DOF prende mulher com pasta base de cocaína presa ao corpo

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, na madrugada de sábado (14), uma mulher de 29 anos com 3 quilos de pasta base de cocaína presos ao corpo. A ação ocorreu na rodovia MS-419, no município de Nioaque. A equipe realizava bloqueio quando abordou um veículo VW Polo, que prestava serviço de transporte por aplicativo. O motorista informou que realizava uma corrida de Campo Grande até Jardim. Durante a entrevista com a passageira, os militares notaram nervosismo e contradições sobre o motivo da viagem. Ainda durante a abordagem, a suspeita confessou que estaria transportando drogas presas ao corpo. Questionada, ela confessou que receberia R$ 2 mil para entregar a droga em Jardim. O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 150 mil, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Nioaque. A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública). O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido. Fonte: DOF – MS

Regularização ambiental vira critério de crédito e começa a redefinir o valor das propriedades

Durante décadas, o valor de uma propriedade rural no Brasil foi medido quase sempre pelos mesmos parâmetros: produtividade histórica, localização, logística e potencial de expansão. A fazenda era vista essencialmente como ativo produtivo. Nos últimos dois anos, porém, algo mudou — e não foi na lavoura, foi no papel. O sistema financeiro, as tradings e até compradores privados passaram a incluir uma nova pergunta antes de qualquer negociação: a situação ambiental do imóvel está comprovadamente regular? A mudança não veio de uma lei nova nem de um órgão fiscalizador mais duro. Ela nasceu do mercado. Bancos passaram a perceber que o maior risco de uma garantia rural não está mais apenas no preço das commodities ou no clima, mas na possibilidade de aquele ativo carregar passivos ambientais, sobreposições territoriais ou questionamentos jurídicos futuros. Em outras palavras, o risco deixou de ser apenas produtivo e passou a ser patrimonial. Na prática, a regularização ambiental deixou de ser uma etapa burocrática do Cadastro Ambiental Rural — o CAR, registro eletrônico obrigatório que reúne informações ambientais das propriedades — para se tornar uma variável econômica. Hoje ela influencia três pontos decisivos: acesso ao crédito, velocidade da negociação e valor efetivo do imóvel. Os números ajudam a entender a dimensão. Dados do Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (SICAR) indicam que aproximadamente 58% dos imóveis rurais apresentam algum tipo de inconsistência cadastral ou pendência ambiental. Isso não significa necessariamente ilegalidade, mas significa incerteza. E, para quem financia, incerteza é risco. O resultado aparece na prática. Operações de crédito ficam mais longas, exigem mais documentos e, em alguns casos, simplesmente não avançam. A produção continua acontecendo, mas a vida financeira da fazenda passa a enfrentar barreiras invisíveis. Uma pendência ambiental raramente impede plantar, porém pode impedir financiar, vender ou usar a terra como garantia. O mercado de terras, silenciosamente, começou a separar propriedades em dois grupos: ativos confiáveis e ativos duvidosos. A diferença entre eles nem sempre aparece na placa de venda, mas aparece na mesa de negociação. Onde há dúvida documental, há desconto. Onde há segurança jurídica, há liquidez. É nesse ponto que surge o conceito chamado de “inteligência territorial”. Trata-se de cruzar dados geográficos, ambientais e regulatórios — validação do CAR, análise de sobreposição de áreas, histórico de uso do solo e compatibilidade cartográfica — antes da operação financeira. O objetivo não é multar o produtor, mas reduzir risco para quem coloca dinheiro. A lógica é simples: o crédito rural moderno não depende apenas da capacidade de produzir, mas da capacidade de provar que o ativo dado em garantia continuará existindo juridicamente no futuro. Essa mudança tem relação direta com outro fenômeno: o agro brasileiro passou a operar integrado ao mercado global de capitais. Investidores, fundos e compradores internacionais incorporaram critérios socioambientais às análises. Não se trata mais de pressão ideológica, e sim de proteção financeira e reputacional. Para quem financia cadeias produtivas, comprar um ativo com risco ambiental virou equivalente a comprar uma dívida oculta. O efeito mais profundo, porém, ainda está começando. O preço das fazendas tende a incorporar esse fator. Propriedades ambientalmente organizadas passam a ter maior liquidez e negociação mais rápida. Já áreas com inconsistências podem sofrer deságio — não pela produtividade, mas pela incerteza. Ou seja: a valorização rural está deixando de ser apenas agronômica e se tornando também documental. PROVIDENCIAS – Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), recomenda que os produtores priorizem a validação do CAR. “O produtor sempre foi avaliado pela capacidade de produzir. Agora começa a ser avaliado também pela capacidade de demonstrar segurança jurídica do que produz”. Leia Também: 2023: exportação de café passa de 30 milhões de sacas com receita de R$ 31,4 bilhões “Muita gente ainda enxerga o cadastro ambiental como papelada. O mercado já não enxerga assim. Hoje a regularidade interfere no juro, no prazo e até na aprovação do crédito. É uma mudança silenciosa, mas estrutural. O produtor deve  buscar ajuda para verificar inconsistências precocemente para garantir acesso rápido ao crédito e liquidez em negociações”, disse Rezende. Para ele o proprietário rural precisa se preparar para essa nova fase. “Não espere por prazos governamentais: busquem parcerias com consultoria especializadas para cruzar dados do SICAR, identificar sobreposições e regularizar passivos ambientais. Essa antecipação preserva o valor patrimonial de sua propriedade e abre portas para investidores exigentes ESG”. “O futuro do setor depende de propriedades seguras e previsíveis, isso quer dizer que não se trata apenas uma questão burocrática. Estamos falando do acesso ao crédito rural, da regularização fundiária e da sustentabilidade ambiental. Enquanto o produtor espera pela validação, perde oportunidades e acumula riscos jurídicos”, orientou o presidente do IA e da Feagro-MT. “O agro brasileiro amadureceu. Quando passamos a disputar recursos com investidores internacionais, passamos também a disputar confiança. Um agro regularizado é um agro mais competitivo, mais transparente e mais resiliente diante das novas critérios globais, mas a responsabilidade por esse avanço precisa ser compartilhada entre o setor e o Estado”. “É fundamental que o Estado compreenda que o produtor rural já tenha assumido sua parte no compromisso ambiental. O CAR foi declarado por milhões de imóveis, muitos dos quais de agricultura familiar, sem assistência técnica ou suporte jurídico. Agora, cabe ao poder público garantir que esse esforço não se perca num labirinto digital e burocrático que só gera insegurança”, completou. Fonte: Pensar Agro

Mato Grosso do Sul está em alerta para tempestade nesta quinta-feira, diz Inmet

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Os 79 municípios de Mato Grosso do Sul estão sob alerta de tempestade, classificada na cor laranja pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), válido até as 23h59 desta quinta-feira (19/2). O aviso chama atenção para possibilidade de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h), e queda de […] (Mato Grosso do Sul está em alerta para tempestade nesta quinta-feira, diz Inmet)

Câmara de Ponta Porã sediará Audiência Pública para prestação de contas dia 23

A Câmara Municipal de Ponta Porã vai promover no próximo dia 23 de fevereiro, segunda-feira, a primeira audiência pública de prestação de contas do ano. Poderes Executivo, Legislativo e Previporã vão apresentar dados e números do período orçamentário do terceiro quadrimestre de 2025. Requerimento da Comissão Permanente de Economia, Finanças e Fiscalização, foi aprovado por unanimidade em plenário com o ofício lido pelo presidente, vereador Jelson Bernabé. O presidente da Câmara, vereador Jelson Bernabé lembra que a audiência pública é aberta e todo cidadão e cidadã deve participar, acompanhar e sugerir questões dentro do que rege a legislação em vigor. A comissão é formada pelos vereadores Natalia Velasques (presidente), Gabriel Arce (vice-presidente) e Agnaldo Lima (relator). A audiência, marcada para as oito horas da manhã, será o espaço para que a população saiba em detalhes a aplicação dos recursos públicos nos últimos quatro meses deste ano.

“Vocês enfrentaram a Covid e iniciaram este sonho de ser médico”, diz CEO Carlos Bernardo em formatura da UCP-PJC

Evento reuniu recorde de formandos recebendo o diploma de conclusão, recheado de emoção à flor da pele A Universidade Central do Paraguai (UCP) campus Pedro Juan Caballero (PJC) fez história nesta quarta-feira, 18, com a maior formatura de novos médicos desde a criação de cursos de Medicina na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero. O evento reuniu o recorde de formandos recebendo o diploma de conclusão no Majestic Hall, recheado de emoção à flor da pele. A solenidade contou com a presença da direção, coordenação, corpo docente, os novos médicos e seus familiares, marcando o início de uma nova fase na vida profissional dos egressos. O reitor da UCP, engenheiro Luiz Alberto Zayas falou aos novos médicos, agradecendo a confiança depositada na instituição, fazendo uma saudação especial à fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. É um momento de celebração não só pelas conquistas individuais, mas pelo fortalecimento da formação médica na região binacional. Em sua fala, o CEO da UCP-Interamericana de Pedro Juan Caballero, Carlos Bernardo, destacou o significado do marco. “Parabéns a cada um de vocês que confiou em nós, justamente quando a pandemia do Covid surgiu em nossas vidas, vocês começaram este sonho hoje concretizado. Este evento simboliza a qualidade no ensino de Medicina. Desde a criação do curso na UCP em Pedro Juan, o nível da educação melhora a cada ano, demonstrando não só a maior qualidade educacional, mas também a evolução na estrutura física e docente da instituição”, afirma Bernardo. Ele lembra ainda que “temos laboratórios de ponta equipados com simuladores de alta fidelidade, centros cirúrgicos modernos para treinamentos práticos e um corpo docente com mestres e doutores renomados, além de parcerias com hospitais regionais para estágios supervisionados”, afirmou Bernardo cita ainda que “contamos com duas sedes modernas: o Centro Tecnológico, que abriga a biblioteca virtual mais completa do Paraguai para o curso de Medicina, e um amplo auditório de eventos onde realizamos congressos e simpósios com a presença dos mais renomados profissionais da área”, afirmou Bernardo. A formatura reforça o papel da UCP-PJC como referência em educação médica na fronteira, atendendo à demanda por profissionais qualificados em uma área estratégica para o Paraguai e o Brasil. Bernardo lembrou que em 2025, a UCP-PJC aprovou o maior número de médicos formados na instituição na prova do Revalida-Brasil, credenciando-os com o CRM.  Foram mais de 200 aprovados, demonstrando e comprovando a qualidade no ensino de medicina e o comprometimento em oferecer o que há de melhor e mais atualizado na área de medicina.

Ponta Porã: Homem é preso com mais de 100 emagrecedores e mercadorias contrabandeadas

Durante patrulhamento na zona rural de Ponta Porã/MS, nas proximidades do Assentamento Itamaraty, a equipe do Batalhão de Polícia Militar Rural prendeu um homem por contrabando e apreendeu uma grande carga de mercadorias de origem estrangeira. Após tentativa de fuga e acompanhamento tático, o veículo foi interceptado e, durante a vistoria, foram localizados: 135 frascos de medicamento (Tirzepatida)390 caixas de perfumesDiversos aparelhos celulares (POCO, Redmi e iPhone)Robôs aspiradores eletrônicos As mercadorias, segundo relato do condutor, teriam sido adquiridas no Paraguai e seriam destinadas à comercialização em Campo Grande/MS. O autor, o veículo e todos os produtos foram encaminhados à Polícia Federal de Ponta Porã para as providências legais.

DOF apreende drogas escondidas dentro de pneus em Bataguassu

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, na tarde da última sexta-feira (13), um homem de 31 anos transportando 28,2 quilos de haxixe do tipo dry e 5,3 quilos de maconha ocultos dentro dos pneus de um veículo. A ação ocorreu na rodovia BR-267, na região de Bataguassu. A equipe realizava bloqueio na rodovia, que liga o distrito de Nova Casa Verde a Bataguassu, quando abordou um Toyota Corolla de cor prata. Durante a fiscalização, o condutor apresentou informações contraditórias sobre a propriedade do automóvel. Ao vistoriarem os pneus do carro, os militares notaram alterações e odor característico de entorpecentes. Os pneus foram desmontados, revelando 44 peças de haxixe dry e oito peças de maconha. Questionado, o autor afirmou que pegou o veículo já preparado em Nova Andradina e o levaria até Bataguassu. O motorista, o veículo e as drogas, avaliados em aproximadamente R$ 2,05 milhões, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal de Três Lagoas. A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública). O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido. Fonte: DOF – MS

Com apoio do helicóptero Harpia, DOF apreende caminhão com 27,5 mil pacotes de cigarros

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na última quinta-feira (12), um caminhão Iveco Tector carregado com 27,5 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai. A ação ocorreu na rodovia MS-455, em Campo Grande. A equipe realizava patrulhamento, com apoio da aeronave Harpia, quando visualizou o caminhão de cor branca. Ao perceber a aproximação dos policiais, o condutor abandonou o veículo e tentou fugir a pé por uma plantação de soja, mas foi alcançado e detido. Os militares também constataram que o veículo ostentava placas falsas. Questionado, o motorista de 42 anos afirmou que foi contratado em Ponta Porã para levar a carga até Campo Grande, serviço pelo qual receberia R$ 4 mil. O condutor, o caminhão e a mercadoria, avaliados em aproximadamente R$ 1,6 milhão, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Campo Grande. A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública). O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido. Fonte: DOF – MS

DOF prende mulher com haxixe marroquino escondido em garrafa térmica e junto ao corpo

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, na última quarta-feira (11), uma mulher de 20 anos transportando 2,1 quilos de haxixe marroquino. A ação ocorreu na rodovia MS-164, próximo ao distrito de Vista Alegre, em Maracaju. Os militares realizavam bloqueio na rodovia quando abordaram um veículo Fiat Palio Weekend, que prestava serviço de transporte por aplicativo. Durante a entrevista com os passageiros, uma jovem demonstrou nervosismo e apresentou versões contraditórias sobre o motivo de sua viagem. Em vistoria nos seus pertences, os policiais localizaram parte do entorpecente escondido no interior de uma garrafa térmica e a autora confessou que transportava o restante da droga preso ao seu corpo. A jovem afirmou ter recebido a droga em Ponta Porã e que pretendia levá-la até Goiânia (GO), onde receberia R$ 2 mil pelo transporte. A mulher e o entorpecente, avaliado em aproximadamente R$ 147 mil, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Maracaju. A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública). O DOF mantém um canal direto com o cidadão para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido. Fonte: DOF – MS

Justiça rejeita porte de arma particular para guardas municipais em PE

A Justiça Federal acolheu os argumentos da Advocacia-Geral da União (AGU) e negou o reconhecimento de direito automático ao porte de arma de fogo particular para guardas municipais em atividade, mesmo fora de serviço. O pedido constava de ação civil coletiva proposta pela Associação dos Guardas Civis Municipais de Pernambuco (AGCMPE) contra a União e o Estado de Pernambuco.   A entidade pedia a anulação dos atos administrativos federais e estaduais que restringem o porte de arma de fogo particular dos guardas municipais ativos, alegando que este direito seria automático e estaria amparado pelo Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003). Também solicitava que os entes públicos não mais instaurassem procedimentos de responsabilização e apreensão de arma particular do guarda municipal.  A AGU, por meio da Procuradoria Regional da União da 5ª Região (PRU5), com sede no Recife, contestou a ação, defendendo a improcedência do pedido.  “Os precedentes invocados não implicaram modificação quanto às exigências para o porte de armas de fogo, cuja autorização depende do atendimento aos requisitos legais”, explica o advogado da União Hermes Bezerra de Brito Júnior, do Núcleo de Assuntos Estratégicos da PRU5.   “Entre esses requisitos está, inclusive, a necessidade de que cada município tenha interesse político-institucional e celebre acordo de cooperação técnica junto à Polícia Federal, para concessão de porte funcional para a Guarda Civil Municipal”, complementa. Sem amparo legal O Estado de Pernambuco também apresentou contestação e o Ministério Público Federal opinou igualmente pela improcedência do pedido. A 21ª Vara Federal de Pernambuco julgou improcedente a ação. “A fundamentação exposta pela parte autora não convence, pois não há qualquer dispositivo legal ou regulamentar que autorize a concessão automática do direito ao porte de armas aos guardas municipais”, diz a sentença.    O magistrado menciona que o Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei nº 13.022/2014) estabelece que “aos guardas municipais é autorizado o porte de arma de fogo, conforme previsto em lei”. “Logo, não se trata de dispositivo legal dotado de eficácia imediata, pois demanda integração com outras normas legais”, afirma. Destaca ainda o disposto no Decreto nº 11.615/2023, que estabelece condições para o porte funcional, como capacitação técnica, existência de convênio do município com a Polícia Federal e mecanismos de controle interno, inexistindo base normativa para afastar tais exigências.   “Se para a concessão do porte funcional, em prol do interesse público, demanda-se do guarda municipal uma série de requisitos, como adequado treinamento, qualificação profissional e controle pelos órgãos correcionais, não se mostra crível que o porte de arma, para fins pessoais, seja um direito subjetivo decorrente do mero exercício do cargo, sem outras condições. Esta interpretação vai na contramão da política nacional de desarmamento”, reforça a sentença.      “O juízo concluiu que, à luz do Estatuto do Desarmamento e do Estatuto Geral das Guardas Municipais, o porte de armas pelos guardas municipais é tema sujeito à regulamentação, não havendo que se falar em direito subjetivo da categoria ao porte, independente das condições regulamentares”, resume o advogado da União Hermes Bezerra de Brito Júnior. Ele acrescenta que a sentença ressaltou ainda que a interpretação defendida pela associação poderia ampliar indevidamente as exceções previstas no Estatuto do Desarmamento, em descompasso com a política nacional de controle de armas.  Processo de referência: nº 0028182-72.2025.4.05.8300  Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU Fonte: Advocacia-Geral da União