Minha Casa, Minha vida avança pelo Brasil
No clima da Copa do Mundo, Airan Santos vestiu a família com as cores da Seleção para realizar um sonho: ter a própria casa. A foto marca mais um capítulo do Minha Casa, Minha Vida, desta vez na cidade mineira de Ituiutaba, que fica a quase duas horas de carro de Uberlândia. O residencial inaugurado nesta terça-feira (9) é formado por 382 casas não geminadas de 43,9 m² construídas em terrenos a partir de 160 m². Os imóveis têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e os moradores têm à disposição playground, academia e bicicletário. As obras impactaram a economia local com a geração de mais de 1.100 empregos diretos e indiretos. E vem mais por aí O Ministério das Cidades autorizou o início de novas obras do Minha Casa, Minha Vida. Os seis residenciais vão beneficiar 848 famílias nos municípios de Marechal Deodoro (AL), Feira de Santana (BA), Boa Vista (RR), Araguaina (TO) e Caxias e Paraibano (MA). As moradias são da Faixa 1 do programa, voltada às famílias de menor renda, e com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das CidadesAtendimento à ImprensaTelefone: (61) 2034-4282E-mail: imprensa@cidades.gov.br Fonte: Ministério das Cidades
Mato Grosso do Sul sedia Reunião Estratégica Regional sobre infraestrutura com especialistas nacionais
Com uma economia que cresce a taxas superiores à média nacional, apoiada principalmente na expansão das indústrias e na alta produtividade agropecuária, Mato Grosso do Sul sediará a Reunião Estratégica Regional P3C, evento que reunirá no dia 16 de junho, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, especialistas da área de infraestrutura de todo o país. Com o objetivo de fortalecer o ecossistema das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões, a Reunião Estratégica Regional promoverá discussões entre profissionais, gestores públicos, investidores e lideranças do setor privado, ampliando o debate para além dos grandes centros financeiros do país. Entre os estados que registraram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, Mato Grosso do Sul tem se destacado pela adoção de modelos de parceria entre o setor público e a iniciativa privada. Projetos estruturados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) têm contribuído para o desenvolvimento regional, a modernização da infraestrutura e a ampliação dos serviços prestados à população. O estado consolidou experiências relevantes em áreas como saneamento, energia e gás, logística, infraestrutura urbana e turismo sustentável, fortalecendo um ambiente institucional favorável à atração de investimentos e à estruturação de novos projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões. Segundo a secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, “Mato Grosso do Sul consolida-se como ambiente regulatório seguro e positivo para PPPs e concessões, ao sediar a reunião, com especialistas de alto nível. Este evento é fundamental para ampliar o debate além dos grandes centros, conectando gestores e investidores a soluções que geram impacto direto na competitividade, no desenvolvimento regional e na melhoria dos serviços à população”. O encontro será realizado pela plataforma P3C e pelo Governo do Estado, por meio do EPE, e tem o apoio da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) e promete analisar desafios, identificar oportunidades e apresentar caminhos para ampliar projetos estruturantes que contribuam para uma infraestrutura mais eficiente, moderna e sustentável. O evento contará com quatro painéis temáticos sobre infraestrutura social, governança pública, infraestrutura logística e reforma tributária. Entre os participantes confirmados estão Luciene Machado, superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Viviane Esse, secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes. Serviço A Reunião Estratégica Regional de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 16 de junho, das 9h às 17h, no Bioparque Pantanal, localizado na Avenida Afonso Pena, 6001, Chácara Cachoeira, em Campo Grande. Para conferir a programação completa e realizar sua inscrição gratuita, acesse o link. Laine Breda, Comunicação EPE Fonte: Governo MS
Paulo Corrêa reforça contribuição do setor imobiliário para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul

Segundo Paulo Corrêa, o mercado imobiliário é um dos grandes termômetros do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul O deputado estadual Paulo Corrêa (PL) participou na noite desta terça-feira (09) da cerimônia de posse da nova Diretoria do Secovi-MS (Sindicato da Habitação). O empresário Renato Horta Perez assumiu a presidência para o quadriênio 2026-2030, após ser eleito em 26 de março deste ano. Segundo Paulo Corrêa, o mercado imobiliário é um dos grandes termômetros do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, porque acompanha e impulsiona o crescimento das cidades. “Quando a economia cresce, quando chegam novos investimentos e são gerados empregos, o setor imobiliário responde rapidamente, criando oportunidades e ajudando a transformar esse crescimento em qualidade de vida para a população”, destacou o parlamentar. A cerimônia marca o início da nova gestão, focada na expansão institucional e no fortalecimento do mercado imobiliário no Estado, centrada em dois eixos – interação do setor e desenvolvimento urbano. “Em Mato Grosso do Sul, o Secovi tem uma contribuição muito importante nesse processo, porque representa um setor que gera empregos, movimenta a economia e ajuda a transformar o crescimento do Estado em desenvolvimento para os 79 municípios”, reforçou o 1º secretário da Assembleia Legislativa. Renato Horta Perez, que assume a entidade com o encerramento da gestão de Geraldo Paiva (Financial Imobiliária), atua no mercado imobiliário desde o ano 2000 e é proprietário da Perez Imóveis, fundada em 2008. Ele também integra a ABMI (Associação Brasileira de Mercado Imobiliário). A nova diretoria realizou sua primeira reunião em abril de 2026, logo após a eleição de março. Além de Renato Horta Perez na presidência, a gestão conta com outros oito diretores em diferentes funções. Fonte: Site Paulo Correa/Por Ulysses Cosenza/ConecteMS
CBFS decide as datas e horários dos jogos do DEC e AFFI na Copa
A competição reúne equipes de diferentes regiões do país em busca do título nacional e de uma das duas vagas na Supercopa Feminina de Futsal 2027 A Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) divulgou a tabela oficial com datas, horários e locais dos confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil Feminina 2026. A competição reúne equipes de diferentes regiões do país em busca do título nacional e de uma das duas vagas na Supercopa Feminina de Futsal 2027, destinadas aos finalistas do torneio. Nesta edição, três equipes iniciam a disputa já classificadas para as quartas de final por terem encerrado a temporada passada entre as melhores colocadas da competição: Taboão Magnus, Leoas da Serra e ADEF. Os demais clubes entram em quadra nas oitavas de final em confrontos de ida e volta. A partir da segunda fase, os jogos de volta serão realizados na casa das equipes com melhor índice técnico geral. Além disso, a CBFS ratificou os períodos das fases seguintes da competição. Confrontos das oitavas de final 28 de junho 16h – Taquaralto Futsal (TO) x Clube Resenhas (GO) – Ginásio Elizângela Glória Cardoso, em Palmas (TO) 2 de julho 19h30 – Praia Clube (MG) x AACC/Copagril/Prefeitura de Marechal Cândido Rondon (PR) – Arena Sabiazinho, em Uberlândia (MG) 4 de julho 20h (horário local) – Academia Arsenal (RO) x ASSIF/Prefeitura de Sinop (MT) – Ginásio IFRO, em Ji-Paraná (RO) 5 de julho 11h – AACC/Copagril/Prefeitura de Marechal Cândido Rondon (PR) x Praia Clube (MG) – Ginásio Ney Braga, em Marechal Cândido Rondon (PR) 14h (horário local) – AFFI (MS) x São José Futsal Feminino (SP) – Ginásio Guanandizão, em Campo Grande (MS) 7 de julho 19h – Patinhas Futsal (PR) x DEC (MS) – Ginásio Dolivar Lavarda, em Pato Branco (PR) 18 de julho 19h (horário local) – ASSIF/Prefeitura de Sinop (MT) x Academia Arsenal (RO) – Ginásio Pasinha, em Sinop (MT) 27 de julho 16h – Clube Resenhas (GO) x Taquaralto Futsal (TO) – Ginásio Lazão, em Rio Verde (GO) 29 de julho 19h – São José Futsal Feminino (SP) x AFFI (MS) – Ginásio Altos de Santana, em São José dos Campos (SP) 19h (horário local) – DEC (MS) x Patinhas Futsal (PR) – Ginásio Guanandizão, em Campo Grande (MS) Fonte: Esportems
Acolhimento que fica: crianças recebem brinquedos após atendimento na Sala Lilás, em Amambai

Criado por servidores, espaço já apoiou o acolhimento em 505 exames e organiza atendimento reservado a crianças, adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade Antes do exame, a criança escolhe um brinquedo. Pode ser um carrinho, uma boneca, um livro ou uma miniatura entre as opções nas prateleiras da Sala Lilás, na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação) de Amambai. Naquele momento, o brinquedo ajuda a aproximar a criança da equipe, reduz o medo inicial e torna o ambiente da perícia menos intimidador para quem chega à unidade. Criada por servidores da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, a Sala Lilás funciona desde março de 2023 e acolhe crianças, adolescentes e mulheres, especialmente em contextos de violência física ou sexual. Desde a implantação, o espaço já apoiou o acolhimento em 505 exames médico-legais realizados na unidade. Segundo o coordenador regional da URPI de Amambai, perito criminal Paulo Henrique Oliveira, muitas crianças chegam assustadas e sem compreender exatamente por que estão ali. A equipe usa a sala para criar vínculo, reduzir a tensão e preparar a vítima antes da etapa técnica. “Ela brinca, baixa um pouco a guarda e depois segue para o procedimento. Às vezes, leva o brinquedo junto. Isso ajuda naquele momento”, explica. O brinquedo como primeiro cuidado Nas paredes lilás, desenhos de crianças, animais e letras coloridas dividem espaço com trabalhos feitos à mão. Há barraca de dinossauro, tenda, tapete, sofá, mesa infantil, cadeiras pequenas, livros, jogos, carrinhos, bonecas e materiais de desenho. Tudo parece simples. Mas, no contexto da perícia, cada objeto tem uma função. Antes de qualquer etapa técnica, a criança precisa reconhecer o ambiente e encontrar algum ponto de segurança. O recurso lúdico ajuda a construir esse primeiro contato e torna a passagem pela unidade menos difícil. Depois do exame, o cuidado continua. A criança retorna à Sala Lilás, reencontra os objetos que viu antes, senta novamente à mesa, entra na barraca ou retoma a brincadeira interrompida. A decisão de permitir que ela leve um brinquedo para casa nasceu da observação da própria equipe. Para os servidores, não faria sentido colocar uma criança fragilizada diante de tantos brinquedos, permitir que ela criasse vínculo com um objeto e, depois, pedir que deixasse tudo para trás. “Quando ela volta para a sala, o choro diminui bastante. A gente vê que funciona”, relata o coordenador. A iniciativa surgiu da rotina da própria unidade. A equipe percebeu que crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência precisavam de um ambiente mais reservado, funcional e menos intimidador. No início, a perita médica-legista Ana Paula Miranda, chefe do NRML (Núcleo Regional de Medicina Legal), comprou alguns brinquedos para auxiliar nos atendimentos. Depois, a URPI recebeu uma doação da Receita Federal, o que permitiu ampliar o acervo e organizar melhor o espaço. “Começou de forma simples, mas a gente sentiu a necessidade de melhorar esse processo”, afirma o perito criminal. Hoje, a sala reúne itens de diferentes faixas etárias. A criança pode escolher, tocar, testar, brincar e, ao fim do atendimento, levar um ou dois brinquedos consigo. O item passa a ser dela. Sala também organiza proteção Embora o brinquedo seja o elemento mais visível do acolhimento, a Sala Lilás faz parte de uma organização maior dentro da URPI de Amambai. A unidade estruturou um fluxo interno para preservar vítimas e evitar contato com possíveis autores de violência. Crianças, adolescentes e mulheres entram pela porta principal e seguem para uma área reservada. Pessoas custodiadas, quando precisam passar por avaliação médico-legal, entram por acesso lateral, em viatura, e são encaminhadas para outro ambiente. “De maneira nenhuma acontece esse encontro. São lados opostos da unidade”, explica o coordenador regional. A separação reduz o risco de constrangimento, intimidação ou revitimização, especialmente em casos de violência doméstica e sexual. Também mostra que o cuidado começa antes do exame, na forma como a vítima é recebida. Crianças, adolescentes, mulheres e outras situações sensíveis A Sala Lilás foi criada com foco no acolhimento de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência, mas também passou a ser usada em outras situações que exigem abordagem cuidadosa. Crianças que acompanham mães durante exames de corpo de delito podem permanecer no espaço. Crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) em atendimento de identificação civil também podem ser encaminhadas à sala, quando necessário, para aguardar em um ambiente mais reservado. O mesmo ocorre em coletas de DNA cível, quando o ambiente lúdico ajuda a reduzir medo, agitação ou resistência. Na prática, a sala garante mais privacidade às mulheres, reduz a exposição de crianças e adolescentes e oferece à equipe técnica melhores condições para conduzir o atendimento sem ignorar a condição emocional de quem está diante dela. Prova pericial com cuidado humano A Polícia Científica atua na produção da prova técnico-científica que subsidia procedimentos policiais e processos judiciais. Em casos de violência, esse trabalho exige método, precisão e responsabilidade. Também exige escuta, ambiente adequado e respeito ao tempo da vítima. A experiência da Sala Lilás mostra que o acolhimento pode melhorar o atendimento sem interferir no rigor técnico do exame. Para o coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica, Nelson Fermino Junior, a proposta une técnica e acolhimento. “A prova pericial continua precisa e indispensável para a Justiça. Mas a experiência de Amambai mostra que o acolhimento também precisa fazer parte desse caminho. É uma iniciativa que queremos fortalecer e levar para outras unidades”, afirma. Para a equipe da URPI de Amambai, o brinquedo não muda a finalidade do exame nem reduz a gravidade do caso. Mas ajuda a construir uma travessia mais segura para a criança: antes da técnica, há vínculo; depois da perícia, há uma lembrança concreta de cuidado. Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS Fotos: Paulo Henrique Oliveira Fonte: Governo MS
Rede Alyne amplia assistência materno-infantil e fortalece serviços especializados em MS

Nova estratégia do Ministério da Saúde prevê ampliação do cuidado humanizado, novos serviços e reforço financeiro para qualificar a rede materna e neonatal no Estado Mato Grosso do Sul avança na implantação da Rede Alyne, estratégia nacional do Ministério da Saúde que substitui e amplia a antiga Rede Cegonha, com foco na qualificação da assistência materna e infantil. A proposta prevê novos serviços especializados, ampliação do financiamento e fortalecimento da atenção humanizada à gestante, puérpera, recém-nascido e criança em todas as regiões do Estado. A iniciativa surge como resposta aos desafios persistentes relacionados à mortalidade materna e neonatal no país e propõe uma reorganização da rede de cuidados, com integração entre atenção primária, maternidades, ambulatórios especializados e serviços neonatais. Novos serviços e ampliação da rede Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) elaborou, junto aos municípios, o PAR (Plano de Ação Regional) da Rede Alyne, documento que reúne as necessidades regionais e as propostas de habilitação dos novos serviços. Entre as habilitações já aprovadas pelo Ministério da Saúde estão a AGPAR (Ambulatórios especializados para gestação e puerpério de alto risco) em Campo Grande, Dourados, Jardim e Três Lagoas. Os serviços terão atuação multiprofissional e serão referência para acompanhamento de gestantes com maior risco de complicações, fortalecendo a prevenção de óbitos maternos e complicações na gestação. Também foram aprovados ambulatórios de seguimento para recém-nascidos e crianças egressas de unidades neonatais em Aquidauana, Jardim, Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas. A proposta é garantir acompanhamento especializado após a alta hospitalar, contribuindo para o desenvolvimento infantil e o cuidado contínuo das crianças de maior vulnerabilidade. Outro avanço previsto é a implantação de Centros de Parto Normal intra-hospitalares em Sidrolândia, Dourados e Três Lagoas. Os espaços são voltados ao atendimento humanizado de gestantes de baixo risco, com incentivo ao parto normal e redução de intervenções desnecessárias. Segundo a gerente da Rede Alyne em Mato Grosso do Sul, Helena Chulli Vieira, a implantação da estratégia representa um avanço importante na organização da assistência materno-infantil no Estado. “A Rede Alyne fortalece uma linha de cuidado mais integrada, humanizada e regionalizada. O objetivo é garantir que mulheres e crianças tenham acesso a um atendimento mais qualificado, desde o pré-natal até o acompanhamento da criança após o nascimento, respeitando as necessidades de cada território”, destaca. Mais recursos e fortalecimento da assistência A Rede Alyne também traz atualização dos valores de financiamento de diversos componentes da rede materno-infantil, incluindo leitos de UTI neonatal, unidades intermediárias neonatais, leitos de gestação de alto risco, bancos de leite humano e casas de apoio para gestantes, bebês e puérperas. Entre as mudanças está o aumento do incentivo para exames de pré-natal, que passa de R$ 55 para R$ 144,35 por gestante acompanhada, além da inclusão de novos exames e testes rápidos. O programa prevê ainda ampliação do acesso ao ultrassom obstétrico e fortalecimento do cuidado neonatal, especialmente para recém-nascidos prematuros e de baixo peso. A estratégia inclui também financiamento para transporte inter-hospitalar especializado e fortalecimento dos complexos reguladores, com foco em atendimentos obstétricos e neonatais de urgência, garantindo maior agilidade e segurança nas transferências. Para a coordenadora da Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, os investimentos representam um reforço importante para os municípios e para a assistência prestada às famílias. “Além da ampliação dos serviços especializados, a Rede Alyne traz um olhar voltado para a qualidade do cuidado, para a redução das desigualdades e para o fortalecimento do atendimento humanizado. É uma estratégia que amplia o acesso e melhora a assistência em diferentes regiões do Estado”, afirma. Cuidado humanizado e redução das desigualdades Além da ampliação estrutural, a Rede Alyne reforça a humanização da assistência e o enfrentamento das desigualdades regionais e étnico-raciais relacionadas à mortalidade materna e infantil. A proposta prevê cuidado contínuo durante toda a gestação, parto, puerpério e primeira infância, com integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde. O modelo também fortalece estratégias já consolidadas no SUS (Sistema Único de Saúde), como o Método Canguru, os bancos de leite humano, o acompanhamento multiprofissional e o monitoramento de indicadores de qualidade da assistência. Atualmente, a SES segue orientando e incentivando os municípios a concluírem os processos de habilitação no SAIPS (Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde), etapa necessária para formalização dos serviços e recebimento dos recursos federais. André Lima, Comunicação SES Fotos: Bruno Rezende/Arquivo SES Fonte: Governo MS
Operação apreende produtos falsificados em duas lojas de Campo Grande

Uma operação conjunta da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e do Procon de Mato Grosso do Sul apreendeu, na terça-feira (9), mais de 160 volumes, entre caixas e sacos, de produtos com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande. Duas pessoas foram detidas, e os itens serão encaminhados à Receita Federal. As equipes foram até os locais após o registro de denúncias por parte de representantes de marcas comerciais e de consumidores. Dentre os itens apreendidos estão carregadores e capas de celular, fones de ouvido, caixas de som, controles de videogame, pen drives, ferramentas elétricas, copos térmicos, mochilas e brinquedos de marcas registradas. Também foram recolhidas 47 cartelas de adesivos que eram aplicados nos produtos, além de embalagens utilizadas para simular as características de itens originais. Em uma das lojas, houve a apreensão de 15 unidades de cigarros eletrônicos, que têm a venda proibida no Brasil. Titular da Decon, o delegado Wilton Vilas Boas de Paula ressaltou que a ação conjunta visa combater os crimes contra as relações de consumo e a sonegação fiscal. “A maioria desses produtos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população”. Peritos criminais documentaram a exposição das mercadorias à venda. Fiscais do Procon emitiram autos de infração por produtos expostos sem a devida precificação, ausência de exemplar do CDC (Código de Defesa do Consumidor) e comércio de produtos com indícios de contrafação, quando se utiliza marca comercial ou logotipo idêntico ou de difícil distinção em relação aos originais. O prazo para a apresentação de defesa, no processo administrativo, é de 20 dias. Já na esfera criminal, duas pessoas foram detidas, e o caso segue em investigação. Kleber Clajus, Comunicação Procon/MSFoto de capa: Divulgação/Procon/MSFotos da Galeria: Kleber Clajus/Procon/MS Fonte: Governo MS
Acordo fortalece retomada de obras em educação e saúde
O Ministério da Educação (MEC) firmou um acordo de cooperação técnica (ACT), na terça-feira, 9 de junho, para identificar e buscar soluções para obras públicas paralisadas por decisões judiciais ou administrativas, com prioridade para empreendimentos das áreas de educação e saúde. A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini. O acordo foi celebrado entre o MEC, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). Segundo o ministro Leonardo Barchini, o acordo contribuirá para superar obstáculos que ainda impedem a retomada de parte das obras da educação em todo o país. “Em 2022, havia 5,6 mil obras paradas na educação. Desse total, nós conseguimos retomar 3.784 e já entregamos mais de 700 obras. Mas ainda ficaram, por conta dessas decisões judiciais e administrativas, quase 2 mil obras sem andamento. Portanto, esse acordo é uma grande notícia. Estaremos à disposição para sanar todos esses problemas, para que a gente não perca os investimentos que fez nessas infraestruturas”, explicou. A iniciativa prevê o compartilhamento de informações e dados entre os órgãos participantes, além da articulação entre órgãos de controle e gestores públicos. O ACT também contempla o desenvolvimento de instrumentos de monitoramento e a adoção de ações coordenadas voltadas à retomada das obras paralisadas. Para o MEC, o acordo tem relevância especial em razão do volume de obras educacionais paralisadas ou com dificuldades de execução em todo o país, como creches, escolas e unidades de educação profissional e superior. A cooperação está alinhada aos esforços do governo federal para a retomada e a conclusão de obras estratégicas no contexto do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e com a atuação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em programas como o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação. A expectativa é que a atuação conjunta dos órgãos envolvidos contribua para a identificação de entraves, a priorização de empreendimentos e a construção de soluções que viabilizem a continuidade das obras. Participantes – Além do ministro Barchini, participaram da celebração do acordo o presidente do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin; o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho; o procurador-geral da República e presidente do CNMP, Paulo Gonet Branco; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o presidente da OAB, Beto Simonetti; e o presidente da Atricon, Edilson de Sousa Silva. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) Fonte: Ministério da Educação
Com apoio do Projeto Captura, polícia prende foragido investigado por roubos e furtos de veículos
Rio de Janeiro, 9/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Projeto Captura, apoiou ação que resultou na prisão de um foragido da Justiça investigado por integrar organização criminosa envolvida em roubos, furtos e receptação de veículos nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A operação foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ), nesta terça-feira (9), em articulação com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu o foragido da Justiça Mario Sergio Junqueira no bairro de Campo Grande. Ele estava com mandado de prisão em aberto em Minas Gerais pelos crimes de roubo, tráfico de drogas, receptação, posse de arma de fogo, uso de documento falso, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e resistência. O preso estava morando no Rio de Janeiro há três anos e usava o nome falso de Diogo Matarazzo. O investigado, de 40 anos, atuava encomendando veículos a criminosos especializados em roubos e furtos, com pagamentos que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil por veículo. Depois, os veículos eram adulterados e revendidos. Ele também é investigado por ser um dos principais responsáveis pelo aumento dos roubos de veículos na região de Poços de Caldas (MG), especialmente de caminhonetes de grande porte. Histórico criminal Em decorrência das investigações conduzidas em Minas Gerais, o suspeito mudou-se para o estado de São Paulo, onde passou a utilizar identidade falsa. Naquele estado, foi preso pelos crimes de roubo, clonagem de veículos e tráfico de drogas. Em 2022, fugiu da Penitenciária de Araraquara (SP). Após a fuga, transferiu-se para o estado do Rio de Janeiro, onde voltou a utilizar identidade falsa e manteve a atuação criminosa, sendo responsável por encomendar veículos subtraídos em Minas Gerais, que eram posteriormente enviados para o território fluminense. O investigado é considerado de altíssima periculosidade e possui condenações que somam 40 anos de prisão. Informações obtidas durante as investigações indicam que ele mantém ligação com uma facção criminosa. Além disso, o investigado mantinha um padrão de vida elevado utilizando identidade falsa, possuindo empresa formalmente registrada em nome fraudulento e até mesmo uma filha registrada sob a identidade falsa utilizada por ele. A ação policial contou com o apoio do Projeto Captura, força-tarefa voltada ao apoio aos estados na localização e prisão de foragidos da Justiça. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública
Planta carnívora rara reaparece após 80 anos, no Nordeste
Pesquisadores registraram pela primeira vez no Nordeste brasileiro a Utricularia warmingii, uma espécie rara de planta carnívora aquática. Sem ser vista há mais de 80 anos, a planta foi encontrada em uma área alagada conhecida como Lagoa do Bode, no município de Campo Maior (PI). O achado de 2023 foi incluído em uma pesquisa publicada na última edição da revista científica Kew Bulletin, um dos principais periódicos da área. O estudo foi liderado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com a participação do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Para o professor da UFPI e líder da pesquisa, Francisco Ernandes Leite, o registro da planta carnívora no estado acende um alerta para a proteção das áreas úmidas. “Essa descoberta mostra que a espécie vive e sobrevive em regiões em que nunca haviam sido vistas e prova que podemos encontrá-la em tantos outros lugares”, afirma. Leite explica que planta tem, geralmente, uma única flor branca, com centro amarelado e uma mancha amarela avermelhada. “Ela não tem raízes verdadeiras, então tem vida livre, se deslocando pela água. O que mais chama a atenção é que ela tem pequenas estruturas chamadas utrículos, que funcionam como armadilhas muito rápidas, capazes de capturar micro-organismos, como microcrustáceos, larvas de mosquitos, para alimentá-la”, explica o biólogo botânico. Ainda que possa ser encontrada em alguns países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia e Venezuela, os registros da espécie são raros e espaçados. No Brasil, ela já foi vista no Pantanal e em áreas do Sudeste, mas algumas dessas populações podem ter desaparecido ao longo do tempo. Em São Paulo (SP), por exemplo, a planta carnívora foi encontrada pela última vez em 1939, o que sugere uma possível extinção local. “O fato de ela não existir mais nessas áreas, que eram os únicos pontos onde a gente tinha a ocorrência conhecida na Mata Atlântica, nos leva a sugerir potencialmente que essa espécie pode estar extinta no bioma, justamente por conta das transformações no habitat”, afirma o pesquisador do INMA e colaborador no estudo Paulo Gonella. No Brasil, os registros indicam que as populações da espécie estão separadas por grandes distâncias e ocupam cerca de 36 km². A recente descoberta fez com que os especialistas reavaliassem o risco de extinção da planta, que agora passa a ser classificada como Em Perigo. “Espécies como Utricularia warmingii podem ter distribuição geográfica ampla no mapa, mas na prática ocupam apenas pequenos fragmentos de habitat. Isso as torna especialmente vulneráveis à perda de áreas úmidas”, explica Gonella. Isso ocorre porque as lagoas rasas e áreas alagadas temporárias onde a espécie ocorre estão entre os ecossistemas mais ameaçados do planeta. Essas áreas são ameaçadas especialmente por mudança no regime de cheias, expansão agropecuária, uso de fertilizantes, introdução de espécies invasoras e alteração na paisagem. A soma desses cenários leva a redução das chances de recolonização natural, caso a população desapareça, aumentando o risco de extinção regional. “Esse caso também mostra como ainda conhecemos pouco a flora de várias regiões do país. Áreas como o interior do Nordeste permanecem sub amostradas, e novos estudos podem revelar espécies raras ou populações ainda desconhecidas”, finaliza o pesquisador do instituto. Além da UFPI e do INMA, também colaboraram na pesquisa a Universidade Federal de Mato Grosso do sul (UFMS), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade estadual do Piauí (Uespi) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação