Pagamento de R$ 100 por javali abatido abre debate nacional sobre controle da espécie
A aprovação de um pagamento de R$ 100 por javali abatido em Santa Catarina abriu uma nova frente no enfrentamento de uma espécie invasora já presente em pelo menos 15 Estados. A proposta busca acelerar o controle dos animais, responsáveis por prejuízos às lavouras e riscos sanitários à suinocultura, mas também levanta dúvidas sobre a eficácia do modelo e sua compatibilidade com a legislação brasileira. O Projeto de Lei 287/2026 foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) em 15 de julho e encaminhado ao governador. Se for sancionado, o incentivo será destinado exclusivamente a pessoas e empresas cadastradas nos órgãos ambientais e autorizadas a realizar o manejo. O pagamento ainda não está disponível. O governo terá de regulamentar a comprovação dos abates, a fiscalização, a liberação dos recursos e a definição das regiões prioritárias. A proposta classifica o valor como uma indenização pelos custos da operação, como deslocamento, equipamentos e insumos, e não como uma recompensa pela caça. A distinção é importante porque a legislação brasileira não permite a caça livre. A Lei de Proteção à Fauna proíbe a caça profissional, enquanto a Lei de Crimes Ambientais pune a perseguição, captura ou morte de animais em desacordo com as autorizações exigidas. O javali é tratado como uma exceção por ser uma espécie exótica invasora. Em 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reconheceu sua nocividade e autorizou o controle em todo o território nacional. A permissão abrange javalis puros e os diferentes graus de cruzamento com porcos domésticos, popularmente chamados de javaporcos. Isso significa que o controle já é legal no Brasil, desde que siga as regras federais. O interessado deve inscrever-se no Cadastro Técnico Federal, manter certificado de regularidade, cadastrar a propriedade, obter autorização no Sistema de Informação de Manejo de Fauna (Simaf) e apresentar relatórios das operações. O uso de armas também permanece submetido às normas específicas. O projeto catarinense não altera essas exigências. A novidade é utilizar dinheiro público para tentar ampliar uma atividade que atualmente depende, em grande parte, dos recursos dos próprios controladores e produtores afetados. A constitucionalidade do modelo, entretanto, poderá ser questionada porque o projeto se apoia em uma lei estadual que já está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). A Lei 18.817/2023 autorizou o controle do javali em Santa Catarina por meio de caça, armadilhas e outros métodos aprovados pelos órgãos ambientais. O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal questionou essa norma na Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.808. A entidade sustenta que o Estado avançou sobre regras gerais de proteção à fauna e caça que cabem à União, além de ter criado espaço para práticas recreativas apresentadas como controle ambiental. A ação ainda não foi julgada. Enquanto isso, a legislação estadual continua em vigor, mas não substitui a autorização federal. Caberá ao STF decidir se Santa Catarina apenas complementou as regras nacionais ou se ultrapassou sua competência. O pagamento por animal também divide opiniões sobre sua eficácia. Durante a tramitação na Alesc, o parecer inicial da Comissão de Meio Ambiente foi contrário à proposta. O documento reconheceu a necessidade de combater o javali, mas apontou que a simples vinculação do incentivo ao número de animais mortos não garante uma redução sustentável da população. O parecer acabou rejeitado pela maioria dos deputados. Prevaleceu o entendimento de que o pagamento ajudará a compensar os custos dos controladores sem flexibilizar as exigências ambientais. O desafio será impedir que o programa se transforme apenas em uma soma de abates isolados. O controle de uma espécie com alta capacidade de reprodução exige planejamento territorial, continuidade das operações e acompanhamento dos resultados. Ações mal executadas podem dispersar os grupos e levar os animais a ocupar novas áreas. A regulamentação também precisará estabelecer mecanismos contra fraudes. Entre os riscos estão a apresentação do mesmo animal mais de uma vez, o registro de javalis abatidos fora do Estado e até o estímulo à manutenção ou criação clandestina da espécie para obtenção do benefício. Leia Também: Minas Gerais bate recorde na produção de sorgo: crescimento de 84% A discussão interessa a produtores de outras regiões porque o problema deixou de estar concentrado no Sul. O Ibama registra javalis no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Tocantins, Maranhão e Roraima. Introduzido no país principalmente para a produção de carne, o animal encontrou alimento, áreas de abrigo e poucos predadores naturais. A adaptação a diferentes ambientes permitiu que avançasse de regiões de clima temperado para áreas agrícolas do Sudeste e do Centro-Oeste. Nas propriedades, os grupos invadem lavouras, comem sementes e plantas, derrubam cercas e revolvem o terreno. Milho, soja, trigo, feijão, hortaliças e pastagens estão entre as culturas atingidas. Também há danos a nascentes, áreas de preservação e vegetação nativa. O risco vai além da perda direta de produção. Javalis podem hospedar agentes infecciosos capazes de atingir os rebanhos comerciais. Essa possibilidade preocupa principalmente regiões com alta concentração de granjas de suínos. A peste suína africana está entre as doenças de maior atenção. O Brasil não registra a enfermidade, mas uma eventual introdução do vírus em uma população de javalis dificultaria a vigilância e a eliminação dos focos. Também poderia provocar restrições à movimentação dos animais e às exportações brasileiras de carne suína. Santa Catarina reúne essas diferentes dimensões do problema. É o maior produtor nacional de carne suína, possui lavouras afetadas pelos javalis e apresenta população disseminada da espécie. Ao aprovar o pagamento por abate, o Estado tenta transformar o controle em uma política pública financiada. O resultado poderá servir de referência para outras unidades da Federação, mas dependerá da capacidade de demonstrar que o dinheiro empregado reduz efetivamente a população e os prejuízos. Antes disso, o projeto precisa ser sancionado, regulamentado e enfrentar a insegurança jurídica criada pela ação em andamento no Supremo. Fonte: Pensar Agro
PF participa de operação integrada contra a extração ilegal de ouro e cobre
Marabá/PA. A Polícia Federal participou de uma operação integrada de fiscalização e combate à extração ilegal de ouro e cobre, realizada entre os dias 14 e 17 deste mês, nas regiões do Rio Azul, no município de Parauapebas/PA, e de Canaã dos Carajás/PA. A ação, denominada Operação Federal Extractio II, teve como objetivo coibir atividades clandestinas de garimpagem e extração mineral, além de desarticular estruturas utilizadas na exploração ilegal de recursos minerais. Além da Polícia Federal, a operação foi realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Força Nacional e Polícia Militar. Na região do Rio Azul, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, nas proximidades da Vila Sansão, foram inutilizados 20 motores estacionários, quatro escavadeiras hidráulicas, 42 acampamentos clandestinos, aproximadamente 2 mil litros de óleo diesel, 100 litros de gasolina, 10 armas brancas, uma arma de fogo, três motocicletas e aproximadamente 200 gramas de maconha. Também foram apreendidos um caminhão-prancha, uma motocicleta, três munições de arma de fogo e uma escavadeira hidráulica. Em Canaã dos Carajás, foram inutilizados oito poços de extração de cobre, três acampamentos clandestinos, dois britadores de pequeno porte e aproximadamente três metros cúbicos de madeira da espécie castanheira. Também foram inutilizados uma escavadeira hidráulica e aproximadamente mil litros de óleo diesel. Outra escavadeira hidráulica foi apreendida na condição de fiel depositário. Ainda durante a operação, foram apreendidos dois transformadores trifásicos além de outros equipamentos utilizados nas atividades de extração ilegal. As áreas previamente mapeadas confirmaram a existência de atividades de garimpo e extração mineral em funcionamento. As estruturas e equipamentos empregados nas atividades ilegais foram neutralizados conforme os protocolos de segurança ambiental aplicáveis. Comunicação Social da Polícia Federal no Parács.srpa@pf.gov.br@pf.para Fonte: Polícia Federal
MS abre a semana com rajadas de até 80 km/h, umidade baixa e calor de 36°C
A segunda-feira (20) será de tempo firme, quente e seco em Mato Grosso do Sul. A previsão indica predomínio de sol, com variação de nebulosidade e sem expectativa de chuva em Campo Grande e nas principais cidades do interior. As temperaturas podem chegar aos 36°C, enquanto a umidade relativa do ar deve variar entre 10% e 30%. Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o cenário é provocado por um sistema de alta pressão atmosférica. O fenômeno funciona como um bloqueio e dificulta o avanço de frentes frias e a formação de áreas de instabilidade sobre parte do Centro-Oeste. Em Ponta Porã, a segunda-feira (20), começou com temperaturas mínimas de 22°C, sendo que no meio da tarde os termômetros estarão marcando 31°C e apenas 3% de possibilidades de chuvas. Já na quarta-feira (22), teremos temperatura míninma de 14°C, ou seja uma queda de 17°C na temperatura de 93% de possibilidades de chuvas, sendo que o tempo permanece assim para quinta (23) e sexta-feira (24). Em Campo Grande, a segunda-feira deve começar com temperatura próxima dos 20°C. Durante a tarde, a máxima pode alcançar os 30°C. A previsão aponta sol entre algumas nuvens e tempo seco ao longo do dia. No Pantanal, Corumbá terá uma das maiores temperaturas previstas, com mínima de 25°C e máxima de 36°C. Em Aquidauana, os termômetros devem variar entre 22°C e 33°C. Porto Murtinho terá mínima elevada, de 27°C, e máxima de 35°C. Na região norte, Coxim deve registrar temperaturas entre 19°C e 34°C. Em Camapuã, a mínima prevista é de 18°C, com máxima de 33°C. No Bolsão, Paranaíba pode chegar aos 32°C. Três Lagoas terá variação entre 16°C e 32°C. Na Grande Dourados, os termômetros devem marcar entre 18°C e 33°C em Dourados. Em Iguatemi, as temperaturas devem variar de 20°C a 33°C. No leste de Mato Grosso do Sul, Anaurilândia terá mínima de 18°C e máxima de 33°C. Em todas essas regiões, a previsão é de sol com períodos de nebulosidade, mas sem indicação de chuva durante a segunda-feira. Além do calor e da baixa umidade, a atuação do JBN (Jato de Baixos Níveis) deve manter ventos persistentes. As velocidades podem variar entre 50 km/h e 70 km/h em alguns momentos, com rajadas pontuais acima de 70 km/h ou 80 km/h. Os ventos mais intensos são esperados principalmente nas regiões oeste, sudoeste, centro-sul, sul e sudeste do Estado. A combinação de manhãs amenas e tardes quentes também deve provocar grande amplitude térmica. Em algumas localidades, a diferença entre as temperaturas mínima e máxima poderá superar 15°C. Com a umidade em níveis críticos, a orientação é aumentar a ingestão de água, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e redobrar os cuidados com crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e animais. O tempo seco e os ventos fortes também aumentam o risco de início e propagação de incêndios florestais. Fonte: Campograndenews
Estratégia de Riedel consolida MS como hub logístico da América do Sul com avanço da Rota Bioceânica
Governador Eduardo Riedel destaca união física entre Brasil e Paraguai como pilar para o desenvolvimento econômico, geração de emprego e novos horizontes para a população sul-mato-grossense. Sob a liderança do governador Eduardo Riedel (Progressistas), Mato Grosso do Sul vive um momento histórico. A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai), entrou em sua fase decisiva de fechamento do vão central, faltando poucos metros cúbicos de concreto para concretizar a união física entre os dois países. Para o governador, a obra é o símbolo de uma gestão que pensa no futuro. “A Rota Bioceânica não deve ser compreendida apenas como um caminho para mercadorias, mas como uma oportunidade real de desenvolvimento para a nossa população. Só temos a ganhar com o avanço das obras, já que a rota vai gerar emprego, renda e fomentar o turismo”, afirmou Riedel. O projeto, que conta com 1.294 metros de extensão e cerca de 20 metros de largura, integra o Corredor Bioceânico de Capricórnio. Com um investimento de aproximadamente R$ 500 milhões, financiado pela margem paraguaia da Itaipu Binacional, a estrutura será o principal elo para o fluxo de cargas e passageiros entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Nova era para a competitividade estadual A visão estratégica do governo progressista é clara: transformar Mato Grosso do Sul em um ponto estratégico no centro da América do Sul. Ao reduzir o percurso de mercadorias destinadas à Ásia, estudos citados pelo Governo do Estado indicam que o transporte até a China poderá ser reduzido em cerca de 12 dias. Essa economia, que diminui gastos com combustível, transporte e armazenagem, aumenta significativamente a competitividade das exportações sul-mato-grossenses. A expectativa do governador é que a rota favoreça a industrialização do Estado, ampliando as vendas externas de alimentos processados, celulose, biocombustíveis e produtos de maior valor agregado. Para garantir que os ganhos fiquem no território, o governo estadual trabalha na atração de centros logísticos, indústrias, hotéis e serviços, além de investir na qualificação da mão de obra local. Infraestrutura e articulação internacional Enquanto o Paraguai avança na construção do acesso à rodovia PY-15 — obra acompanhada de perto pela ministra Claudia Centurión —, o governo de Eduardo Riedel mantém o ritmo acelerado no lado brasileiro. As obras de acesso pela BR-267 e o contorno rodoviário de Porto Murtinho, que somam cerca de 13 quilômetros de rodovia, têm previsão de conclusão para 2027. O governador reforça que a eficiência do corredor depende também de uma estrutura aduaneira moderna. Por isso, a gestão Riedel tem liderado discussões para um modelo de controle integrado entre Brasil e Paraguai, focado em procedimentos compartilhados e na redução da burocracia. Desenvolvimento além das fronteiras O planejamento do governo progressista vai além da infraestrutura pesada. Riedel compreende que o aumento do trânsito internacional exige investimentos simultâneos em segurança, saúde, telecomunicações, fiscalização sanitária e proteção ambiental. “O encontro das duas extremidades da ponte encerra uma das etapas mais complexas da obra, mas abre um desafio maior: transformar essa conexão em melhoria da qualidade de vida para o nosso povo”, pontua o governador. Com essa estratégia, Porto Murtinho e toda a região se preparam para se tornar um polo estratégico para transportadoras, indústrias e operadores logísticos, consolidando um novo ciclo de prosperidade para Mato Grosso do Sul.
Produtores usam aviões para tentar fazer chover sobre as lavouras
Em Goiás, o agro está, literalmente, tentando fazer chover, com o uso de aviões agrícolas. A técnica, conhecida como semeadura ou nucleação de nuvens, espalha partículas de sal em formações carregadas de umidade para tentar antecipar ou aumentar a precipitação. O interesse cresceu diante das estiagens prolongadas e da irregularidade das chuvas no Cerrado. Segundo a empresa responsável pela iniciativa, aproximadamente 100 produtores de diferentes regiões goianas já demonstraram interesse em participar das operações. A tecnologia não produz nuvens nem retira água de uma atmosfera seca. Sua utilização depende da existência de nuvens com características adequadas e de um processo de formação de chuva já em andamento. As aeronaves lançam partículas de cloreto de sódio na base de nuvens do tipo cúmulo, desde que apresentem umidade elevada e correntes de ar ascendentes. O sal funciona como um núcleo em torno do qual as pequenas gotas de água podem se agrupar. Ao ganhar tamanho e peso, elas têm maior possibilidade de chegar ao solo na forma de chuva. A operação em Goiás é realizada em nuvens quentes, nas quais a precipitação ocorre principalmente pelo encontro e pela união das gotas de água. A aeronave precisa alcançar a formação no momento adequado, o que exige acompanhamento meteorológico e uma janela limitada para o voo. Sem nuvens com água suficiente, a tentativa não produz precipitação. Por isso, a nucleação não substitui irrigação, reservatórios, conservação do solo ou planejamento hídrico. Também não deve ser tratada como garantia contra perdas provocadas pela seca. Essa dificuldade não se restringe ao projeto desenvolvido no Estado. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) reconhece que a estrutura das nuvens pode ser alterada pela introdução de partículas, mas alerta que os resultados variam conforme o tipo de formação e as condições atmosféricas. Experiências feitas em uma região não podem ser automaticamente reproduzidas em outra, segundo a avaliação da entidade. Uma análise do Escritório de Accountability Governamental dos Estados Unidos, órgão de fiscalização ligado ao Congresso americano, encontrou estimativas de aumento da precipitação entre zero e 20% nos estudos examinados. O relatório ressalta, porém, que as limitações das pesquisas dificultam a medição do efeito real da tecnologia. A chuva poderia ocorrer naturalmente, mesmo sem a intervenção. Para verificar o resultado, seriam necessários radares meteorológicos, pluviômetros distribuídos pela área, informações detalhadas sobre cada nuvem e a comparação com formações semelhantes que não recebessem partículas. O acompanhamento por mais de uma temporada também ajudaria a separar o possível efeito da nucleação da variação natural do clima. A semeadura de nuvens não é uma atividade nova. Há programas de modificação do tempo nos Estados Unidos, na China, na Austrália, na Tailândia e em países do Oriente Médio. Os materiais utilizados variam conforme as características das formações. Em nuvens quentes, podem ser empregadas partículas de sal; em nuvens frias, é mais comum o uso de iodeto de prata. Leia Também: Embrapa produz “cobertas” de lã de carneiro para proteger plantações No Brasil, a nucleação de nuvens está enquadrada entre as operações que podem ser executadas pela aviação agrícola. Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também mencionam aeronaves utilizadas para provocar precipitação. O reconhecimento da atividade, contudo, não representa uma certificação de eficácia para qualquer operação ou condição meteorológica. Para o produtor, a decisão de contratar o serviço deve considerar o custo, a frequência de nuvens adequadas, a área potencialmente atendida e a existência de dados que permitam avaliar o resultado. Também é necessário verificar se a empresa e a aeronave estão regularizadas e se o plano operacional inclui acompanhamento meteorológico. A experiência goiana amplia a atuação dos aviões agrícolas para além da aplicação de defensivos, fertilizantes e sementes. A frota já é empregada no combate a incêndios e agora tenta ocupar espaço na gestão do risco hídrico. A tecnologia pode funcionar como ferramenta complementar, mas não elimina a necessidade de seguro rural, manejo conservacionista, armazenamento de água e sistemas de irrigação onde forem economicamente viáveis. Fonte: Pensar Agro
Congresso do Agronegócio discutirá crédito e comércio exterior
Os efeitos da instabilidade internacional sobre o comércio agrícola, as dificuldades de financiamento e as prioridades do setor para o próximo governo estarão entre os principais temas do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio. O encontro será realizado em 10 de agosto, no Sheraton São Paulo WTC Hotel, na capital paulista. Promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) em parceria com a B3, o congresso terá como tema “Agro & Indústria — integrando e transformando o Brasil”. A programação concentra discussões com impacto direto sobre a atividade rural, como acesso ao crédito, seguro, infraestrutura, novas tecnologias, acordos comerciais e segurança jurídica. A primeira mesa-redonda tratará da posição do agronegócio brasileiro diante das mudanças geopolíticas. O debate deverá abordar o avanço do protecionismo, os conflitos internacionais, a reorganização das cadeias de abastecimento e as exigências ambientais impostas aos produtos agropecuários. Para o produtor, esses movimentos podem interferir nos preços recebidos, no custo dos fertilizantes e de outros insumos importados, no câmbio e no acesso a mercados. A discussão ganhou importância diante do aumento das disputas comerciais e da utilização de tarifas como instrumento de pressão entre países. O painel terá a participação do embaixador Alexandre Parola e do diplomata Braz Baracuhy, com mediação do jornalista William Waack. Outra parte da programação será dedicada às tecnologias desenvolvidas pela indústria para o campo. Automação, conectividade, biotecnologia, bioenergia e novas fontes de energia estarão entre os assuntos previstos. A proposta é discutir como essas soluções podem elevar a produtividade e reduzir custos, mas também os obstáculos à adoção no meio rural. Entre eles estão a falta de conectividade, o custo inicial dos equipamentos e a dificuldade de acesso ao crédito para investimentos de longo prazo. Participarão desse painel representantes da Solinftec, da Inpasa e da Bosch América Latina. O congresso também terá apresentações curtas sobre infraestrutura digital, verticalização da produção e tecnologias ambientais aplicadas ao agronegócio. O crédito rural será tratado em um painel específico sobre investimentos e financiamento em períodos de volatilidade. A programação inclui discussões sobre seguro rural, gestão de risco, mercado de capitais e alternativas ao financiamento bancário tradicional. O assunto chega ao congresso em um momento de margens mais estreitas em diferentes cadeias produtivas, aumento dos custos financeiros e maior dificuldade para renegociar compromissos. Também cresce a procura por instrumentos privados, como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), fundos de investimento e operações estruturadas por meio do mercado de capitais. Representantes da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), da B3, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e da agência de classificação de risco S&P Global Ratings participarão da discussão. A agenda política também terá espaço. A mesa “Novo Governo: Prioridades e Compromissos” deverá apresentar propostas do setor para o próximo mandato presidencial. Infraestrutura, ambiente regulatório, comércio exterior, inovação e integração entre produção rural e indústria estão entre os pontos previstos. Segundo a organização, os candidatos à Presidência da República deverão receber um documento com demandas elaboradas pela Abag. A programação publicada até o momento, porém, não informa quais candidatos participarão presencialmente do encontro. Leia Também: Em Cuiabá, termina nesta sexta, o Seminário do Agronegócio – Sistema Famato e Judiciário A mesa terá o pesquisador Alberto Pfeifer, do Insper Agro Global, o economista Sérgio Vale e Luiz Carlos Corrêa Carvalho, do conselho estratégico da Abag. O encerramento está previsto para ser feito pelo ex-presidente Michel Temer, em palestra sobre perspectivas políticas e econômicas. O evento também entregará o Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade à pesquisadora Iêda de Carvalho Mendes, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ela participou do desenvolvimento da Bioanálise de Solo (BioAS), metodologia usada para avaliar a atividade biológica dos solos agrícolas. O Prêmio Ney Bittencourt de Araújo, destinado a personalidades do agronegócio, será entregue a Luiz Carlos Corrêa Carvalho, sócio-diretor da consultoria Canaplan. Realizado desde 2002, o Congresso Brasileiro do Agronegócio chega à 25ª edição. No ano passado, reuniu mais de 800 participantes presenciais e registrou aproximadamente 3 mil acessos à transmissão pela internet, conforme os organizadores. Serviço Evento: 25º Congresso Brasileiro do AgronegócioData: 10 de agosto de 2026Horário: credenciamento às 8h; programação das 9h às 18hLocal: Sheraton São Paulo WTC Hotel — Avenida das Nações Unidas, 12.559, Brooklin, São Paulo (SP)Inscrição presencial: R$ 1.420, com almoço e intervalos incluídosTransmissão on-line: gratuita, mediante cadastramento prévioInscrições e programação: congressoabag.com.br Fonte: Pensar Agro
Em Ponta Porã, homem com extensa ficha criminal é preso pela polícia
A Polícia Militar de Ponta Porã cumpriu, no sábado (18), um mandado de prisão contra um homem de 22 anos, no Residencial Ponta Porã I em Ponta Porã. A ação foi realizada após os policiais receberem informações de que o suspeito, que possuía mandado de prisão em aberto, estava no endereço localizado na região norte da cidade. Durante a abordagem, a equipe confirmou a ordem judicial e efetuou a prisão. Conforme levantamento policial, o indivíduo possui diversas passagens por crimes como roubo, furto, receptação, tráfico de drogas e violência doméstica. Ele também é apontado como suspeito de envolvimento no furto de uma motocicleta ocorrido no último dia 2 de julho, na Praça da Coopha Fronteira, crime que foi registrado por câmeras de videomonitoramento. Após a prisão, o homem foi conduzido à Primeira Delegacia de Polícia Civil, onde foi apresentado para as providências legais cabíveis. Assessoria de Comunicação Social do 4° BPM/CPA 4
Veja os aniversariantes dessa segunda, dia 20/07/26

Você que tem um familiar, namorado ou um amigo aniversariando, pode enviar a foto com nome dessa pessoa para o E-mail: pontaporainforma@gmail.com ou no whatsapp 067 9 9933 3498 que estaremos postando no dia do aniversário. Aproveite e curta nossa fanpage e inscreva-se no nosso canal do youtube https://www.youtube.com/channel/UCa-6u_sK3ekK1mGy3NlD7rw e nossos instagrans https://www.instagram.com/dora.m.nunes/?hl=pt-br e https://www.instagram.com/pontaporainforma/?hl=pt-br. Adair Dalastra Alan Nascimento Anderson R. Zagonel Antonyelle Martins Camila Latre Cássio Filho Barbara Sengewald Grance Karin Van Arragon Eva Nilza Elio Acosta Dilaine Dila Brun Joao Ramao Alves Kessylene Oliveira Livrada Silva Marilene Aparecida Dutra Lopes Liz Paola Gimenez Luiz Claudio Tuto Tobias Maria Aparecida Pinto Cida Nayana Bustios López Wisley Junior Roberlei Alves Santos Ramon Villalba Eder Antônio Duarte Cantero
PM de Ponta Porã captura foragidos da Justiça no bairro da Granja e no Cherogami
A Polícia Militar de Ponta Porã cumpriu dois mandados de prisão na manhã de sábado (18), resultando na captura de dois homens que estavam foragidos da Justiça. A primeira ocorrência foi registrada por volta das 10h, no bairro da Granja. Após receber informações sobre o paradeiro de um homem de 29 anos com mandado de prisão em aberto, a equipe policial realizou diligências e localizou o indivíduo na via pública. Durante a abordagem e checagem nos sistemas policiais, foi confirmada a ordem judicial em seu desfavor. O indivíduo também possuía antecedentes por tráfico de drogas. Ele foi detido e encaminhado à Primeira Delegacia de Polícia Civil para as providências legais. Pouco mais de uma hora depois, por volta das 11h10, uma segunda ação foi realizada no bairro Cherogami. Durante o policiamento ostensivo e preventivo, os policiais reconheceram um homem de 24 anos, já conhecido pela equipe por possuir mandado de prisão em aberto. Após a abordagem, a situação foi confirmada por meio de consulta aos sistemas policiais. O foragido possuía antecedentes por roubo e furtos. Assim como na primeira ocorrência, ele conduzido à Primeira Delegacia de Polícia Civil. As duas ações reforçam o trabalho contínuo da Polícia Militar de Ponta Porã no combate à criminalidade e no cumprimento de determinações judiciais, contribuindo para a retirada de foragidos das ruas e para o fortalecimento da segurança pública no município. Assessoria de Comunicação Social do 4° BPM/CPA 4
Exportações do Brasil para UE crescem US$ 2 bi após acordo com Mercosul entrar em vigor
Segundo levantamento da ApexBrasil. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025 As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu que entrou em vigor de forma provisória, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à Folha. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, em relação ao mesmo período de 2025. O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há “muitos indícios” de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus. Para ele, seria “muita coincidência” que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho. O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu. A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump. O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes. Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos “continuam sendo importantes”, mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia. De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais. Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. “Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. […] A gente passa a fazer parte de um clube diferente”, afirma. Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo. Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%). Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167. A agência classifica como “oportunidade” um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu. O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio. Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários. Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada. A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas. No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada. Fonte: R7