Ministério da Saúde descontinua temporariamente estratégia atual de vacinação do Butantan contra dengue
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a descontinuação temporária da atual estratégia de vacinação da Butantan-DV contra dengue. Com isso, o uso do imunizante fica paralisado para investigação de eventos raros inesperados e incompatíveis com o estudo clínico feito para a aprovação da vacina. A medida, adotada por precaução e a partir de consenso entre o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorre após o registro de 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Dentre eles, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos. A identificação desses episódios foi feita pela farmacovigilância – procedimento padrão de monitoramento adotado sempre que um novo insumo desse topo passa a ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS). São eventos raros que correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio – e ainda não há resultado conclusivo sobre a correlação deles com a vacina. “Essa descontinuidade tem um objetivo. Primeiro, trata-se de uma ação de precaução que deve sempre orientar quem respeita a vida e quem respeita a ciência, ainda mais quando estamos falando de vacinação. Segundo, ela permite que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem a investigação dos casos, em especial dos óbitos registrados, para os quais ainda não há informações suficientes que permitam estabelecer uma relação de causalidade com a vacina”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A estratégia de vacinação com o imunizante do Butantan estava voltada a profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, para o público de 15 a 49 anos, de três cidades – Botucatu/SP, Maranguape/CE e Nova Lima/MG – e da região de Araguaína em Tocantins. A ação teve início em janeiro deste ano. Vigilância A identificação de sinais de alerta após a introdução de uma vacina na rede de saúde segue protocolos internacionais de farmacovigilância. Antes de ser incorporada ao SUS, a vacina Butantan-DV passou por todas as etapas de avaliação exigidas pelos órgãos reguladores, com resultados que demonstraram sua segurança e eficácia. A decisão de suspender temporariamente a aplicação do imunizante foi tomada após discussão com o Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (Ctai), instâncias compostas por representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e especialistas. Cabe destacar que a medida não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até o momento. Quem já foi imunizado permanece protegido e a vigilância epidemiológica continua a acompanhar a população vacinada. Para quem já recebeu a vacina, a orientação é observar o estado de saúde por 21 dias após a aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. A partir de agora, as equipes de saúde irão reforçar a vigilância de pacientes vacinados que apresentem sintomas de dengue, com atenção especial para o reconhecimento de sinais de alarme e de gravidade. Também deverão intensificar a notificação de casos, acionar a vigilância local e garantir o encaminhamento imediato para atendimento clínico quando necessário. Combate à dengue O Ministério da Saúde mantém todas as demais estratégias de combate à dengue em operação, com o objetivo de reduzir a circulação do vírus, prevenir casos graves, diminuir hospitalizações e evitar óbitos. Até o fim de maio deste ano, o país registrou queda de 94% no número de casos em relação ao mesmo período de 2024. Foram 365 mil casos prováveis, bem abaixo dos 5,8 milhões contabilizados no mesmo intervalo de 2024. Em relação aos óbitos, a redução foi de 97%, com registro de 178 óbitos em 2026 e ,ais de 6,3 mil em 2024. Entre as medidas estratégicas adotadas pelo Ministério da Saúde estão o fortalecimento da vigilância epidemiológica, o monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados, a identificação e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, campanhas permanentes de conscientização da população e o apoio técnico e financeiro aos estados e municípios para ações de controle vetorial. O Ministério também mantém a distribuição de inseticidas, larvicidas e equipamentos para as equipes locais de vigilância, além da capacitação contínua de profissionais de saúde para o diagnóstico precoce e o manejo adequado dos pacientes. Outra frente importante é o monitoramento laboratorial dos sorotipos circulantes do vírus da dengue, permitindo respostas mais rápidas diante do aumento da transmissão em determinadas regiões. A participação da população continua sendo fundamental para o controle da doença. A recomendação é eliminar recipientes que possam acumular água parada, manter caixas d’água devidamente fechadas, limpar calhas, descartar corretamente resíduos e permitir o acesso dos agentes de combate às endemias quando necessário. Ministério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde
Programa Cisternas transforma a vida de famílias do Semiárido com acesso à água de qualidade

O Programa Cisternas vem ampliando o acesso à água segura para consumo humano e produção de alimentos, garantindo mais segurança alimentar, saúde, dignidade e qualidade de vida às populações rurais mais vulneráveis. Desde 2023, o Governo do Brasil já entregou 121.240 cisternas. A maioria concentrada nos estados do Semiárido, mas a iniciativa também está presente na Região Amazônica – onde o modelo é adaptado à realidade local – no Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Foram contratadas ainda cerca de 190 mil cisternas e outras tecnologias de acesso à água, por meio do Novo PAC, cuja meta é chegar a 219 mil. Para alcançar esse resultado, foram aplicados R$ 1,7 bilhão em recursos federais. Um salto na retomada do programa, que registrou um período de descontinuidade entre os anos de 2019 e 2022, quando a execução registrou o número de 54,5 mil cisternas entregues e R$ 194,2 milhões em recursos pagos. Moradora de Major Izidoro, em Alagoas, Daniela Oliveira começou a se desfazer de uma quantidade variada de tambores e reservatórios improvisados que utilizava para guardar água. Ela e mais 57 famílias do município receberam cisternas de água para consumo humano, em 2025. No estado, foram entregues 3.947 tecnologias de acesso à água neste ano. Da varanda de casa, Daniela repara a mudança na paisagem a partir do portão: os galões cheios de água acomodados ao redor do terreno de casa aos poucos vão sendo esvaziados e doados. Hoje, quem ocupa lugar especial no quintal é a cisterna de 16 mil litros, devidamente instalada e acoplada ao telhado da casa, de onde a água das chuvas é captada e armazenada. “A cisterna trouxe segurança, quem não tem uma cisterna nunca sabe ao certo o nível de qualidade da água guardada de forma improvisada em casa. A cisterna trouxe dignidade, porque com ela veio a possibilidade de conquistar o ‘direito ao cotidiano’ que as pessoas, em geral têm, sem precisar depender de ninguém. Trouxe qualidade de vida, porque a água armazenada na cisterna garante saúde e bem-estar”, relatou Daniela. Os reservatórios com capacidade que variam entre 16 mil e 52 mil litros garantem a segurança e a qualidade da água armazenada para atender às necessidades básicas das pessoas, durante o período da estiagem. Na Comunidade de Sítio Bezerra, no mesmo município, Tatiane Brito é parte da rede de parceiros que constroem o Programa Cisternas. Formada em Pedagogia e em Enfermagem, a alagoana de sorriso largo se realiza em dizer que atua como Agente Comunitária de Saúde há 20 anos. Segundo ela, o Programa Cisternas é uma ação que veio para transformar a vida no município, sendo notória a diminuição da incidência de problemas de saúde, por exemplo, diarreia. Entre as atividades diárias que executa, atualmente, está o trabalho voluntário de apoio ao processo de mobilização social para a implantação das cisternas nas comunidades rurais locais. A bordo de sua moto, ela percorre o município avisando as famílias, por exemplo, quando vão chegar os técnicos mobilizadores sociais da Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil), entidade executora do Programa Cisternas junto ao Governo de Alagoas, no município de Major Izidoro e outras localidades próximas. “São famílias que precisam muito da cisterna. Com a seca prolongada, muitas dependem de carros pipa que distribuem apenas um tambor de 200 litros por semana, por família, a cada oito dias. É muito sofrido. Mas com as cisternas, essas famílias passam a conquistar dignidade. É uma bênção na vida deles”, relata a agente de saúde. Fernando Lima dos Santos, que é técnico da Carpil na região, explica que a entidade entra em contato com a prefeitura, que imediatamente indica quem são as lideranças das comunidades com potencial de serem atendidas. Entretanto, nem todas têm organizações locais. É onde o apoio de agentes de saúde é tão importante. “O conhecimento que a Tatiane tem das famílias que acompanha há tantos anos ajuda muito no trabalho de levantamento da demanda local. O resultado é repassado para a equipe da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Alagoas, que executa um convênio firmado junto ao Programa Cisternas, graças ao modelo de gestão descentralizada, construído pelo Governo do Brasil, por meio do MDS”, descreveu. O Programa Cisternas é formado por uma rede de parceiros executores, articulada e coordenada pelo Governo do Brasil, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Ascom MDS Fonte: Casa Civil
Com investimento de R$ 407,8 milhões, duplicação da BR-080 avança entre Taguatinga e Brazlândia
Uma das principais portas de saída de Brasília em direção a Goiás, a BR-080 passa por obras que vão ampliar a capacidade da rodovia e melhorar as condições de tráfego na região. Nesta segunda-feira (8), o ministro dos Transportes, George Santoro, vistoriou as obras de duplicação entre Taguatinga e Brazlândia e acompanhou de perto o andamento dos serviços executados no trecho. “A BR-080 era a última saída do Distrito Federal que ainda não era duplicada. Agora vamos começar a entregar os primeiros trechos e avançar com esse compromisso assumido pelo presidente Lula e pelo senador Renan Filho”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro. Com investimento de R$ 407,8 milhões, as obras contemplam 24,6 quilômetros de extensão, preveem a implantação de uma nova pista em concreto e integram os investimentos do Novo PAC voltados à ampliação da capacidade da malha rodoviária federal. A obra alcança cerca de 20% de execução física, com serviços em andamento nas etapas de terraplenagem, drenagem e pavimentação. Santoro também acompanhou os trabalhos na passarela em construção próxima ao Hospital de Brazlândia, que está em fase final de implantação. Iniciadas no segundo semestre de 2024, as obras têm previsão de entrega dos primeiros oito quilômetros duplicados em breve. Participaram da visita o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício Galvão, e o superintendente regional da autarquia em Goiás e no Distrito Federal, Flávio Murilo Gonçalves Prates de Oliveira. Nova etapa de duplicação Além das intervenções entre Taguatinga e Brazlândia, a duplicação da BR-080 avança em direção à divisa com Goiás. A obra beneficiará diretamente a região de Brazlândia, importante polo produtor de frutas e hortaliças. Em abril deste ano, o ministro George Santoro autorizou o início das obras de duplicação e adequação de outros 16,26 quilômetros da rodovia, entre Brazlândia e a divisa do Distrito Federal com Goiás. O investimento para essa etapa é de R$ 147,5 milhões. “Brazlândia tem uma população de cerca de 100 mil pessoas e um fluxo diário muito intenso em direção a Brasília. Além disso, a região concentra uma produção agrícola importante e recebe milhares de visitantes ao longo do ano. A duplicação vai trazer mais segurança e melhores condições de deslocamento para quem utiliza a rodovia”, concluiu Santoro. Assessoria Especial de ComunicaçãoMinistério dos Transportes Fonte: Ministério dos Transportes
Pesquisa Presidencial: Como está a disputa pelo voto em MS em junho de 2026

A pesquisa está registrada sob os números MS-06874/2026 e BR-03768/2026. O Instituto Ranking Brasil Inteligência realizou, no período de 1º a 5 de junho deste ano, junto a 2.000 moradores com 16 anos ou mais de idade, em 30 municípios de Mato Grosso do Sul, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, a 5ª pesquisa sobre as intenções de votos para presidente da República nas eleições gerais de 2026 no Estado. Espontânea Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera, com 22% das intenções de votos, seguido de perto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 19%, e pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), com 4%. Depois aparecem o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 0,8%, Augusto Cury (Avante), com 0,6%, Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,4%, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 0,2%, sendo que 1% citou outros nomes, 25,4% votariam em branco ou nulo e 27% não sabem ou não responderam. Nos levantamentos anteriores, realizados nos mesmos períodos dos meses de fevereiro, março, abril e maio, no primeiro, o ex-presidente Bolsonaro liderava, com 20,4%, seguido pelo presidente Lula, com 18,6%, por Flávio Bolsonaro, com 6%, e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 5%. Depois apareciam o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 1,6%, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 1,2%, e Zema, com 0,4%, sendo que 1% citaram outros nomes, 26% votariam em branco ou nulo e 20,8% não sabiam ou não responderam. Já no segundo, Lula liderava, com 18%, seguido por Bolsonaro, com 16,4%, Flávio, com 11%, Michelle, com 3,6%, Ratinho Jr., com 1,8%, Ciro Gomes, com 1,4%, e Zema, com 0,5%, sendo que 0,8% citaram outros nomes, 25% votariam em branco ou nulo e 21,5% não sabiam ou não responderam Enquanto no terceiro, Flávio liderava, com 20%, seguido por Lula, com 18%, Bolsonaro, com 5%, Caiado, com 0,6%, Aldo Rebelo (DC), com 0,4%, Renan Santos (Missão), com 0,2%, Zema, com 0,1%, sendo que 1,2% citou outros nomes, 26% votariam em branco ou nulo e 28,5% não sabiam ou não responderam. No quarto, Flávio liderava, com 22,4% seguido de perto por Lula, com 18,6%, por Bolsonaro, com 3%, por Caiado, com 0,8%, pelo Cabo Daciolo, com 0,6%, por Zema, com 0,4%, e por Augusto Cury, com 0,2%, sendo que 1% citou outros nomes, 25,4% votariam em branco ou nulo e 27,6% não sabiam ou não responderam. Estimulada Já na pesquisa estimulada, quando são apresentadas opções com os nomes aos eleitores, Flávio lidera, com 43% das intenções de votos, seguido por Lula, com 33%, Caiado, com 2,8%, Augusto Cury, com 1,2%, Cabo Daciolo, com 0,8%, Renan Santos, com 0,6%, Zema, com 0,2%, e Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,1%, sendo que 8% vão votar em branco ou nulo e 10,3% não sabem e não responderam. Nos levantamentos passados, no primeiro, Flávio liderava, com 35%, seguido por Lula, com 31%, Ciro Gomes (PSDB), com 4%, Ratinho Jr. (PSD), com 3,6%, Zema, com 1,2%, Aldo Rebelo, com 1%, e Renan Santos, com 0,6%, sendo que 13,4% disseram que iriam votar em branco ou nulo e 10,2% falaram que não sabiam e não responderam. Já no segundo, Flávio liderava, com 36,2%, seguido por Lula, com 30%, Ciro, com 4,4%, Ratinho Jr., com 8,4%, Zema, com 1,5%, Aldo Rabelo, com 0,8%, e Renan Santos, com 0,5%, sendo que 12,2% iriam votar em branco ou nulo e 11% não sabiam e não responderam. No terceiro, Flávio liderava, com 38%, seguido por Lula, com 32%, Caiado, com 1,4%, Aldo Rabelo, com 0,8%, Renan Santos, com 0,6%, e Zema, com 0,4%, sendo que 12% vão votar em branco ou nulo e 14,8% não sabem e não responderam. E, no quarto, Flávio liderava, com 42,6%, seguido por Lula, com 34,4%, Caiado, com 1%, Cabo Daciolo, com 0,8%, Aldo Rabelo, com 0,6%, Augusto Cury, com 0,5%, Zema, com 0,4%, e Renan Santos, com 0,2%, sendo que 9,5% vão votar em branco ou nulo e 10% não sabiam e não responderam. Rejeição estimulada No quesito rejeição estimulada, o presidente Lula é o primeiro colocado, com 33%, seguido por Flávio, com 23%, Rui Costa Pimenta, com 7%, Cabo Daciolo, com 5,2%, Caiado, com 4%, Zema, com 3,4%, e Augusto Cury, com 2%, sendo que 6% dos entrevistados votariam em branco ou nulo e 10,4% não sabem ou não responderam. Nas pesquisas anteriores, na primeira, o presidente Lula foi o primeiro colocado, com 25,5%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 18%, Ciro Gomes, com 15%, Aldo Rabelo, com 7,4%, Renan Santos, com 3,6%, Ratinho Jr., com 3%, e Zema, com 2,6%, sendo que 13,4% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo e 11,5% falaram que não sabiam ou não responderam. Já na segunda, Lula era o primeiro, com 26%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 17,6%, Ciro Gomes, com 16,5%, Aldo Rabelo, com 8%, Zema, com 4%, Ratinho Jr., com 3,4%, e Renan Santos, com 3%, sendo que 10,4% dos entrevistados votariam em branco ou nulo e 10,9% não sabiam ou não responderam. Na terceira, Lula era o primeiro colocado, com 30%, seguido por Flávio, com 20%, Aldo Rabelo, com 8,2%, Caiado, com 6,6%, Zema, com 5,4%, e Renan Santos, com 4,2%, sendo que 11% dos entrevistados votariam em branco ou nulo e 14,6% não sabiam ou não responderam. A quarta trouxe que Lula era o primeiro colocado, com 31,4%, seguido por Flávio, com 19%, Aldo Rabelo, com 6%, Zema, com 5,4%, Caiado, com 4,2%, Renan Santos, com 3,6%, Cabo Daciolo, com 3,4%, e Augusto Cury, com 2,2%, sendo que 11,8% dos entrevistados votariam em branco ou nulo e 13% não sabiam ou não responderam. Dados técnicos A pesquisa está registrada sob os números MS-06874/2026 e BR-03768/2026. Metodologia quantitativa, com a realização de entrevistas pessoais e pelo sistema CAT, utilizando questionário estruturado junto a uma amostra representativa do eleitorado do Estado de Mato Grosso do Sul.
PF realiza prisão em flagrante por crime de moeda falsa no interior de SP
Presidente Prudente/SP. A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (8/6), a prisão em flagrante de um homem por aquisição de cédulas falsas. A ação ocorreu no município de Presidente Epitácio/SP, quando o suspeito foi preso após receber encomenda via Correios contendo dez cédulas falsas de R$ 50. As informações iniciais indicam que o investigado teria adquirido as cédulas falsas por meio de negociação realizada em rede social. O indivíduo foi autuado em flagrante pela prática do crime previsto no artigo 289 do Código Penal e encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Presidente Prudente/SP. Comunicação Social da Polícia Federal em Presidente PrudenteInstagram: @pfsaopaulo Fonte: Polícia Federal
Linha Graça Aranha-Silvânia fortalece transmissão de energia no Brasil
O fortalecimento do sistema de transmissão de energia no Brasil avançou com a autorização para o início das obras da Linha de Transmissão (LT) ± 800 kV Graça Aranha – Silvânia, na última terça-feira (2/6). Considerado estratégico para ampliar o transporte de energia renovável das regiões Norte e Nordeste aos principais centros consumidores do país, o empreendimento, que passa pelos estados do Maranhão, Tocantins e Goiás, contribuirá para aumentar a segurança e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Com cerca de 1.500 km de extensão e tecnologia de corrente contínua em ultra alta tensão (± 800 kV), a linha de transmissão contribuirá para reduzir restrições no transporte de energia, aumentar a eficiência da operação do sistema elétrico e viabilizar a integração de novos empreendimentos de geração renovável à matriz energética brasileira. São estimados R$ 18 bilhões de investimentos para a execução da linha, subestações e compensadores síncronos. A implantação do empreendimento foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que emitiu a Licença de Instalação (LI) nº 1563/2026 para a linha de transmissão e suas instalações associadas, permitindo o avanço da fase de construção do projeto. O empreendimento foi considerado essencial pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para a segurança eletroenergética nacional e para o avanço da transição energética. A iniciativa fortalece a infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento da demanda por energia e ampliar a participação de fontes limpas e renováveis na matriz elétrica brasileira. A linha de transmissão irá interligar a Subestação Graça Aranha, no Maranhão, à Subestação Silvânia, em Goiás. As obras nas duas subestações já estão em andamento e integram um conjunto de investimentos voltados à ampliação da capacidade de transmissão de energia entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. Assessoria Especial de Comunicação Social – MMETelefone: (61) 2032-5759 | E-mail: imprensa@mme.gov.br Instagram ● Twitter ● Facebook ● YouTube ● Flickr ● LinkedIn Fonte: Ministério de Minas e Energia
MDS destaca papel da governança para a redução da fome em evento internacional
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) destacou, nesta segunda-feira (08.06), ações que levaram o Brasil à redução da fome e enfatizou as ações integradas envolvidas na segurança alimentar e nutricional. As explanações foram feitas pela secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, durante o workshop “Governança para Segurança Alimentar e Nutricional (SAN): Desafios na América Latina e no Caribe”, organizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No Brasil, segundo a secretária, a integração das políticas públicas de SAN e a coordenação interfederativa foram consolidadas com a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), instituído pela Lei nº 11.346/2006, conhecida como Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan). O sistema, que completa 20 anos em 2026, articula governos federal, estaduais e municipais e a sociedade civil na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas voltadas à garantia do direito humano à alimentação adequada. No evento, Valéria Burity lembrou que, após um período de desestruturação da governança nacional da segurança alimentar e nutricional, o Governo do Brasil retomou, a partir de 2023, as principais instâncias do Sisan, com a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), a reativação da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) e a realização das conferências nacionais. Esse processo fortaleceu a coordenação das políticas públicas voltadas ao combate à fome e à promoção do direito humano à alimentação adequada. Nesse contexto, foram elaborados o Plano Brasil Sem Fome, com o objetivo de retirar o país do Mapa da Fome, e o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan), principal instrumento de planejamento, gestão e execução da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN). O plano parte do entendimento de que a superação da fome e a garantia do direito à alimentação exigem ações permanentes e articuladas, voltadas não apenas ao enfrentamento de seus efeitos imediatos, mas também de suas causas estruturais. Para isso, reconhece a insegurança alimentar e nutricional como um fenômeno complexo, resultante de múltiplos fatores socioeconômicos e ambientais, que demandam respostas integradas. “Com isso, reduzimos a fome. Saímos de 33 milhões de pessoas nessa situação e hoje são cerca de 6 milhões. Estamos falando de mais de 26 milhões de pessoas que deixaram a condição de fome. Também reduzimos a fome nos lares chefiados por mulheres, entre a população negra, no meio rural e entre crianças e adolescentes. Conseguimos resultados expressivos. Além disso, aumentamos o número de pessoas que hoje podem adquirir uma alimentação saudável. São resultados muito significativos para um período de apenas dois anos”, destacou. A secretária também ressaltou que a segurança alimentar e nutricional precisa permanecer no centro da agenda política do país, mesmo após a saída do Brasil do Mapa da Fome. Segundo ela, essa conquista não representa o fim dos desafios, mas reforça a necessidade de consolidar e aprofundar políticas públicas capazes de alcançar a população que ainda vive em situação de insegurança alimentar e nutricional. Nesse sentido, foi elaborado o Protocolo Brasil Sem Fome, uma estratégia voltada à identificação e ao atendimento direto das pessoas que permanecem em situação de fome, com foco nos territórios que concentram o maior número de domicílios nessa condição. O protocolo busca fortalecer a atuação integrada do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), promovendo a identificação, o atendimento e o acompanhamento contínuo de famílias em risco de insegurança alimentar e nutricional. O evento O evento é organizado pela FAO para a América Latina e o Caribe e acontece concomitantemente ao Encontro da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional +2. O objetivo do workshop é discutir como diferentes países da região estão estruturando sua governança em segurança alimentar e nutricional, além de promover o intercâmbio de experiências. Participaram do primeiro dia representantes do Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Paraguai, Peru e República Dominicana. Assessoria de Comunicação – MDS Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Vereadores conhecem projeto que cria Laboratórios Públicos de Inovação e fortalece gestão inteligente em Ponta Porã
Proposta institui ambiente de inovação, cria Data Lake Municipal e amplia cooperação transfronteiriça com foco em políticas públicas Os vereadores de Ponta Porã conheceram em detalhes, durante reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 08, no gabinete da presidência da Câmara Municipal, o Projeto de Lei nº 012/2026, que propõe a criação dos Laboratórios Públicos de Inovação e do Data Lake Municipal de Ponta Porã (DLM-PP). A apresentação foi conduzida pela secretária municipal de Governo, Paula Consalter Campos, que detalhou os principais pontos da iniciativa considerada estratégica para a modernização da administração pública municipal. Conforme informou o presidente da Câmara, vereador Jelson Bernabé, a proposta será apreciada pelos parlamentares durante a sessão ordinária desta terça-feira, dia 9, e representa um importante avanço na construção de políticas públicas baseadas em inovação, tecnologia, integração institucional e gestão de dados. O projeto está vinculado à Lei Municipal nº 4.708/2025 e estabelece mecanismos para o desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas à melhoria dos serviços públicos, além de regulamentar a cooperação institucional, binacional e internacional para transferência de dados pessoais em contexto transfronteiriço. De acordo com a proposta, os Laboratórios Públicos de Inovação funcionarão como ambientes especializados na experimentação, prototipagem, testes, validação e implementação de novas soluções para desafios enfrentados pela gestão pública. A iniciativa permitirá que diferentes áreas da administração municipal desenvolvam projetos inovadores com foco na eficiência, transparência e melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. Outro eixo central do projeto é a criação do Data Lake Municipal, uma plataforma destinada à integração e organização de dados estratégicos do município, permitindo análises mais precisas e subsidiando a tomada de decisões governamentais baseadas em evidências. A proposta também reconhece as características únicas de Ponta Porã como cidade de fronteira, estabelecendo instrumentos voltados ao fortalecimento das chamadas políticas públicas transfronteiriças. O texto prevê a ampliação da cooperação entre instituições brasileiras e paraguaias, especialmente com Pedro Juan Caballero e o Departamento de Amambay, promovendo ações conjuntas em áreas como saúde, educação, desenvolvimento social, mobilidade urbana e segurança. Entre os conceitos inovadores contemplados pelo projeto estão a mediação intercultural, que visa facilitar o acesso aos serviços públicos em um ambiente marcado pela diversidade linguística e cultural da fronteira; os itinerários terapêuticos binacionais, voltados ao planejamento integrado da saúde pública; e estratégias de apoio territorial na atenção primária à saúde para populações migrantes, indígenas e em situação de vulnerabilidade. A proposta ainda incorpora conceitos modernos relacionados à saúde transfronteiriça e à relação entre saúde pública e mudanças climáticas, alinhando o município às diretrizes nacionais de adaptação climática e proteção das populações mais vulneráveis. Durante a reunião, os vereadores puderam esclarecer dúvidas e conhecer os impactos práticos da iniciativa para o futuro da gestão pública municipal. Segundo a equipe técnica da Prefeitura, a criação dos Laboratórios Públicos de Inovação permitirá que Ponta Porã se consolide como referência nacional em governança inteligente, especialmente em regiões de fronteira. O presidente da Câmara destacou a importância do diálogo entre Executivo e Legislativo na construção de políticas públicas inovadoras, ressaltando que o projeto representa uma ferramenta moderna para impulsionar o desenvolvimento sustentável, a integração regional e a melhoria dos serviços oferecidos à população. Caso aprovado, o novo marco legal colocará Ponta Porã entre os municípios pioneiros do país na utilização estruturada de laboratórios de inovação governamental e sistemas integrados de inteligência de dados para planejamento e execução de políticas públicas.
Pesquisa para Governador: Veja os números de junho na disputa pelo comando de MS

A pesquisa está registrada sob os números MS-06874/2026 e BR-03768/2026. O Instituto Ranking Brasil Inteligência realizou, no período de 1º a 5 de junho deste ano, junto a 2.000 moradores com 16 anos ou mais de idade, em 30 municípios de Mato Grosso do Sul, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, a 5ª pesquisa sobre as intenções de votos para governador nas eleições gerais de 2026 no Estado. Espontânea Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, o governador Eduardo Riedel (PP), lidera, com 24% das intenções de votos, seguido pelo ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com 9%, e pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 4%. Mais atrás aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 2%, Renato Gomes (DC), com 1%, Jefferson Bezerra (AGIR), com 0,6%, e Lucien Rezende (PSOL), com 0,4%, sendo que 1% citou outros nomes, 21% votariam em branco ou nulo e 37% não sabem ou não responderam. No levantamento anterior, realizado no mesmo período de maio, Riedel liderava, com 23,4%, seguido por Fábio Trad, com 9%, e por Catan, com 3,6%, enquanto mais atrás apareciam Delcídio, com 2%, Renato Gomes, com 1%, Jefferson Bezerra, com 0,8%, e Lucien Rezende, com 0,4%, sendo que 1% citou outros nomes, 22% votariam em branco ou nulo e 36,8% não sabiam ou não responderam. Estimulada Já na pesquisa estimulada, quando são apresentadas opções com os nomes aos eleitores, Riedel ainda lidera, com 46% das intenções de votos, seguido por Fábio Trad, com 20,4%, Catan, com 9%, Delcídio, com 4%, Renato Gomes, com 2,6%, Jefferson Bezerra, com 1%, e Lucien Rezende, com 1%, sendo que 7% vão votar em branco ou nulo e 9% não sabem ou não responderam. Nas pesquisas estimuladas anteriores, na primeira, Riedel liderava, com 42%, seguido por Fábio, com 19,4%, Catan, com 10%, Delcídio, com 6,2%, Renato Gomes, com 2,2%, Jefferson Bezerra, com 1,6%, e Lucien Rezende, com 0,6%, sendo que 8% iriam votar em branco ou nulo e 10% não sabiam ou não responderam. Na segunda, Riedel também liderava, com 44,2%, seguido por Fábio Trad, com 20%, Catan, com 9,6%, Delcídio, com 6,6%, Renato Gomes, com 3,8%, Jefferson Bezerra, com 1,6%, e Lucien Rezende, com 0,8%, sendo que 7% iriam votar em branco ou nulo e 6,4% não sabiam ou não responderam. Rejeição estimulada No quesito rejeição estimulada, Delcídio é o primeiro colocado, com 15%, seguido Lucien Rezende, com 13%, Fábio Trad, com 12%, Catan, com 8,8%, Riedel, com 7,6%, Renato Gomes, com 6%, e Jefferson Bezerra, com 5%, sendo que 14% dos entrevistados votariam em branco ou nulo e 18,6% não sabem ou não responderam. Nas pesquisas anteriores, na primeira, Delcídio foi o primeiro colocado, com 16,4%, seguido Lucien, com 14,6%, Fábio, com 12,8%, Catan, com 10%, Riedel, com 8%, Renato, com 6,2%, e Jefferson, com 4%, sendo que 13% dos entrevistados votariam em branco ou nulo e 17% não sabiam ou não responderam. Já na segunda, Delcídio também era o primeiro colocado, com 15,6%, seguido por Fábio, com 13,4%, Lucien Rezende, com 11,6%, Catan, com 9,2%, Riedel, com 8,6%, Jefferson Bezerra, com 6,4%, e Renato Gomes, com 5,2%, sendo que 14% dos entrevistados votariam em branco ou nulo e 16% não sabiam ou não responderam. Dados técnicos A pesquisa está registrada sob os números MS-06874/2026 e BR-03768/2026. Metodologia quantitativa, com a realização de entrevistas pessoais e pelo sistema CAT, utilizando questionário estruturado junto a uma amostra representativa do eleitorado do Estado de Mato Grosso do Sul. Fonte: RANKING BRASIL INTELIGÊNCIA
Podcast sobre o Novo Acordo do Rio Doce lança segundo episódio e aborda a participação social na reparação
O Governo do Brasil, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lançou o segundo episódio do podcast Horizontes do Rio Doce. A audiossérie detalha como funciona o novo acordo firmado no final de 2024 para reparar os danos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão. O segundo dos oito episódios já pode ser acessado nas plataformas Spotify e Deezer. Ele explica como vem ocorrendo a participação social dentro da nova governança que foi instituída. Participam como convidados o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos; a gerente operacional do Fundo Rio Doce do BNDES, Shanna Lima; a agricultora familiar Conceição de Pádua e o garimpeiro tradicional Sérgio Papagaio. TRANSPARÊNCIAO podcast busca ampliar o conhecimento sobre os novos rumos do processo reparatório entre as populações dos territórios atingidos, bem como dar transparência à condução das ações e aos resultados obtidos. O conteúdo também contribui para disseminar informações entre formuladores de políticas públicas nos municípios envolvidos, profissionais da área socioambiental, pesquisadores de universidades, jornalistas etc. “Além de repassar os recursos para a execução das medidas previstas no Novo Acordo, o BNDES tem a responsabilidade de tornar públicas as informações sobre sua implementação. O podcast surge como um instrumento de transparência e prestação de contas, reunindo conteúdos qualificados sobre as liberações realizadas, sobre as ações em curso e sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados ao longo da reparação”, disse Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce. Petula Ponciano, secretária adjunta da Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, destaca a importância da disseminação de informações verificadas e contextualizadas sobre as iniciativas em andamento. “O processo de reparação envolve uma série de ações complexas, executadas por diferentes instituições. O podcast foi concebido para traduzir esse universo em uma linguagem compreensível, permitindo que o ouvinte entenda como os recursos são aplicados. A comunicação clara é um componente fundamental para a garantia da efetiva reparação”. NOVO ACORDO DO RIO DOCEO rompimento da barragem, que integrava um complexo da mineradora Samarco em Mariana (MG), aconteceu em novembro de 2015. Na ocasião, os rejeitos de mineração escoaram pela bacia do Rio Doce e alcançaram o mar, gerando uma série de danos em Minas Gerais e no Espírito Santo. Assinado em 2024, o Novo Acordo do Rio Doce foi desenhado para trazer soluções definitivas para as populações atingidas, superando as dificuldades enfrentadas no modelo de reparação anterior. Ele prevê um conjunto de projetos que englobam ações em 38 municípios mineiros e 11 capixabas. A Fundação Renova, organização de direito privado que havia sido criada para executar as ações reparatórias no modelo anterior, foi extinta. A nova governança deu maior protagonismo ao Poder Público e às comunidades atingidas. A Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton deverão desembolsar R$ 100 bilhões ao longo de 20 anos. São recursos novos, dos quais R$ 49,1 bilhões envolvem ações que ficaram sob a responsabilidade da União e devem ser aportados no Fundo Rio Doce, que é gerido pelo BNDES. Conforme explica o segundo episódio do podcast, dos recursos aportados no Fundo Rio Doce, são reservados R$ 5 bilhões para Fundo de Participação Social. Esse montante se destina à gestão e ao custeio de projetos de deliberação direta das comunidades afetadas. A garantia desses recursos busca atender uma demanda antiga das populações atingidas, que sempre se queixaram da impossibilidade de participação em instâncias decisórias do processo de reparação. O novo acordo estabelece que os critérios para escolha desses projetos são definidos pelo Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, que é presidido pela Secretaria-Geral da Presidência da República e conta com 36 membros titulares. A composição é paritária: 50% dos membros correspondem à representação governamental; e 50% à sociedade civil. Até o momento, já foram lançadas uma chamada pública conduzida pelo BNDES e um edital operacionalizado pela Fundação Banco do Brasil, que juntos somam R$ 450 milhões. HORIZONTES DO RIO DOCEO podcast é apresentado por Macau, com roteiro de Brivia e produção de Loop Reclame. Os episódios buscam apresentar diferentes pontos de vista, ouvindo não apenas autoridades e gestores, mas também lideranças locais, atingidos e técnicos envolvidos na execução dos projetos. O primeiro deles, lançado no dia 22 de maio, buscou explicar os objetivos do Novo Acordo e sua governança, demarcando as diferenças em relação ao modelo anterior. Os outros seis que ainda serão lançados tratarão dos seguintes temas: Programa de Transferência de Renda (PTR), saúde e assistência às comunidades, assistência social, assessorias técnicas independentes (ATIs), a voz dos territórios, e transparência e monitoramento. Ouça o podcast Horizontes do Rio Doce (Spotify) Ouça o podcast Horizontes do Rio Doce (Deezer) Fonte: Casa Civil