Por que me tornar “inútil” para os meus filhos pode ser um ato de amor? Por Psicopedagoga Juliana Rauzer

Caros leitores, Escolhi este tema porque, no meu dia a dia, tanto na vida profissional quanto na pessoal, observo inúmeras famílias com dificuldades em estimular e orientar seus filhos. Vejo essa realidade com bebês, crianças pequenas, crianças maiores e até adolescentes. E, pasmem, muitas das dificuldades que alguns adultos enfrentam hoje têm origem em coisas simples que não foram bem estimuladas na infância. A família está absolutamente certa ao querer proteger seu novo membro. Sair da maternidade e olhar para aquele serzinho tão indefeso desperta em nós, pais, um sentimento profundo de missão, cuidado e amor incondicional. Donald Winnicott, pediatra e psicanalista, fala sobre esse instinto de proteção parental como algo essencial para o desenvolvimento emocional saudável da criança, especialmente nos primeiros anos de vida. O problema começa quando, com o passar do tempo, alguns adultos têm dificuldade de “desmamar” essa criança emocionalmente e passam a fazer muito mais do que ela realmente precisa. Maria Montessori já alertava que ajudar a criança em tudo aquilo que ela já é capaz de fazer sozinha é um obstáculo ao seu desenvolvimento. Quando damos comida na boca de uma criança de dois anos, por exemplo, estamos podando oportunidades valiosas de desenvolvimento motor, coordenação, autonomia e até autorregulação. Quando vestimos uma criança de quatro anos que já poderia tentar se vestir sozinha, impedimos o fortalecimento da coordenação motora fina, da organização espacial, da percepção corporal e da autoconfiança. Vestir-se sozinho estimula planejamento, sequência lógica, lateralidade e senso de responsabilidade. O mesmo acontece quando guardamos os brinquedos porque a criança não quer juntar. Mas quem é o adulto da relação? Quando a criança nega ou não realiza uma tarefa, a falha não está nela, pois ela ainda está em processo de desenvolvimento das funções executivas, como controle inibitório, planejamento e persistência. A responsabilidade é do adulto, que precisa estabelecer combinados claros e uma rotina estruturante. A rotina é um elemento fundamental no desenvolvimento infantil. Segundo Vygotsky, é por meio da mediação do adulto e da organização do ambiente que a criança internaliza regras, comportamentos e aprendizagens. A rotina dá segurança, previsibilidade e favorece o desenvolvimento da autonomia. “Tornar-se inútil” aqui é apenas um jeito irônico de dizer: família, deixe a criança crescer. Deixe colocar o tênis trocado, a camisa virada, a louça fora do lugar. É assim que ela constrói autonomia, senso crítico, capacidade de correção e aprendizado por tentativa e erro. A criança começa a desenvolver noções matemáticas muito antes da escola quando é estimulada a dobrar roupas, separar meias de cuecas, abrir e fechar gavetas. Nessas ações simples, ela trabalha classificação, seriação, correspondência, noção de quantidade, espaço e sequência lógica. Esses estímulos podem e devem começar por volta dos dois anos de idade. Da mesma forma, a alfabetização não começa no primeiro ano escolar. Ela se inicia muito antes, com experiências sensoriais, contato com livros, coordenação motora fina, percepção visual, consciência corporal e linguagem oral. A coordenação motora fina, essencial para segurar o lápis, deve ser estimulada desde cedo com atividades como massinha, rasgar papel, encaixes, pintura com giz grosso adaptado à idade, brincadeiras de pinça e manipulação de objetos pequenos. É claro que algumas crianças chegam ao primeiro ano escolar com dificuldades na escrita ou no desenho não por falta de estímulos, mas por apresentarem algum transtorno ou dificuldade específica. Porém, infelizmente, a grande maioria das dificuldades está relacionada à falta de autonomia. Ouço com frequência justificativas como: “Eu dou comida na boca porque senão não come”, “Eu coloco a roupa porque estou com pressa”, “Eu carrego a mochila porque tenho pena”, “Eu escovo os dentes porque ele não sabe direito”. Mas como a criança vai aprender se as oportunidades são constantemente podadas? Deixe errar. Deixe fazer torto. Deixe fazer pela metade. Organize-se para sair um pouco mais cedo, chegue um pouco atrasado se necessário, mas deixe a criança tentar. Crianças estimuladas desde cedo costumam se destacar com desenhos mais elaborados, melhor coordenação, maior autonomia, mais segurança emocional e maior capacidade de resolver problemas. Alguns pais dizem: “Tenho medo de dar tesoura”, “Tenho medo de dar faca”, “Tenho medo de deixar fazer sozinho”. Esse medo excessivo limita experiências essenciais. O ambiente deve ser seguro, mas não estéril. A superproteção atrapalha o desenvolvimento. Mas fica a reflexão: você não tem medo de seu filho crescer e se tornar um adulto dependente de você? Fazer tudo por um filho pode parecer amor, e muitas vezes é. Mas fazer aquilo que a criança já tem condições de fazer sozinha é desrespeito ao seu desenvolvimento. Com todo carinho, isso não ajuda, isso atrapalha. As consequências aparecem na vida adulta na forma de insegurança, baixa autoestima, dificuldade de tomar decisões, dependência emocional e dificuldade de lidar com frustrações. Este texto não é uma crítica, mas um alerta. Jean Piaget nos ensina que as crianças passam por estágios de desenvolvimento e cada um deles precisa ser respeitado, apoiado, mas nunca substituído pela intervenção excessiva do adulto quando a criança já pode agir sozinha. Não se sintam culpados. Errar faz parte. Sou mãe e, muitas vezes, também me vi agindo de forma inadequada. Filhos não vêm com manual de instruções. O mais importante é não persistir no erro e vigiar nossas atitudes para não fazer pela criança aquilo que ela já pode fazer sozinha. O que as crianças já podem fazer sozinhas, por idade: 1 ano: – Ajudar a colocar a fralda no lixo – Guardar brinquedos com ajuda – Segurar a colher – Levar objetos simples para um adulto 2 anos: – Comer sozinho – Guardar brinquedos – Ajudar a colocar a mesa – Jogar lixo no lixo – Escolher entre duas opções de roupa 3 anos: – Vestir partes simples da roupa – Guardar materiais após usar – Lavar as mãos com supervisão – Ajudar em pequenas tarefas domésticas 4 anos: – Vestir-se sozinho – Arrumar a mochila – Estender a própria cama – Guardar roupas – Ajudar a organizar o quarto 5 anos: – Tomar banho com supervisão – Escovar os dentes – Ajudar no

Ponta Porã consolida conceito de saúde resolutiva, afirma prefeito Eduardo Campos

Durante discurso recente na Câmara Municipal, o prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos, fez um balanço do primeiro ano do atual mandato e destacou os avanços estruturais alcançados na área da saúde. Segundo ele, o município consolidou, em 2025, o conceito de Saúde Resolutiva, baseado em método, ciência e organização da rede para garantir atendimento com mais qualidade e efetividade. “Em 2025, consolidamos o conceito de Saúde Resolutiva: uma rede que opera com método e ciência para que o cidadão não seja apenas atendido, mas acolhido com resolutividade. Ponta Porã deu o passo estrutural mais importante: qualificar quem cuida e organizar a rede para resolver melhor e mais perto da casa das pessoas”, afirmou o prefeito. Eduardo Campos ressaltou os investimentos na atenção básica, considerada a base do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os avanços, destacou a conquista de duas residências estratégicas na Atenção Primária: Medicina de Família e Comunidade, com seis vagas, e Residência Multiprofissional em Saúde da Família, com dez vagas. “Isso fortalece o que há de mais decisivo no SUS: acompanhamento próximo, coordenação do cuidado e capacidade de resolver os problemas onde eles acontecem”, pontuou. O prefeito também anunciou que o município está próximo de aprovar a instalação do Laboratório de Inovação em Atenção Primária, em parceria com o Ministério da Saúde e o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. A iniciativa, somada às residências, deve transformar Ponta Porã em um polo regional de inteligência em saúde, com projeção de aproximadamente R$ 29 milhões em investimentos nos próximos três anos. Na prática, segundo Eduardo Campos, os investimentos já se refletem em melhorias concretas. Somente em 2025, o município aplicou cerca de R$ 106 milhões na estruturação da rede de saúde. Entre as entregas estão a reforma do CRE João Kayatt e do AMA, além da conclusão do Centro Especializado de Reabilitação (CER) e da Oficina Ortopédica. Também foram realizadas a ampliação do Consultório de Rua e do ESF Rosângela Pereira da Silva, no distrito de Itamarati. “Mais do que estrutura, qualificamos equipes, fortalecemos a gestão clínica e padronizamos protocolos para elevar a segurança do cuidado”, destacou. O prefeito ressaltou ainda o enfrentamento de gargalos históricos do sistema, como a fila de espera para exames. Com reorganização e gestão, o município reduziu significativamente a demanda reprimida por mamografias, garantindo acesso mais rápido ao diagnóstico. Outro ponto destacado foi a integração entre saúde e saneamento. A parceria com a Sanesul, aliada à atuação dos agentes comunitários de saúde e de endemias, contribuiu para a melhoria dos indicadores epidemiológicos e a redução de problemas de saúde relacionados às condições sanitárias. “Isso é prevenção, responsabilidade e respeito ao dinheiro público”, afirmou. Para 2026, Eduardo Campos anunciou que já está contratada a implantação do Complexo de Atendimento e Cuidado com a Saúde da Mulher – Clínica da Mulher, que deve ampliar e qualificar o atendimento feminino com mais acolhimento, agilidade e resolutividade. “A saúde em Ponta Porã não escolheu o caminho fácil, mas o caminho certo: o dos pilares da formação, da gestão e da inovação”, concluiu o prefeito.

MDS promove diálogo com artesãos Yanomami sobre inclusão socioeconômica em Roraima

Aprimorar capacidades produtivas, valorização comercial do artesanato e expansão dos canais de comercialização. Essas são algumas iniciativas do projeto de inclusão socioeconômica para artesãos indígenas de Roraima. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) organizou uma assembleia, em Surucucu (RR), para ouvir as demandas e apresentar a proposta do Governo do Brasil para os Yanomami. Realizada na Terra Indígena Yanomami, na Comunidade Surucucu, a assembleia contou com a participação de 89 artesãos Yanomami e foi mediada pelo líder indígena Hekurare Waihiri, responsável pela tradução simultânea do português para a língua local, garantindo a plena compreensão das informações apresentadas. Durante a atividade, os participantes demonstraram interesse na proposta e destacaram a importância do projeto para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido. “As comunidades ficaram muito felizes com o projeto, para a gente mostrar esse trabalho das mulheres, dos jovens. Então, nós todos estamos felizes”, afirmou Hekurare Waihiri. Os artesãos exibiram suas produções, que foram organizadas em quatro modalidades: cestaria, biojoias, acessórios femininos de lã e artefatos de madeira. A partir desse mapeamento, a equipe do MDS dialogou com os participantes para identificar as principais ferramentas e insumos necessários para apoiar e qualificar a produção artesanal local. Os trabalhadores também manifestaram interesse em participar de oficinas voltadas à comercialização dos produtos, tratando de temas como precificação, etiquetagem, agregação de valor e diferentes formas de acesso a mercados. O líder Hekurare Waihiri acenou para a intenção de estruturar, na região, um espaço permanente de comercialização que associe a venda do artesanato ao resgate da memória e da cultura Yanomami. O evento foi organizado pela Secretaria de Inclusão Socioeconômica do MDS, em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A equipe da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad), também do MDS, prestou esclarecimentos sobre o cadastramento diferenciado de povos indígenas e mapeando os desafios relacionados à documentação e à inclusão cadastral dos artesãos Yanomami da comunidade. A ação de inclusão socioeconômica, por meio do Acredita, ainda será desenvolvida com artesãos indígenas de Cantá (RR) e do Alto Rio Negro (AM). O objetivo com o projeto é garantir mais opções de renda para as famílias, a fim de que conquistem a autonomia financeira por meio das próprias produções. Coordenado pelo MDS, o Programa Acredita no Primeiro Passo visa ajudar famílias inscritas no Cadastro Único a melhorarem de vida, a partir do investimento em capacitação profissional e para o empreendedorismo. Com isso, o programa oferece apoio para quem busca emprego e oportunidades para quem quer abrir seu próprio negócio, incluindo acesso a microcrédito com juros baixos e orientação especializada. Assessoria de Comunicação – MDS Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

Excelência científica: instituições científicas do MCTI conquistam nota máxima na avaliação da Capes

Quatro instituições científicas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) receberam nota máxima no principal indicador da qualidade do ensino superior brasileiro. A avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) reconheceu que os programas de pós-graduação dessas entidades têm inserção internacional consolidada e que a produção acadêmica delas é de alta relevância.   Receberam nota 7 a organização social Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e as unidades de pesquisa Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF); Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict); e Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).  Foram analisados critérios como produção intelectual, formação de mestres e doutores, impacto social e cooperação global. Com esses resultados, as instituições vinculadas do MCTI reafirmam seu papel estratégico na soberania científica e tecnológica do País e garantem que o conhecimento produzido nos laboratórios se transforme em soluções práticas para a sociedade brasileira.  Agora, o desafio é sustentar o patamar de excelência por meio de parcerias com o setor privado e garantir o fomento para novos talentos. “Manter a nota 7 exige o aprimoramento contínuo em todas as frentes: da produção científica à cooperação internacional”, destaca o coordenador da Pós-Graduação do LNCC, Antônio Tadeu Azevedo Gomes.  Sobre a avaliação da Capes  Os programas de pós-graduação no Brasil são submetidos a um processo de avaliação quadrienal coordenado pela Capes. Durante o período, são coletadas informações sobre o destino dos egressos (distribuídos entre academia, indústria e organizações globais), a produção científica de alunos e docentes, além da eficácia do planejamento estratégico e da autoavaliação institucional.  Um programa recebe nota 6 ou 7 quando tem boa inserção nacional, regional e internacional, além de boa produção científica e destino qualificado dos egressos. Essa classificação se traduz em produção científica publicada em periódicos de alto impacto; acordos de cooperação firmados com instituições globais; e formação de mestres e doutores capazes de atuar tanto na academia quanto na indústria de ponta.  No LNCC, por exemplo, os egressos são bem recebidos tanto na academia quanto no mercado. Também existem parcerias com instituições como o Instituto de Matemática e Computação Francês, o Barcelona Supercomputer Center e a Academia de Ciências Chinesa. Há cinco docentes incluídos entre os 2% mais influentes cientistas do mundo, de acordo com levantamento feito pela Universidade de Stanford.   Conheça as vinculadas nota 7 do MCTI – Instituto de Matemática Pura e Aplicada  Referência mundial, o Impa mantém a nota 7 desde o início da implementação do atual sistema de avaliação da pós-graduação no Brasil. Portanto, o instituto tem o primeiro programa de pós-graduação em Matemática no Brasil a atingir o nível de excelência internacional reconhecido pela Capes.  A organização social se destaca também por ser a única instituição da América Latina com um pesquisador laureado com a Medalha Fields, o Arthur Avila. A condecoração é considerada o Nobel da Matemática.  O instituto é o pilar da matemática avançada no Brasil e forma pesquisadores que ocupam posições de liderança nas melhores universidades do globo. Recentemente, a instituição expandiu sua atuação com o Impa Tech.  – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia  O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Ibict consolidou-se como referência na área. Segundo o diretor da unidade de pesquisa, Tiago Braga, receber a nota máxima na avaliação da Capes representa o esforço coletivo de todas as pessoas que passaram pelo curso ao longo dos anos. “Somos a casa da informação no Brasil, e cabe a nós sermos referência no ensino e na pesquisa na área. Acredito que temos muito a contribuir para o País e essa nota nos permitirá alcançar ainda mais pessoas”, avalia o diretor do Ibict.  – Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas  O coordenador da Pós-Graduação da CBPF, Roberto Sarthour, destaca que “esse resultado é fruto de um acompanhamento contínuo das atividades acadêmicas, do planejamento coletivo e do compromisso com a formação de qualidade”. Para ele, a nota é fruto do trabalho conjunto de docentes, discentes, técnicos e analistas.  Para os doutorandos Munique Eva de Araújo e Matheus Balbino (dois entre os mais de cem alunos regularmente matriculados), o resultado reflete uma experiência construída no cotidiano do CBPF. “Os alunos contribuem diariamente, no contato com pesquisadores e colaboradores, exercendo pesquisa de alto nível. Isso acarreta e contribui para uma instituição forte e de referência na comunidade científica.”  – Laboratório Nacional de Computação Científica  O LNCC opera o Supercomputador Santos Dumont, o maior da América Latina. O laboratório tem hoje 50 alunos de doutorado e 42 de mestrado. Por ano, ingressam na unidade cerca de 16 doutorandos e 20 mestrandos.   O diretor do LNCC, Fábio Borges, explica que uma das principais missões da unidade é formar recursos humanos na área de computação científica. “A nossa produção tem impacto na vida das pessoas e alcança diferentes áreas do conhecimento, como bioinformática, inteligência artificial, computação de alto desempenho”, afirma.     Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Motorista é preso com 69 quilos de cocaína em carga de minério

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Caminhoneiro que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta segunda-feira (9/2), pela PF (Polícia Federal), transportando aproximadamente 69 quilos de cocaína em meio a uma carga lícita de minério, em Terenos. Os policiais deram ordem de parada ao condutor do veículo e durante fiscalização, encontraram o entorpecente. Diante do flagrante, o homem foi conduzido […] (Motorista é preso com 69 quilos de cocaína em carga de minério)

Ferrovia Centro-Atlântica: Ministério dos Transportes acompanha reforço da frota ferroviária em Minas Gerais

Os trilhos que cortam o interior de Minas Gerais ganharam reforço nesta segunda-feira (9). O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, acompanhou, em Sete Lagoas (MG), a entrega de oito novas locomotivas que passam a operar na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), amplia a capacidade de transporte de cargas e reforça a modernização do setor ferroviário. Os equipamentos fazem parte do plano de investimentos da concessionária VLI voltado ao fortalecimento da logística ferroviária nacional. “Com investimento de R$ 200 milhões, os equipamentos são de alta potência e contam com tecnologia que permite mapear a geometria da via e tornar a operação mais eficiente, além de oferecer melhores condições de trabalho, com mais conforto e segurança.”, afirmou o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro. Com 7.856,8 quilômetros de extensão, a FCA atravessa os estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal. A ferrovia é corredor logístico essencial para o escoamento de cargas essenciais à economia brasileira, como soja, milho, farelo de soja, açúcar, fertilizantes e derivados de petróleo. . As novas locomotivas, produzidas no Brasil pela empresa Progress Rail, serão utilizadas no transporte de cargas gerais, incluindo produtos siderúrgicos e minerais. “Nos últimos três anos, a VLI adquiriu 27 locomotivas em Minas Gerais, com investimentos de cerca de R$ 600 milhões. Esse movimento faz parte de um esforço contínuo, em conjunto com o Ministério dos Transportes, a ANTT e demais órgãos, para viabilizar a renovação da concessão e estruturar o maior projeto de investimento ferroviário do país. Quando esse processo for concluído, o volume de recursos será o maior já visto em concessões ferroviárias”, destacou o CEO da VLI, Fábio Marchiori.  Expansão da malha ferroviária O Governo do Brasil tem avançado na ampliação da participação do modal ferroviário na matriz de transportes brasileira. Em novembro de 2025, o Ministério dos Transportes lançou a Política Nacional de Concessões Ferroviárias, que estabelece diretrizes de planejamento, governança e sustentabilidade para o setor, além de um novo modelo de financiamento que combina recursos públicos e privados. A política permitiu a estruturação da maior carteira ferroviária da história recente do país, com previsão de oito leilões de concessão que abrangem mais de 9 mil quilômetros de ferrovias. A expectativa é atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos, com potencial de até R$ 600 bilhões ao longo da vigência dos contratos. “O governo do presidente Lula, sob a liderança do ministro Renan Filho, tem atuado para trazer investimentos históricos em infraestrutura. Estamos batendo recordes de aportes no modal ferroviário e nunca se investiu tanto em infraestrutura no país. Essa política é econômica e estratégica: gera emprego, renda, inovação, produtividade e competitividade. O futuro do país passa pelos trilhos”, ressaltou Leonardo Ribeiro. Entre os projetos previstos estão o Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), a Ferrogrão, o Corredor Leste-Oeste, a Malha Oeste e os corredores da Malha Sul. Além disso, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) ultrapassou 35% de execução em 2025, consolidando-se como eixo estratégico para o escoamento da produção agrícola. A ferrovia conectará Goiás a Mato Grosso e será integrada à Ferrovia Norte-Sul (FNS). No Centro-Oeste, avançam ainda as ações para a operação plena da FNS e da FCA, além de estudos para novas ligações ferroviárias estaduais em Goiás, com trechos entre Mineiros, Jataí, Rio Verde, Barra do Garças e Acreúna. “Há muito tempo o Brasil não tinha um norte tão claro para o desenvolvimento ferroviário, com projetos maduros, novos leilões e expectativa muito positiva para os próximos anos. Esse movimento representa mais capacidade, mais eficiência logística, redução de emissões e a transferência de cargas das rodovias para os trilhos, beneficiando diretamente a economia nacional”, afirmou o diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Davi Barreto. Renovação da FCA Alinhado à estratégia de fortalecimento do transporte ferroviário, o Ministério dos Transportes atua no aprimoramento dos processos de renovação antecipada das concessões ferroviárias. A Portaria nº 532/2024 diretrizes para conferir maior previsibilidade e foco em investimentos estruturantes nos contratos de concessão, incluindo o da Ferrovia Centro-Atlântica. O processo de renovação da FCA prevê investimentos de R$ 13,82 bilhões em Capex, além de impactos econômicos expressivos, como a geração estimada de mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e por efeito de renda. “Políticas públicas bem delimitadas e direcionadas estão possibilitando a retomada dos investimentos no setor ferroviário, inclusive em processos complexos como a renovação antecipada da FCA, que atravessa oito estados e mais de 250 municípios. É um movimento que se traduz na geração de emprego, renda e desenvolvimento, com impacto direto em Minas Gerais”, destacou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio. A atuação conjunta do Ministério e da ANTT tem assegurado o avanço do processo, atualmente em fase final de análise, com foco na modernização da infraestrutura e na ampliação da capacidade de transporte. A expectativa é que o novo contrato, com vigência de 30 anos, entre em vigor antes do encerramento do contrato atual, previsto para agosto de 2026, assegurando a continuidade das operações e o fortalecimento de um corredor logístico estratégico para o país. Assessoria Especial de ComunicaçãoMinistério dos Transportes Fonte: Ministério dos Transportes

Vigilância da fronteira e redução dos índices de criminalidade estão entre as metas da Sejusp para 2026

Tornar Mato Grosso do Sul mais seguro e com melhor qualidade de vida ao cidadão. Este é um dos pilares do Governo do Estado e está nas metas da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) para 2026. Para construir este ambiente, o foco será em maior vigilância na fronteira e em mais ações para reduzir os índices de criminalidade. Os projetos e metas da pasta foram apresentados nesta segunda-feira (9) ao governador Eduardo Riedel, quando foi assinado o documento no programa Contrato de Gestão 2026. “Tivemos uma reunião muito produtiva, já planejando as ações que vamos realizar em 2026. São grandes entregas previstas entre elas o aumento do número de viaturas para o policiamento preventivo, assim como ações na região de fronteira, onde nós temos uma grande preocupação”, destacou o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. Metas e novos projetos foram apresentados pela Sejusp nesta segunda-feira Ele destacou que estas ações visam reduzir cada vez mais os índices de criminalidade do estado, que hoje são referências no âmbito nacional. “Para isto não vamos só observar as prioridades nos investimentos em áreas mais críticas, mas também em diversos setores, com a busca por celeridade nas entregas”. Outro ponto importante do contrato é aumentar a emissão das carteiras de identidade em diferentes locais, como em assentamentos, aldeias e comunidades mais distantes. “Buscamos atingir o maior volume de pessoas atendidas com as novas cédulas de forma gratuita”. Também foi mencionado o trabalho realizado nas unidades prisionais. “O foco é ter estruturas adequadas e ter um aumento cada vez mais das pessoas encarceradas estudando e trabalhando, para conseguirem uma mudança de vida”, explicou Videira. Detran-MS Integrante da Sejusp, o Detran-MS (Departamento Estadual do Trânsito de MS) também apresentou seus projetos e metas para o ano. Foram três pontos principais apresentados ao governador. Contrato de Gestão da Sejusp assinado na Governadoria “Entre eles está a reforma e ampliação das agências, implantar sinalização em mais de 20 municípios e a instalação de novos totens e autoatendimentos. Eles são importantes e positivos para população, tanto na área digital, como no bom atendimento ao cidadão”, descreveu o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade Júnior. Referência nacional no serviço digital, o Detran vai continuar expandindo estas ferramentas à população. “Acredito que a cada dia temos que trazer novidades boas na área digital, ampliando o alcance e o atendimento. Vamos fortalecer os serviços de comunicação informando o cidadão com antecedência sobre o licenciamento, vencimento da carteira de habilitação Vamos trabalhar muito neste sentido”, explicou Rudel Trindade. O Contrato de Gestão é um programa de sucesso nacional, com 11 anos de história. Ele define os projetos e metas de cada secretaria para o ano. O objetivo é construir propostas inovadoras que vão melhorar os serviços públicos, com resultados diretos na vida do cidadão. Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom Fonte: Governo MS

CGU promove oficina sobre Linguagem Simples aplicada à Carta de Serviços ao Usuário

A Controladoria-Geral da União (CGU), através da Ouvidoria-Geral da União (OGU) realizou, na última quinta-feira (05/02), a Oficina “Linguagem simples aplicada à carta de serviços ao usuário”. A iniciativa, que faz parte das ações de melhoria das cartas de serviços, teve como objetivo capacitar colaboradores das ouvidorias integrantes do SisOuv quanto ao uso da linguagem simples na descrição de serviços e demais informações, contribuindo para uma melhor experiência do cidadão no acesso aos serviços públicos. A abertura da oficina foi realizada pelo diretor de Defesa do Usuário de Serviço Público (DUSP), Leonardo Alamy. A coordenadora-geral de Avaliação de Serviços Públicos (CGASP), Maria Luiza Firmiano Teixeira, fez a mediação do curso. O encontro teve como foco a apresentação dos conceitos fundamentais da linguagem simples e sua aplicação prática na descrição de serviços públicos de atendimento. A oficina foi conduzida pelo servidor da Unicamp e especialista em Linguagem Simples, Thiago Pinheiro Rosa. Durante o curso, os participantes tiveram acesso a uma introdução ao conceito de linguagem simples, seguida de atividades práticas de elaboração e organização de textos, com foco na melhoria da clareza, objetividade e acessibilidade das informações constantes nas cartas de serviços ao usuário. Atividades práticas voltadas à clareza e acessibilidade O palestrante enfatizou a importância do tema na relação com o cidadão. “A Linguagem Simples é essencial para garantir que a comunicação com o cidadão seja clara, direta e realmente compreendida. Quando usamos estrutura organizada e vocabulário adequado ao público, facilitamos o acesso à informação e ao direito. Isso reduz erros, retrabalho e dúvidas no atendimento. Também fortalece a confiança nas instituições públicas e valoriza o serviço prestado. Comunicar bem não é apenas simplificar o conteúdo, mas tornar a mensagem útil para quem precisa dela”, disse ele. Para a ouvidora do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Rejane Alves de Almeida, que participou da oficina, o curso foi um momento extremamente enriquecedor. “Os conteúdos e ferramentas apresentados são diretamente aplicáveis às nossas atividades na Ouvidoria, fortalecendo a clareza e a acessibilidade da comunicação com o cidadão. Levo contribuições valiosas, especialmente para a atualização da Carta de Serviços ao Cidadão, com foco em mais transparência, objetividade e melhor experiência do usuário”, falou ela. Fonte: Controladoria-Geral da União

Superciclo da infraestrutura: ministro Renan Filho debate momento histórico de investimentos no setor

Com investimento recorde na infraestrutura de transportes do país, o Ministério dos Transportes recolocou a logística no centro da agenda pública. Nesta segunda-feira (9), o ministro Renan Filho debateu os desafios e avanços do setor durante evento promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Saímos de uma agenda de um leilão por ano no governo anterior e entramos em um novo ciclo, mais transparente e sustentado por projetos consistentes. Isso mudou completamente a capacidade de financiamento do país e a percepção internacional sobre a atratividade da logística brasileira”, afirmou o ministro. A atuação conjunta entre o Ministério dos Transportes e o BNDES acelerou os aportes nos modais terrestres, com R$ 40 bilhões destinados às ferrovias entre 2023 e 2025. O volume é 60% superior ao total aplicado entre 2019 e 2022. Já no modal rodoviário, a ampliação dos recursos por meio de concessões e reajustes contratuais com a iniciativa privada deve superar R$ 396 bilhões até 2026. “Além de investir R$ 65 bilhões de orçamento público, mais que o dobro do governo anterior, o Ministério dos Transportes vai contratar mais de R$ 400 bilhões em investimentos privados com a iniciativa privada”, reforçou Renan Filho. A dinâmica institucional entre os órgãos define que o ministério estabelece as prioridades e diretrizes da política pública do setor, indicando os empreendimentos elegíveis à captação de recursos, enquanto o BNDES responde pelo financiamento de obras federais, concessões e parcerias público-privadas (PPPs), no caso de rodovias e ferrovias. “O Governo do Brasil, por meio do Novo PAC, especificamente, conta com R$ 788 bilhões em investimentos em infraestrutura. Estamos muito otimistas de que esse volume pode chegar a R$ 1 trilhão, com o banco tendo um papel decisivo nesse processo”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Investimento que gera desenvolvimento Na prática, os projetos de infraestrutura são submetidos à análise do banco, que verifica a viabilidade econômica, técnica e ambiental antes da liberação de recursos. O BNDES também oferece apoio técnico em estudos, modelagem de concessões, estruturação de leilões e articulação com estados e a iniciativa privada, por meio da disponibilização de linhas de crédito, garantias, participação financeira e instrumentos de estímulo ao mercado, como debêntures de infraestrutura. Um exemplo recente foi a aprovação, pelo BNDES, em dezembro do ano passado, da primeira emissão de debêntures de infraestrutura em dólar, destinando R$ 1,05 bilhão à Eldorado para a construção de uma ferrovia de uso autorizado de 86,7 quilômetros entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado (MS), voltada ao escoamento de celulose. “Trabalhamos para acelerar o ciclo de investimentos em ferrovias, modernizando mecanismos de carência e prazos e desenhando novas iniciativas. À medida que o mercado avança, o banco acompanha esse movimento, oferecendo soluções inovadoras”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A operação foi a primeira do mercado local no âmbito da Lei nº 14.801/2024, com benefício tributário ao emissor e remuneração atrelada à variação cambial. O modelo se consolida como referência ao fortalecer a conectividade entre os modais logísticos e contribuir para o crescimento econômico, ao ligar a unidade industrial da empresa à malha da Rumo, com acesso ao Porto de Santos (SP), principal corredor de saída de cargas destinadas ao comércio exterior. Para 2026, a atuação conjunta do BNDES e do Ministério dos Transportes deverá viabilizar boa parte dos 13 leilões rodoviários previstos, com investimento de R$ 149 bilhões. No setor ferroviário, a previsão é de oito certames, com R$ 140 bilhões em novos aportes e impacto sistêmico relevante, com potencial de mobilizar até R$ 600 bilhões no modal, abrangendo corredores estratégicos e a expansão da malha nacional. “Estamos nos aproximando daquilo de que a nossa economia precisa para não frear. O Brasil tem um nível de competitividade gigantesco e, se adicionarmos isso à infraestrutura, vai evoluir muito mais”, ressaltou Renan Filho. Avanços e desafios O evento promovido pelo BNDES reuniu o Governo do Brasil e o setor privado para debater não apenas os avanços na área de infraestrutura, mas também os desafios para viabilizar o pipeline de projetos dos próximos anos e os mecanismos de atração de capital para o financiamento do setor. O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, foi responsável pela moderação do painel “Como garantir a sustentabilidade do ciclo de infraestrutura e impulsionar ainda mais os investimentos”. Para ele, são fundamentais, dentro das políticas adotadas, a qualidade e o rigor na padronização dos projetos, para que os investidores saibam o que esperar, a segurança regulatória para aportes que muitas vezes são de longo prazo, o fortalecimento do mercado de capitais com foco em competitividade e inovação, uma visão sistêmica dos modais e a credibilidade do Estado. “No atual governo, conseguimos mudar o cenário brasileiro e resolver problemas como a modelagem de contratos, a falta de transparência na carteira de ativos e a baixa adesão às licitações. Não é apenas um conceito de infraestrutura; trata-se da melhoria da produtividade da economia brasileira”, finalizou o secretário-executivo, George Santoro. Assessoria Especial de ComunicaçãoMinistério dos Transportes Fonte: Ministério dos Transportes

MPA cancela registros de pescadores suspensos por irregularidades

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que a Portaria MPA nº 629, fevereiro de 2026, publicada nesta segunda-feira (9/2) determinou o cancelamento dos registros de pescadores e pescadoras profissionais que estavam previamente suspensos, conforme estabelecido na Portaria MPA nº 548, setembro de 2025. A suspensão dos registros foi adotada no final de 2025, com base em inquérito conduzido pela Polícia Federal, no contexto da Operação Big Fish, que apurou indícios de irregularidades relacionadas ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). O MPA esclarece que os pescadores e pescadoras suspensos não apresentaram recurso administrativo dentro do prazo legal previsto, de 30 dias. Dessa forma, foi formalizado o cancelamento, em conformidade com o devido processo administrativo e com a legislação vigente, não cabendo mais recurso. O Ministério reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a integridade dos instrumentos de registro e controle da atividade pesqueira no país. Confira a lista completa dos registros cancelados. Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura