Telessaúde de Mato Grosso do Sul lidera cobertura no Centro-Oeste e cresce mais de 500%

Entre 2022 e 2025, a expansão acelerada dos serviços digitais consolidou o estado como o de melhor cobertura de telessaúde do Centro-Oeste Com a implantação das bases da saúde digital no território estadual, a estratégia tem ampliado o acesso à atenção especializada e contribuído diretamente para a redução das filas de regulação no SUS (Sistema Único de Saúde). Houve expansão consistente da telemedicina e do telediagnóstico, com incorporação estruturada, em 2025, de modalidades como tele-ECG, teledermatologia, teleoftalmologia, teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias na Rede de Atenção à Saúde, elevando a resolutividade do atendimento. O principal destaque é o tele-ECG (tele-eletrocardiograma), com 84.880 exames realizados em 2025, consolidado como uma das ferramentas clínicas mais utilizadas na rede pública. No mesmo período, as teleinterconsultas somaram 18.630 atendimentos, fortalecendo o suporte especializado às equipes da Atenção Primária e qualificando a condução clínica dos pacientes nos próprios municípios. De acordo com monitoramento do Ministério da Saúde, todos os municípios do estado contam com ofertas de telessaúde e avançam na organização do uso dos serviços, alinhados aos eixos do Programa SUS Digital: cultura e educação permanente em saúde digital; soluções e serviços tecnológicos; e interoperabilidade e uso estratégico da informação. Cobertura e impacto na regulação A ampliação do telediagnóstico impactou a regulação estadual. Atualmente, 60 municípios utilizam tele-ECG e 28 contam com teledermatologia. Outros 8 participaram da campanha itinerante de teleoftalmologia, com 954 exames realizados, ampliando o acesso a diagnóstico especializado. Quatorze municípios apresentam alto índice de resolutividade via teleatendimento, com redução expressiva e em alguns casos, eliminação da demanda reprimida por especialidades, entre eles: Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia, Coxim, Fátima do Sul, Angélica, Anastácio, Deodápolis, Rio Negro, Sidrolândia, Selvíria, Vicentina e Bandeirantes. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o próximo passo é consolidar o uso contínuo das ferramentas. “Os avanços demonstram o potencial da telessaúde para ampliar o acesso e reduzir desigualdades. Agora, é fundamental integrar as soluções digitais à rotina dos serviços, com fluxos organizados e equipes engajadas para gerar impacto permanente no cuidado”, destaca. Estrutura e política de saúde digital A política estadual é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da SES (Secretaria de Estado de Saúde) em articulação com os municípios. Segundo a superintendente Marcia Tomasi, a prioridade é qualificar o uso da estrutura já implantada. “A base tecnológica está disponível em todo o estado. O foco é apoiar as equipes na incorporação da telessaúde ao processo de trabalho, fortalecendo a rede assistencial”, afirma. O avanço é sustentado por portarias federais publicadas em 2025 que reforçam a política de saúde digital no SUS e por investimentos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com envio de kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento e telediagnóstico. Modalidades e especialidades O Núcleo de Telessaúde oferta atendimento remoto em diversas especialidades e formatos. As teleconsultorias, síncronas ou assíncronas, contemplam áreas como clínica médica, infectologia, dermatologia, pediatria, nefrologia, obstetrícia, hematologia, psiquiatria, endocrinologia, pneumologia, neurologia, geriatria, reumatologia, ortopedia, medicina de família, psicologia, nutrição e enfermagem. As teleinterconsultas promovem troca técnica entre profissionais para apoio à decisão clínica em especialidades como cardiologia, endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psiquiatria, nefrologia, infectologia e gastroenterologia, incluindo gestação de alto risco. Já as teleconsultas conectam especialista e paciente diretamente, ampliando o acesso a áreas como endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psicologia, nutrição, reumatologia e ortopedia. Segundo a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro, a diversidade de modalidades sustenta os resultados alcançados. “A telessaúde aproxima o especialista do cidadão e apoia as equipes locais. Isso se reflete em mais acesso, cuidado qualificado e maior resolutividade da rede”, ressalta. André Lima, Comunicação SES Foto: Agência Brasil Fonte: Governo MS

Mapeamento de Criativos de MS continua em 2026 e amplia construção de políticas públicas para o setor

O Mapeamento de Criativos de Mato Grosso do Sul segue em andamento em 2026, dando continuidade ao trabalho de identificação e cadastramento de artistas, produtores, empreendedores e demais agentes da economia criativa em todo o estado. A iniciativa é coordenada pela Superintendência de Economia Criativa e Políticas Integradas, vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), e tem como objetivo consolidar um banco de dados que subsidie políticas públicas, investimentos e ações estratégicas voltadas ao setor. Lançado em 2025, o mapeamento já possibilitou a construção de um panorama inicial da economia criativa sul-mato-grossense, reunindo informações sobre áreas de atuação, perfil dos agentes, municípios participantes e características dos empreendimentos criativos. Os dados coletados integram o banco MS +Criativo, ferramenta que fortalece o diálogo entre o poder público e a comunidade criativa. Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, a continuidade do mapeamento é fundamental para o planejamento das ações governamentais. “A economia criativa tem papel estratégico no desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul. Manter esse mapeamento ativo nos permite planejar políticas públicas com mais eficiência, direcionar investimentos e reconhecer a diversidade cultural existente nos municípios, valorizando quem faz da criatividade uma atividade econômica e cultural”. A superintendente estadual de Economia Criativa, Luciana Azambuja, destaca que a participação dos agentes culturais é decisiva para ampliar o alcance das políticas públicas. “A continuidade do mapeamento em 2026 é essencial para ampliar esse retrato da economia criativa no estado. Cada novo cadastro fortalece o banco de dados e contribui para que as ações cheguem de forma mais justa aos criativos e aos territórios onde eles atuam”. O cadastro é gratuito, realizado de forma on-line, por meio da plataforma Responde MS, e contempla diversos segmentos, como artesanato, música, artes visuais, artes cênicas, design, moda, gastronomia, cultura geek/nerd, literatura, audiovisual, além da organização e produção de feiras e festivais criativos, entre outros. Os dados coletados poderão ser utilizados para consultas, diagnósticos e eventuais convites para ações, programas e projetos desenvolvidos pela Setesc e instituições vinculadas, sem gerar vínculo obrigatório de contratação. O formulário de cadastro segue disponível no link: https://www.responde.ms.gov.br/pesquisa/69. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail economiacriativa@setesc.ms.gov.br ou pelo telefone (67) 3316-9320. Lucas Castro, Comunicação SetescFoto de capa: Ricardo Gomes/Setesc Fonte: Governo MS

Escassez de armazenagem força venda na colheita e derruba renda rural

A insuficiência de armazenagem de grãos em Mato Grosso do Sul está impactando diretamente a renda do produtor. Estudo técnico da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) estima que, na safra 2024/25, o Estado deixou de capturar R$ 6,1 bilhões em receita potencial por causa da falta de silos, o que obrigou produtores a comercializar soja e milho no pico da colheita, período de maior oferta e preços mais pressionados. Do total, R$ 4,7 bilhões correspondem à soja e R$ 1,4 bilhão ao milho. Segundo o levantamento, a oleaginosa sofre mais com a ausência de armazenagem porque seu preço apresenta maior variação ao longo do ano e tende a reagir melhor fora da janela de colheita. Na temporada analisada, Mato Grosso do Sul produziu cerca de 24,26 milhões de toneladas de soja e milho, enquanto a capacidade estática de estocagem alcança 16,39 milhões de toneladas. Considerando o parâmetro técnico internacional que recomenda capacidade equivalente a 120% da produção anual, o Estado apresenta déficit de 12,72 milhões de toneladas, cerca de 43,7% abaixo do nível considerado adequado. Venda forçada derruba preço médio Sem estrutura própria ou regional suficiente, parte relevante da produção precisa sair imediatamente das lavouras para tradings, cooperativas ou armazéns de terceiros. A concentração de oferta no mesmo período reduz o preço recebido pelo produtor e encurta a margem da atividade. Além do valor da saca, a limitação também afeta o fluxo financeiro da propriedade. Sem poder escalonar vendas ao longo do ano, o agricultor perde capacidade de negociar melhores contratos e fica mais dependente das condições de mercado no momento da colheita — justamente quando os preços costumam estar nos níveis mais baixos. O problema também pressiona a logística. A falta de espaço para guardar grãos aumenta a necessidade de transporte imediato, eleva filas em armazéns e terminais e intensifica a disputa por caminhões no pico da safra. Municípios mais afetados Cinco municípios concentram mais de um terço do impacto econômico: Maracaju: R$ 708,5 milhões Ponta Porã: R$ 457,9 milhões Sidrolândia: R$ 401,2 milhões Dourados: R$ 318,6 milhões São Gabriel do Oeste: R$ 265,7 milhões Juntos, somam cerca de R$ 2,15 bilhões em perdas potenciais. Maracaju, principal polo produtor estadual, responde sozinho por mais de 11% do custo de oportunidade calculado. Capacidade cresce, mas atrás da produção O levantamento mostra que houve avanço recente na armazenagem. Entre 2014 e 2025, a capacidade estática praticamente dobrou, passando de 8,97 milhões para 16,39 milhões de toneladas. Apenas entre 2024 e 2025, o aumento foi de 10,9%, com acréscimo de 1,6 milhão de toneladas. Leia Também: Goiás se consolida como gigante do agronegócio brasileiro, com destaque nas exportações Mesmo assim, a expansão não acompanha o ritmo da produção agrícola. O crescimento da armazenagem ocorre depois da safra já ter aumentado, mantendo o déficit estrutural. Além de reduzir o preço médio recebido pelo produtor, a limitação gera efeitos econômicos regionais: amplia o custo logístico no período de colheita, concentra fretes em curto espaço de tempo e diminui o efeito multiplicador da renda agrícola sobre comércio e serviços locais. Segundo o estudo, o valor não capturado na safra equivale a aproximadamente 10% do valor bruto da produção de soja e milho do Estado — montante que, em tese, seria suficiente para financiar parte dos investimentos em novos armazéns. Diante do cenário, o setor defende ampliação de linhas de crédito e incentivos para construção de silos, especialmente em regiões de maior produção, como forma de aumentar a competitividade e dar ao produtor a possibilidade de escolher o melhor momento de venda. Fonte: Pensar Agro

Dependente de importações, Brasil acende alerta para custos da próxima safra

O aumento recente dos preços internacionais dos fertilizantes fosfatados reacendeu um tema antigo, mas ainda não resolvido no país: a vulnerabilidade externa do abastecimento agrícola. O Brasil é hoje uma potência produtora de grãos, fibras e proteínas, mas permanece fortemente dependente de insumos importados — especialmente fertilizantes. O país importa cerca de 85% dos nutrientes utilizados nas lavouras, proporção ainda maior no caso dos fosfatados e potássicos. Isso faz com que qualquer alteração no mercado internacional chegue rapidamente ao custo de produção dentro da fazenda. Esse quadro voltou ao centro das atenções com a recente alta global dos fertilizantes fosfatados. O mercado internacional entrou em fase de restrição de oferta e já impacta diretamente o planejamento da safra. A China reduziu exportações para priorizar o consumo interno durante o período do Ano Novo Lunar, enquanto os Estados Unidos ampliaram compras para a safra de primavera. O efeito combinado foi diminuição da disponibilidade global e sustentação das cotações. Preços sobem também no mercado brasileiro O reflexo chegou rapidamente ao país. O MAP — sigla do fosfato monoamônico, principal fonte de fósforo utilizada no plantio de soja e milho — avançou cerca de US$ 15 por tonelada na semana, sendo negociado próximo de US$ 712/t, aproximadamente R$ 3.845 por tonelada ao câmbio de R$ 5,40. Outros produtos acompanham o movimento. O SSP (superfosfato simples) acumula valorização de 13,3% em 2026, enquanto o TSP (superfosfato triplo) sobe 9,2% no mesmo período. Como o fósforo é essencial para o desenvolvimento inicial das culturas, há pouca margem técnica para reduzir aplicação sem comprometer produtividade. Apesar da alta, as compras seguem lentas. A relação de troca piorou e são necessárias mais sacas de soja para adquirir o mesmo volume de fertilizante. Com margens apertadas e dólar elevado, produtores têm optado por postergar aquisições. O câmbio pesa diretamente porque o insumo é majoritariamente importado. Ao mesmo tempo, a comercialização antecipada da soja ocorre de forma cautelosa, reduzindo a liquidez nas propriedades. Analistas avaliam que a estratégia é compreensível, mas arriscada: concentrar compras perto do plantio pode significar preços ainda maiores ou dificuldades logísticas de entrega. Por que o Brasil ficou dependente A dependência brasileira não surgiu por falta de recursos naturais ou capacidade industrial. O país possui reservas minerais e acesso a gás natural — matéria-prima básica para a produção de fertilizantes nitrogenados. O que ocorreu foi uma mudança de orientação econômica e energética ao longo da última década. Até meados dos anos 2010, a produção doméstica era considerada estratégica. A Petrobras operava fábricas de amônia e ureia e havia projetos de expansão industrial. A unidade planejada em Três Lagoas (MS), por exemplo, seria uma das maiores produtoras de ureia da América Latina. A partir de 2015, a estatal passou a concentrar investimentos na exploração de petróleo e reduzir participação em áreas fora do núcleo principal do negócio. Entre 2018 e 2022, foram paralisadas as fábricas nitrogenadas da Bahia e de Sergipe e, posteriormente, a unidade de Araucária (PR). A planta de Três Lagoas teve as obras interrompidas e nunca entrou em operação. Leia Também: Ministros fazem reunião de emergência para discutir crise na agricultura O fator determinante foi o custo do gás natural. Como a ureia é derivada diretamente desse insumo, a produção nacional perdeu competitividade frente a países com gás barato, como Rússia, Estados Unidos e produtores do Oriente Médio. A alternativa econômica passou a ser importar. A consequência foi estrutural: o Brasil ampliou sua produção agrícola, mas reduziu a produção dos insumos necessários para sustentá-la. Após a crise internacional de fertilizantes de 2022, o governo federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê ampliar a produção interna ao longo dos próximos anos por meio de reativação industrial, mineração de nutrientes e estímulo a bioinsumos. O objetivo é diminuir a exposição a choques externos, ainda que sem eliminar as importações no curto prazo. Para o produtor rural, o efeito é direto. O fertilizante tornou-se um dos principais componentes do custo operacional da lavoura e sua formação de preço depende majoritariamente do exterior. Assim, mesmo com produtividade crescente e tecnologia avançada no campo, parte relevante da competitividade do agro brasileiro continua vinculada a fatores fora do país — do preço do gás natural no mundo às decisões de exportação de grandes fornecedores. Em outras palavras, o Brasil aumentou sua capacidade de produzir alimentos em escala global, mas ainda não garantiu a mesma autonomia para produzir os insumos que sustentam essa produção. E sempre que a oferta internacional aperta, o primeiro impacto aparece no custo de produção dentro da porteira. Fonte: Pensar Agro

Renegociações de dívidas rurais atinge R$ 7,5 bilhões em quase 28 mil contratos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 7,5 bilhões em operações de reestruturação de passivos do setor agropecuário dentro do programa federal de liquidação de dívidas rurais encerrado em 10 de fevereiro. A iniciativa, financiada com recursos do Tesouro Nacional, foi criada para produtores atingidos por perdas climáticas recorrentes e alcançou 27.796 contratos em 754 municípios de 22 Estados. A linha foi aberta em outubro de 2025 e permaneceu disponível até 10 de fevereiro deste ano. Ao todo, havia R$ 12 bilhões reservados para prorrogação, amortização ou quitação de operações de crédito rural. O valor médio das renegociações ficou em aproximadamente R$ 270 mil por produtor, perfil que indica predominância de propriedades familiares e de médio porte. Do montante aprovado, R$ 4,8 bilhões foram direcionados a agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), responsáveis por 25.041 contratos. Outros R$ 2,7 bilhões atenderam produtores de maior escala, somando 2.755 operações. O mecanismo permitiu alongamento de passivos de custeio e investimento, incluindo renegociação de Cédulas de Produto Rural (CPR). O prazo de pagamento chegou a nove anos, com até doze meses de carência — condição considerada essencial em regiões que enfrentaram quebras sucessivas de safra por estiagem ou excesso de chuvas nas últimas temporadas. A adesão ampla mostra a dimensão do problema financeiro enfrentado no campo desde 2023. Eventos climáticos extremos — seca prolongada no Sul, excesso de chuvas no Centro-Oeste e irregularidade hídrica em áreas de segunda safra — reduziram produtividade e comprometeram fluxo de caixa, especialmente em propriedades altamente alavancadas após o ciclo de juros elevados. Na prática, o programa funcionou como uma ponte de liquidez. Ao substituir dívidas de curto prazo por financiamento de longo prazo subsidiado, o produtor evitou execução bancária, preservou garantias reais e ganhou tempo para recompor capital de giro na safra seguinte. Cooperativas também puderam enquadrar operações, reduzindo o risco sistêmico regional — um ponto sensível em municípios dependentes da renda agrícola. Leia Também: Colheita da soja supera 23% em todo país A regra exigia comprovação de perdas climáticas em duas ou mais safras e reconhecimento oficial de situação de adversidade no município. Esse critério restringiu o acesso, mas direcionou os recursos para áreas com maior deterioração financeira. No mercado, a medida foi interpretada como instrumento emergencial de estabilidade produtiva. A manutenção da capacidade de plantio em 2025/26 ajuda a evitar retração de área e, consequentemente, queda de oferta agrícola — fator que pressiona preços de alimentos e a inflação. Para o produtor, o impacto imediato não é aumento de renda, mas sobrevivência financeira: a renegociação reduz a pressão de curto prazo, reabre acesso ao crédito rural regular e permite voltar ao ciclo produtivo sem comprometer patrimônio. Em regiões afetadas por sucessivas frustrações de safra, isso significa, na prática, a diferença entre plantar novamente ou sair da atividade. Fonte: Pensar Agro

10ª edição do Farm Show consolida Primavera do Leste como polo do agro

A Farm Show MT, marcada para 10 a 13 de março em Primavera do Leste (distante 235 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, completa uma década em um momento simbólico para o agronegócio brasileiro: o de profissionalização das feiras agrícolas como plataforma efetiva de comercialização. Longe de ser apenas vitrine tecnológica, o evento passou a funcionar como canal direto de investimento do produtor rural — e os números das edições recentes confirmam isso. Na edição anterior, a feira recebeu mais de 65 mil visitantes e superou R$ 1,8 bilhão em negócios fechados entre máquinas, implementos, soluções digitais e insumos, com mais de 350 expositores. O volume aproxima o evento dos principais encontros comerciais do Centro-Oeste e reforça um fenômeno observado nos últimos anos: a decisão de compra de parte relevante do parque de máquinas agrícolas passou a ocorrer dentro das feiras regionais. Criada em 2015, a Farm Show nasceu como exposição tradicional, mas mudou de perfil ao longo da década e se consolidou como feira de negócios propriamente dita, acompanhando a expansão econômica do município. Polo produtivo explica força da feira A relevância econômica do evento está diretamente ligada ao lugar onde ele ocorre. Primavera do Leste está situada a cerca de 200 quilômetros de Cuiabá, capital do Mato Grosso. O município não é apenas uma cidade agrícola típica: ele figura entre os maiores geradores de riqueza do campo no país. Dados do IBGE colocam Primavera do Leste entre os principais municípios brasileiros em valor de produção agrícola, integrando o grupo dos maiores polos de geração de renda rural do país. A região concentra produção de soja, milho e algodão — base do sistema de segunda safra mato-grossense. O próprio estado deve colher cerca de 50 milhões de toneladas de milho safrinha em ciclos recentes, evidenciando a escala produtiva que sustenta o mercado de máquinas, crédito e tecnologia agrícola. É esse nível de produção que transforma a feira em ambiente de decisão econômica: o produtor visita, compara e compra. Não por acaso, a comercialização dos estandes costuma ocorrer meses antes do evento e há fila de empresas interessadas em participar. Mais que exposição: termômetro de investimento Feiras agrícolas regionais passaram a desempenhar um papel semelhante ao das antigas bolsas de negócios do setor. Em Mato Grosso, onde o custo operacional é elevado e a janela de plantio é curta, a definição de investimento precisa ocorrer rapidamente. A feira concentra revendas, bancos, tradings e fabricantes no mesmo local, reduzindo custo de negociação e acelerando contratos. Leia Também: O arábica de Minas Gerais impulsionou as negociações de café em outubro Na prática, a Farm Show funciona como um “início informal” da safra seguinte: produtores avaliam margens, negociam financiamento e travam compras de tecnologia antes do plantio. Dentro dessa lógica econômica, a organização ampliou áreas de interação com o público urbano — estratégia adotada por várias feiras agrícolas após a intensificação do debate ambiental e climático envolvendo a produção agropecuária. A proposta não é apenas recreativa. Trata-se de comunicação setorial: apresentar ao consumidor urbano como funciona a produção de alimentos, num estado cuja economia depende diretamente da agropecuária. O crescimento da Farm Show não é isolado. Ele reflete a mudança estrutural do agro brasileiro: a interiorização do investimento. Municípios produtores passaram a concentrar renda, serviços e indústria, e feiras locais viraram centros de decisão econômica. Um exemplo vem lá do Paraná, onde o Show Rural Coopavel 2026, realizado semana passada, recebeu 430.300 visitantes e realizou R$ 7,5 bilhões em negócios Para o produtor, isso significa algo objetivo — menos deslocamento, mais acesso a tecnologia e crédito e maior poder de negociação. Para o mercado, indica outra coisa: as decisões que antes passavam pelas capitais agora estão sendo tomadas no interior do país, onde a produção realmente acontece. Fonte: Pensar Agro

MS vai receber 7,8 mil doses da vacina contra dengue para imunizar servidores da saúde

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Mato Grosso do Sul receberá amanhã, quinta-feira (19/2), 7.878 doses da vacina atenuada contra a dengue para imunizar servidores que atuam nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Nesta primeira fase, o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, é destinado exclusivamente para este público. As doses integram a estratégia nacional de vacinação de trabalhadores do SUS (Sistema […] (MS vai receber 7,8 mil doses da vacina contra dengue para imunizar servidores da saúde)

2 de Mayo mobiliza fronteira, mas cede empate ao Sporting Cristal pela Libertadores

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Num jogo de baixo nível técnico com direito a virada em um minuto e empate dramático no fim, 2 de Mayo e Sporting Cristal empataram por 2 a 2 no Estádio Rio Parapiti, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Cáceres e Cristiano (contra) marcaram para o time da casa, enquanto Yotún e Ángel Martínez (contra) […] (2 de Mayo mobiliza fronteira, mas cede empate ao Sporting Cristal pela Libertadores)

Em MS, Chikungunya infecta 8 pessoas por dia

Secretaria Estadual de Saúde reforçou que medidas simples são essenciais para combater a proliferação do mosquito causador da doença. Os casos de Chikungunya em Mato Grosso do Sul já registraram alta nos primeiros 48 dias de 2026. Dados do boletim epidemiológico da doença divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostraram que, até agora, foram confirmados 367 casos da doença e 1.061 casos prováveis.  Em média, foram aproximadamente 8 casos confirmados da doença por dia no Estado desde o dia 01 de janeiro do ano.  Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram 481 casos prováveis da doença até o dia 8 de fevereiro, as suspeitas quase triplicaram.  Fátima do Sul, Vicentina, Sete Quedas e Jardim são as cidades com maior incidência de casos, com mais de 300 casos por 100 mil habitantes. No Estado, de forma geral, o número de incidência de casos é 38,5 a cada 100 mil habitantes, considerado baixo.  Sete grávidas testaram positivo para a doença e não foi registrado nenhuma morte.  A SES aproveitou os dias de carnaval para reforçar medidas para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da Zika.  O aumento de circulação de pessoas e da produção de resíduos durante o período festivo acende o alerta para a importância do descarte correto do lixo e da eliminação de recipientes que possam acumular água parada, medida essencial para reduzir o risco de formação de criadouros do mosquito.  “Com a chegada do Carnaval, é importante que a população redobre os cuidados, tanto quem for viajar ou aproveitar a folia quanto quem optar por ficar em casa. Pedimos atenção especial para evitar o descarte irregular de lixo e não deixar recipientes com água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito da dengue. Pequenas atitudes fazem toda a diferença na proteção da saúde de todos”, destacou a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener.  Por isso, a orientação continuam as mesmas de sempre: jogar embalagens e copos nas lixeiras espalhadas nos locais de festa e evitar deixar acumuladores de água nas ruas, praças e terrenos baldios.  “Uma simples lata ou copo plástico jogado na rua pode se transformar em um criadouro em poucos dias. O mosquito se desenvolve rapidamente, e cada recipiente com água parada representa um risco. Por isso, a colaboração da população é essencial para evitar novos focos”, explicou Mauro Lúcio Rosário, coordenador de Controle de Vetores da SES.  Para o pessoal que prefere a tranquilidade do feriado em casa, a pasta reforça a importância de vistoriar o quintal e o interior da residência. Verificar calhas, ralos externos, vasos de plantas, garrafas, baldes, lonas e caixas d’água são medidas eficazes no controle do mosquito.  “Mais de 70% dos focos do mosquito são encontrados em ambientes domiciliares, o que torna a participação da população decisiva no enfrentamento das arboviroses. O controle do mosquito começa dentro de casa. Quando cada morador faz a sua parte, conseguimos reduzir significativamente os índices de infestação e proteger toda a comunidade”, reforçou a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho.  Chikunguya A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti. Os sintomas são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. O tratamento da Chikungunya é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas. Recomenda-se ingestão de líquidos, de paracetamol ou dipirona em caso de dor. Em hospitais, o tratamento é realizado com líquidos intravenosos. A doença pode evoluir para três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica. A fase aguda tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem duração de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se fase crônica. Os anti-inflamatórios não esteroides e corticosteróides não devem ser utilizados na fase aguda da doença. O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda. Combate ao mosquito As melhores formas de prevenir e combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti são: Evitar deixar água parada em vasos de plantas; Manter caixas d’água bem fechadas; Eliminar acúmulo de água sobre a laje; Manter garrafas e latas tampadas; Fazer manutenção em piscinas; Manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos; Tampar ralos; Usar repelentes; Fumacê; Método Wolbachia. Fonte: Correio do Estado

Dia de sol entre nuvens e previsão de chuva isolada na fronteira

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Quarta-feira de Cinzas (18/2) com previsão de chuva isolada em Ponta Porã. O dia começa com sol entre muitas nuvens, mas o tempo pode mudar. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), mínima de 24ºC e máxima de 36ºC. (Dia de sol entre nuvens e previsão de chuva isolada na fronteira)