Peritos orientam sobre cuidados relacionados ao ‘Boa Noite, Cinderela’

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, por meio da DQT (Divisão de Química e Toxicologia), orienta a população para os riscos do uso criminoso de substâncias conhecidas popularmente como “Boa Noite, Cinderela”, especialmente durante o período de Carnaval, quando há maior consumo de bebidas alcoólicas e maior circulação de pessoas em eventos públicos […] (Peritos orientam sobre cuidados relacionados ao ‘Boa Noite, Cinderela’)

Após discussão por ciúmes, homem espanca esposa com golpes de martelo na frente do filho

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Homem, não identificado, foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (16/2), após tentar matar a esposa com golpes de martelo, na frente do filho, em Água Clara. Segundo a polícia, a mulher deu entrada no Hospital Municipal da cidade com ferimentos provocados pelas agressões físicas e contou aos agentes que apanhou depois de uma […] (Após discussão por ciúmes, homem espanca esposa com golpes de martelo na frente do filho)

PF faz buscas para apurar vazamento de dados de ministros do STF e parentes

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão que miraram servidores públicos em três estados. Segundo a PF, os mandados foram cumpridos a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação da PF ocorreu em […] (PF faz buscas para apurar vazamento de dados de ministros do STF e parentes)

Bêbado, empresário atropela motociclista com caminhonete na BR-163

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Ricardo Boschetti Medeiros, de 40 anos, empresário do ramo imobiliário de Dourados, foi preso na noite desta segunda-feira (16/2), após atropelar um motociclista na BR-163, na saída para Caarapó, identificado como Lui Henrique de Oliveira Rosa, de 22. Conforme apurado pela reportagem, Ricardo estava visivelmente embriagado e conduzia uma caminhonete S10 que praticamente “engoliu” a […] (Bêbado, empresário atropela motociclista com caminhonete na BR-163)

“Guerra D’Água” movimenta o Carnaval em Ponta Porã nesta terça-feira

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero O calor intenso de fevereiro e a animação do Carnaval criam o cenário perfeito para uma das tradições mais aguardadas de Ponta Porã: a já consagrada “Guerra D’Água”. A brincadeira, que integra o calendário oficial de festividades do município, terá nesta terça-feira seu segundo dia de “disputa” pelas ruas centrais da cidade. Realizada sempre no […] (“Guerra D’Água” movimenta o Carnaval em Ponta Porã nesta terça-feira)

2 de Mayo enfrenta o Sporting Cristal em noite histórica pela Copa Libertadores

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero A fronteira entre Brasil e Paraguai vive clima de decisão. Depois de escrever um capítulo inédito em sua trajetória continental ao eliminar o Alianza Lima, o Club 2 de Mayo volta a campo nesta terça-feira (17) para mais um desafio histórico pela Copa Libertadores da América. O adversário da vez é o Sporting Cristal, em […] (2 de Mayo enfrenta o Sporting Cristal em noite histórica pela Copa Libertadores)

Abate mais cedo pode reduzir em até 40% as emissões da pecuária de corte

A redução da idade de abate do gado começa a ganhar peso não apenas como estratégia produtiva, mas também ambiental dentro da pecuária brasileira. Levantamentos conduzidos pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) e análises da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) indicam que encurtar o ciclo do animal é uma das medidas mais imediatas para diminuir a intensidade de emissões de carbono por quilo de carne produzida no País. Segundo os estudos, ao antecipar o abate e elevar a eficiência produtiva, a pecuária pode reduzir entre 30% e 40% das emissões por unidade de produto em situações reais de adoção tecnológica. O ganho ocorre porque o animal permanece menos tempo no sistema produtivo, diminuindo o período de fermentação entérica — principal fonte de metano — e também o volume total de pasto e suplementação consumido ao longo da vida. Hoje, boa parte do rebanho nacional ainda é abatida em idade relativamente elevada para padrões produtivos modernos. A redução de cerca de um ano no ciclo de produção já é suficiente para cortar significativamente as emissões acumuladas por animal, além de aumentar a taxa de giro da fazenda e a produção por hectare. Os levantamentos apontam que, quando a antecipação do abate é combinada com genética melhorada, suplementação nutricional, recuperação de pastagens e manejo mais intensivo, o impacto ambiental se amplia. Em cenários de maior adoção tecnológica, a pecuária brasileira poderia reduzir suas emissões totais em até 80% até 2050. Em modelos teóricos que incluem captura de carbono no solo e sistemas integrados de produção, a queda líquida projetada pode se aproximar de 90%. Parte relevante desse resultado está no solo. Pastagens recuperadas acumulam matéria orgânica e funcionam como reservatórios de carbono. Sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta ampliam a biomassa vegetal e retiram CO₂ da atmosfera, enquanto aditivos alimentares e dietas balanceadas melhoram a conversão alimentar e reduzem a produção de metano por animal. A Abiec avalia que a modernização da cadeia produtiva — incluindo rastreabilidade, padronização sanitária e terminação mais eficiente — permite expandir essas práticas sem comprometer competitividade internacional. Pelo contrário: mercados compradores, principalmente Europa e Ásia, passaram a incorporar critérios ambientais na negociação da carne bovina. Para pesquisadores, a discussão também envolve método de medição. A pecuária tropical brasileira é majoritariamente a pasto e não pode ser comparada diretamente a sistemas confinados de clima temperado. Ao produzir mais carne por área e por animal em menor tempo, a atividade reduz a emissão por quilo produzido, mesmo mantendo grande rebanho absoluto. Leia Também: Câmara aprova isenção do pagamento de crédito para agricultores gaúchos Na prática, a agenda ambiental da pecuária passa menos por redução de produção e mais por produtividade. Abater mais cedo, produzir mais arrobas por hectare e manejar melhor o pasto tornou-se não só estratégia econômica — com maior giro de capital e menor custo por arroba — como também argumento ambiental em um mercado global cada vez mais sensível à origem da proteína. Fonte: Pensar Agro

Parceria entre Ministério das Mulheres e Afoxé Filhos de Gandhy reforça combate à violência contra a mulher no carnaval de Salvador

“Estar presente no bloco é chamar a atenção dos homens sobre a importância de denunciar qualquer forma de agressão, assédio ou importunação sexual, utilizando o Ligue 180. Queremos envolver todos, especialmente eles, para que sejam vozes mais ativas na proteção das mulheres, no incentivo à denúncia e na construção de uma cultura de respeito, a promoção dos direitos das mulheres. Para que haja um carnaval mais seguro para todas”, destacou a ministra da Mulheres, Márcia Lopes, na concentração do desfile do Afoxé Filhos de Gandhy, no Farol da Barra, em Salvador (BA). A presença da ministra no tradicional bloco, que é composto exclusivamente por homens, com forte atuação cultural e social na Bahia, integra a estratégia do Governo Federal de engajar o público masculino na campanha de conscientização e orientação para o enfrentamento à violência contra as mulheres, ainda mais em manifestações culturais, como o Carnaval de Salvador. A campanha, lançada pelo Ministério em parceria com 18 estados, conta com uma estratégia de alto impacto visual e mobilização social com distribuição de pulseiras, adesivos, viseiras, ventarolas, tatuagens temporárias, faixas e balões blimps, com foco na prevenção e na proteção da vida de mulheres e meninas. Márcia Lopes também reforçou o trabalho conjunto entre o Ministério das Mulheres, o Governo da Bahia e a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM-BA) para ampliar o alcance das ações de prevenção e acolhimento. “Violência não combina com o carnaval, essa festa tão tradicional e popular do Brasil. Que as mulheres sejam livres e respeitadas. Por isso, temos ali o balão blimp com a mensagem central da campanha nacional de Carnaval 2026: “Se liga, ou eu ligo 180”, que é liderada pelo nosso presidente Lula. Então, em qualquer situação de importunação ou assédio, as mulheres precisam ter a coragem de dizer: não é não”, afirmou a ministra. Antes do desfile, pela manhã, acompanhada da secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, a ministra visitou o projeto “Cuidar de quem Cuida”, desenvolvido pela SPM-BA na sede das Voluntárias Sociais, localizada no Palácio da Aclamação. A iniciativa é voltada a todas as mulheres e oferece cuidados, afeto e práticas de cura por meio de terapias integrativas e ferramentas de acolhimento. “O projeto visa acolher mulheres que estão nas ruas, que precisam ser orientadas, cuidadas e alimentadas em um espaço pensado para elas. É isso que as mulheres precisam e querem para suas vidas”, destacou a ministra durante a visita. Visita ao projeto Cuidar de quem cuida Após o desfile, Márcia Lopes marcou presença na tenda “Oxe, Me Respeita”, ação da SPM-BA que intensifica, durante o Carnaval da Bahia, o enfrentamento à violência contra a mulher nos principais pontos da festa. A ministra também levou a mensagem da campanha e a importância de denunciar para todos presentes no bloco As Filhas de Ganghy, no circuito Barra Ondina. Visita ao projeto Cuidar de quem cuida Campanha nacional “Se liga, ou eu ligo 180” Com a mensagem central “Se liga ou eu ligo 180 – Governo do Brasil: do lado das mulheres, contra a violência no Carnaval”, a campanha incentiva a sociedade a não se omitir diante de situações de assédio e violência, estimulando denúncias por meio do Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher. O serviço é gratuito, confidencial e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em todo o território nacional. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Também é possível acionar o canal via WhatsApp pelo número (61) 9610-0180.  A campanha conta ainda com o apio da CAIXA, da Polícia Rodoviária Federal e de concessionárias de rodoviais, alcançando todas as regiões do país. Bloco Afoxé Filhos de Gandhy Uma instituição cultural com relevante trajetória social, o Afoxé Filhos de Gandhy reafirma, por meio da parceria com o Ministério, o seu compromisso histórico com a cultura da paz, a promoção dos direitos humanos e o enfrentamento às múltiplas formas de violência que atingem a sociedade brasileira, em especial a violência contra as mulheres. Assessoria de Comunicação do Ministério das MulheresTel.: (61) 2027-3676 | imprensa@mulheres.gov.br Fonte: Ministério das Mulheres

Safra de café deve atingir recorde em 2026 e reforçar ciclo de preços firmes

A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta colheita de 66,2 milhões de sacas de café beneficiadas de 60 quilos. Se confirmada, será a maior safra da série histórica e um avanço de 17,1% sobre 2025, superando o recorde anterior, de 63,1 milhões de sacas, registrado em 2020. O aumento ocorre em ano de bienalidade positiva — característica fisiológica da cultura, principalmente do arábica — e também por expansão da área produtiva. A área em produção deve chegar a 1,9 milhão de hectares, crescimento de 4,1% frente ao ciclo anterior. A produtividade média nacional é estimada em 34,2 sacas por hectare, alta de 12,4%, sustentada por melhor regime de chuvas durante fases críticas do desenvolvimento das lavouras e maior adoção de manejo tecnológico. O arábica concentrará a maior parte da recuperação. A colheita está projetada em 44,1 milhões de sacas, aumento de 23,3% na comparação anual. Já o conilon (robusta) deverá alcançar 22,1 milhões de sacas, avanço de 6,4% e possibilidade de novo recorde para a variedade, impulsionado principalmente por material genético mais produtivo e irrigação mais difundida nas regiões produtoras. Minas Gerais seguirá como principal polo cafeeiro do país, com previsão de 32,4 milhões de sacas, beneficiado pela melhor distribuição de chuvas antes da florada. Em São Paulo, a produção deve chegar a 5,5 milhões de sacas, com recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior. A Bahia deve colher 4,6 milhões de sacas, enquanto o Espírito Santo — líder nacional em conilon — pode atingir 19 milhões de sacas, apoiado por boas precipitações no norte do Estado. Em Rondônia, a produção é estimada em 2,7 milhões de sacas, reflexo do avanço de lavouras clonais de maior rendimento. O cenário produtivo ocorre ao mesmo tempo em que o mercado internacional permanece apertado. Apesar de o Brasil ter exportado menos volume em 2025 — 41,9 milhões de sacas, queda de 17,1% — a receita cambial foi recorde: US$ 16,1 bilhões, alta de 30,3%, impulsionada pelo aumento de 57,2% no preço médio, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A tendência é que os preços sigam sustentados. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta consumo mundial recorde de 173,9 milhões de sacas, puxado principalmente pela Ásia. Ao mesmo tempo, os estoques globais seguem em níveis historicamente baixos: 21,3 milhões de sacas no início da safra 2025/26 — o menor patamar em cerca de 25 anos — com previsão de nova queda para 20,1 milhões ao final do ciclo. Leia Também: Mato Grosso segue sofrendo com a escassez de chuvas Na prática, o produtor entra em 2026 com uma combinação rara: safra cheia e mercado internacional ainda ajustado. Mesmo com a recuperação da oferta brasileira e uma boa colheita no Vietnã, principal concorrente no robusta, a relação entre consumo crescente e estoques reduzidos tende a manter o café valorizado no comércio global. Fonte: Pensar Agro

Agricultura espacial avança no Brasil e gera tecnologia para uso no campo

A produção de alimentos pensada para missões espaciais começa a produzir efeitos concretos dentro da porteira. Projetos conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com universidades, centros de pesquisa e instituições ligadas ao programa espacial brasileiro, estão desenvolvendo sistemas de cultivo para ambientes extremos: tecnologias que passam a ser consideradas ferramentas de adaptação da agricultura nacional às mudanças climáticas. O trabalho integra a Space Farming Brazil, rede científica coordenada pela Embrapa que reúne cerca de duas dezenas de instituições de pesquisa brasileiras e internacionais. O objetivo inicial é estudar como produzir alimentos em condições incompatíveis com a agricultura convencional — locais sem solo fértil, com restrição severa de água, alta radiação e controle energético limitado, cenário semelhante ao de futuras bases lunares ou missões de longa duração. O interesse do agronegócio, porém, não é espacial. É climático. A agricultura brasileira enfrenta aumento de eventos extremos. Levantamentos da própria Embrapa indicam maior frequência de ondas de calor, irregularidade de chuvas e veranicos prolongados em importantes regiões produtoras do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. Nessas condições, parte dos problemas agronômicos começa a se aproximar, em escala menor, do ambiente simulado nas pesquisas espaciais: limitação hídrica, estresse térmico e baixa previsibilidade produtiva. Cultivar sem solo e com pouca água Nos experimentos, as plantas não são cultivadas em terra. O desenvolvimento ocorre em sistemas hidropônicos, aeropônicos ou em substratos inertes, com fornecimento preciso de nutrientes. Sensores monitoram continuamente crescimento, fotossíntese, temperatura foliar, respiração e consumo hídrico. O ganho mais imediato é a eficiência no uso da água. Sistemas fechados permitem reaproveitamento do recurso várias vezes. Em ambientes controlados, a economia pode chegar a 80% a 90% em comparação ao cultivo convencional em campo aberto — uma característica relevante em um país onde a irrigação responde por aproximadamente 70% da água captada para uso humano, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). Outro avanço envolve a iluminação artificial. Como no espaço não há ciclo dia-noite adequado à agricultura, foram desenvolvidos sistemas de LED com espectros específicos para a fotossíntese. A luz é ajustada por comprimento de onda, estimulando crescimento, enraizamento ou floração conforme a fase da planta. O resultado é produção contínua, independente de estação do ano ou clima. Essas tecnologias já aparecem no Brasil em estufas de hortaliças, produção de mudas, viveiros de mudas florestais e agricultura urbana — setores onde a previsibilidade produtiva vale mais do que a escala. Plantas e microrganismos mais eficientes Parte importante da pesquisa envolve melhoramento vegetal. O objetivo não é aumentar apenas produtividade, mas eficiência fisiológica: plantas menores, com maior aproveitamento de nutrientes, tolerantes ao calor e capazes de crescer com menos água. Também estão sendo estudados microrganismos capazes de estimular crescimento, reciclar resíduos orgânicos e aumentar a resistência das plantas ao estresse ambiental. O uso desses bioinsumos pode reduzir fertilizantes químicos e defensivos, um ponto estratégico em sistemas produtivos intensivos. A agricultura espacial também acelera o desenvolvimento de sensores e automação. Equipamentos monitoram a lavoura em tempo real e identificam antecipadamente estresse hídrico, deficiência nutricional e início de doenças. Na prática, trata-se de uma evolução da agricultura de precisão, porém aplicada a um nível mais controlado de produção. Leia Também: Bahia retoma plantio de algodão após vazio sanitário Por que isso interessa ao produtor Embora o cultivo de soja, milho ou pecuária extensiva não vá migrar para ambientes fechados, as tecnologias derivadas têm aplicação direta. Sistemas de irrigação de alta eficiência, manejo automatizado, monitoramento remoto e cultivares mais resistentes são considerados ferramentas de adaptação produtiva. A própria Embrapa trabalha com o conceito de “laboratório extremo”: ao resolver como produzir alimento com quase nenhuma água, solo ou estabilidade ambiental, a pesquisa antecipa soluções para condições que já começam a ocorrer no campo. O avanço também dialoga com segurança alimentar. A Organização das Nações Unidas projeta população mundial próxima de 9,7 bilhões de pessoas até 2050. A expansão de área agrícola tende a ser limitada, o que pressiona produtividade e eficiência no uso de recursos. Nesse contexto, a agricultura espacial deixa de ser um projeto futurista e passa a funcionar como linha de inovação agrícola. Tecnologias desenvolvidas para alimentar astronautas podem primeiro chegar a estufas, horticultura intensiva e produção protegida — e, gradualmente, influenciar sistemas produtivos de maior escala. Na prática, a pesquisa voltada ao espaço não pretende substituir a agricultura tradicional. O objetivo é torná-la mais previsível. Ao aprender a produzir em ambientes extremos, a ciência busca garantir produção estável em um cenário climático cada vez menos estável dentro da própria Terra. Fonte: Pensar Agro