a cooperação internacional e a atuação integrada entre a União, os estados, os municípios, as universidades e a sociedade civil. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Evento internacional fortalece modelo de acesso a direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade pelo uso de substâncias

Brasília, 10/02/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sediou, nos dias 5 e 6 deste mês, em Brasília (DF), o Encontro para Validação da Proposta Estratégica do modelo Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). A iniciativa é voltada ao fortalecimento de políticas públicas de cuidado, inclusão social e garantia de direitos para pessoas que usam substâncias. Promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), em parceria com o Programa de Cooperação entre América Latina, Caribe e União Europeia em Políticas sobre Drogas (Copolad III) — iniciativa de cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe —, o evento reuniu representantes do Brasil, da Colômbia, da Espanha, do México, de Portugal e do Uruguai, além de especialistas, representantes de universidades e organizações da sociedade civil. O encontro teve como objetivo validar, aperfeiçoar e consolidar o referencial metodológico do modelo Cais. O modelo é concebido como um dispositivo territorial e intersetorial de acesso a direitos e inclusão social, fundamentado em práticas de tratamento comunitário e na articulação entre cuidado, garantia de direitos e inclusão social. A proposta integra o componente de territorialização das políticas de drogas no âmbito do Copolad III e busca adaptar, de forma contextualizada, políticas públicas voltadas às vulnerabilidades sociais e ao consumo problemático de substâncias. A iniciativa tem como base experiências bem-sucedidas da América Latina e da Europa. Rede de cuidado e acesso a direitos Na abertura das discussões, a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, destacou os avanços recentes na construção de uma política pública voltada à garantia de direitos e ao cuidado integral dos usuários. “O que conseguimos construir nesses três anos de governo foi uma pequena revolução no campo da atenção e cuidado às pessoas que usam substâncias. Pela primeira vez no Brasil, temos uma rede voltada ao acesso a direitos dessa população, que considera suas vulnerabilidades de forma integral”, afirmou. Segundo a secretária, o modelo Cais representa uma inovação institucional ao articular políticas territorializadas de cuidado e inclusão social. “Foi um grande desafio construir essa estrutura em um ministério que, historicamente, não atua com políticas dessa natureza. Ainda assim, conseguimos estruturar uma rede potente, em diálogo com universidades, organizações e os próprios territórios”, ressaltou. Marta Machado também enfatizou a importância do protagonismo dos territórios na construção de políticas públicas eficazes. “Essa é uma aposta em políticas de acesso a direitos construídas a partir das potências dos territórios. Os problemas e as exclusões se manifestam de forma territorializada, mas é também nesses espaços que surgem as soluções, os vínculos e as possibilidades de cidadania”, completou. Cooperação internacional e experiências territoriais O evento contou com a participação de representantes internacionais e de experiências práticas de diversos países, com apresentações sobre modelos de prevenção comunitária, inclusão social, acolhimento e monitoramento de políticas de drogas. O chefe adjunto da Delegação da União Europeia no Brasil, ministro Jean-Pierre Bou, destacou o papel da cooperação internacional no fortalecimento das políticas públicas. “Este seminário é uma grande conquista na colaboração entre a União Europeia e o Brasil e reconhece o esforço do governo brasileiro, em nível nacional e local, na adoção de uma abordagem comunitária para enfrentar o consumo de substâncias”, afirmou. Para a técnica do programa Copolad III, Mercedes Alonso, o Brasil vem se sobressaindo pela integração entre diferentes atores. “O Brasil tem apresentado experiências muito relevantes, especialmente pela articulação entre governo, universidades e sociedade civil. Essa integração é um caminho promissor para fortalecer políticas de drogas com base territorial e comunitária”, observou. Modelo Cais e próximos passos Entre as experiências apresentadas, destacou-se o primeiro Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social, o Cais Estação do Cuidado, implantado em Fortaleza (CE). A iniciativa foi concebida como referência para a expansão do modelo no País. Ao longo dos dois dias de programação, especialistas e representantes institucionais participaram de mesas temáticas e oficinas de cocriação, com foco na discussão de indicadores de qualidade, no acompanhamento das pessoas atendidas, na escalabilidade do modelo e no fortalecimento do protagonismo dos territórios. A consolidação do referencial metodológico do Cais representa um passo estratégico para a ampliação de políticas de drogas baseadas em direitos, inclusão social e abordagem comunitária. A iniciativa reforça a cooperação internacional e a atuação integrada entre a União, os estados, os municípios, as universidades e a sociedade civil. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública