Operação desarticula grupo suspeito de aplicar golpe do “falso executivo” contra empresas

Porto Alegre, 9/6/26 – Com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação Interface, ação interestadual voltada ao combate de uma organização especializada em estelionatos eletrônicos na modalidade conhecida como golpe do “falso executivo”. Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares nos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, sendo 60 mandados de busca e apreensão, 27 mandados de prisão e ordens judiciais de bloqueio de dezenas de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. As investigações apontam que o esquema causou prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil a uma empresa do setor industrial do Rio Grande do Sul. A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (2ª DPRM/RS), com apoio operacional das polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte. Como funcionava o esquema Segundo a apuração policial, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para criar perfis falsos em aplicativos de mensagens com fotografias, nomes e informações públicas de executivos das empresas-alvo. Com isso, convenciam funcionários dos setores financeiros a realizar transferências bancárias sob a alegação de demandas urgentes e sigilosas. O golpe era executado a partir da região de Cuiabá (MT), e os valores obtidos eram rapidamente pulverizados para contas bancárias de terceiros em diferentes estados da federação, dificultando o rastreamento dos recursos. A investigação identificou uma estrutura hierárquica organizada e especializada. Os chamados articuladores e executores eram responsáveis pelo planejamento das fraudes e pelo contato direto com as vítimas, enquanto os gerentes coordenavam a movimentação financeira dos valores obtidos ilicitamente. O grupo também contava com os chamados “tripeiros”, encarregados de recrutar contas bancárias mediante pagamento de comissões, e os “conteiros”, pessoas que cediam suas contas correntes para receber os recursos provenientes dos golpes. Para dificultar a ação das autoridades, a organização utilizava a técnica conhecida como pulverização financeira, fragmentando os valores em dezenas de contas bancárias distribuídas em diversos estados, especialmente em instituições financeiras digitais. Atuação do Ciberlab Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a integração entre as forças de segurança tem sido fundamental para enfrentar organizações criminosas que atuam no ambiente digital. “Os grupos criminosos que praticam fraudes eletrônicas atuam de forma cada vez mais sofisticada, explorando a tecnologia e a engenharia social para causar prejuízos expressivos às vítimas. O apoio do Ciberlab fortalece a capacidade investigativa das polícias civis, amplia o compartilhamento de inteligência e contribui para a identificação das estruturas financeiras que sustentam essas organizações criminosas”, destacou. Responsável pela investigação, a delegada Luciane Bertoletti ressaltou o grau de planejamento empregado pelos criminosos. “Esse tipo de golpe tem se tornado comum no ambiente corporativo brasileiro. Os criminosos realizam um estudo prévio e minucioso da estrutura das empresas, identificam quem são os executivos e quais funcionários têm acesso direto ao setor financeiro. A partir daí, utilizam engenharia social com o uso de fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes, capazes de enganar operadores experientes”, afirmou. Investigados podem responder por três crimes Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem ultrapassar 26 anos de reclusão. Operação Interface O nome da operação faz referência ao principal instrumento utilizado pelos criminosos para aplicar as fraudes: as interfaces digitais dos aplicativos de mensagens, por meio das quais os investigados simulavam a identidade de executivos e estabeleciam uma falsa relação de confiança com funcionários das empresas-alvo. A ação integra os esforços de cooperação entre o MJSP e as polícias civis para o enfrentamento qualificado dos crimes cibernéticos, do estelionato eletrônico e das organizações criminosas que utilizam o ambiente digital para obter vantagens ilícitas. Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

MME promove debate regional sobre redução de emissões de metano e desenvolvimento do biometano

O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), promoveu, nos dias 8 e 9 de junho, a III Cúpula Regional do Metano. O encontro reuniu governos, organismos internacionais, empresas, centros de pesquisa e especialistas da América Latina e do Caribe para discutir estratégias de redução das emissões de metano e oportunidades para fortalecer a transição energética e o desenvolvimento sustentável na região. A iniciativa buscou fortalecer a cooperação regional em torno de um dos temas mais relevantes da agenda climática global. Durante os dois dias de programação, foram realizados debates sobre gestão de emissões nos setores de petróleo e gás, monitoramento ambiental, avanços regulatórios e novas tecnologias para mitigação de emissões. O metano é responsável por cerca de 30% do aumento da temperatura global desde a era pré-industrial e possui elevado potencial de aquecimento atmosférico. No setor energético, tecnologias já disponíveis permitem reduzir grande parte das emissões associadas à produção e ao transporte de combustíveis fósseis, criando oportunidades para aumentar a eficiência operacional e reduzir desperdícios. Além dos debates técnicos, a Cúpula também teve como objetivo o fortalecimento do Observatório de Emissões de Metano para a América Latina e o Caribe (OEMLAC) e da Comunidade de Prática sobre Metano (COEMLAC), rede que reúne especialistas, representantes governamentais, empresas e instituições acadêmicas de diversos países para compartilhar experiências e promover soluções voltadas à redução das emissões. Oportunidade para a transição energéticaA III Cúpula Regional do Metano ocorre em um contexto de crescente demanda internacional por combustíveis com menor intensidade de emissões e maior transparência ambiental. Nesse cenário, a redução do metano tem se consolidado como uma das medidas mais eficazes para acelerar resultados climáticos no curto prazo e ampliar a competitividade energética da região. Para a América Latina e o Caribe, o desafio também representa uma oportunidade econômica. Estimativas internacionais apontam que grande parte das emissões do setor energético pode ser reduzida com tecnologias já disponíveis, inclusive por meio da recuperação e aproveitamento do gás atualmente desperdiçado. A expectativa é que o encontro contribua para acelerar iniciativas que transformem esse potencial em ganhos ambientais, energéticos e econômicos para os países da região. Assessoria Especial de Comunicação Social – MMETelefone: (61) 2032-5759 | Email: imprensa@mme.gov.br Instagram ● Twitter ● Facebook ● YouTube ● Flickr ● LinkedIn Fonte: Ministério de Minas e Energia

Operação Corpus Christi resulta em prisões, apreensões e prejuízo de quase R$ 26 milhões ao crime organizado em MS

Batalhão de Polícia Militar Rodoviária e Departamento de Operações de Fronteira reforçaram policiamento nas rodovias estaduais O reforço das ações de segurança pública durante o feriado prolongado de Corpus Christi trouxe resultados expressivos em Mato Grosso do Sul. Vinculados à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) intensificaram o policiamento e as fiscalizações nas rodovias estaduais e na faixa de fronteira, ampliando a prevenção de acidentes e o enfrentamento à criminalidade. Entre os dias 4 e 7 de junho, o BPMRv reforçou o policiamento ostensivo nas rodovias estaduais com o emprego de 150 policiais militares e 48 viaturas. Durante a operação, foram abordadas 3.464 pessoas, fiscalizados 2.485 veículos e 235 motocicletas. As ações resultaram em cinco prisões em flagrante, dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), seis pessoas conduzidas à Delegacia de Polícia e no cumprimento de um mandado judicial. Na fiscalização de trânsito, foram lavrados 502 autos de infração, sete veículos apreendidos e um veículo com registro de furto ou roubo recuperado. O batalhão também registrou apreensões relacionadas ao contrabando e descaminho, com a retirada de circulação de 1.750 pacotes de cigarros de origem estrangeira, além de perfumes, eletrônicos, celulares, relógios inteligentes, tablets, produtos médicos e outras mercadorias introduzidas irregularmente no país. Na área de segurança viária, o BPMRv atendeu 11 sinistros de trânsito nas rodovias estaduais, com registro de uma vítima fatal, 11 pessoas feridas e oito ilesas. A fiscalização com etilômetro foi intensificada durante todo o período, resultando em três ocorrências relacionadas à alcoolemia e na prisão de dois condutores por embriaguez ao volante. Já o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que atuou entre os dias 1º e 7 de junho no enfrentamento aos crimes na faixa de fronteira, apreendeu mais de 9 toneladas de maconha durante a Operação Corpus Christi. Ao todo, foram retirados de circulação 9.192,350 quilos da droga, além de 129,2 quilos de skunk, 57,5 quilos de haxixe dry e 19,7 quilos de haxixe marroquino. As equipes do DOF também apreenderam 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados. As ações resultaram na prisão ou apreensão de seis pessoas, no cumprimento de três mandados de prisão, na recuperação ou identificação de adulteração em cinco veículos e na apreensão de outros 15 automóveis utilizados em atividades criminosas. Segundo o levantamento do departamento, o prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 25,9 milhões, totalizando R$ 25.991.430,00. Os resultados demonstram a atuação integrada das forças de segurança pública de Mato Grosso do Sul durante o feriado prolongado, aliando ações preventivas voltadas à preservação da vida nas rodovias estaduais ao enfrentamento qualificado dos crimes transfronteiriços e ao combate às organizações criminosas. As instituições reforçam a importância da colaboração da população por meio de denúncias e da adoção de comportamentos responsáveis no trânsito, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro para todos os sul-mato-grossenses. Joilson Francelino, Comunicação Sejusp Fonte: Governo MS

Novo relatório global reforça papel da ciência e destaca protagonismo brasileiro na proteção do oceano

O Dia Mundial do Oceano, celebrado em 8 de junho, ganhou uma importante contribuição da comunidade científica internacional: o mais amplo diagnóstico já feito sobre a saúde dos mares. O World Ocean Assessment III (WOA III) alerta para a aceleração do aquecimento dos mares, o avanço da poluição plástica, a acidificação das águas, a perda de oxigênio em ambientes marinhos e a intensificação de eventos extremos.   O documento confirma que o oceano enfrenta uma tripla crise marcada pelas mudanças climáticas, pela perda de biodiversidade e pela poluição. Ao mesmo tempo, o relatório aponta caminhos para transformar conhecimento científico em soluções para o desenvolvimento sustentável. Os mais de 550 cientistas de 86 países que participaram da elaboração do estudo chamam a atenção para a necessidade de ampliar sistemas de observação oceânica, fortalecer a cooperação internacional e aproximar o conhecimento científico dos processos de tomada de decisão.   Entre os dados apresentados, estão o fato de que apenas 27,3% do leito marinho mundial foi mapeado até hoje e que o quarto evento global de branqueamento de corais já afetou mais de 77% das áreas de recifes do planeta. O documento também destaca a crescente importância dos ecossistemas de carbono azul, como manguezais e pradarias marinhas, para a mitigação das mudanças climáticas.  Protagonismo brasileiro A participação do Brasil foi um dos destaques da publicação. Com 40 especialistas vinculados, o País ocupa a terceira posição mundial em número de autores, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. O resultado consolida a posição brasileira como uma das principais referências globais em ciência oceânica e reforça a contribuição nacional para a construção de respostas aos desafios identificados pelo relatório.  Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o lançamento do WOA III mostra que proteger os mares é um dos grandes desafios da atualidade e demonstra que não há soluções duradouras sem ciência. “O protagonismo brasileiro na elaboração desse relatório demonstra a capacidade da nossa comunidade científica e fortalece o papel do País na construção de respostas globais para os desafios climáticos, ambientais e sociais”, afirma a ministra.  O Brasil se prepara para sediar, em 2027, a Conferência Global da Década do Oceano (ODC27), que reunirá pesquisadores, governos, organismos internacionais e representantes da sociedade civil para discutir os avanços da agenda oceânica mundial.  A realização da conferência no País evidencia o protagonismo brasileiro na ciência oceânica e representa uma oportunidade para apresentar ao mundo iniciativas que transformam conhecimento científico em soluções para desafios globais relacionados ao clima, à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável.  Década do Oceano Os resultados do WOA III dialogam diretamente com os objetivos da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), iniciativa coordenada no Brasil pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  Por meio da Década do Oceano, o Brasil vem fortalecendo a produção de conhecimento científico, a observação oceânica, a proteção de ecossistemas costeiros e marinhos e a integração entre ciência, educação e políticas públicas. Entre as ações em andamento, estão a atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica, a promoção da Cultura Oceânica e do Currículo Azul, além do apoio a programas de conservação de recifes de coral, manguezais e monitoramento do oceano.  Segundo o diretor do departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron, o relatório oferece uma base científica importante para orientar as ações desenvolvidas ao longo da década.  “O WOA III deixa claro que os desafios enfrentados pelo oceano exigem cooperação internacional e produção contínua de conhecimento. Nosso desafio agora é transformar esse conhecimento em ações concretas, fortalecendo a observação oceânica, a educação, a inovação e as políticas públicas que contribuam para a sustentabilidade do oceano”, destaca.  Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Com nota do Enem, Fies e Prouni democratizam acesso à graduação

Para garantir que cada vez mais jovens brasileiros tenham acesso à educação superior, o Ministério da Educação (MEC) criou o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Ambos utilizam as notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cujas inscrições se encerram na sexta-feira, 12 de junho, para oferecer bolsas de estudos e vagas para financiamento estudantil em instituições de ensino superior. As bolsas do Prouni são de dois tipos: aquelas que cobrem totalmente o valor da mensalidade e as que cobrem 50% da mensalidade. Já com o Fies, as condições de financiamento beneficiam os estudantes, especialmente aqueles que comprovem possuir renda familiar mais baixa. Com isso, esses programas têm conseguido ampliar o acesso à educação superior no Brasil. O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior. Para participar, os interessados devem fazer a inscrição na Página do Participante. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro em todos os estados da federação. Leia mais: Enem 2026: prazo de inscrição é ampliado até 12/6 Jéssica Rodrigues Prouni – O programa foi concebido em 2004 para oferecer bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior. Os estudantes são beneficiados com bolsas integrais, que cobrem 100% dos valores das mensalidades, e parciais, de 50% do valor da mensalidade do curso. Duas vezes por ano, o Prouni abre inscrições para selecionar estudantes com base nas notas obtidas em uma das duas edições mais recentes do Enem. Para participar, é necessário ter nota média superior a 450 pontos e ter tirado acima de zero na redação. As inscrições para a edição do segundo semestre de 2026 serão abertas em julho. Pode participar quem realizou o Enem em 2024 e/ou 2025 e não tenha diploma de nível superior. Para obter a bolsa, é exigida de quem for pré-selecionado a comprovação de renda média familiar de um salário mínimo e meio para as bolsas integrais e três salários mínimos para parciais de 50%. Os critérios de classificação e a ordem deles devem ser observados, como ter cursado o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista em escola particular, entre outros. O Prouni não oferece apenas uma bolsa de estudos, ele transforma vidas, amplia horizontes e cria oportunidades para pessoas que sonham em ter uma formação de qualidade.” Jéssica Rodrigues, cirurgiã-dentista, ex-prounista  Nos mais de 20 anos desde a criação, a política já beneficiou mais de 3,7 milhões de pessoas, com destaque para mulheres e pessoas negras. A edição do primeiro semestre de 2026 registrou o recorde na oferta de bolsas com mais de 594,5 mil oportunidades entre integrais e parciais. Uma das pessoas que teve sua vida transformada foi Jéssica Rodrigues, de 30 anos, que se formou em odontologia com a ajuda do programa. Ela conta que a família não conseguiria custear o curso. “Em fevereiro deste ano, concluí minha graduação e me tornei cirurgiã-dentista, uma conquista que representa anos de dedicação, perseverança e esperança. O Prouni não oferece apenas uma bolsa de estudos, ele transforma vidas, amplia horizontes e cria oportunidades para pessoas que sonham em ter uma formação de qualidade”, afirma. Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil foi criado em 2001 para conceder financiamento para cursos superiores em instituições privadas que tenham avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Sara da Rocha, de 21 anos, está realizando o sonho de cursar medicina por meio do Fies. “Optei por usar minha nota do Enem para começar o curso pelo programa. Fui bastante influenciada tanto pelos relatos positivos de amigos que já participavam do Fies, quanto pelos conselhos dos professores do pré-vestibular. O programa tem grande potencial e, sem ele, vários estudantes, que se tornaram ótimos profissionais, teriam desistido do ensino superior”, diz. Sara da Rocha Anualmente, o Fies realiza dois processos seletivos regulares, sendo um para o primeiro semestre e outro para o segundo, além de etapas para o preenchimento de vagas remanescentes. Podem participar aqueles que fizeram pelo menos uma edição do Enem desde 2010 e que tiveram média superior a 450, sem zerar a redação, e que tenham renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa. São reservadas vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, em proporção à população desses grupos em cada estado, conforme Censo do IBGE. Em 2024, o MEC também passou a desenvolver o Fies Social, destinado ao atendimento das necessidades de estudantes de baixa renda, reforçando o papel social do financiamento estudantil. Com isso, a pasta reserva 50% das vagas em todos os processos seletivos e concede até 100% de financiamento para os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que possuam renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo. O programa tem grande potencial e, sem ele, vários estudantes, que se tornaram ótimos profissionais, teriam desistido do ensino superior.” Sara da Rocha, estudante de medicina pelo Fies  Enem – Instituído em 1998, o exame surgiu como uma forma de avaliar o desempenho escolar dos estudantes concluintes do ensino médio. No entanto, a partir de 2009, ele assumiu o papel de principal porta de entrada na educação superior, com suas notas podendo ser utilizadas para o Prouni, o Fies e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar de seleção. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) Fonte: Ministério da Educação

PF prende condenado por roubo e associação criminosa no RJ

Macaé/RJ. Nesta segunda-feira (9/6), a Polícia Federal prendeu um homem foragido por roubo e associação criminosa. A ação ocorreu no bairro Cavaleiros, em Macaé/RJ, município localizado no Norte Fluminense. O preso possuía um mandado de prisão decorrente da condenação pela 2° Vara Criminal de Petrópolis. Após os procedimentos de praxe, o homem foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá a disposição da justiça. Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiroscs.srrj@pf.gov.br(21) 2203-4404 Fonte: Polícia Federal

Ministério da Defesa celebra 100ª edição do Projeto Rondon

Brasília (DF), 9/6/2026 – Marco simbólico na trajetória do Projeto Rondon, a centésima edição já tem destino: o Pará. A Operação Carimbó será realizada de 9 e 25 de julho, com base em Marabá, reunindo 368 rondonistas de 35 instituições de ensino superior. As equipes atuarão em 18 municípios paraenses, incluindo localidades da região do Araguaia e da Ilha do Marajó. . A programação abrange ações nas áreas de cultura, educação, saúde, comunicação, meio ambiente, direitos humanos, trabalho, tecnologia e produção. Para a professora Maristela Mercedes Bauer, da Universidade Feevale (RS), rondonista há cinco anos, a edição tem um significado especial. “O Projeto Rondon é como um livro aberto do Brasil, e cada operação escreve uma página. A Operação Carimbó é a página número 100”, afirma. Para ela, o maior legado vai além das atividades realizadas. “Fica na forma como passamos a olhar o mundo. O Rondon ensina algo raro, que cidadania também é afeto e presença, e que transformar realidades começa quando alguém decide verdadeiramente enxergar o outro”, evidenciou. . Na prática, as universidades são organizadas em dois grupos e desenvolvem ações  socioeducativas conforme suas áreas de atuação. A partir de um diagnóstico prévio da realidade local, os rondonistas promovem oficinas, palestras e capacitações gratuitas para moradores, gestores públicos e lideranças comunitárias. Entre as principais iniciativas estão capacitação profissional, ações de saúde preventiva, atividades educativas e projetos voltados à cidadania e à sustentabilidade. Há, ainda, um terceiro grupo de trabalho responsável pela produção de conteúdo das atividades desenvolvidas pelos rondonistas, com fins de divulgação.   Iniciativa reafirma impacto social “O nosso amor pelo Rondon já começou dentro de casa”, conta Maria Bantle ao relembrar a participação da mãe no Projeto Rondon nos anos 1980. Inspirada por esse exemplo, ela e o irmão, Eduardo Bantle, integraram a Operação Itapemirim em 2016, quando ainda eram estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Hoje, Maria leva esse legado como voluntária em ações humanitárias pelo mundo.  . A trajetória de Maria revela, na prática, a essência do Projeto Rondon. Coordenada pelo Ministério da Defesa, a iniciativa interministerial do Governo Federal, conecta universitários a diferentes realidades do país com uma missão clara: fortalecer a cidadania e promover o desenvolvimento social, ampliando oportunidades e reduzindo desigualdades. É no contato direto com comunidades em situações de vulnerabilidade que essa proposta ganha vida. Em parceria com universidades e governos locais, estudantes e professores, conhecidos como – rondonistas – compartilham saberes, constroem vínculos e criam soluções para desafios reais em áreas como educação, saúde, cultura, meio ambiente e direitos humanos. . Para o coordenador-geral do Projeto Rondon, coronel do Exército Brasileiro Euclides Soljenitsin Araújo, a experiência vai além da atuação em campo. “O Rondon contribui para o desenvolvimento nacional, forma cidadãos e leva qualidade de vida a populações onde as políticas públicas enfrentam mais dificuldade para chegar”, afirma. Segundo ele, o contato direto com realidades diversas transforma a trajetória dos estudantes. “Ao vivenciar essa troca de saberes em municípios muitas vezes desconhecidos, o universitário se torna um profissional mais humano”, complementa. Histórico Criado em 11 de julho de 1967, o Projeto Rondon surgiu no contexto da doutrina de segurança nacional, com o lema “Integrar para não entregar”. A iniciativa nasceu de um estudo de sociologia desenvolvido na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em 1966, no Rio de Janeiro, que analisava a relação entre militares e a sociedade brasileira. . A primeira missão, conhecida como Operação Zero, levou 30 estudantes e dois professores a Rondônia por 28 dias, em uma experiência que combinava pesquisa de campo e ações de assistência, em especial na área médica.  Extinto em 1989, o projeto foi retomado em 2005, sob coordenação do Ministério da Defesa, em Tabatinga (AM), com o slogan “Lição de vida e de cidadania”. Desde então, consolidou-se como uma ação interministerial que articula Governo Federal, universidades, estados, municípios e comunidades em torno de um objetivo comum: promover o desenvolvimento social e fortalecer a cidadania por meio da troca de conhecimentos.   Por Helena L’acostaFotos: Projeto Rondon Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)Ministério da Defesa (MD)(61) 3312-4070    Fonte: Ministério da Defesa

AGU lança edital de negociação para pequenos devedores do Ibama

A Advocacia-Geral da União (AGU) abriu um novo edital de transação para pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte que têm débitos inscritos em dívida ativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O edital foi publicado nesta segunda-feira (8/6) no Diário Oficial da União (DOU) e prevê descontos de até 50% nos débitos, além de parcelamento em até 60 meses. A medida contempla créditos não tributários do Ibama inscritos em dívida ativa até 1º de junho de 2025 e com valor consolidado de até 60 salários-mínimos (R$ 97,2 mil). Estão incluídas, por exemplo, multas ambientais e outras cobranças administrativas já encaminhadas para cobrança pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU. O prazo para adesão começa às 10h desta terça-feira (9/6) e vai até 31 de agosto deste ano. O pedido deve ser feito pela plataforma Resolve Dívidas AGU. Após análise da PGF, o interessado poderá formalizar adesão até o dia 30 de setembro. O edital oferece quatro modalidades de pagamento. Para quitações à vista, o desconto é de 50% sobre o valor consolidado da dívida. Já os parcelamentos garantem reduções de 40% para pagamentos em até 20 meses, 30% em até 40 meses e 20% em até 60 meses. O valor mínimo das parcelas é de R$ 100. Condições Segundo levantamento da PGF, estão elegíveis ao programa 52,7 mil devedores do Ibama, que acumulam mais de R$ 1,2 bilhões em um total de 60,7 mil débitos. A maioria da dívida é formada por multas decorrentes de infração administrativa. A adesão ao acordo prevê desistência de ações judiciais, recursos administrativos ou outras medidas que contestem os créditos incluídos na negociação. Não podem ser incluídos débitos já parcelados, que tenham sido objeto de transação anterior ou que estejam com a exigibilidade suspensa por decisão judicial ou garantia integral. Também ficam impedidos de participar devedores contumazes e aqueles que tiveram transações rescindidas nos últimos dois anos. Os interessados podem verificar se têm débitos elegíveis por meio de consulta no portal da PGF. Responsabilização Para a subprocuradora federal de Cobrança e Recuperação de Créditos da PGF, Renata Silva Pires de Carvalho, o edital para pessoas físicas e pequenas empresas assume “estratégia fundamental” para ampliar a arrecadação de valores devidos ao Ibama. “Possibilitar descontos, parcelamentos e regularização simplificada aumenta a adimplência e reduz a judicialização. Além disso, os recursos recuperados retornam à União e podem ser direcionados às políticas públicas ambientais, financiando ações de fiscalização, preservação, combate ao desmatamento, proteção da biodiversidade e promoção do desenvolvimento sustentável”, sustenta a subprocuradora. A procuradora-geral Federal, Adriana Maia Venturini, sublinha que a transação de pequeno valor alia eficiência arrecadatória, racionalidade administrativa e fortalecimento da agenda ambiental brasileira. “A integração entre proteção ambiental e arrecadação é estratégica. A chamada cobrança verde, ao unir eficiência fiscal e defesa ambiental, consolida-se como instrumento essencial de proteção do interesse público”, destaca Venturini. “O edital reafirma o compromisso da PGF com a efetivação das políticas públicas ambientais, por meio da responsabilização de infratores, recuperação de créditos e promoção de conformidade.” Outras autarquias e fundações Para dívidas de pequeno valor com as demais autarquias e fundações públicas federais, incluindo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), permanece aberto, até 31 de agosto de 2026, o Edital de Transação por Adesão nº 1/2025/PGF/AGU. Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU Fonte: Advocacia-Geral da União

Governo do Brasil amplia repressão ao garimpo na Terra Sararé e ultrapassa mil operações

As 1.090 operações integradas do Governo do Brasil na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, impuseram ao garimpo ilegal um prejuízo estimado em R$ 93,3 milhões. Os números representam o resultado do trabalho integrado entre ministérios, forças de segurança e órgãos que compõem a força-tarefa federal em curso no território indígena desde o fim de março. Os cálculos do prejuízo contabilizam toda a infraestrutura criminosa inviabilizada pelos agentes e servidores federais, incluindo 29 escavadeiras hidráulicas inutilizadas e/ou apreendidas, 284 geradores, 345 maquinários leves, 726 motores de garimpo e 81 motocicletas, entre outros materiais. De março a junho, 124 pessoas foram conduzidas à Delegacia da Polícia Federal. Desse total, 45 foram autuadas em flagrante delito por terem sido localizadas em contexto de atividade garimpeira irregular e/ou em posse de materiais, equipamentos, insumos ou objetos relacionados ao suporte e à manutenção do garimpo ilegal no interior da Terra Sararé. Homologada em 1985, a TI tem enfrentado, nos últimos anos, conflitos decorrentes da exploração ilegal de ouro – Fotos: Diego Campos | Secom-PR Garimpo de filãoDados da coordenação da operação, a cargo da Casa Civil, mostram ainda que, nesse período, mais de 1,5 tonelada de explosivos foi encontrada, o que evidencia o uso intensivo do método conhecido como “garimpo de filão” no território. A prática utiliza explosivos para perfurar o solo, fragmentar rochas e extrair ouro. Essa tática é altamente perigosa, expõe os garimpeiros a condições de extrema vulnerabilidade, com risco de desabamentos, e também é utilizada na tentativa de burlar ações de fiscalização. “Nossa atuação é contínua e diversificada, com a expertise de todos os órgãos e agências que compõem esta megaoperação. Estamos atuando em várias frentes para desarticular tudo aquilo que a atividade criminosa promoveu no território. Chegamos à 11ª semana de operações para interromper a extração ilegal de ouro na Terra Sararé”, afirmou Nilton Tubino, da Casa Civil, responsável pela coordenação da força-tarefa. A Terra Indígena Sararé abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. O território se estende por uma área de 67 mil hectares, dos quais 4.200 hectares foram impactados pela atividade garimpeira. Homologada em 1985, a TI tem enfrentado, nos últimos anos, conflitos decorrentes da exploração ilegal de ouro. A desintrusão na Terra Indígena Sararé tem como objetivo garantir a segurança, a proteção do povo indígena e a preservação do território. Fonte: Casa Civil

Educação promove Dia do Brincar nas escolas da Rede Municipal de Ponta Porã

A Prefeitura de Ponta Porã, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realiza nesta terça-feira, 9 de junho, o Dia do Brincar em todas as escolas da Rede Municipal de Ensino. A iniciativa integra a Semana Municipal do Brincar, desenvolvida entre os dias 8 e 13 de junho em diferentes regiões do município. A programação tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da infância ser vivida com cuidado, proteção, afeto, aprendizado e momentos de diversão. Durante todo o dia, alunos participam de atividades lúdicas e recreativas organizadas por cada unidade escolar. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a proposta é proporcionar experiências marcantes para as crianças, destacando que brincar contribui para o aprendizado, fortalece vínculos e favorece o desenvolvimento integral dos estudantes. Nos Centros de Educação Infantil Cooporã e Joana Franco Barrios, as crianças participaram ativamente das atividades preparadas especialmente para a data. A programação também foi realizada nas demais unidades da Rede Municipal de Ensino. Com o tema “Brincar é aprender, é crescer, é ser feliz!”, a ação reforça a importância do brincar como ferramenta essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças.