Rede Alyne amplia assistência materno-infantil e fortalece serviços especializados em MS

Nova estratégia do Ministério da Saúde prevê ampliação do cuidado humanizado, novos serviços e reforço financeiro para qualificar a rede materna e neonatal no Estado Mato Grosso do Sul avança na implantação da Rede Alyne, estratégia nacional do Ministério da Saúde que substitui e amplia a antiga Rede Cegonha, com foco na qualificação da assistência materna e infantil. A proposta prevê novos serviços especializados, ampliação do financiamento e fortalecimento da atenção humanizada à gestante, puérpera, recém-nascido e criança em todas as regiões do Estado. A iniciativa surge como resposta aos desafios persistentes relacionados à mortalidade materna e neonatal no país e propõe uma reorganização da rede de cuidados, com integração entre atenção primária, maternidades, ambulatórios especializados e serviços neonatais. Novos serviços e ampliação da rede Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) elaborou, junto aos municípios, o PAR (Plano de Ação Regional) da Rede Alyne, documento que reúne as necessidades regionais e as propostas de habilitação dos novos serviços. Entre as habilitações já aprovadas pelo Ministério da Saúde estão a AGPAR (Ambulatórios especializados para gestação e puerpério de alto risco) em Campo Grande, Dourados, Jardim e Três Lagoas. Os serviços terão atuação multiprofissional e serão referência para acompanhamento de gestantes com maior risco de complicações, fortalecendo a prevenção de óbitos maternos e complicações na gestação. Também foram aprovados ambulatórios de seguimento para recém-nascidos e crianças egressas de unidades neonatais em Aquidauana, Jardim, Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas. A proposta é garantir acompanhamento especializado após a alta hospitalar, contribuindo para o desenvolvimento infantil e o cuidado contínuo das crianças de maior vulnerabilidade. Outro avanço previsto é a implantação de Centros de Parto Normal intra-hospitalares em Sidrolândia, Dourados e Três Lagoas. Os espaços são voltados ao atendimento humanizado de gestantes de baixo risco, com incentivo ao parto normal e redução de intervenções desnecessárias. Segundo a gerente da Rede Alyne em Mato Grosso do Sul, Helena Chulli Vieira, a implantação da estratégia representa um avanço importante na organização da assistência materno-infantil no Estado. “A Rede Alyne fortalece uma linha de cuidado mais integrada, humanizada e regionalizada. O objetivo é garantir que mulheres e crianças tenham acesso a um atendimento mais qualificado, desde o pré-natal até o acompanhamento da criança após o nascimento, respeitando as necessidades de cada território”, destaca. Mais recursos e fortalecimento da assistência A Rede Alyne também traz atualização dos valores de financiamento de diversos componentes da rede materno-infantil, incluindo leitos de UTI neonatal, unidades intermediárias neonatais, leitos de gestação de alto risco, bancos de leite humano e casas de apoio para gestantes, bebês e puérperas. Entre as mudanças está o aumento do incentivo para exames de pré-natal, que passa de R$ 55 para R$ 144,35 por gestante acompanhada, além da inclusão de novos exames e testes rápidos. O programa prevê ainda ampliação do acesso ao ultrassom obstétrico e fortalecimento do cuidado neonatal, especialmente para recém-nascidos prematuros e de baixo peso. A estratégia inclui também financiamento para transporte inter-hospitalar especializado e fortalecimento dos complexos reguladores, com foco em atendimentos obstétricos e neonatais de urgência, garantindo maior agilidade e segurança nas transferências. Para a coordenadora da Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, os investimentos representam um reforço importante para os municípios e para a assistência prestada às famílias. “Além da ampliação dos serviços especializados, a Rede Alyne traz um olhar voltado para a qualidade do cuidado, para a redução das desigualdades e para o fortalecimento do atendimento humanizado. É uma estratégia que amplia o acesso e melhora a assistência em diferentes regiões do Estado”, afirma. Cuidado humanizado e redução das desigualdades Além da ampliação estrutural, a Rede Alyne reforça a humanização da assistência e o enfrentamento das desigualdades regionais e étnico-raciais relacionadas à mortalidade materna e infantil. A proposta prevê cuidado contínuo durante toda a gestação, parto, puerpério e primeira infância, com integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde. O modelo também fortalece estratégias já consolidadas no SUS (Sistema Único de Saúde), como o Método Canguru, os bancos de leite humano, o acompanhamento multiprofissional e o monitoramento de indicadores de qualidade da assistência. Atualmente, a SES segue orientando e incentivando os municípios a concluírem os processos de habilitação no SAIPS (Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde), etapa necessária para formalização dos serviços e recebimento dos recursos federais. André Lima, Comunicação SES Fotos: Bruno Rezende/Arquivo SES Fonte: Governo MS
Operação apreende produtos falsificados em duas lojas de Campo Grande

Uma operação conjunta da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e do Procon de Mato Grosso do Sul apreendeu, na terça-feira (9), mais de 160 volumes, entre caixas e sacos, de produtos com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande. Duas pessoas foram detidas, e os itens serão encaminhados à Receita Federal. As equipes foram até os locais após o registro de denúncias por parte de representantes de marcas comerciais e de consumidores. Dentre os itens apreendidos estão carregadores e capas de celular, fones de ouvido, caixas de som, controles de videogame, pen drives, ferramentas elétricas, copos térmicos, mochilas e brinquedos de marcas registradas. Também foram recolhidas 47 cartelas de adesivos que eram aplicados nos produtos, além de embalagens utilizadas para simular as características de itens originais. Em uma das lojas, houve a apreensão de 15 unidades de cigarros eletrônicos, que têm a venda proibida no Brasil. Titular da Decon, o delegado Wilton Vilas Boas de Paula ressaltou que a ação conjunta visa combater os crimes contra as relações de consumo e a sonegação fiscal. “A maioria desses produtos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população”. Peritos criminais documentaram a exposição das mercadorias à venda. Fiscais do Procon emitiram autos de infração por produtos expostos sem a devida precificação, ausência de exemplar do CDC (Código de Defesa do Consumidor) e comércio de produtos com indícios de contrafação, quando se utiliza marca comercial ou logotipo idêntico ou de difícil distinção em relação aos originais. O prazo para a apresentação de defesa, no processo administrativo, é de 20 dias. Já na esfera criminal, duas pessoas foram detidas, e o caso segue em investigação. Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto de capa: Divulgação/Procon/MSFotos da Galeria: Kleber Clajus/Procon/MS Fonte: Governo MS
Acordo fortalece retomada de obras em educação e saúde
O Ministério da Educação (MEC) firmou um acordo de cooperação técnica (ACT), na terça-feira, 9 de junho, para identificar e buscar soluções para obras públicas paralisadas por decisões judiciais ou administrativas, com prioridade para empreendimentos das áreas de educação e saúde. A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini. O acordo foi celebrado entre o MEC, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). Segundo o ministro Leonardo Barchini, o acordo contribuirá para superar obstáculos que ainda impedem a retomada de parte das obras da educação em todo o país. “Em 2022, havia 5,6 mil obras paradas na educação. Desse total, nós conseguimos retomar 3.784 e já entregamos mais de 700 obras. Mas ainda ficaram, por conta dessas decisões judiciais e administrativas, quase 2 mil obras sem andamento. Portanto, esse acordo é uma grande notícia. Estaremos à disposição para sanar todos esses problemas, para que a gente não perca os investimentos que fez nessas infraestruturas”, explicou. A iniciativa prevê o compartilhamento de informações e dados entre os órgãos participantes, além da articulação entre órgãos de controle e gestores públicos. O ACT também contempla o desenvolvimento de instrumentos de monitoramento e a adoção de ações coordenadas voltadas à retomada das obras paralisadas. Para o MEC, o acordo tem relevância especial em razão do volume de obras educacionais paralisadas ou com dificuldades de execução em todo o país, como creches, escolas e unidades de educação profissional e superior. A cooperação está alinhada aos esforços do governo federal para a retomada e a conclusão de obras estratégicas no contexto do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e com a atuação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em programas como o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação. A expectativa é que a atuação conjunta dos órgãos envolvidos contribua para a identificação de entraves, a priorização de empreendimentos e a construção de soluções que viabilizem a continuidade das obras. Participantes – Além do ministro Barchini, participaram da celebração do acordo o presidente do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin; o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho; o procurador-geral da República e presidente do CNMP, Paulo Gonet Branco; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o presidente da OAB, Beto Simonetti; e o presidente da Atricon, Edilson de Sousa Silva. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) Fonte: Ministério da Educação
Com apoio do Projeto Captura, polícia prende foragido investigado por roubos e furtos de veículos
Rio de Janeiro, 9/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Projeto Captura, apoiou ação que resultou na prisão de um foragido da Justiça investigado por integrar organização criminosa envolvida em roubos, furtos e receptação de veículos nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A operação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ), nesta terça-feira (9), em articulação com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu o foragido da Justiça Mario Sergio Junqueira no bairro de Campo Grande. Ele estava com mandado de prisão em aberto em Minas Gerais pelos crimes de roubo, tráfico de drogas, receptação, posse de arma de fogo, uso de documento falso, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e resistência. O preso estava morando no Rio de Janeiro há três anos e usava o nome falso de Diogo Matarazzo. O investigado, de 40 anos, atuava encomendando veículos a criminosos especializados em roubos e furtos, com pagamentos que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil por veículo. Depois, os veículos eram adulterados e revendidos. Ele também é investigado por ser um dos principais responsáveis pelo aumento dos roubos de veículos na região de Poços de Caldas (MG), especialmente de caminhonetes de grande porte. Histórico criminal Em decorrência das investigações conduzidas em Minas Gerais, o suspeito mudou-se para o estado de São Paulo, onde passou a utilizar identidade falsa. Naquele estado, foi preso pelos crimes de roubo, clonagem de veículos e tráfico de drogas. Em 2022, fugiu da Penitenciária de Araraquara (SP). Após a fuga, transferiu-se para o estado do Rio de Janeiro, onde voltou a utilizar identidade falsa e manteve a atuação criminosa, sendo responsável por encomendar veículos subtraídos em Minas Gerais, que eram posteriormente enviados para o território fluminense. O investigado é considerado de altíssima periculosidade e possui condenações que somam 40 anos de prisão. Informações obtidas durante as investigações indicam que ele mantém ligação com uma facção criminosa. Além disso, o investigado mantinha um padrão de vida elevado utilizando identidade falsa, possuindo empresa formalmente registrada em nome fraudulento e até mesmo uma filha registrada sob a identidade falsa utilizada por ele. A ação policial contou com o apoio do Projeto Captura, força-tarefa voltada ao apoio aos estados na localização e prisão de foragidos da Justiça. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública
Planta carnívora rara reaparece após 80 anos, no Nordeste
Pesquisadores registraram pela primeira vez no Nordeste brasileiro a Utricularia warmingii, uma espécie rara de planta carnívora aquática. Sem ser vista há mais de 80 anos, a planta foi encontrada em uma área alagada conhecida como Lagoa do Bode, no município de Campo Maior (PI). O achado de 2023 foi incluído em uma pesquisa publicada na última edição da revista científica Kew Bulletin, um dos principais periódicos da área. O estudo foi liderado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com a participação do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Para o professor da UFPI e líder da pesquisa, Francisco Ernandes Leite, o registro da planta carnívora no estado acende um alerta para a proteção das áreas úmidas. “Essa descoberta mostra que a espécie vive e sobrevive em regiões em que nunca haviam sido vistas e prova que podemos encontrá-la em tantos outros lugares”, afirma. Leite explica que planta tem, geralmente, uma única flor branca, com centro amarelado e uma mancha amarela avermelhada. “Ela não tem raízes verdadeiras, então tem vida livre, se deslocando pela água. O que mais chama a atenção é que ela tem pequenas estruturas chamadas utrículos, que funcionam como armadilhas muito rápidas, capazes de capturar micro-organismos, como microcrustáceos, larvas de mosquitos, para alimentá-la”, explica o biólogo botânico. Ainda que possa ser encontrada em alguns países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia e Venezuela, os registros da espécie são raros e espaçados. No Brasil, ela já foi vista no Pantanal e em áreas do Sudeste, mas algumas dessas populações podem ter desaparecido ao longo do tempo. Em São Paulo (SP), por exemplo, a planta carnívora foi encontrada pela última vez em 1939, o que sugere uma possível extinção local. “O fato de ela não existir mais nessas áreas, que eram os únicos pontos onde a gente tinha a ocorrência conhecida na Mata Atlântica, nos leva a sugerir potencialmente que essa espécie pode estar extinta no bioma, justamente por conta das transformações no habitat”, afirma o pesquisador do INMA e colaborador no estudo Paulo Gonella. No Brasil, os registros indicam que as populações da espécie estão separadas por grandes distâncias e ocupam cerca de 36 km². A recente descoberta fez com que os especialistas reavaliassem o risco de extinção da planta, que agora passa a ser classificada como Em Perigo. “Espécies como Utricularia warmingii podem ter distribuição geográfica ampla no mapa, mas na prática ocupam apenas pequenos fragmentos de habitat. Isso as torna especialmente vulneráveis à perda de áreas úmidas”, explica Gonella. Isso ocorre porque as lagoas rasas e áreas alagadas temporárias onde a espécie ocorre estão entre os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Essas áreas são ameaçadas especialmente por mudança no regime de cheias, expansão agropecuária, uso de fertilizantes, introdução de espécies invasoras e alteração na paisagem. A soma desses cenários leva a redução das chances de recolonização natural, caso a população desapareça, aumentando o risco de extinção regional. “Esse caso também mostra como ainda conhecemos pouco a flora de várias regiões do país. Áreas como o interior do Nordeste permanecem sub amostradas, e novos estudos podem revelar espécies raras ou populações ainda desconhecidas”, finaliza o pesquisador do instituto. Além da UFPI e do INMA, também colaboraram na pesquisa a Universidade Federal de Mato Grosso do sul (UFMS), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade estadual do Piauí (Uespi) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Ponte sobre o Rio Miranda será interditada na próxima segunda para avanço da obra na MS-345
Quem vai de Campo Grande para Bonito ou circula pela região de Águas do Miranda deve se programar com antecedência. A ponte sobre o Rio Miranda, na rodovia estadual MS-345, ficará totalmente interditada das 13h de segunda-feira, 15 de junho, até as 7h de terça-feira, 16 de junho, para a execução de concretagem dos reforços estruturais da obra de recuperação da travessia. A interrupção temporária é necessária para garantir a segurança dos usuários e permitir a execução adequada dos serviços, já que esse tipo de intervenção exige paralisação total do tráfego durante o período de cura e estabilização do concreto. Durante esse intervalo, o trânsito será completamente bloqueado na ponte. Para quem segue de Campo Grande para Bonito, a rota alternativa recomendada é pela rodovia MS-178, no acesso por Guia Lopes da Laguna. A obra de recuperação estrutural da ponte foi iniciada pelo Governo de Mato Grosso do Sul e é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com investimento de R$ 3.309.408,68. A intervenção inclui o recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade da ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da pavimentação da rodovia. A estrutura é considerada estratégica para a mobilidade da região, atendendo moradores, produtores rurais e o fluxo turístico em direção a Bonito. Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, a obra foi planejada para recuperar completamente a estrutura e adequá-la à demanda atual da região. “É uma recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos. Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”, afirmou. Após o período de interdição total, a ponte voltará a operar com as restrições já adotadas no trecho: sistema pare e siga, tráfego em meia pista e circulação limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de até 10 toneladas, sendo permitida a passagem de um veículo por vez. A Agesul reforça a orientação para que motoristas e transportadores acompanhem os avisos oficiais e programem os deslocamentos com antecedência para evitar transtornos. Luciana Bomfim, Comunicação Seilog Foto: Arquivo Agesul Fonte: Governo MS
Brasil apresenta diversidade de produtos agroalimentares na Thaifex Anuga Asia 2026
O Brasil marcou presença na Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok, na Tailândia, apresentando ao mercado asiático a diversidade e a qualidade dos produtos agroalimentares nacionais. A participação brasileira reforçou a estratégia de promoção comercial do agronegócio e de ampliação da presença de produtos de maior valor agregado em mercados internacionais. Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Pavilhão Brasil reuniu 14 empresas brasileiras, que apresentaram ao público uma ampla variedade de produtos, incluindo café, pão de queijo, açaí, vinhos, castanhas, carnes, coco, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks. A participação na feira permitiu às empresas brasileiras ampliar contatos comerciais, prospectar novos clientes e fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e bebidas de qualidade. Considerada a principal feira de alimentos e bebidas da Ásia, a Thaifex Anuga Asia 2026 reuniu 3.590 expositores de 56 países e atraiu mais de 90 mil visitantes profissionais de mais de 140 países. O evento é reconhecido como uma das mais importantes plataformas internacionais para promoção de produtos agroalimentares, geração de negócios e identificação de tendências do setor. Ao longo da feira, o Pavilhão Brasil destacou a diversidade da produção agroalimentar brasileira e a capacidade do país de atender diferentes perfis de consumidores, combinando qualidade, sustentabilidade, inovação e competitividade. A participação brasileira na Thaifex Anuga Asia 2026 reforça os esforços do governo brasileiro para ampliar mercados, diversificar a pauta exportadora e fortalecer a presença dos produtos agroalimentares nacionais em regiões estratégicas, como o Sudeste Asiático. Informações à imprensaimprensa@agro.gov.br Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária
CGU e PF investigam fraudes em investimentos ligados a incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus
A Controladoria-Geral da União (CGU), em ação conjunta com a Polícia Federal (PF) realiza, nesta quarta-feira (10/06), a Operação Cruciatus, com o objetivo de reprimir possíveis fraudes na aplicação de investimentos que deveriam ser destinados a startups na região amazônica. Os recursos são contrapartidas previstas na Lei nº 8.387/1991, que devem ser cumpridas por empresas cadastradas na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para que tenham direito a isenções fiscais concedidas a partir da mesma norma. As investigações tiveram início a partir de auditorias realizadas pela CGU, que identificaram indícios de desvios e irregularidades na aplicação de recursos que deveriam fomentar atividades econômicas na Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima) e no estado do Amapá, mas estariam sendo direcionados a outras localidades. A apuração também indicou que empresas utilizadas para captação dos recursos não possuíam estrutura operacional compatível com os investimentos recebidos. A operação investiga ainda possíveis conflitos de interesses entre agentes envolvidos na política de investimento, incluindo aplicações em empresas com sócios em comum com as investidoras e gestão realizada por pessoas jurídicas interpostas, prática comumente utilizada para ocultar os reais proprietários de um empreendimento. Além disso, CGU e PF apuram indícios de triangulação de investimentos, mecanismo pelo qual os valores retornariam ao próprio aplicador, sem gerar desenvolvimento econômico para a região que deveria ser beneficiada. São cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Santana de Parnaíba, na região metropolitana da capital paulista, e medida cautelar de bloqueio de aproximadamente R$ 144 milhões dos suspeitos. Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional e a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Como denunciar A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do sistema. A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”. O cadastro deve seguir as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, marque a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, inclua o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi realizada. Fonte: Controladoria-Geral da União
Videocast ‘Turistando’ debate acolhimento e inclusão de viajantes neurodivergentes
Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos). O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio. O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área. Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES). Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora. Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante. Com o novo Guia, hotéis, restaurantes e prestadores de serviços de todo o Brasil ganham um aliado prático para instruir suas equipes no dia a dia. Clique AQUI e confira o episódio completo do “Turistando”. A conversa também está disponível no Spotify! O Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes pode ser baixado neste link. Por Bárbara MagalhãesAssessoria de Comunicação do Ministério do Turismo Fonte: Ministério do Turismo
PF e Febraban realizam Workshop Tentáculos para fortalecer combate a fraudes bancárias eletrônicas
Brasília/DF. A Polícia Federal e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) abriram, nesta terça-feira (10/6), em Brasília/DF, o Workshop Tentáculos, evento voltado ao fortalecimento da cooperação entre instituições públicas e o setor financeiro no enfrentamento às fraudes bancárias eletrônicas, aos golpes digitais e aos crimes cibernéticos. A programação segue até quinta-feira (12/6). Esse evento anual é promovido pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER), sob a coordenação da Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas, em parceria com a Febraban. A abertura contou com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; do diretor da DCIBER, Otávio Margonari Russo; do presidente da Febraban, Isaac Sidney; e do diretor de Serviços e Segurança da Febraban, Raphael Mielle. Em suas considerações, Andrei Rodrigues destacou que o evento simboliza a importância da cooperação entre o Estado e a iniciativa privada no enfrentamento ao crime organizado no ambiente cibernético. “Hoje, estamos diante de estruturas criminosas altamente organizadas, transnacionais e com elevada capacidade tecnológica. São organizações que operam em rede, exploram vulnerabilidades digitais, movimentam valores milionários e causam prejuízos significativos não apenas às instituições financeiras, mas, principalmente, à sociedade brasileira. Nesse cenário, a atuação estatal isolada não é suficiente. O enfrentamento qualificado desse fenômeno exige integração inteligente”, destacou o diretor-geral ao fazer referência ao Projeto Tentáculos. O presidente da Febraban, Isaac Sidney, também pontou a importância do Workshop como um ativo estratégico para a proteção da população e do Sistema Financeiro Nacional. Segundo ele, a iniciativa contribui para o enfrentamento coordenado das fraudes bancárias eletrônicas: “existe um bastidor técnico profundo da Polícia Federal e da indústria financeira trabalhando no dia a dia”. O Workshop reúne policiais federais e civis, além de servidores do Banco Central, com o objetivo de promover o intercâmbio de boas práticas e experiências, bem como discutir temas atuais relacionados ao combate às fraudes bancárias eletrônicas e aos golpes digitais financeiros. A iniciativa estreita os laços entre a PF e as instituições do mercado financeiro no enfrentamento às fraudes bancárias e golpes digitais. A cerimônia também contou com uma palestra do diretor da DCIBER, Otávio Margonari Russo, que abordou a integração entre os setores público e privado para o intercâmbio de informações e o fortalecimento da cooperação institucional. Durante sua apresentação, ele também destacou o funcionamento do sistema e sua relevância para o combate às organizações criminosas. Os participantes do evento incluem policiais de diversos estados, prestadores de serviços de tecnologia do mercado financeiro, representantes de empresas de telecomunicações e integrantes de instituições públicas, como o Banco Central, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Participaram do evento o Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues; o Diretor da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, Otávio Margonari Russo; o Diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa; o Diretor de Polícia Administrativa, Fabrício Schommer Kerber; o Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Dennis Cali; a Corregedora-Geral, Aletea Vega Marona Kunde; a Diretora de Gestão de Pessoas, Helena de Rezende; a Diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia, Christiane Correa Machado; o Diretor de Administração e Logística, André Luis Lima Carmo; o Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação, Ademir Dias Cardoso Junior; o Diretor da Amazônia e Meio Ambiente, Humberto Freire de Barros; o Diretor de Cooperação Internacional, Felipe Tavares Seixas; o Diretor Técnico-Científico, Roberto Reis Monteiro Neto; e o Diretor de Proteção à Pessoa, Alexsander Castro de Oliveira. Coordenação-Geral de Comunicação Socialimprensa@pf.gov.br Fonte: Polícia Federal