Nova plataforma acelera seleção de trigo resistente a doenças
Uma nova plataforma de genotipagem incorporada pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) reduziu para cerca de 12 horas uma etapa da análise de DNA do trigo que antes levava dias. A automação diminui custos e permite selecionar com mais rapidez plantas associadas à produtividade, à adaptação ao ambiente e à resistência a doenças. Na prática, a tecnologia deve encurtar parte do trabalho necessário para desenvolver cultivares. Segundo pesquisadores da Embrapa, procedimentos que poderiam consumir um ano agora têm potencial para ser realizados em uma semana, dependendo do volume e do tipo de análise. O avanço é relevante porque o trigo possui um genoma cinco vezes maior que o humano. Depois do sequenciamento completo da espécie, concluído por um consórcio internacional em 2018, a pesquisa passou a contar com informações mais precisas para localizar variações genéticas de interesse agronômico. A plataforma permite analisar simultaneamente 384 amostras e 202 marcadores, gerando aproximadamente 80 mil pontos de informação. A equipe dispõe de dados de cerca de 5 mil marcadores moleculares de trigo e 3,5 mil de cevada compatíveis com o sistema. Esses marcadores funcionam como referências dentro do DNA. Eles ajudam a identificar linhagens que podem carregar características desejáveis e, assim, orientar os cruzamentos realizados pelos programas de melhoramento genético. Uma das aplicações já em andamento é a busca por maior resistência à brusone, doença capaz de provocar perdas importantes nas lavouras de trigo. Quando um marcador associado à resistência é encontrado em determinada planta, essa linhagem pode ser selecionada para novos cruzamentos. A análise genética, contudo, não substitui os testes agronômicos. A presença do marcador indica potencial, mas não garante que a planta será resistente. As linhagens ainda precisam ser expostas ao fungo e avaliadas no campo para confirmar seu desempenho. A plataforma também poderá ser usada para estudar o DNA de microrganismos presentes no solo e relacioná-los ao desenvolvimento da cultura. Outra frente é a identificação de genes ligados às proteínas do glúten, conhecimento que pode apoiar pesquisas de trigo voltadas a pessoas com doença celíaca. Com a geração mais rápida de dados, os pesquisadores conseguem descartar materiais pouco promissores e concentrar os ensaios nas linhagens com maior potencial. Para o produtor, o resultado esperado é a chegada mais eficiente de cultivares adaptadas, produtivas e menos vulneráveis a doenças. Leia Também: Exportações de arroz despencam em maio em meio à polêmica do leilão da Conab Fonte: Pensar Agro
Renegociação de dívidas rurais: veja quem pode aderir e o que fazer
Produtores rurais e cooperativas agropecuárias atingidos por perdas recorrentes poderão contratar novas linhas de crédito para quitar ou reduzir dívidas. O programa foi autorizado pela Medida Provisória 1.376/2026, mas ainda depende da regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para começar a operar nos bancos. A medida não prevê o simples parcelamento dos contratos atuais. A renegociação será feita por meio de um novo financiamento, destinado à liquidação ou amortização das operações enquadradas. A concessão também não será automática: cada banco analisará a documentação, as garantias e o risco de crédito do interessado. Na regra geral, poderão participar produtores e cooperativas que tenham sofrido perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária esperada. O prejuízo poderá decorrer de eventos climáticos extremos — como seca, estiagem, enchente, geada, granizo, vendaval ou excesso de chuva — ou da queda dos preços dos produtos financiados. As perdas precisarão ser comprovadas por laudo de profissional habilitado. Por isso, o produtor deve reunir registros de produção, notas fiscais, contratos, documentos de seguro ou Proagro e outros elementos que permitam comparar a renda esperada com o resultado efetivamente obtido. A regulamentação do CMN poderá detalhar quais comprovantes serão exigidos. A MP alcança operações de custeio, comercialização e industrialização, inclusive contratos que já tenham sido prorrogados ou renegociados. Também poderão entrar determinadas parcelas de investimentos com vencimento entre janeiro de 2024 e dezembro de 2026, além de Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira emitidas em favor de instituições financeiras. As datas de contratação e a situação de cada dívida serão verificadas pelo banco. Na regra geral, o limite será de R$ 400 mil para agricultores familiares enquadrados no Pronaf, com juros de 6% ao ano; R$ 2 milhões para produtores do Pronamp, a 9% ao ano; e R$ 4 milhões para os demais, a 12% ao ano. O pagamento poderá ser feito em até oito anos. A primeira parcela do principal vencerá dois anos depois da contratação, mas os juros serão pagos durante a carência. Há condições especiais para quem comprovar perdas climáticas em três ou mais safras e redução de pelo menos 40% da renda esperada. Nesse caso, os limites sobem para R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores. Os juros serão, respectivamente, de 5%, 8% e 11% ao ano, com prazo de até dez anos. Essa modalidade excepcional, diferentemente da regra geral, é restrita a prejuízos provocados pelo clima. Mesmo antes da regulamentação, o produtor pode procurar a instituição financeira responsável pelos contratos, pedir o levantamento das operações e dos saldos devedores e protocolar uma manifestação de interesse. Esse registro não garante a renegociação, mas antecipa a organização do processo para quando as linhas forem abertas. Leia Também: Colheita do milho já supera 2023 no sul e no Sudeste O banco também poderá prorrogar por até 30 dias parcelas que vencerem no período imediatamente posterior à publicação da MP. A possibilidade vale para operações que estavam em dia em 14 de julho, desde que o produtor cumpra os critérios do programa e solicite uma das novas linhas. A prorrogação não é automática. As contratações deverão ocorrer em até 120 dias após a publicação da medida, prazo que termina, em princípio, em 12 de novembro. A abertura efetiva, porém, dependerá das regras do CMN e da disponibilidade de recursos. A MP já está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso para ser convertida definitivamente em lei. O texto integral da MP 1.376/2026 Passo a passo para pedir a renegociação Procure o banco onde contratou o crédito rural e manifeste formalmente o interesse no programa. Peça o levantamento das dívidas, com contratos, saldos, parcelas e vencimentos. Reúna os comprovantes das perdas, como notas fiscais, registros de produção e documentos de seguro ou Proagro. Providencie um laudo técnico que comprove as safras afetadas e a redução da renda. Protocole o pedido e guarde uma cópia. A contratação começará após a regulamentação do CMN e dependerá da análise do banco. Fonte: Pensar Agro
Com apoio do Plano Safra, cooperado da Cresol fortalece a produção de cacau na Bahia
O acesso ao crédito rural é um dos principais impulsionadores do desenvolvimento da cacauicultura brasileira. Por meio dos recursos do Plano Safra, produtores investem em melhorias nas lavouras, ampliam a produção e tornam suas propriedades mais eficientes e sustentáveis. Esse apoio acompanha um momento positivo da cacauicultura brasileira. Atualmente, o Brasil ocupa a sétima posição entre os principais produtores mundiais e registrou crescimento de 9% na produção da amêndoa entre 2020 e 2025, alcançando estimadas 294 mil toneladas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acesso ao crédito ganha ainda mais relevância na Bahia, estado responsável por aproximadamente 70% da produção nacional de cacau. A Cresol, cooperativa de crédito com mais de 1,1 milhão de associados, contribui para os produtores acessarem linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e se desenvolverem, desde o custeio a investimentos na propriedade, infraestrutura e melhorias para diferentes atividades agrícolas. Cultivo de cacau para renda familiar Há cerca de seis anos, Tiago dos Santos encontrou no cultivo do cacau a principal fonte de renda da família. Cooperado da Cresol e morador de Ituberá (BA), ele produz em uma área de dois hectares. Segundo ele, o cacau é a principal renda da família, que também cultiva outras culturas, como o palmito e o guaraná. “Hoje, o cacau, a partir dessa fonte de renda, a gente consegue ter o sustento da família, melhorar a nossa renda familiar, ampliar a nossa casa e fazer os investimentos que a nossa família precisa”, conta o agricultor. Na propriedade, Tiago e a esposa, Sara Lima dos Santos, realizam juntos todas as etapas do cultivo, desde o manejo até a fermentação e secagem das amêndoas. “Hoje, na área, quem trabalha sou eu e minha esposa. A gente consegue fazer a limpeza, fazer os tratos culturais, adubações, a coleta e a pós-coleta, que é fermentar o cacau. Fazer os processos para sair um cacau de qualidade. E acaba secando na propriedade mesmo, com um pequeno secador solar”. Crédito que impulsiona o cultivo Com o objetivo de viabilizar o cultivo e assegurar a produtividade de sua lavoura, o produtor baiano acessou a linha de custeio do Pronaf por meio da Cresol. Esse recurso financeiro foi essencial para o agricultor garantir a manutenção necessária e os cuidados para os seus cacaueiros. Com o crédito, Tiago conseguiu fazer duas adubações a mais na área de cultivo, fazendo com que a produção da amêndoa aumentasse: passou de 60 a 65 arrobas por hectare para 108 arrobas, um aumento significativo na sua produção. Somado a isso, o produtor destacou a relação próxima mantida com a cooperativa para a obtenção dos recursos. “A Cresol é uma cooperativa muito importante, eu já sou cooperado há mais de cinco anos e ela é fundamental na parte de auxiliar a gente no acesso ao crédito. Ela faz os processos de forma mais ágil”, comenta. Série especial Plano Safra Desde 2003, o Plano Safra é uma das principais ferramentas de incentivo ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro, com linhas de crédito para custeio, investimento e modernização das propriedades rurais. A história de Tiago acompanha uma série especial de reportagens sobre o Plano Safra. A Cresol apresenta modalidades de financiamento disponíveis e mostra como produtores de diferentes atividades utilizam esses recursos para fortalecer seus negócios, ampliar a produção e investir no futuro. As matérias serão publicadas às terças-feiras, entre os meses de junho e agosto.
Mais de 11 mil CNHs aguardam retirada na sede do Detran de Mato Grosso do Sul
Mais de 11 mil Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) aguardam retirada no Setor de Protocolo da sede do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. São documentos de residentes na Capital que não puderam ser entregues pelos Correios e retornaram ao Departamento. O procedimento é simples. Após a emissão da CNH, os Correios realizam até três tentativas de entrega no endereço informado pelo condutor. Caso ninguém receba o documento, ele permanece por sete dias na agência dos Correios mais próxima da residência. Se, mesmo assim, não houver retirada, a CNH é devolvida ao Detran-MS. Na Capital, ela fica armazenada no Setor de Protocolo. Nos municípios do interior, permanece na agência do Detran responsável pelo atendimento. Na sede do Departamento, as CNHs ficam armazenadas no Setor de Protocolo (Bloco 16) e podem ser retiradas a qualquer momento pelo titular ou por um procurador devidamente autorizado. A procuração pode ser feita à mão ou em formato digital, com assinatura GOV.BR , e deve conter o nome completo e o número do documento de identificação do condutor e da pessoa autorizada a fazer a retirada. Atualmente, 11.015 CNHs aguardam retirada na sede do Detran-MS. Entre dezembro de 2024 e junho de 2026, 8.006 documentos já foram entregues diretamente no balcão do Setor de Protocolo. O maior volume é dos anos mais recentes. Em 2025, retornaram ao Detran 6.548 CNHs, das quais 5.384 já foram retiradas no local. Em 2026, foram 4.308, sendo 2.479 entregues aos proprietários até o fim de junho. Como retirar a CNH? Basta comparecer ao Setor de Protocolo (Bloco 16) da sede do Detran-MS, em Campo Grande, portando um documento oficial de identificação. O atendimento no local é de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 7h30 às 11h30 e das 12h30 às 16h30. Caso o titular não possa comparecer, outra pessoa poderá retirar a CNH mediante procuração. O Detran-MS orienta os condutores a manterem o endereço sempre atualizado. A consulta pode ser feita no portal Meu Detran, no menu Habilitação. Caso os dados estejam incorretos, é possível solicitar a atualização cadastral. Com a popularização da CNH Digital, muitos condutores acabaram deixando de buscar a versão impressa do documento. No entanto, a CNH física continua sendo um documento oficial de identificação e pode ser utilizada em diversas situações do dia a dia. Se você aguardava a entrega da sua habilitação pelos Correios e ela não chegou, antes de solicitar uma segunda via, confirme se a CNH foi devolvida ao Detran-MS e onde ela está disponível para retirada. A consulta pode ser feita pela assistente virtual Glória, no WhatsApp ou ligação para (67) 3368-0500. Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS Fonte: Governo MS
Operação Jaguaretê : Exército prepara megaoperação na fronteira a partir de MS

Coordenada a partir de Mato Grosso do Sul, Operação Jaguaretê mobilizará tropas também de Santa Catarina a Rondônia. O Exército Brasileiro tem uma nova estratégia na fronteira do Brasil com Argentina, Paraguai e Bolívia para dissuadir organizações criminosas e dar apoio às forças de segurança pública. Trata-se da Operação Jaguaretê, uma ofensiva estratégica voltada ao combate rigoroso aos crimes transfronteiriços e ao tráfico de drogas. A operação, que abrange forças que atuam de Santa Catarina a Rondônia, é coordenada a partir de Mato Grosso do Sul, no Comando Militar do Oeste (CMO). Em entrevista ao Correio do Estado, o comandante do CMO, general Alcides Valeriano de Faria Júnior, informou que a operação já está planejada há algum tempo e está pronta para começar. No contexto do Exército Brasileiro, a operação é classificada como “singular”, o que significa que será executada com recursos próprios da Força. Um dos pilares da Operação Jaguaretê é a atuação com outras forças de segurança pública. O general Alcides explicou que o Centro de Coordenação de Operações do CMO já realizou reuniões isoladas e com diversas agências para evitar que as tropas interfiram em investigações ou ações em curso de outras instituições. “Se a Polícia Federal, por exemplo, pode estar conduzindo uma operação dela e eu vou na mesma área em que ela está, uma pode atrapalhar a outra”, alertou o comandante. Em ações coordenadas da dimensão da Jaguaretê, uma das maiores preocupações é a natureza da região. Além da coordenação, o sigilo é uma preocupação constante. O comandante ressaltou que, em ambientes de fronteira, o fluxo de dados pode ser um desafio. “Sempre com muito cuidado, porque aqui, você sabe, a fronteira é permeável e as informações também são permeáveis”, explicou o general. A Operação Jaguaretê reforça o papel do CMO como uma das prioridades da Força Terrestre, ao lado do Comando Militar da Amazônia, no esforço de garantir a soberania nacional e a segurança pública em áreas críticas. Comandante do CMO, general Alcides Valeriano de Faria Júnior fala sobre operação que será realizada em todas as fronteiras do País – Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado Para o general, o “ponto alto” da atuação em Mato Grosso do Sul continua sendo a “integração total, troca de informações de maneira completa” entre o Exército e os órgãos de segurança pública e de inteligência. A operação ocorre em todas as unidades do Exército na faixa de fronteira. Em Mato Grosso do Sul, o destaque é para a 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Dourados, a 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal e a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada. Todas elas estão inseridas no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), com destaque para Dourados, onde a implantação do sistema está em estágio avançado. Em outros estados, a operação também já está em andamento. Em Cascavel (PR), a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada intensificou as ações de combate aos crimes transfronteiriços. As equipes realizam ações preventivas e repressivas para combater crimes como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e crimes ambientais. As atividades incluem patrulhamento terrestre e fluvial, instalação de postos de bloqueio e fiscalização de pessoas, veículos e embarcações. As ações ocorrem em parceria com forças de segurança federais e estaduais, como as polícias Federal e Rodoviária Federal, a Receita Federal, as polícias Civis e Militares e destacamentos específicos, como o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) de Mato Grosso do Sul. Uma das ações mais emblemáticas que contou com o apoio do Exército Brasileiro foi a apreensão de cocaína nas cidades de Corumbá e Cáceres (MT), em uma carga de 260 toneladas de madeira oriunda da Bolívia, que pode ter ocultado até 50 toneladas de cocaína. Fonte: Correio do Estado
UE descarta mudar regras e carne brasileira pode perder mercado em setembro
A União Europeia não pretende reduzir suas exigências sobre o uso de antimicrobianos para manter a entrada de produtos brasileiros. Sem um acordo técnico, carnes e outros alimentos de origem animal produzidos no Brasil deixarão de ser aceitos no bloco a partir de 3 de setembro. A posição foi reforçada pelo embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher. O país ocupa até dezembro a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, responsável por coordenar os trabalhos dos governos do bloco. A restrição não decorre da descoberta de contaminação em carregamentos brasileiros. O problema está na comprovação de que o sistema de produção nacional atende às regras europeias, especialmente a proibição de antimicrobianos usados para acelerar o crescimento dos animais e de medicamentos reservados ao tratamento de infecções humanas. Em junho, a Comissão Europeia retirou o Brasil da relação de países considerados aptos a cumprir essas normas. A mudança alcança carne bovina, de frango e de cavalo, além de pescado, mel, tripas e outros produtos antes habilitados. As exigências já estavam previstas na legislação europeia e passam a ser aplicadas integralmente em setembro. Segundo o embaixador, o Brasil conhecia as condições e vinha discutindo sua implementação com autoridades do bloco havia anos. Para retornar à lista, o governo brasileiro terá de demonstrar que possui controles capazes de acompanhar o uso dos medicamentos ao longo da cadeia produtiva. Não basta uma empresa ou fazenda declarar que atende às regras: a União Europeia exige garantias oficiais, fiscalização e certificação. Essa necessidade ajuda a explicar a dificuldade de uma solução rápida. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que a adaptação completa da pecuária bovina poderá levar cerca de 30 meses, considerando o ciclo de produção dos animais. Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram habilitados, o que enfraquece o argumento de que a decisão tenha sido uma barreira dirigida ao Mercosul. Para o bloco europeu, a retirada do Brasil foi resultado da análise técnica da documentação apresentada. A suspensão não fecha todos os mercados para a carne brasileira nem afeta a comercialização no país. Seu efeito ficará concentrado nas empresas e propriedades que abastecem a União Europeia, destino menor em volume do que a China, mas relevante pela compra de cortes de maior valor e pela diversificação das exportações. O impasse ocorre justamente nos primeiros meses de aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Assinado em janeiro, o tratado começou a produzir efeitos em 1º de maio e prevê a redução gradual de tarifas em mais de 90% do comércio entre os blocos. A aplicação provisória está confirmada pela Comissão Europeia. Leia Também: Analistas fazem previsões otimistas para o mercado do boi O acordo, contudo, não elimina exigências sanitárias. A redução de tarifas pode facilitar o comércio, mas cada produto continuará obrigado a cumprir os padrões do mercado importador. Na prática, a carne brasileira poderá ter condições tarifárias melhores e, ao mesmo tempo, permanecer impedida de entrar no bloco por falta de habilitação sanitária. Brasil e Comissão Europeia ainda negociam uma solução. Gallagher afirmou que o bloco está aberto ao diálogo, mas não trabalha com a possibilidade de flexibilizar suas normas. Também não há indicação de que o país conseguirá recuperar a autorização antes de 3 de setembro. Até lá, frigoríficos habilitados precisam acompanhar o destino das cargas e as orientações do governo. Caso o Brasil não seja reincluído na lista, produtos que chegarem ao mercado europeu depois da entrada em vigor da regra poderão não ser aceitos, mesmo que tenham sido embarcados anteriormente. Fonte: Pensar Agro
Valdemar muda versão e nega existência de cotas em emendas parlamentares
Líder do Partido Liberal alegou ter feito somente sugestões de prioridades para a destinação dos recursos. O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, negou a existência de cotas em seu nome para a indicação de emendas parlamentares, ao enviar por escrito a prestação de esclarecimentos ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as investigações que apontam desvios de recursos. O documento foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, do STF, nesta segunda-feira (20). Valdemar mudou a versão ao prestar esclarecimentos ao STF. Anteriormente, ele havia afirmado que intervir na destinação de emendas era parte de suas atribuições como presidente do PL. É lógico [que presidentes partidários interferem em emendas]. É função do presidente cuidar do partido. Quem tem a visão nacional do partido é o presidente”, disse, em entrevista No dia 10, Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões de bens do presidente do PL. A suspeita é de que Valdemar tenha desviado a destinação de emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar. A Polícia Federal apontou que emendas associadas a ele foram “forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.” Dino também solicitou esclarecimentos sobre a gestão das emendas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao ex-deputado Eduardo Cunha e aos presidentes dos demais partidos. Valdemar alegou que fez somente sugestões de prioridades para a destinação das emendas, mas afirmou que os responsáveis pelo ato jurídico da indicação dos recursos seguem sendo os parlamentares. “A exclusividade parlamentar sobre os atos jurídicos de proposição, indicação formal e deliberação não transforma o processo antecedente de formação de preferências políticas em espaço reservado apenas a mandatários”. O documento prossegue: “Presidentes partidários, dirigentes, filiados, governadores, prefeitos, movimentos sociais, associações, sindicatos, especialistas e cidadãos podem apresentar demandas, defender políticas públicas e sugerir prioridades”. Valdemar também comparou o posto dos parlamentares aos dos outros Poderes da República. “A exclusividade constitucional de uma competência não implica exclusividade sobre as informações, as razões e as sugestões que podem anteceder seu exercício. O presidente da República detém a iniciativa de determinadas leis, mas recebe propostas de ministros, técnicos e atores sociais”, sustenta. O presidente do PL continuou: “Magistrados decidem, mas ouvem partes e amici curiae. Parlamentares votam, mas dialogam com eleitores, prefeitos, governadores, especialistas, movimentos sociais, entidades de classe e, evidentemente, com o Presidente de seu Partido Político e a bancada da qual faz parte”. O dirigente salienta: “O presidente nacional do PL não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou poder jurídico de disposição sobre emendas parlamentares.” A sua defesa diz ainda que a “eventual sugestão” do presidente partidário não é vinculante e pode ser rejeitada pelas lideranças parlamentares e, portanto, “de forma alguma modifica a autoria jurídica dos atos subsequentes”. “A autoria, a deliberação e a responsabilidade pelos atos formais permanecem com os agentes e órgãos expressamente designados pela Constituição, pela legislação e normas internas das Casas Legislativas”, diz o documento. “A rastreabilidade deve identificar com precisão quem praticou cada ato jurídico do procedimento, sem converter diálogos políticos antecedentes em atos de disposição do orçamento”. Fonte: R7
ANNP formaliza la recepción de la draga DRM-5 y verifica su operatividad para fortalecer la navegación

La Administración Nacional de Navegación y Puertos (ANNP) formalizó la recepción de la draga DRM-5 “Paraguay”, donada por el Gobierno del Japón, y realizó las pruebas de operatividad de la embarcación en la ciudad de Pilar, como parte del proceso previo a su incorporación oficial a la flota de la institución. El acto administrativo incluyó la firma del Acta de Entrega y Recepción de la embarcación, suscripta por el presidente de la ANNP, Julio César Vera Cáceres; el representante del astillero Fuji Kaiji Kogyo Co., Ltd. (FKK), Yoshimasa Shigeoka; y el representante de la firma consultora S.R.C., Hideyuki Asaoka. Con este procedimiento se completaron los trámites administrativos necesarios para formalizar la transferencia de la draga al Estado paraguayo. Posteriormente, Vera Cáceres encabezó un recorrido técnico a bordo de la DRM-5 “Paraguay”, acompañado por directivos y funcionarios de la ANNP, durante el cual especialistas realizaron diversas pruebas de funcionamiento para comprobar el desempeño de la embarcación y de sus sistemas destinados a las tareas de dragado. Firma del acta de entrega y recepción de la Draga DRM-5. Foto: Gentileza Las demostraciones también contaron con la participación de representantes del astillero FKK, de la consultora S.R.C., de la Agencia de Cooperación Internacional del Japón (Jica) y de la Embajada del Japón, quienes verificaron el correcto funcionamiento de la draga durante las evaluaciones técnicas. Según la ANNP, la incorporación de la DRM-5 permitirá fortalecer la capacidad operativa de la institución para ejecutar trabajos de dragado y mantener la navegabilidad de los ríos, una tarea considerada estratégica para garantizar la continuidad del transporte fluvial y la logística del comercio exterior paraguayo. La entidad destacó que la donación realizada por el Gobierno del Japón contribuirá a optimizar el mantenimiento de las vías navegables, facilitando el tránsito de embarcaciones y respaldando el desarrollo del comercio nacional. La ANNP informó además que próximamente anunciará la fecha de la ceremonia oficial de inauguración y embanderamiento de la nueva draga.
Convenções partidárias têm início e 12 partidos e federações já definiram datas em MS

Período para que partidos e federações definam candidatos para eleições de 2026 termina no dia 5 de agosto. As convenções partidárias estão liberadas a partir desta segunda-feira (20). Ao todo, 12 partidos e federações já definiram datas em Mato Grosso do Sul. Até 5 de agosto, partidos políticos e federações partidárias poderão realizar encontros para oficializar candidaturas e definir coligações para as eleições de 2026. polSegundo as regras da Justiça Eleitoral, as convenções podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida. Confira abaixo o cronograma dos partidos em Mato Grosso do Sul: 21 de julho (terça-feira): Agir 25 de julho (sábado): Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) 26 de julho (domingo): federação formada por Partido dos Trabalhadores (PT), PV e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 1º de agosto (sábado): Partido Liberal (PL), Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Republicanos, Avante, Democracia Cristã (DC), federação Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Cidadania, federação União Brasil e Partido Progressista (PP) 4 de agosto (terça-feira): Partido Democrático Trabalhista (PDT) 5 de agosto (quarta-feira): Novo Sem data definida: Partido Social Democrático (PSD), Partido Republicano Brasileiro (PRB). Após a realização das convenções, os partidos poderão registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. A etapa seguinte será o início da campanha eleitoral e da propaganda eleitoral, previsto para 16 de agosto. Veja as datas do calendário eleitoral. Para este ano, os partidos precisam definir quem vai disputar os cargos de: Presidente; Governador; Senador (duas vagas em disputa por estado); Deputado federal; Deputado estadual e distrital (no caso do DF). Regras para as convenções O Tribunal Superior Eleitoral estabelece algumas regras para o funcionamento das convenções, como: Ata: é obrigatório elaborar um documento citando os nomes e cargos pretendidos de cada um dos escolhidos. O arquivo deve ser enviado para a Justiça Eleitoral até o dia seguinte à convenção e publicado no site do TSE; Lista de presença: compilado com todos os participantes da convenção. Assim como a ata, deve ser publicada na página de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas Eleitorais (DivulgaCandContas) do TSE; Regularidade jurídica: no dia da convenção, o partido deve possuir órgão de direção constituído e anotado no seu tribunal regional eleitoral. Já as federações devem contar com pelo menos um partido político que atenda ao requisito; Prédios públicos: as convenções podem ser feitas em prédios públicos gratuitamente, desde que comuniquem o responsável pelo local com antecedência mínima de uma semana, e se responsabilizando por eventuais danos causados. Período de convenções partidárias começa nesta segunda (20) Fonte: G1 MS
Vuelve el fútbol local, pero más “mundializado”: Los cambios en las reglas del Clausura 2026

El torneo Clausura del fútbol paraguayo arranca el próximo viernes 24 de julio y se viene un campeonato “mundializado” con adaptación de las reglas que ya se imprementaron en la Copa del Mundo. Las actualizaciones representarán un cambio importante, teniendo en cuenta que se busca agilizar aún más el juego y también el VAR puede llegar a tener más incidencia al tener la chance de decidir en más situaciones de juego. Hay tres actualizaciones claves en la búsqueda de hacer el juego más rápido: los jugadores tendrán 10 segundos cronometrados para dejar el campo cuando son sustituidos, si no lo hacen, el que ingresa deberá esperar hasta que el juego vuelva a detenerse después de un minuto cronometrado; el futbolista que recibe atención médica en el campo de juego deberá salir también del mismo y no podrá volver a ingresar hasta después de un minuto de estar fuera; además, el árbitro realizará el conteo de 5 segundos para la reanudación del juego en los laterales y saques de arco, que si no se cumplen, pasarán a ser laterales para el rival o tiros de esquina en el caso de los saques de arco. Por otra parte, el VAR pasará a tener incidencia también en el análisis de las segundas tarjetas amarillas, algo que no formaba parte del protocolo VAR hasta ahora. Con miras al retorno del fútbol Estas son las actualizaciones reglamentarias que se implementarán desde la primera fecha del #ClasuraAPF2026 , conforme a las nuevas disposiciones de la IFAB. https://t.co/0izoMOdm9f ¡Nos acercamos al inicio de la @CopaDePrimera ! pic.twitter.com/QvJGMPU8Y9 — Copa de Primera APF (@CopaDePrimera) July 20, 2026